terça-feira, 30 de agosto de 2016

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

O deleitoso faz-de-conta



Não esqueçamos que o Verão está a acabar. Que se aproxima a altura das colheitas. Não me refiro às vindimas, mas à colheita das tempestades que se semearam. De natureza política, económica e financeira.
Vai ser interessante ver as voltas que hão-de dar os curadores de serviço para preparar as negociações relativas ao próximo orçamento de estado português. Assim como a situação da banca europeia - e é necessário manter a atenção a todo o sector na Europa: Portugal, Espanha, Itália... Alemanha.
Por isso é que o faz-de-conta se vai intensificar. Em várias frentes.
Haja saúde!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O futuro finalmente comunicado pelo Consenso

Ainda num ritmo algo intermitente, publicamos a tradução de parte de uma entrevista levada a cabo por David McAlvany a Richard Duncan. Seleccionaram-se estes parágrafos, pois considerou-se que eles permitem vislumbrar com clareza o que devem estar, seguramente, a pensar fazer os curadores e especialistas do Consenso económico e político.

Por aqui sempre procurámos evidenciar o tamanho das mangas dos mágicos de serviço, assim como a ausência de limites da sua imaginação. As linhas que aqui traduzimos, porém, revelam que o Consenso já equaciona abandonar, definitivamente, qualquer tentativa de justificar o injustificável, já equaciona deixar de criar ilusões e distracções. Estas linhas mostram o que sempre esteve por detrás de uma filosofia da economia e da política dos últimos cinquenta anos: um logro; um negócio para obter algo a troco de nada.

O entrevistado afirma, com todas as palavras, que o passado deve ser esquecido e que, não podendo a tradição servir de guia na compreensão da presente situação económica e política, se deve fazer tábua rasa do pensamento e da investigação passada para se poder escolher livremente novas soluções para os novos problemas...



O Creditismo substituiu o Capitalismo” – Richard Duncan em entrevista concedida a David McAlvany a 27 de Julho de 2016

David McAlvany (DM) – Na sua opinião, a mudança nas políticas dos bancos centrais para controlar as taxas de juro a estes níveis indefinidamente, não causará mudanças na natureza dos mercados financeiros?

Richard Duncan (RD) – Sim, julgo que causarão mudanças fundamentais e completas porque, se considerarmos os últimos cem anos, os bancos centrais – se existissem – não se preocupavam em manipular os preços dos activos. Mas em termos da economia global, e das implicações económicas globais, o mundo nunca gozou das condições que agora enfrentamos: níveis globais de dívida altíssimos, uma economia com excesso de capacidade (tanto nas indústrias, como nos mercados de trabalho). Na Índia, por exemplo, é possível encontrar 300 milhões de pessoas que trabalham por cinco dólares por dia. Por isso temos um excesso de capacidade de mão-de-obra, o que significa a ausência de pressões inflacionistas.

sábado, 6 de agosto de 2016

Cogitações (5)

Aproveitando o desafio para exercitar o raciocínio e o espírito crítico, informam-se os leitores que o ritmo das publicações aqui pelo Espectador Interessado abrandará nos próximos dias.
Para acompanhar a canícula rebelde que se avizinha, forçada a andar escondida pela influência dos ventos do quadrante norte, faz-se uma pausa de alguns dias.
Focando-nos agora no que é importante, partilho duas pequenas proposições de dois autores que acompanho. Desvalorizando o aparente carácter normativo, elas encerram, julgo, a tentativa de alcançar uma visão metafísica acerca desta coisa tão humana e volátil como é a economia e os mercados. Porque a acção humana também o é, diria Mises.

Boa semana e boas reflexões.
"Se se mata a variabilidade, mata-se a selecção. Se se mata a selecção, matam-se os mercados."
Pasquale Cirillo

"A estratégia é ditada, não pelos dados estatísticos, mas pela espada da necessidade."
Alex Gurevich

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Radar

Já com uns dias (data de 28 de Julho), o Gabinete de Avaliação Independente do FMI tornou publica a sua avaliação da acção do Fundo Monetário nos últimos anos. Especialmente, a sua conduta, pressupostos e resultados do programa de apoio à Grécia, Irlanda e Portugal. Pode aceder-se a uma síntese aqui.
Ou aceder ao reltório completo e escolher os capítulos mais interessantes aqui.
Para aguçar o apetite, partilho aqui duas conclusões: houve falta de transparência e os pressupostos da acção da Troika foram demasiado optimistas, não tendo considerado a experiência adquirida em situações anteriores.
Dois artigos de análise do relatório e das suas conclusões: Evans-Pritchard e Frances Coppola.
Se a coligação governamental lê estes materiais...