Uma história "exemplar", aquela que Simon Black nos conta hoje e que procurei traduzir abaixo (minha inteira responsabilidade). Mas não exemplar no sentido de servir de modelo para atitudes e comportamentos. Esta é a exemplaridade de um quotidiano cada vez mais delimitado, regulado e opressivo. De um estatismo triunfante ainda em ascensão.
25 de Fevereiro de 2014
Por Simon Black (em viagem para a Colômbia)
Li Mi-Yung apenas queria ser livre.
Esta viúva de 55 anos da Coreia do Norte passou os últimos 18 meses a construir uma habitação, não dependente da rede de distribuição eléctrica, na sua propriedade no campo. Ela era, no essencial, completamente independente.
Recolhia e armazenava a água da chuva para assegurar água potável. Dispunha do seu próprio sistema de deposição de resíduos. Gerava a sua própria electricidade a partir do sol.
Admirável, não vos parece? Sobretudo num local onde há tão poucas pessoas independentes.
Infelizmente, após se terem dado conta das condições de vida da Sra. Li, as autoridades locais da Coreia do Norte enviaram brigadas de funcionários governamentais à residência da Sra. Li, com a intenção de a expulsar e de a levar perante um tribunal.
Algo de verdadeiramente infame. Pensar-se-ia que o governo norte-coreano estaria muito interessado em aprender com a experiência da Sra. Li com o propósito de tentar melhorar a vida de toda a gente.
Mas, enfim, que mais se pode esperar do governo da Coreia do Norte...?
Há todavia duas pequenas correcções que é necessário introduzir nesta história antes que possa prosseguir.
Li Mi-Yung é na realidade Robin Speronis [link]. E ela não vive na Coreia do Norte. Mora em Cape Coral, na Florida... na Terra dos Livres. Tudo o demais é verdade.

