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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Vocações

Retomando os amores abstractos


No seguimento da exploração feita em (Desafio Reflexivo) acerca da paixão pelo abstracto a que liguei também os conceitos de fuga e apagamento, tento agora identificar algumas das instâncias através das quais esses conceitos-orientadores vão, paulatinamente, concretizando um plano vasto e nebuloso.
Sublinhámos que aqueles conceitos se vão estabelecendo como pressupostos justificadores do discurso e da acção política, económica e social. Pelo que gostava de tentar mostrar que um dos mais importantes passos desses amores pelo abstracto no domínio económico se pode vir a concretizar através da proibição da utilização de moedas físicas no sistema económico. Terá certamente outros precedentes e outras raízes, mas a “teoria de uma sociedade sem moeda” que Kenneth Rogoff deu à estampa no ano passado tem ganho a atenção de muitos agentes, dado o alcance que a concretização dessa teoria teria nas presentes circunstâncias no actual sistema financeiro, monetário e económico.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Desafios Reflexivos

A propósito de amores abstractos


Gostava de trazer à consideração dos nossos leitores um artigo publicado por Daniela Silva n´O Insurgente (aqui). É, julgo, uma importante e oportuna reflexão levada a cabo acerca do ambiente moral em que vivemos.
É importante, pois foca a sua atenção no impulso e orientação do discurso e da acção – nas vertentes política, económica, social e cultural - para o global e para o abstracto. Identifico esta orientação como a tentativa de concretização de uma fuga e de um apagamento.

sábado, 14 de junho de 2014

A bolsa ou a vida

Considerando a blogosfera nacional, há quem escreva com muita qualidade sobre a actual realidade financeira, económica e política. Essas análises podem partir de pressupostos ideológicos muito diversos, mas há um ponto fundamental que partilham. Mesmo se o fazem segundo discursos que dão, a esse elo, tonalidades e intensidades diferentes.
Estou a fazer referência à natureza intrinsecamente boa do estado e da acção dos seus agentes. O pequeno vídeo que a seguir se apresenta demonstra que, não obstante as delicadas arquitecturas de "controlo e balanço" das instituições políticas, estando os incentivos presentes pela própria natureza monopolizadora do estado, o Mal não pode deixar de ter lugar.
Um breve enquadramento do convidado de Bill Moyers: Neil Barosfky é procurador federal e foi escolhido por Obama para acompanhar o TARP. Arrisco que o convidado partilharia do consenso que assinalei atrás, mesmo se viu, por dentro, esse Mal.
Que trilogia é sugerida por este pequeno vídeo?