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terça-feira, 14 de julho de 2015

Citação do dia (189)

Os homens, por natureza, revoltam-se contra a injustiça de que são vítimas. Assim, quando o roubo é organizado pela lei para o proveito daqueles que fazem a lei, todas as classes roubadas procuram, de algum modo, alcançar – por meio revolucionário ou pacífico – o poder de fazer a lei.
De acordo com o seu grau de discernimento, estas classes roubadas podem evidenciar um ou dois propósitos para o domínio do poder político: ou querem terminar esse roubo legalizado, ou querem ter parte nele. Condenada está a nação em que, entre as vítimas desse roubo legalizado, prevalece este último propósito e elas alcançam o poder de moldar a lei! Até isso acontecer, os poucos que praticam o roubo legal sobre a maioria, mantêm essa prática limitada àqueles que podem influenciar a lei. Mas, entretanto, a participação na elaboração da lei torna-se universal. E os homens procuram equilibrar os conflitos entre os seus interesses através do roubo generalizado e, em vez de eliminar as injustiças presentes na sociedade, estes homens generalizam a injustiça.
Assim que os grupos, que até aqui eram vítimas do roubo, ganham poder político, logo estabelecem um sistema pleno de retaliações face a outros grupos. Eles não destroem o anterior sistema de roubo legal, antes vão replicar os seus antecessores nesse roubo. Mesmo quando isso é contra os seus próprios interesses.

Frédéric Bastiat, "A Lei"

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Os políticos e burocratas preferem as vítimas invisíveis

No que constitui um outro excelente artigo, o Prof. Walter Williams evoca a filosofia libertária iniciada com John Locke ("Quem é o dono de si mesmo?") e o célebre ensaio de Frédéric Bastiat ("O que se vê e o que não de vê") para evidenciar as consequências reais das acções/omissões e do tipo de incentivos que a interferência do estado inevitavelmente introduz nos diferentes mercados. Neste artigo, Williams debruça-se sobre o tema da introdução de novos fármacos.

Adenda: a tradução é da minha responsabilidade bem como a introdução de links e realces no texto.
10 de Junho de 2014
Por Walter E. Williams

Quem é o seu dono?

Walter E. Williams
Darcy Olsen, presidente do Instituto Goldwater com sede no Arizona, e Richard Garr, presidente da Neuralstem, uma empresa de biotecnologia, escreveram "O Direito a Tentar drogas experimentais" no USA Today (2014/05/28). Eles observaram que "este ano, mais de 5.000 americanos irão perder a batalha contra a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), comummente conhecida como doença de Lou Gehrig". Até há pouco tempo, não havia medicamentos no mercado que melhorassem significativamente as vidas dos pacientes com ELA. Mas há agora um em ensaios clínicos - que se mantém bem promissor - que a Food and Drug Administration [equivalente, na área do medicamento, ao Infarmed português – N.T.] não aprovou. O tempo médio que demora a obter a aprovação de uma droga pela FDA é de 10 anos. Esse é um tempo que os doentes terminais não têm.

Os legisladores no Colorado, Louisiana e Missouri aprovaram recentemente legislação conhecida por "Direito a Tentar", e os eleitores do Arizona irão pronunciar-se sobre esta matéria em Novembro próximo. A iniciativa "Direito a Tentar" foi concebida pelo Instituto Goldwater. Ela proporcionaria aos doentes terminais o acesso a drogas experimentais que tivessem observado os ensaios básicos de segurança. Sob a supervisão de um médico, seria dada a oportunidade às pessoas de testar drogas experimentais promissoras antes de elas obterem a aprovação final da FDA.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Citação do dia (152)

"O mais premente não é que o Estado ensine, mas que deixe ensinar. Todos os monopólios são detestáveis​​, mas o pior de todos é o monopólio da educação."

Frédéric Bastiat (in "Maudit Argent!", 1849)

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Citação do dia (137)

"O socialismo, como as velhas ideias de onde é originário, confunde o Governo com a Sociedade. É por isso que, de cada vez que nos opomos a que uma coisa seja feita pelo Governo, os socialistas concluem que nos opomos a que ela seja feita de todo. Não concordamos com a educação estatal; como tal, os socialistas dizem que nos opomos a qualquer tipo de educação. Não concordamos com uma religião do Estado; então, os socialistas dizem que não queremos nenhuma religião. Não concordamos com uma igualdade imposta pelo Estado; pelo que somos contra a igualdade, etc. É como se os socialistas nos acusassem de não querer que as pessoas comessem por não concordarmos com que o estado cultive cereais."
Frédéric Bastiat

domingo, 22 de setembro de 2013

Citação do dia (134)

"Socialism, like the ancient ideas from which it springs, confuses the distinction between government and society. As a result of this, every time we object to a thing being done by government, the socialists conclude that we object to its being done at all... It is as if the socialists were to accuse us of not wanting persons to eat because we do not want the state to raise grain."
Frédéric Bastiat

terça-feira, 16 de julho de 2013

O insustentável "peak oil" ou ¿Por qué no si callan?


Encerrou o icónico website The Oil Drum, cuja missão tinha o propósito de "educar" o mundo para o "inevitável" (mas estranhamente sempre adiado) "peak oil" e, consequentemente, a emergência de uma economia assente em energia de origem não-fóssil. A razão, segundo os seus próprios editores (minha tradução) - "deve-se à escassez de novos conteúdos causada por um número cada vez menor de contributos. Apesar dos nossos melhores esforços para preencher essa lacuna, não temos sido capazes de melhorar significativamente o fluxo de artigos de alta qualidade". Requiescat in pace, pois (ao menos por uma década, caramba!).

Compreende-se. A fenomenal revolução do gás de xisto ainda em crescimento acelerado (e só) nos EUA, a par de uma também extraordinária recuperação dos níveis de produção de petróleo, ao mesmo tempo que se assiste a uma diminuição nas emissões de dióxido de carbono quer em termos per capita (para valores de 1964), quer - pasme-se! - em termos absolutos (para valores de há vinte anos atrás), constituem um conjunto de "paradoxos" que os teorizadores do "peak oil", acenando com os horrores do "day after", não conseguiram resistir.

É certo que os apóstolos do Apocalipse climático (a.k.a. "aquecimento global"/"alterações climáticas") tudo têm tentado (e continuam a tentar) para acelerar a "Transição". Recorde-se a célebre frase do candidato Obama, em Janeiro de 2008: "De acordo com o meu sistema de um sistema de comércio e limitação de emissões, os preços de electricidade iriam necessariamente disparar". Mas convenhamos que há medida que o tempo passa - e já passaram 17 anos sem que se verifique o aquecimento profetizado pelos alarmistas - é cada vez mais difícil não enfrentar a realidade. De resto, a sucessão de escândalos envolvidos na distribuição de subsídios e empréstimos a projectos na área da energia e nos empregos "verdes" é verdadeiramente avassaladora.

Mas por que não ouviram Julian Simon? Melhor: por que não ouviram Frédéric Bastiat? Parafraseando o Rei Juan Carlos numa sua oportuna intervenção, ¿Por qué no si callan?

domingo, 14 de julho de 2013

Citação do dia (123)

"Ah, miseráveis ​​criaturas! Vocês pensam que são tão grandes! Vocês, que acham a humanidade tão pequena! Vocês, que querem reformar tudo! Por que não se reformam vocês mesmos? Essa tarefa seria suficiente."

Frédéric Bastiat, A Lei (A arrogância ditatorial)

sábado, 9 de março de 2013

Citação do dia (104)

[É]-me impossível separar a palavra fraternidade da palavra voluntária. Eu não consigo sinceramente entender como a fraternidade pode ser legalmente forçada, sem que a liberdade seja legalmente destruída e, em consequência, a justiça seja legalmente deturpada. A espoliação legal tem duas raízes: uma delas, como já lhe disse anteriormente, está no egoísmo humano; a outra, na falsa filantropia.
Frédéric Bastiat, A Lei

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Citação do dia (101)

"Se as tendências da natureza humana são tão más que não é seguro permitir às pessoas que sejam livres, como é possível aceitar que as tendências destes organizadores [da humanidade] sejam sempre boas? Não pertencerão os legisladores e os agentes por eles nomeados à raça humana?  Ou será que eles próprios acreditam ser feitos de uma porcelana mais fina que a do resto da humanidade?"
Frédéric Bastiat, La Loi

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Da "oportunidade" de combate ao desemprego do furacão Sandy

É, por assim dizer, fatal como o destino. De cada vez que ocorre uma desgraça natural - um furacão, um sismo, um tsunami - ou não natural - uma guerra, ou um qualquer devaneio de governantes sob regime ditatorial (ocorre Ceausescu e a destruição que levou a cabo do centro histórico de Bucareste) ou democrático (por exemplo as olimpíadas de Atenas que ontem aqui referia) - eis que comentadores de vária espécie e, em particular, economistas de uma escola de pensamento conhecida, exultam com as "oportunidades" de "crescimento" que elas supostamente proporcionam. Quem, entre os menos novos, não se lembra, por exemplo, de ler e ouvir que o atraso português se atribuía à circunstância, desfavorável, de não termos participado na II Grande Guerra?

Robert P. Murphy, em Hurricanes Are Nature’s Keynesianism, desmonta pela n-ésima vez a mistificação keynesiana. Pareceu-me oportuno proporcionar uma tradução, de minha responsabilidade, do seu artigo na The American Conservative.
Era inevitável que com a chegada do furacão Sandy vários analistas económicos iriam especular sobre os seus efeitos sobre "a economia". Escusado será dizer que alguns diziam que o furacão iria estimular a despesa - tanto ao nível do comércio de retalho como ao da reconstrução - e nesse sentido poderia realmente proporcionar um aumento do PIB. Todo o episódio é ainda outro lembrete de que as velhas falácias teimam em persistir em economia. A noção de senso comum de que um desastre natural é algo de mau está correcta; só analistas "sofisticados" poderiam pensar de outra forma.

O problema básico aqui é o que Henry Hazlitt designou por "falácia da janela quebrada", seguindo a exposição famosa de Frédéric Bastiat. A ideia fundamental é que é uma miopia concentrar a atenção apenas no emprego dado aos trabalhadores que têm de proceder à reconstrução após um qualquer acto de destruição. No presente caso, é certamente verdade que os vidraceiros, os produtores de cabo telefónico e as diversas equipas de construção observarão uma maior procura pelos seus serviços após a passagem do furacão Sandy. Os seus lucros mais elevados, por sua vez, poderão levá-los a gastar mais em restaurantes, artigos de luxo e assim por diante, promovendo o emprego também nesses sectores [o "efeito multiplicador"]. Esta é a génese da noção de que um acto de destruição pode ser um mal que venha por bem.

Mas o que este ponto de vista esquece, explicou Bastiat e depois Hazlitt, é que as pessoas iniciais que estão a gastar dinheiro na reconstrução poderiam ter gasto o seu dinheiro noutras coisas. Assim, em vez de pagar, digamos, 1000 dólares para substituir a sua estilhaçada vitrina da loja, um lojista poderia em vez disso ter gasto 1000 dólares comprando um computador novo. Assim, a utilização adicional dada ao vidraceiro et al., por causa do furacão, seria meramente redireccionada da utilização que de outra forma poderia ter ido para a indústria de software e para todos os restaurantes, etc., nos quais os seus colaboradores teriam gasto os salários.

Além disso, Bastiat e Hazlitt assinalaram que não é simplesmente um jogo de soma nula: no caso do furacão, não há nenhuma nova riqueza criada, as pessoas têm que despender trabalho e outros recursos escassos apenas para regressar ao status quo. Na ausência da tempestade, as despesas extras teriam levado à criação de novos itens de riqueza, ou de um fluxo adicional de serviços.

Agora, um economista keynesiano sofisticado poderia responder aos meus argumentos acima apresentados argumentando de acordo com as linhas seguintes: "Sim, de um modo geral um desastre natural não confere qualquer benefício económico. Porém, no caso de existirem recursos disponíveis ociosos e um desemprego elevado -  situação que agora enfrentamos - o choque artificial da procura faz aumentar de facto o PIB, em vez de alterar meramente a composição daquilo que é produzido. As pessoas adicionais postas a trabalhar para reparar os danos causados por tempestades não se limitam a provir de outras cadeias produtivas, porque havia uma gigantesca pool de pessoas desempregadas nas vésperas da tempestade".

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

A gargalhada que dei já não ma podem tirar!

Hoje mesmo tinha lido mais um belo texto de Gary North - o homem dá a ideia de escrever incessantemente, mesmo quando está a dormir (se é que dorme) - inserido na anunciada conspiração "austríaca" (outra peça aqui) com o propósito de levar Paul Krugman a aceitar um debate com Robert P. Murphy. Nele, a certa altura, escreve: "Keynesianism is incoherent in its original form, as proven by John Maynard Keynes in his classic book, which is totally unreadable, The General Theory of Employment, Interest, and Money (1936). To this original incoherence has been added 70 years of arcane formulas, which only economists even pretend to understand, and not more than about 30% of them really do understand."

Imagem retirada daqui

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Citação do dia (73)

‎"Since the natural tendencies of mankind are so bad that it is not safe to allow them liberty, how comes it to pass that the tendencies of organizers are always good?"
Frédéric Bastiat

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Citação do dia (67)

"When plunder becomes a way of life for a group of men living together in society, they create for themselves, in the course of time, a legal system that authorizes it and a moral code that glorifies it."

Frédéric Bastiat

domingo, 12 de agosto de 2012

Citação do dia (63)

"People are beginning to realize that the apparatus of government is costly. But what they do not know is that the burden falls inevitably on them."
Frédéric Bastiat

sábado, 14 de julho de 2012

O Keynesianismo numa só imagem

O autor do cartoon, Kudelka, zurze no receituário keynesiano aludindo à famosa parábola da janela quebrada (original, em francês, aqui) da autoria do grande Frédéric Bastiat (1801-1850), incluída no seu ensaio intitulado "O que se vê e o que não se vê" ("Ce qu'on voit et ce qu'on ne voit pas"). Há muito que devíamos estar inoculados contra as falácias daqueles que acham que, por exemplo, as guerras, os terramotos e outros desastres naturais, como o recente tsunami no Japão, são "excelentes" estimuladores das economias pelas massivas intervenções estatais que proporcionam.  Mas há quem nelas persista e muito dificilmente os políticos resistem ao canto destas sereias que apelam a gastar, a "estimular" e a "criar" empregos. E face àqueles que objectam que não se pode instalar como modo de vida, décadas a fio, o gastar o que não se tem (pelo burgo, já vamos em 39 anos consecutivos de défice público orçamental), também já conhecemos a resposta: "Actual crise seria resolvida se Europa fabricasse moeda (como fazem os EUA ou a Inglaterra"). Tão simples, afinal... 

Via fb

domingo, 8 de julho de 2012

Citação do dia (50)

Quando a espoliação se torna um meio de vida para um grupo de pessoas, elas criam para si próprias, ao longo do tempo, um sistema legal que autoriza este acto, e um código moral que o glorifica.

Frédéric Bastiat

domingo, 17 de junho de 2012

Frase do dia (47)

[N]othing is more senseless than to base so many expectations on the state, that is, to assume the existence of collective wisdom and foresight after taking for granted the existence of individual imbecility and improvidence.
Frédéric Bastiat