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domingo, 19 de agosto de 2012

Declaração de Assange na embaixada do Equador em Londres

ACTUALIZAÇÃO: Robert Wenzel disponibilizou hoje, 20-8-2012, uma cronologia que, creio, muito pode contribuir para a compreensão do que está a acontecer com Assange e a Wikileaks.
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Nunca escondi as minhas simpatias pela organização Wikileaks e, por consequência, pelo seu primeiro responsável, Julian Assange. Na esteira de outros importantes whistleblowers como Daniel Ellsberg (Pentagon Papers), "Deep Throat" (Watergate), Mordechai Vanunu (programa nuclear israelita), Bernard Connolly ou Marta Andreason ([ir]responsabilidade política e financeira na UE), etc., é minha firme convicção a superioridade moral da sua posição até pelos tremendos riscos pessoais que incorrem quando tomam a iniciativa de proceder à denúncia pública.

Há hora que escrevo, em interpol.org, continua o "Aviso Vermelho" contra Assange na homepage da Interpol (Robert Wenzel guardou um snapshot aqui). Ora, não tenho memória de criminosos como um Khadafi (ou um Assad...) terem tido um tratamento semelhante mas tenho bem presente a especial dificuldade de cooperação dos aparelhos judiciais português e britânico relativamente a um certo ex-presidente de um clube de futebol português, novela que há anos se arrasta, que gritantemente contrasta com a celeridade e a histrionice das autoridades que, na pátria da Magna Carta, se verificam no caso Assange.

Os detractores de Assange, que inicialmente o acusaram de "ter destruído para todo o sempre o instrumento diplomático" e de ter "posto em risco a vida de milhares (de espiões americanos)", desvalorizam agora o caso remetendo-o para meros casos de violação de duas cidadãs suecas ainda que, após os actos, estranhamente, as supostas "violadas" tenham continuado a conviver socialmente com Assange. Estranhíssimo que, logo após a queixa ter sido apresentada pelas vítimas(?) e Assange se ter, voluntariamente, apresentado numa esquadra da política sueca, ele ter sido expressamente autorizado a sair da Suécia por não haver razões para o reter no país. Este trabalho - Sex, Lies and Julian Assange - do programa Four Corners da televisão ABC australiana, deveria ser suficiente para afastar, de vez, tão conveniente leitura.

Pelo que  precede, a declaração de Assange fez, há umas horas atrás, numa varanda da embaixada do Equador em Londres, é um acto político revelador de grande coragem na defesa da liberdade.


Transcrição:

sábado, 3 de dezembro de 2011

Verdades inconvenientes

Ao contrário de outros (por exemplo, aqui e aqui) sempre achei que a organização Wikileaks, no essencial das suas acções, contribuiu em muito para desacreditar as acções (e os motivos que lhes subjazeram) que, num passado recente, levaram muitos governos ocidentais a prosseguir aventuras imperialistas para além de desnecessárias, imorais, quando não criminosas.

Essa avaliação, voltou a reforçar-se hoje, depois de ter lido isto (detalhe aqui). E, entretanto, porque não me recordo de ter lido cá pelo burgo nenhuma referência à atribuição, pela australiana Walkley Foundation, do prémio 2011, na categoria "Most outstanding contribution to journalism", à organização Wikileaks. E este foi o  discurso de aceitação do prémio por parte de Julian Assange:

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Julian Assange no "60 minutes"

Pareceu-me uma muito boa entrevista. Reconfirmou a minha inclinação para considerar, pelo menos até aqui, a acção de Wilileaks como importante e com mérito. "Ameaça" agora a divulgação de dados relativos a um grande banco (correndo o boato que se trata do Bank of America).


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Ellsberg, Woodward e Assange. Porquê a diferença?

Acho isto cada vez mais deplorável e custa-me a entender que haja quem se apresente como defensor de um Estado de Direito e nada tenha a apontar ao que está a suceder a Assange face às acusações(?) que é alvo por parte da justiça sueca e tão diligentemente "amparadas" pelas autoridades britânicas judiciárias(?). Ocorre-me, por exemplo, o caso de Vale e Azevedo.

Bob Woodward and Carl Bernstein, usando como fonte "Garganta Funda", expuseram o caso Watergate. Quantos segredos de Estado violaram? Aliás, ainda há uns meses, Woodward publicou Obama's Wars. Ao fazê-lo, como refere o Professor de Direito de Harvard, Jack Goldsmith, «with the obvious assistance of many top Obama administration officials, disclosed many details about top secret programs, code names, documents, meetings, and the like. I have a hard time squaring the anger the government is directing toward wikileaks with its top officials openly violating classification rules and opportunistically revealing without authorization top secret information

E que dizer de Daniel Ellsberg e dos Pentagon Papers divulgados ao mundo em 1971 no New York Times que, nomeadamente, contavam outra história do Vietnam que não a muito diferente mas oficial?

Qual é a diferença para Assange? Porquê o apelo à caça e ao assassínio? Porque não se ouve que esteja em marcha um conjunto de processos judiciais contra o New York Times, Guardian, Spiegel, Le Monde e El Pais? Daí que seja lógico que acompanhe a questão que David Friedman formula: «The question at this point is whether when the government fails to keep something secret, when it gives access to its secrets to someone who proceeds to pass them on, it is entitled to put the genie back in the bottle by making everyone whom they have been passed on to, at least everyone with the ability to publicize them, shut up.»

E para aqueles cuja "linha de defesa" passa por considerar indispensável e inviolável o segredo na arte da diplomacia, convidava-os a reflectirem com o João Miranda: Porque é que aqueles que tanto defendem o segredo diplomático são também aqueles que defendem o direito dos estados em se espiarem uns aos outros?

(Via EconLog)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Fox News não é sinónimo de Neocon News

O juíz Napolitano entrevista o advogado de Direitos Civis Ron Kuby a propósito da actuação e intenções dos EUA contra Julian Assange. (Peço ao leitor paciência pelos segundos iniciais de publicidade)

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mau sinal

Escreve Lew Rockwell:
A dear friend, a magistrate in London, tells me he was astounded and horrified by the decision to deny bail to Julian Assange, since by British legal procedure, he clearly deserves it. There is a higher authority than the Crown, I told him, and it’s in Langley, Virginia.