ACTUALIZAÇÃO: Robert Wenzel disponibilizou hoje, 20-8-2012, uma cronologia que, creio, muito pode contribuir para a compreensão do que está a acontecer com Assange e a Wikileaks.
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Nunca escondi as minhas simpatias pela organização Wikileaks e, por consequência, pelo seu primeiro responsável, Julian Assange. Na esteira de outros importantes whistleblowers como Daniel Ellsberg (Pentagon Papers), "Deep Throat" (Watergate), Mordechai Vanunu (programa nuclear israelita), Bernard Connolly ou Marta Andreason ([ir]responsabilidade política e financeira na UE), etc., é minha firme convicção a superioridade moral da sua posição até pelos tremendos riscos pessoais que incorrem quando tomam a iniciativa de proceder à denúncia pública.
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Nunca escondi as minhas simpatias pela organização Wikileaks e, por consequência, pelo seu primeiro responsável, Julian Assange. Na esteira de outros importantes whistleblowers como Daniel Ellsberg (Pentagon Papers), "Deep Throat" (Watergate), Mordechai Vanunu (programa nuclear israelita), Bernard Connolly ou Marta Andreason ([ir]responsabilidade política e financeira na UE), etc., é minha firme convicção a superioridade moral da sua posição até pelos tremendos riscos pessoais que incorrem quando tomam a iniciativa de proceder à denúncia pública.
Há hora que escrevo, em interpol.org, continua o "Aviso Vermelho" contra Assange na homepage da Interpol (Robert Wenzel guardou um snapshot aqui). Ora, não tenho memória de criminosos como um Khadafi (ou um Assad...) terem tido um tratamento semelhante mas tenho bem presente a especial dificuldade de cooperação dos aparelhos judiciais português e britânico relativamente a um certo ex-presidente de um clube de futebol português, novela que há anos se arrasta, que gritantemente contrasta com a celeridade e a histrionice das autoridades que, na pátria da Magna Carta, se verificam no caso Assange.
Os detractores de Assange, que inicialmente o acusaram de "ter destruído para todo o sempre o instrumento diplomático" e de ter "posto em risco a vida de milhares (de espiões americanos)", desvalorizam agora o caso remetendo-o para meros casos de violação de duas cidadãs suecas ainda que, após os actos, estranhamente, as supostas "violadas" tenham continuado a conviver socialmente com Assange. Estranhíssimo que, logo após a queixa ter sido apresentada pelas vítimas(?) e Assange se ter, voluntariamente, apresentado numa esquadra da política sueca, ele ter sido expressamente autorizado a sair da Suécia por não haver razões para o reter no país. Este trabalho - Sex, Lies and Julian Assange - do programa Four Corners da televisão ABC australiana, deveria ser suficiente para afastar, de vez, tão conveniente leitura.
Pelo que precede, a declaração de Assange fez, há umas horas atrás, numa varanda da embaixada do Equador em Londres, é um acto político revelador de grande coragem na defesa da liberdade.
Transcrição:

