terça-feira, 31 de maio de 2011

Serviço público do 31 da Armada


Repetir-se-á a História?

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Pepinadas

Pepinos espanhóis analisados não estão na origem das infecções na Alemanha

Brigadas e reumatismos

Cultural, por José Sócrates: “Acabar com ministério é menorizar a cultura”, 30-05-2011.


Militar, por Marcello Caetano, 14-03-1974.

Estatística curiosa

Fonte: NoTricksZone - China To German Nuclear Engineers And Scientists: “Research And Work For Us!”

O que nos espera

é qualquer coisa como isto, caso não ganhemos juízo.
______________
Nota: o melhor seria ler a notícia no original (que implica subscrição, ainda que temporária); a quem não o possa fazer, esta ("Grecia entra en estado de pánico"), em espanhol, traduz bem o espírito e a letra.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O imperador vai nu

O juíz Napolitano historia o desenvolvimento do imperialismo americano, particularmente a partir de Woodrow Wilson, e o papel essencial da Fed na progressão estatista e consequente progressiva destruição do capitalismo e da sua ética. John Maynard Keynes e Franklin Roosevelt são duas figuras sinistras nesse processo que continua e se vem acentuando até hoje. 

Dos limites da desfaçatez (20)

Dos limites da desfaçatez (19)

Sócrates: "Desculpe, não sei do que está a falar"

A provável crise "9/11" financeira que aí vem

"...I think what will happen is that these deficits will stay very high and that they will lead to very high inflation rates most likely hyperinflation not tomorrow but over time , all I can say is I travel a lot and I am surprised that the US can publish a consumer price index of two percent when everything I see is up significantly in price not a little bit , significantly and so I think here [US] the rate of inflation has to be closer between 5 and 10 percent ,in my opinion closer to ten percent than five percent ,and elsewhere I also see prices going up substantially and so the potential for high inflation is actually there ....." (realces meus)

Justiça dos vencedores

O criminoso de guerra Ratko Mladić
Fotografia do Público
E a dos vencidos?

Dos limites da desfaçatez (18)

Na Rua Direita, Inglês técnico ou desonestidade,

Mais um exemplo da loucura eólica

Too much faith – and subsidy – is ploughed into wind power when there are alternatives to butchering Britain, escreve Simon Jenkins, no The Guardian, ontem (realces meus). A sua leitura é obrigatória.

«We know all about life, liberty, property and the pursuit of happiness, but what of beauty? This week hundreds of marchers have converged on Cardiff from the west Midlands and mid-Wales in a desperate bid to halt what, on any showing, is an aesthetic travesty. By what right?

The protested plan, which has seen the Welsh marches in uproar for six months, is to erect 800 more wind turbines across the Cambrian Mountains and build a 100-mile network of 150ft pylons over the Powys hills, down the upper Severn valley into Shropshire. It will turn the largest wilderness area of Britain outside a national park into hundreds of square miles of power station. There is no market demand for this and the electricity generated will be less than one conventional power station. It is all political. The entire project is financed by the taxpayer in grants and by a compulsory levy on electricity bills´.
One thing I know about the green energy debate is that it brings out the worst in everyone, especially landowners and lobbyists wallowing in government money. To the Treasury, wind farms are like aircraft carriers, cash-eating machines pampered so ministers can walk tall at international conferences. Villages are being bribed with £20,000 a year in pocket money if they support permission for local turbines. Farmers can retire to the Bahamas on the amortised value of a wind-farm cluster. The British Wind Energy Association (now euphemised as RenewableUK) has 550 corporate members who shared £1bn in subsidy last year. The press treats it as a research source, when it is a lobbyist.
Just 19 giant turbines outside Swansea are planned to generate £12m a year for the Duke of Beaufort's estate, of which £7m is direct subsidy. This is repeated across the British landscape. Then in April came the absurdity of Scottish landowners being given almost £1m in compensation for not supplying wind power to an overloaded grid for just one night. It indicates what happens when an artificial market is created by a political whim, in this case that the UK should generate "15% of power from renewables" with no concern for cost. That cost is budgeted to be a staggering £100bn in grants and price levies by 2020. These sums are way out of proportion to any conceivable public good (...)»
Leia o resto do artigo.

Visita obrigatória

ao Socratesleaks. A recomendar aos amigos distraídos.

Água no bico

era o que se via, à légua, com este concurso para que chamei a atenção por aqui. Através de Passos Coelho, ficámos a saber de quem era o bico.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um indicador avançado

é como, pedindo emprestada uma feliz graça do André Azevedo Alves, se poderia classificar a opinião, "com toda frontalidade", que Francisco Assis manifesta, agora, neste video:

Estatísticas ambientais

Steven Goddard faz notar que, à data de hoje (tradução minha)
"Já passaram 27 658 dias desde que o furacão mais devastador de sempre atingiu os EUA. Os níveis de CO2 estavam nessa altura bem abaixo do patamar considerado seguro de 350 ppm [partes por milhão].
Decorreram 6 849 dias desde que o último furacão de categoria 5 atingiu os EUA.
Nos últimos 985 dias nenhum furacão atingiu os EUA. Tal período corresponde ao maior intervalo de tempo sem furacões desde a Guerra Civil [1861-1865]."

Das fracas perspectivas dos investimentos verdes

Lê-se na Reuters: Top hedge fund chiefs: short green tech, store gems. Um excerto:
Bet against solar energy, says famed short seller James Chanos. Squirrel away gems, advises bond guru Jeffrey Gundlach. Go long on discount retailer Family Dollar, counsels activist investor Bill Ackman.

Chanos threw cold water on alternative energy companies, saying that shares in wind turbine maker Vestas Wind Systems and solar panel maker First Solar Inc likely will fall.

Arguing that alternative energy may not create the jobs politicians predict, Chanos said he would likely offend the green movement with his bets.

"The cost of wind is 50 percent more expensive than natural gas," Chanos said, adding that Denmark-based Vestas would be a good company to bet against or sell short.

The environmental benefits of solar power are also questionable, he said. Chanos said he is certain that he is on the right path on First Solar because top managers are leaving the company. "We advise you to heed their warnings," he said, drawing both applause and laughter.

Inutilidades

Quando a uma vergonha como esta,


vem a suceder uma apreciação deste tipo


só podemos (re)concluir pela inutilidade da CNE. Assim sendo, extinga-se!

Marlene Dietrich - Bitte geh nicht fort


quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ron Paul: sobre o limite de endividamento

Obama merece um F- na Segurança Global Alimentar

Mais uma chamada de atenção para o atentado económico e civilizacional que representam as medidas punitivas para os países mais pobres em resultado da absurda política de promoção do etanol a partir do milho.

"A organização sem fins lucrativos Chicago Council on Global Affairs deu esta semana à administração Obama uma notação B- relativamente ao progresso que imprimiu na promoção da segurança alimentar nos países pobres, de acordo com o publicado hoje no ClimateWire (subscrição necessária).

Eu não entendo como é possível a um especialista em política externa  conceder à administração de Barack Obama um B- para o seu contributo para a segurança alimentar global. Esta pontuação só seria possível caso a graduação se fizesse entre os EUA e a Coreia do Norte e o Zimbabué.

Durante o período em avaliação pelo Chicago Council on Global Affairs, a quota de produção,  ao estilo soviético, da América para o etanol, um combustível destilado do milho, aumentou em quase 4 milhares de milhões de galões, ou 104 milhares de milhões de quilos de milho. Este ano os agricultores americanos irão dedicar cerca de um terço da cultura do milho - a maior do mundo - para o etanol. Como explico aqui, aqui e aqui, esta distorção enorme empurra para cima os preços dos alimentos no mercado mundial de grãos de oleaginosas, o que prejudica em particular os centros urbanos nos países em desenvolvimento. Simplificando, a nossa estúpida política relativa ao etanol é uma das maiores ameaças para a segurança alimentar no mundo de hoje, se não a maior.

Em 2007, o Energy Independence and Security Act estabeleceu um calendário, em galões por ano, para a produção de etanol de milho calendário (este ano, é cerca de 13 biliões de litros), mas a administração Obama tinha e tem a autoridade para ajustá-lo para baixo. Ora, porque não usou essa autoridade, o presidente merece um F- por promover a insegurança alimentar desde 2008."

A tragédia do euro - novo acto

Depois de um aviso sério, eis que a "parada" sobe, à custa do peso da realidade. A saída do euro foi, pela primeira vez, oficialmente admitida. A começar pela Grécia.

Marc Faber: I think we are all doomed

Numa entrevista com MacAlavany (realces meus), Faber mostra-se muito pessimista quando ao desenlace da "impressão" de moeda pelos bancos centrais, numa escala sem precedentes na História:
(...) "I think we are all doomed. I think what will happen is that we are in the midst of a kind of a crack-up boom that is not sustainable, that eventually the economy will deteriorate, that there will be more money-printing, and then you have inflation, and a poor economy, an extreme form of stagflation, and, eventually, in that situation, countries go to war, and, as a whole, derivatives, the market, and everything will collapse, and like a computer when it crashes, you will have to reboot it. For the investor, the question is: How do I navigate through this complete disaster that is going to unfold? And I think if you look at different asset classes - real estate, equities,bonds, cash, precious metals – I suppose that you have to be diversified. I think real estate in the U.S. may go down another 10% or so, or even 15%, but I am always telling people, if you can buy the piece of land or the house you like, what do you actually care if it does down another 10%? If everything I bought in my life had only gone down 10-15%, I would be very rich, because a lot of things became worthless, especially loans to friends, and bonds, and so forth.Look at the history, for example, of Germany, for the last 100 years. They had World War I. They had the hyper-inflation in World War II. The bond-holders got wiped out three times. If you owned Siemens, and you still own Siemens today, it was not a fantastic investment, but at least you still have something. You were not wiped out. I think that in equities you will be better off because you have an ownership in a company,than by being the lenders to companies, and the lenders, especially, to governments."

"Amigos e camaradas... conseguimos!"

Público, 25-05-2011

A burla certificada

Santana Castilho, de quem sou extremamente crítico, divulga hoje no Público um exemplo da certificação da ignorância. Vergonha inominável!

Governo financia-se a si próprio com o nosso dinheiro


A semântica do default


O Comissário Europeu para os Assuntos Económicos e o líder do Ecofin excluem a possibilidade de uma reestruturação total da dívida grega. Rehn e Juncker preferem uma recalendarização. A situação grega é cada vez mais complicada e o governo já fala em incumprimento.

Bob Dylan - Mr. Tambourine Man

Emergência humanitária

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Orgulho (e preconceito)

Via 4República,

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terça-feira, 24 de maio de 2011

Ética e legalidade

Sem comentários:
Almerindo Marques, ex-presidente das Estradas de Portugal vai liderar Opway (ligações conhecidas). 
Eduardo Gomes, ex-vice-presidente das Estradas de Portugal vai "assumir "em breve" a vice-presidência do grupo MCA", segundo o Público de hoje (link não disponível). O grupo MCA opera na área da construção.

Cuidado com as carteiras

"Atenas não está em bancarrota", Jean-Claude Juncker à Spiegel Online

SPIEGEL: “Are you saying that, as a finance minister in the age of global capital markets, you cannot tell people the truth?”

Juncker: I do not have a ready answer to your question. My main concern is to protect people from detriment. That’s why I feel practically compelled to make sure that no dangerous rumors begin to circulate. I’m certainly not going to go to confession because of a false denial. God understands more about the financial markets than many who write about them.

A política (?) de Obama e a energia de origem fóssil

No ano passado, a administração Obama impôs uma moratória de perfuração ao largo do Golfo do México. Tal significou parar todas as perfurações já autorizadas e congelar todos os pedidos para perfurar novos poços em águas profundas. Seis meses decorridos, a moratória foi suspensa, mas nada mudou na realidade. Foi somente após a perda de dezenas de milhares de empregos nas indústrias conexas à extracção petrolífera e preços da gasolina a subir rapidamente que levaram finalmente a administração Obama a aprovar um punhado de novas licenças.

Esta (ausência) de política é devastadora para a indústria de energia de origem fóssil que está a ter consequências bem negativas para todos os EUA. Em simultâneo, e inexplicavelmente, Obama anuncia no Brasil que está disponível para partilhar o know-how americano na extracção de petróleo e gás natural em águas profundas, no Brasil, anunciando que será dos principais clientes desse petróleo! E tudo isto num país - os EUA - que tem a base de recursos fósseis maior do mundo.

Alfama School of Economics

e o seu mais lídimo representante:

A razão por que o Governo nunca gostou da UTAO

está bem espelhada neste relatório da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). Basta ler o sumário executivo para o perceber. Destaco apenas um período que bem desmonta a propaganda governamental:
"Assinale--se que, caso os juros e outros encargos fossem pagos de forma regular (de montante idêntico ao longo do ano), a despesa efectiva registaria, em Março, uma taxa de variação homóloga acumulada nula."

Big Oil and Big Wind

Senator Lamar Alexander (R. Tenn.), em intervenção no Senado americano no passado dia 18 de Maio (realce meu):

“So I ask the question: If wind has all these drawbacks, is a mature technology, and receives subsidies greater than any other form of energy per unit of actual energy produced, why are we subsidizing it with billions of dollars and not including it in [the energy subsidy] debate? Why are we talking about Big Oil and not talking about Big Wind?

Keynesianismo e TGV

The Economist, The Difference Engine: Fast track to nowhere, 20-05-2011 (Tradução e realces meus).
"De todos os serviços de comboios de alta velocidade em todo o mundo, apenas um faz realmente sentido económico - o da rota Shinkansen que serve a ligação de 550 quilómetros (340 milhas) que liga 35 milhões de pessoas da grande Tóquio aos 20 milhões de residentes do "cluster" Kansai de cidades compreendendo Osaka, Kobe, Kyoto e Nara. Nas horas de ponta, até 16 comboios-bala por hora em cada sentido fazem a viagem ao longo da planície costeira densamente povoada que é o lar de mais da metade da população de 128 milhões de pessoas do Japão. do Japão."

"(...) Apesar de fazer mais sentido (...) dar início à ligação entre São Francisco e São José [Califórnia], a única parte do traçado que não levanta tormenta política corresponde ao pouco povoado Central Valley. Para mais, a Casa Branca insistiu que o dinheiro do estímulo deveria ser usado para criar empregos no Central Valley, onde o desemprego em muitas comunidades agrícolas ultrapassa os 20%.

Como resultado destas "condicionantes", o primeiro troço da linha de alta velocidade da Califórnia, com um custo estimado 5.5 biliões de dólares, corresponderá às 65 milhas que distam entre as cidadezinhas de Bordon e Corcoran no meio de campos agrícolas do Central Valley. Quando foi anunciado em Dezembro passado, os críticos prontamente o rotularam da ligação da "linha para sítio nenhum"."
Faz lembrar uma outra história muito conhecida por cá.

Keynesianismo, aeroportos e uma história de Baby Doc

Público, 19-05-2011
Há mais de 20 anos conheci uma pessoa extraordinária. Argentino de nascimento mas naturalizado americano, vivia na altura em Seattle. Aquitecto naval de profissão, um verdadeiro chef na cozinha, um músico que extraía do clarinete sons improváveis, entre muitos outros atributos o não menor deles o ser amigo dos seus amigos. Cidadão do mundo, tinha-o cruzado já por diversas vezes o que o tornava também um belíssimo contador de histórias. Esta fantástica notícia, que emula as "boas práticas" do camarada Zapatero (ver artigo na imagem) fez-me recordar uma das suas histórias.

Em missão no Haiti ao serviço de um organismo supranacional, ao tempo de Papa e Baby Doc, o meu amigo necessitava obter uma série longa de dados sobre a amplitude da temperatura diária atmosférica. Após questionar várias pessoas, alguém lhe sugeriu que talvez a conseguisse obter visitando o aeroporto. E foi o que fez para sua grande satisfação pois encontrou exactamente o que precisava... à excepção dos últimos 10 anos. Perguntando pelo resto dos dados, a resposta que obteve foi que tinha deixado de haver registos desde que o termómetro do aeroporto se tinha partido... Uma tão extraordinária resposta só se poderia equiparar à prática de então, frequente, de fechar o aeroporto para que Baby Doc pudesse experimentar as emoções fortes da velocidade ao volante dos seus automóveis desportivos.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Senhoras e Senhores, mais uma viagem!

Já com menos de dois meses de dinheiro disponível, o sinais acumulam-se relativamente às dificuldades gregas: Grécia prepara quinto programa de austeridade. Para não haver dúvidas, Bruxelas diz como as coisas deverão ocorrer, nesta entrevista de Jean-Claude Juncker à Spiegel de que transcrevo um excerto (realces meus):
SPIEGEL: Nevertheless, we'd like to try aiming for the truth: How bad is the situation for Greece really?
Juncker: Greece has not adequately implemented the consolidation program to which it had agreed. Revenues are 9 percent below the target, the reform of the tax system is not proceeding as agreed and the planned privatization efforts haven't even been initiated. We were very direct in trying to explain these failings to our Greek friends at the last meeting of the European Union finance ministers.
SPIEGEL: What does Athens have to change?
Juncker: There are quite a few things Greece can do to clean up its budget. he government bureaucracy is bloated and needs to be reduced in size. Besides, the country has significant assets that the government owns.

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A inflação é um imposto insidioso sobre as poupanças

In a recent interview with David McAlavany Dr. Marc Faber answered this question about inflation:

David McAlavany: It seems like perhaps one of the best strategies that they [o Governo] have to employ is a manipulation of the CPI [Índice de preços no consumido] numbers so that people assume that real-world inflation is 2 to2½%, while running at a 5% rate, essentially cutting the debts in half over a long enough period of time. If real-world inflation is, as John Williams of Shadow Stats has said, closer to 8%, then we are alleviating a lot of our existing stock of debt, at a rapid rate.

Marc Faber: Correct. But you understand, you are not really helping the economy, you are impoverishing, let’s say, the honest people who are decent, who have deposits, who save money and keep it in the banking system, who simply do not want to speculate. So, it is a tax on people’s savings, and it is a very vicious tax, because it is not so obvious to them,but it will become obvious one day, when with their money they can buy less and less. In other words, the purchasing power of money goes down. That is why I am telling everyone, if you already own cash, consider gold and silver to be a component of your cash portfolio, and own some of it, because the government can appropriate it, but otherwise they cannot fiddle around with it in terms of increasing the supply.

A educação não é um direito mas um bem

Na sequência do post que traduzi em A educação e as mercearias, o Professor Don Boudreaux da Universidade George Mason e blogger no Cafe Hayek, entrevistado pelo Juíz Napolitano, explica que a educação não é um direito mas um bem, como a comida.

Derrota monumental para Zapatero

sábado, 21 de maio de 2011

Bob Dylan - Like A Rolling Stone (1966)

Comemorando o 70º aniversário de Robert Allen Zimmerman, aka Bob Dylan.

Ainda bem que por cá nada disto acontece

La Junta dedica otros 20 millones a cursos para ex empleados de Delphi, no Libertaddigital (tradução minha de um excerto)
"As diferentes administrações despendem em cada ano, milhares de milhões de euros para as chamadas "políticas activas de emprego, representando a formação um dos seus principais pilares. Como é sabido, a oferta de cursos para os desempregados constitui uma próspera indústria financiada com dinheiro público seja qual seja o resultado desse dispêndio brutal, por certo, mais que modestos, à luz de todos os indicadores. 

Alheios a toda a evidência, governo, regiões autónomas e municípios continuam a distribuir muito dinheiro para a realização de cursos independentemente de os alunos os frequentarem ou não, mas o organismo que com mais afinco delapida o dinheiro público nesta área é, como todos sabem, o Serviço Andaluz de Emprego, sacos azuis à parte. E para prova basta consultar este Diário Oficial da Andaluzia, onde se anuncia a atribuição de um subsídio de mais de 20 milhões de euros para "formar" exclusivamente os ex-funcionários da multinacional Delphi."
Adenda: via Cachimbo de Magritte, um video ilustrativo do que por cá se passa:

Da guerra às drogas ao descarado roubo policial

Incrível! (Via Free Advice)


Isto vai acabar mal (2)

e quando tal acontecer, o mundo sofrerá. Daí a atenção que sempre dedico à realidade americana, ao seu império e às respectivas guerras.


(Via ZeroHedge)

Jon Stewart: A Gaiola das Loucas

A propósito do mais recente, ainda que alegado, episódio sexual extrovertido de Monsieur DSK, Jon Stewart alerta-nos para o carácter potencialmente libidinoso da generalidade dos economistas...

Socrimero (2)

Voltando ao gamanço no Aventar:

Not One, Not Two But Three

Falo de ursos polares claro está e das terríveis implicações das alterações climáticas nas suas populações.


(Via Real Science)

O debate

A julgar pelo que leio na generalidade dos blogues bem como na sondagem realizada pela Católica, Passos Coelho terá vencido, com largueza, o Sr. Pinto de Sousa. Deste modo, talvez seja possível que a margem de diferença entre PSD e PS se venha a acentuar.

Como já referi por várias vezes, só uma derrota substancial do PS criará condições para que nos vejamos livres do Sr. Pinto de Sousa por muito tempo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Socrimero

Gamado do Aventar, antecipando o debate de hoje à noite.


Adenda: aclaração socrimeral:

Aldrabices verdes (2)

Escrevia, a 28-07-2004, o correspondente da BBC nas Maldivas, sob o título: Maldives: Paradise soon to be lost (tradução minha).
"A olho nu, os sinais das alterações climáticas são quase imperceptíveis, mas os cientistas temem que o nível do mar esteja a subir até 0,9 centímetros por ano.

Uma vez que 80% das suas 1.200 ilhas não estão a mais que 1 metro acima do nível do mar, dentro de 100 anos as Maldivas podem tornar-se inabitáveis."
Esta narrativa apocalíptica repetiu-se (repete-se) ad nauseum. Ora, como Steven Goddard nos relembra aqui, parece que o governo das Maldivas não acredita pura e simplesmente nesta propaganda da subida dos níveis do mar - vejam-se os seus planos para a construção de um novo aeroporto - tirando antes partido das técnicas de marketing do género «venha já ver a maravilha antes que esta desapareça»!

Que tretas!

Dos limites da desfaçatez (17)


Segundo a síntese da execução orçamental de Janeiro a Abril, hoje divulgada pela Direcção Geral do Orçamento,
  • a despesa do Estado, face a idêntico período de 2010, desceu 3%
  • já as receitas subiram 17,4%
Já ouviram falar em extorsão fiscal?
_________
Adenda: Tavares Moreira, entretanto, apresenta fundadas razões para suspeitar que a descida da despesa pública seja mesmo a anunciada. Não esqueçamos que a informação proveniente da DGO é relativa a "movimentos de caixa" pelo que basta adiar pagamentos em dívida para que a despesa, na aparência, e só na aparência, diminua.

Dos limites da desfaçatez (16)

Chamam-se Teresa Gonçalves, Isabel Rodrigues e Helena Afonso, foram certificadas pelas Novas Oportunidades em Alverca, e estiveram ontem numa iniciativa de campanha do PS, para explicarem as respectivas experiências. E nenhuma das três bateu palmas à intervenção quer de José Sócrates quer de Ferro Rodrigues, nessa cerimónia manhã fora, em Vila Franca.
Dizem que foram convidadas pelo Centro Novas Oportunidades para ali estarem. E ainda que nenhuma tenha ido ao engano, pensariam que era outra coisa...

Em suma: a culpa é, obviamente, dos portugueses


O peixe morre pela boca

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Os avisos do Banco de Portugal

No Relatório Anual de 2010, o BdP salienta que as exigências do [plano de ajuda externa] são "substanciais", mas a "sua prossecução estrita é incontornável" e “desejável”, pois "mais do que o cumprimento da condicionalidade exigida no seu âmbito, a importância das medidas preconizadas decorre, em primeiro lugar, da necessidade de criar as bases para garantir um crescimento mais equilibrado e sustentado no médio e longo prazo". O BdP adianta ainda que os de cumprimento "não são negligenciáveis", pelo que estes "apenas reforçam a importância de cumprir, ou mesmo superar, os exigentes objectivos fixados para Portugal" [como Constâncio assinalava].
O Banco de Portugal assinala ainda que o quadro macroeconómico esperado "é particularmente severo", já que contempla uma nova recessão em 2011, de "magnitude elevada, que persistirá em 2012".

Esta recessão "prolongada", sublinha a mesma fonte, "será acompanhada de uma contracção sem precedentes do rendimento disponível real das famílias e de novos aumentos da taxa de desemprego".

Relativamente às pensões de reforma o BdP conclui que pela "importância de ao longo da vida activa os trabalhadores complementarem os seus descontos para os sistemas públicos de pensões com formas alternativas de poupança”, sob pena de as pensões de reforma que o Estado virá no futuro a proporcionar virem a ser de montantes muito, muito, diminutos.

Uma perguntita

Se a razão principal, segundo o Sr. Pinto de Sousa,  para o  "acréscimo do desemprego se deve à "crise internacional"",  por que razão temos

689 mil desempregados
enquanto as nossas exportações crescem à taxa anual de 17%?

Lendo o Público a uma quinta-feira (6)

"As pessoas não têm vergonha de discriminar os idosos", por Ana RuHenriques (página 28, secção Local).

"As pessoas não têm vergonha de discriminar os idosos, ao contrário do que acontece com a discriminação por razões étnicas ou de género", diz uma especialista na matéria, Sibila Marques.
A investigadora, que lançou recentemente um livro sobre o assunto, explica que os preconceitos contra a terceira idade são socialmente aceites, mesmo quando partem da própria faixa etária.
(...)
«Em Portugal existe um alto grau de aceitação dos líderes mais velhos»

Lendo o Público a uma quinta-feira (5)

"Constâncio aconselha Lisboa a superar objectivos do programa de ajustamento" é o título do artigo assinado por Isabel Arriaga e Cunha, em Bruxelas.

A jornalista escreve que "Vítor Constâncio, vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), aconselhou ontem Portugal a fazer melhor do que os objectivos que estão previstos no programa de ajustamento de modo a poder regressar rapidamente ao mercado par ao financiamento da economia."

Não há nem uma palavrinha reservada a um comentário a posteriori, quanto ao que mudou após estas declarações de Vítor Constâncio de 29-09-2009 (*), então governador do Banco de Portugal.

____________________
(*) - Com a devida vénia ao Mr. Brown pela "escavação" oportuna desta memória.

Lendo o Público a uma quinta-feira (4)

O artigo (página 8 da P2) é assinado por São José Almeida. Título escolhido, a propósito da notícia que constitui o lançamento de um novo livro de Boaventura Sousa Santos: "É preciso pensar e reinventar Portugal". A jornalista cita o sociólogo (realces meus):
[É] preciso quebrar a indiferença anestesiante, alerta Boaventura: "Estamos a assistir ao desenvolvimento do subdesenvolvimento do nosso país e aparentemente assistimos passivamente. Como se isso nos abalasse tanto quanto o recente maremoto do Japão. Como se o país fosse um lugar distante, habitado por gente por gente que conhecemos mal, por quem não temos especial estima e que certamente merece o fardo que lhe cabe carregar. (...) E quase todos flagelam o país, como se as causas da nossa crise financeira não fossem sistémicas e, portanto, em parte, estranhas à nossa acção, por mais desastrada que tenha sido."

Lendo o Público a uma quinta-feira (3)

Em apontamento não assinado (página 15), pode ler-se (realces meu):
"Isaltino Morais não apresentou ainda qualquer recurso da decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) que confirmou a pena de dois anos de prisão que lhe foi aplicada pela Relação de Lisboa. O prazo para recorrer para o Tribunal Constitucional (TC) terminava segunda-feira, mas poderá ainda ser apresentado hoje, mediante o pagamento de uma taxa suplementar."

Lendo o Público a uma quinta-feira (2)

Por Jorge Talixa, que assina o artigo "Sócrates acusa Passos de "preconceito social" nas críticas ao programa "Novas Oportunidades", um excerto:
"Numa sessão organizada em menos de 24 horas, em Vila Franca de Xira, os socialistas [o Sr. Pinto de Sousa incluído] mobilizaram algumas centenas de apoiantes e apresentaram uma dezena de testemunhos em defesa das Novas Oportunidades.
(...)
Curiosamente, Vila Franca de Xira é também a cidade de onde é natural Luís Capucha, o socialista que preside à Agência Nacional para a qualificação e coordena o programa."

Lendo o Público a uma quinta-feira (1)

Por José António Cerejo, um dos últimos jornalistas de investigação:

A desfaçatez do Sr. Pinto de Sousa não tem limites. Tal como a sua capacidade de mentir.

Jornalistas e pintelhos

Um extracto da crónica de Helena Matos, hoje no Público, intitulada "Daqui fala o povo, pá", a propósito do que aqui se noticia:
"Em 2011 os portugueses, a braços com uma crise muito séria, já nem riem perante o absurdo da cobertura mediática de acções como a efectuada em diversos centros de emprego pelo movimento "É o povo, pá": a meio da noite, jornalistas e fotógrafos esperavam a chegada de uns mascarados que colavam uns cartazes onde afirmavam. "Não queremos subsídios. Queremos emprego."

Os mascarados distribuíram um documento aos jornalistas presentes que, apesar do adiantado da hora, ali estavam literalmente a servir de amplificação do evento. Assim, às conferências de imprensa do primeiro-ministro, que não são conferências, pois não são admitidas perguntas e muito menos serão de "imprensa", porque a captura de imagens é fortemente condicionada, juntam-se agora as performances dos activistas ditos anónimos - francamente, tendo em conta a pequenez de Portugal, parece-me tecnicamente impossível fazer uma acção destas no Porto sem que os jornalistas e os activistas não se reconheçam logo nos primeiros minutos. Performances essas que só têm efeito, caso os jornalistas apareçam. Donde seria mais correcto designar estes activismos como eventos nascidos de parcerias entre os activistas, que precisam de ser notícia, pois o activismo, ao contrário da militância, restringe-se ao ser notícia, e os jornalistas que precisam de fazer notícia e vêem nestas acções uma originalidade refrescante e por isso as noticiam com tamanha boa vontade."
Como, parafraseando Pacheco Pereira, percebo o desespero de Eduardo Catroga!

Dos limites da desfaçatez (15)

Mês após mês, o inefável Valter Lemos aparece na televisão e nos jornais para assinalar os dados "encorajadores" da evolução do número de inscritos nos centros de emprego ou, no mínimo, os indícios "animadores" que o governo consegue descortinar pelo facto de a taxa de crescimento dos novos desempregados, num dado mês, evoluir "favoravelmente" pelo facto de ela (taxa) ser menor da que já ocorreu (!) anteriormente.

Nesta permanente mistificação que visa suavizar a tragédia do desemprego - "porque importa transmitir confiança aos agentes económicos e não promover o bota-abaixismo" -, os dados fornecidos pelos centros de emprego jogam um papel importante. Eles são divulgados antes dos dados oficiais fornecidos pelo INE (e os únicos reconhecidos na União Europeia pelo Eurostat) numa estratégia que pretende amortecer as sucessivas más notícias que as estatísticas do emprego teimam em revelar.

Assim, quando ontem surgiu a "notícia" que "o desemprego registado nos centros de emprego voltou a cair em Abril esperar-se-ia que, hoje, os dados que antecipadamente se sabiam ir ser divulgados pelo INE não iriam trazer boas notícias. É certo que o INE iniciou uma nova série estatística - como tal não comparável directamente com a anterior - e portanto os 12,4% de taxa de desemprego do 1º trimestre do ano correspondentes a 689 mil desempregados iriam ser desvalorizados por esse facto. Foi o que, sem surpresa, o Sr. Pinto de Sousa fez. Porém, como se pode ser no Destaque do INE, mesmo mantendo a metodologia anterior, a taxa fixar-se-ia em 11,4% e esta última seria directamente comparável com a taxa de 11.1% verificada no último trimestre do ano anterior.

Portanto, seja na nova metodologia seja na anterior, o desemprego cresce, atingindo a taxa de 28% (!!) para a população jovem e tudo isto mesmo quando se verifica novamente, tal como na década de 60 do século passado, uma elevadíssima emigração, como se pode constatar aqui (com a devida deferência ao Prof. Álvaro Santos Pereira pelo verdadeiro serviço público que continua a prestas com a divulgação de séries longas estatísticas).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A promoção activa da idiotice

é um dos objectivos prosseguidos pelo estatismo. Reconheça-se que, com frequência, com muito sucesso.

Futilidade e "A Guerra às Drogas"

Thomas E. Woods aborda, no seu recente Rollback, inúmeras áreas de actuação "típica" dos estados. Neste video, explicita o seu ponto de vista quanto à absurda Guerra às Drogas, explicando as razões pelas quais deve ser abolida.


Pelas 40 mil vidas que já foram ceifadas no México desde que Felipe Caldéron passou a patrocinar a guerra primeiro lançada por Richard Nixon; pelas centenas de milhar de consumidores de drogas recreativas que ocupam prisões sobrelotadas em todo o mundo e especialmente nos EUA; pela gigantesca corrupção que esta guerra provoca a todos os niveis; pelos lucros obscenos que proporciona aos grandes barões traficantes, só possíveis pela acção dos governos que pretendem lutar contra as inexoráveis leis da oferta e da procura. Que tragédia! Que futilidade!

terça-feira, 17 de maio de 2011

A degradação do valor da moeda no tempo

designa-se por inflação e é, integralmente, obra dos governos. Por isso, isto que se segue

é muito parecido com isto:

O castelo de cartas europeu

explicado por Simon Hobbs.

Dos limites da desfaçatez (14)

Dos limites da desfaçatez (13)


Registe-se, ainda uma outra vez, que, segundo o Sr. Pinto de Sousa, dizer a verdade é um insulto. Esta novilíngua, que corrompe as palavras e consequentemente conceitos como a verdade, a honra, o dever, a moral e a ética é a principal herança que o Sr. Pinto de Sousa deixa ao país. Será esse o fardo que mais tempo teremos de carregar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

The Dirty Old Man

The Dirty Old Man And The IMF, por Patrick J. Buchanan. Alguns excertos:

"Under DSK, the IMF took on a new role that enchanted Europe.

It joined with the European Central Bank to provide hundreds of billions to bail out Greece, Ireland and Portugal, so these nations would not default on their debts and bring down the European banks that are stuffed full of Greek, Irish and Portuguese bonds.

Through the IMF, U.S. taxpayers are bailing out European nations to save European banks, just as U.S. taxpayers, through the Federal Reserve, secretly bailed out European banks throughout 2009 and 2010.

This is why the socialist Strauss-Kahn was a hero in the capitals of Europe. He was their agent in our capital.

Consider the winners and losers of this globalist racket.

The people of Greece, Ireland and Portugal endure austerity and recession for years, while the European banks are assured 100 cents on the dollar for their bonds. And the deal-makers like DSK are put up at $3,000-a-night hotel rooms, fly first class and get tax-free salaries larger than those of the president of the United States, courtesy of the U.S. taxpayer.

Saturday at the Sofitel, we saw up-close the sense of arrogance and entitlement such privilege induces in our global elite.

Time to shut down the IMF and get back what’s left of our gold."

Julian Simon vence Paul Ehrlich também postumamente

Recursos de gás de xisto tecnicamente recuperáveis crescem 134% (realces meus)
"The Energy Information Administration’s estimates of technically recoverable shale gas resources have jumped 134 percent in one year. In the Annual Energy Outlook 2010, technically recoverable shale gas resources were estimated to be 368 trillion cubic feet. In the Annual Energy Outlook 2011, the estimate shot up to 862 trillion cubic feet. The increase in shale gas brings total U.S. recoverable natural gas resources to 2,629 trillion cubic feet. This is a welcome change because as little as 10 years ago, analysts and politicians said that the United States could not drill its way out of a natural gas shortage. But, with new technology and investment, we did just that."
Claro que agora, em que uma vez mais se  prova como Julian Simon estava certo na sua aposta contra Ehrlich, e mais afastado fica a suposta ultrapassagem da "peak production" de gás natural, os profissionais do Armagedeão ambiental acenam com as mais tenebrosas calamidades relativamente à exploração do gás de xisto de acordo com as mais recentes tecnologias de extracção (ver aqui, por exemplo, para uma sumária apresentação das catástrofes "potenciais" incorridas e sua refutação).

domingo, 15 de maio de 2011

Publicidade libertária


Segurança e aventura


Exemplo de "segurança":
São perto de 123 mil os desempregados que nos próximos dois anos podem ser afectados pelas mudanças no regime de protecção no desemprego previstas no memorando assinado pelo governo.
Exemplo de "aventura":
Redução até 4 pontos da Taxa Social Única para aumentar a competitividade das empresas e, indirectamente, aumentar o emprego.

Je n'ai pas eu des relations sexuelles avec cette femme?

Ou outro exemplo de uma certa ética republicana, laica e socialista, já com reincidências da natureza a seguir descrita.

Segundo o New York Times, Dominique Strauss-Kahn, o camarada socialista que actualmente chefia o FMI e putativo candidato à presidência da república francesa, acaba de ser preso no aeroporto J. F. Kennedy (já dentro do avião que o transportaria a França) sob a acusação de "assalto sexual" a uma criada no hotel em que ficou instalado. De acordo com o Zero Hedge, citando fontes policiais, Strauss-Kahn alegadamente terá empurrado a criada para cima da cama do quarto forçando-a de seguida a fazer sexo oral com ele.

Aldrabices verdes

Numa lógica inatacável, o Prof. Pinto de Sá, destrói a estratosférica aldrabice do Sr. Pinto de Sousa & Associados de que teriam sido criados cem mil "empregos verdes" decorrentes da "aposta" das energias renováveis. Pinto de Sá, usando de vários pressupostos optimistas, consegue chegar, com custo, a 11 mil!

Como não há almoços grátis, os milhares de milhões dispendidos com rendimentos garantidos aos promotores dos investimentos "verdes", foram os milhares de milhões que ficaram indisponíveis para os outros sectores da economia, nomeadamente o exportador (o crédito é finito como em breve todos descobriremos). Quantas dezenas de milhar de empregos terão deixado de ser criados em sectores rentáveis e portanto sem necessidade de ser subsidiados? É esta permanente multiplicação de iniciativas politicamente correctas com taxas de rentabilidade baixíssimas (se positivas...), cujo caminho é aberto ao som de um matraquear propagandístico permanente e de uma comunicação social acéfala e de uma condescendência deplorável para com o Poder, que explica boa parte do nosso empobrecimento.

A liberdade e os seus inimigos

neles se incluindo os idiotas. A firme serenidade de Ron Paul é notável.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

É oficial: Ron Paul é candidato a presidente dos EUA

O excelente discurso de anúncio da candidatura.

Euróbolo

Recessão e despudor

O Aldrabão-mor e respectiva pandilha, ao longo dos anos, sempre exultaram com qualquer efémera melhoria, mesmo que ínfima, num qualquer indicador, desvalorizando em contrapartida toda a evolução negativa usando tantas vezes o argumento da efemeridade. Hoje, os jornalistas(?) não se cansaram de salientar o facto de termos entrado em "recessão técnica" como se, pelo facto de ser "técnica" (como o Inglês) lhe desse uma característica particular de excitação noticiosa.

Se os jornalistas fizessem o que se lhes pede - fact-checking e confronto entre promessas e concretizações - teriam hoje repristinado declarações como esta, noticiadas pelo i, em 13 de Novembro de 2010, a propósito do crescimento económico no 3º trimestre do ano transacto (realces meus):

A evolução positiva do PIB foi recebida com optimismo pelo governo. Para José Sócrates, os números da estimativa rápida do INE são "muito animadores", confirmando "o esforço de recuperação da economia portuguesa". Para o Ministério das Finanças, a performance do PIB reforça "a justeza da revisão em alta do crescimento apresentada pelo governo"

Uma explicação

Ao longo de quase todo o dia, foi impossível postar na plataforma do Blogger. Por outro lado, à hora que escrevo, persistem em não aprecer os posts que fiz ontem, dia 12. Como não é a primeira vez que me acontece tal nos poucos meses que levo disto, parece-me de equacionar uma mudança de poiso. Já comecei a procurar candidatos.

Uma história deveras interessante (reincidência)

Este video ficou indisponível aqui embora se mantenha ainda aqui. Imagino que venha brevemente também a ser indisponibilizado. Até lá, VEJA-O e OUÇA-O com toda a ATENÇÃO!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Ron Paul é diferente!

O conúbio entre público e privado

Na língiua inglesa, há uma expressão mais precisa: crony capitalism, cujo pai fundador foi Alexander Hamilton. Nada disto tem a ver com o capitalismo. Pelo contrário, trata-se do seu oposto.

Notícias do Instituto de Gestão do Crédito Público

  • Como se pode consultar no site do IGCP, a dívida pública directa do Estado atingiu no final de Abril 158,2 mil milhões de euros  (+6,4 mil milhões de euros face a 31 de Dezembro último, o que representa uma variação de +4.2%).
  • A fuga aos Certificados de Aforro acelerou-se brutalmente em Abril (-705 milhões de euros) que de todo foi compensada pelo saldo entre emissões e resgates de Certificados do Tesouro (+90 milhões de euros).
  • Até 30 de Abril, por referência ao final do ano transacto) a fuga dos particulares aos títulos da dívida pública já monta a 1007 milhões de euros traduzindo a confiança dos cidadãos no Estado que temos...

Dos limites da desfaçatez (12)

Faltam 24 dias para as eleições. Mentiras como as que abaixo se evidenciam por parte do Aldrabão-Mor, tenderão a multiplicar-se ainda mais, por incrível que possa parecer.

Memorando de Entendimento entre o governo e a troika (realce meu):

1.3.On the basis of a proposal developed by the time of the first review, the 2012 Budget will include a budget neutral recalibration of the tax system with a view to lower labour costs and boost competitiveness [October 2011]

Ontem, no debate com Sócrates, Louçã brandiu o documento enviado pelo governo português ao Sr. Paul Thomsen onde se pode ler (com os devidos cumprimentos a  António Nogueira Leite, realces meus):

"39. A critical goal of our program is to boost competitiveness. This will involve a major reduction in employer’s social security contributions. This measure will be fully calibrated by the time of the first review. The offsetting measures needed to ensure fiscal neutrality may include changing the structure and rates of VAT, additional permanent expenditure cuts, and raising other taxes that would not have an adverse effect on competitiveness. In calibrating this measure, we will take measures to: (i) mitigate the social impact of higher consumption taxes; (ii) ensure that changes to social security contributions are compensated by allocating equivalent revenues in order not to jeopardize the sustainability of the pension system; and (iii) ensure that tax changes are passed through to lower prices. While the proposal might be implemented in two steps, the bold first step will be implemented in the context of the 2012 budget (structural benchmark, October 2011).