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terça-feira, 17 de julho de 2018

Radar


Não é necessário (de todo!) ser defensor de Trump ou ter pelas suas ideias e conduta qualquer simpatia para reconhecer que se ele faz "mexer as entranhas" de quem opera por detrás das cortinas desta maneira, alguma coisa haverá de estar a mudar. Vejam-se as declarações públicas de um ex-responsável de topo da CIA e perceba-se onde está Trump a mexer. Efectivamente.

Sério. muito sério. E os media a fazer o seu papel (aqui).

quarta-feira, 13 de maio de 2015

A "Guerra ao Terror" como instrumento de erosão da Liberdade

Ficámos hoje a saber, através de provas concludentes fornecidas pela inevitável Wikileaks (pois quem mais?), que também os serviços secretos alemães (à semelhança, entre outros, de britânicos, franceses ou espanhóis) colabor(ar)am activamente com a NSA no processo de recolha maciça de informações relativas a comunicações telefónicas e do tráfego de Internet. Ficamos assim com novos dados para melhor avaliar o alegado estado de choque com que a Sra. Merkel recebeu a notícia de estar a ser escutada pela NSA...

Público, edição de de 6 de Maio de 2015
Os estados agem hoje sob o pressuposto de que todos os seus cidadãos são potencialmente suspeitos - no presente, como no futuro. É do combate ao "pré-crime" que se trata, pois. Por isso, deixaram de considerar necessário o aborrecido procedimento do passado que consistia em obter um mandado judicial dirigido a indivíduos sobre os quais houvesse prévias e fundadas razões de suspeita de actividades ilícitas. Espantosa a facilidade com que a constitucionalidade da coisa foi remetida às urtigas por todo o lado. Se a isto aliarmos a intensificação da "guerra ao cash" que, recorde-se, já dura há décadas - o derradeiro reduto da privacidade do indivíduo - que os ocidentais, e em particular os franceses, vêm conduzindo, não é uma chalaça afirmar que, afinal, Orwell seria mesmo um optimista.

Inteiramente expectável, entretanto, o excepcional cuidado com que os media convencionais, para sua eterna vergonha, têm desvalorizado, quando não acarinhado - vide recorte lateral do Público - o avassalador assalto à Liberdade pela via da eliminação da privacidade.

E é aqui que a perversidade da "Guerra ao Terror" se insere ao impor um alegadamente inevitável trade-off entre liberdade e segurança que, com complacência, se foi instalando sem atender ao sábio conselho de Benjamin Franklin: «Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança

A complacência, para usar um termo suave, com que os países europeus, e em particular a Alemanha, têm demonstrado para com o Tio Sam, sem mostrarem a capacidade de formular políticas autónomas ao serviço dos seus próprios interesses, tornam perfeitamente justificável as palavras certeiras, incisivas mas sempre educadas de Sahra Wagenknecht, líder do partido Die Linke e membro do parlamento (Bundestag), dirigidas a Frau Merkel. Está disponível a legendagem em inglês bastando activá-la. Vídeo de muito recomendável visionamento.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O nefando nexo entre "a guerra contra as drogas" e a "guerra global contra o terrorismo"

Sendo o título auto-explicativo, proponho-vos sem mais delongas a leitura do artigo de Adam Dick (minha tradução) aconselhando vivamente o seguimento dos links ("originais") inseridos no texto, particularmente o último de que se reproduz a imagem do seu cabeçalho.

Um excelente fim-de-semana!
8 de Abril de 2015
Por Adam Dick


Quando o presidente George W. Bush anunciou a “guerra global contra o terrorismo” em 2001, ele não teve de a começar do zero. De facto, o desenrolar da guerra do governo dos Estados Unidos contra as drogas, que o presidente Richard Nixon anunciara trinta anos antes, facilitou em muito a nova guerra de Bush. Duas revelações desta semana proporcionam novos exemplos do nexo existente entre as duas guerras.

Foto daqui

Primeiro foi Brad Heath, na quarta-feira, no USA Today, quem noticiou que, de 1992 até 2013, a agência americana Drug Enforcement Administration (DEA), registou e armazenou "praticamente todos" os telefonemas com origem na América tendo por destino uma longa lista de países. No seu pico, a recolha massiva incidiu nas chamadas telefónicas entre os EUA e mais de 100 países. Segundo o artigo, nos países que estiveram na lista "por diversas vezes", incluem-se a maioria dos da América do Sul, América Central e as Caraíbas, assim como o Canadá, México, Itália, Afeganistão, Paquistão, Irão e outros países na Europa, Ásia e África.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Do dever/direito a ser vigiado

Parte cada vez mais significativa do "contrato social" como percebido nos dias que correm. Ou, noutros termos, a decorrência inevitável da aceitação generalizada do propalado princípio segundo o qual "quem não deve não teme".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Uma vitória da verdade e da liberdade

Citizenfour, pseudónimo que Edward Snowden escolheu para contactar a realizadora Laura Poitras e o jornalista Glenn Greenwald (ao centro na foto) quando fugiu para Hong-Kong, foi o vencedor do Óscar para o melhor documentário em 2015. Pelo seu simbolismo, uma importante vitória na perseguição da verdade e, consequentemente, da Liberdade. O filme estreará em Portugal a 13 de Março próximo (trailer).

"Quando as decisões mais importantes são tomadas em segredo, perdemos a capacidade de fiscalizar os poderes que detêm o controlo." - Laura Poitras

Foto: daqui

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O estado da Nação: Problemas? Onde?!

O "estado da Nação", segundo um Obama agora com uma agenda "liberal" que, note-se bem, anunciou "o fim da crise financeira".


É certo que há por aí uns bota-abaixistas que assinalam coisas como esta...


... mas esses esquecem-se que há sempre esta "infalível solução" (via ZH) ...


Isto para já não falar dos estrepitosos "sucessos" na frente externa onde a doutrina dos "bombardeamentos humanitários", iniciada por Bill Clinton nos Balcãs, continua a ser o joker de serviço (para qualquer serviço): Iraque, Síria, Afeganistão, Líbia, Iémen, Ucrânia, etc. No interim, interna e externamente, "spy on them all"!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Lições de Paris

Do mesmo modo que, agora que os preços do petróleo não param de afundar, não surpreende que surjam vozes a defender o aumento dos impostos sobre os combustíveis ("porque não seria doloroso"), parece-me evidente que o resultado último do obsceno e intolerável ataque terrorista à Charlie Hebdo consistirá, em nome da "nossa segurança", numa ainda maior redução da liberdade e privacidade de todos. Como Jonathan Turley escreveu no Washington Post, "a maior ameaça à liberdade de expressão provém não do terrorismo mas dos governos" (atente-se na evolução do Índice de Liberdade de Imprensa, nomeadamente, nos EUA, em França ou no Reino Unido.)

As acções têm consequências, sendo que estas últimas são com frequência não-intencionadas e tantas vezes contraproducentes relativamente aos objectivos anunciados pelos governos que as iniciaram. Com a autoridade de alguém que há bem mais de 40 anos chama a atenção para este facto, o texto de Ron Paul que achei por bem partilhar (minha tradução) merece a nossa reflexão.

12 de Janeiro de 2015
Por Ron Paul

Ron Paul
Após o trágico tiroteio numa revista de índole provocatória em Paris na passada semana salientei, atentas as posições francesas na política externa, que é necessário considerar o blowback [efeito de bumerangue não previsível - NT] como um factor. Aqueles que não compreendem o blowback lançaram-me a ridícula acusação de estar a desculpar o ataque ou mesmo a culpar as vítimas. O que é um absurdo, uma vez que abomino a iniciação da força para além de que a polícia não culpa as vítimas quando investiga o motivo de um criminoso.

Os media convencionais imediatamente decidiram que o tiroteio foi um ataque à liberdade de expressão. Muitos nos EUA preferiram esta versão de "eles odeiam-nos por causa das nossas liberdades", a afirmação proferida pelo presidente Bush após o 11 de Setembro. Eles expressaram solidariedade para com os franceses e prometeram lutar pela liberdade de expressão. Mas não repararam essas pessoas que a Primeira Emenda é rotineiramente violada pelo governo dos EUA? O presidente Barack Obama fez mais vezes uso da Lei de Espionagem [de 1917 - NT] que todas as administrações anteriores no seu conjunto para silenciar e encarcerar os denunciantes. Onde estão os protestos? Onde estão os manifestantes a exigir a libertação de John Kiriakou, que denunciou a utilização pela CIA do waterboarding [simulação de afogamento - NT] e de outras formas de tortura? O denunciante foi preso enquanto que os torturadores não serão processados. Protestos? Nenhum.

sábado, 11 de outubro de 2014

Por que é importante a privacidade

Glenn Greenwald estilhaça a usurpação do dito "quem não tem nada a esconder, não teme" para tentar justificar a tolerância, complacência e submissão perante o Estado de Vigilância e, em consequência, a aceitar o fim da privacidade de cada um de nós, o mesmo é dizer, da Liberdade. De caminho não poupa, como Julian Assange, estrelas do firmamento cibernético como Eric Schmidt (ex-CEO e actual Chairman da Google) ou Mark Zuckerberg (CEO da Facebook) de facto coniventes com a ilegal e maciça recolha cega de dados sem que para tal exista mandado judicial ou, sequer, "causa provável".


Um excelente fim-de-semana!