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terça-feira, 12 de julho de 2016
quarta-feira, 22 de junho de 2016
domingo, 22 de maio de 2016
Síntese e reconsideração
A propósito do tanto que se tem escrito por aqui acerca dos desvarios dos curadores, o último artigo publicado por Eduardo Freitas (ver aqui), incitou-me a tentar sintetizar os passos essenciais da narrativa em alguns pontos.
E, assim, a acção condicionante dos bancos centrais por esse mundo fora visa:
1) criar inflação
2) implementar taxas de juro negativas
3) fazer crescer artificialmente o PIB através de compras de activos e do aumento da despesa pública
4) eliminar a disponibilidade de moeda física para limitar a poupança.
E, assim, a acção condicionante dos bancos centrais por esse mundo fora visa:
1) criar inflação
2) implementar taxas de juro negativas
3) fazer crescer artificialmente o PIB através de compras de activos e do aumento da despesa pública
4) eliminar a disponibilidade de moeda física para limitar a poupança.
A reunião deste fim-de-semana do G7 evidencia as dificuldades que aqueles passos, ainda assim, enfrentam. Estes magos agem como se a realidade que recriam (que resulta distorcida e irreconhecível) pudesse ignorar a natureza impossível do que fazem ao tentar a quadratura do círculo. O esforço de dispor livremente de variáveis para alcançar relações e causalidades, funciona apenas nos modelos matemáticos que eles mesmos usam.
As realidades, política e económica, que forçam não são isométricas e escapam - por vezes, de forma bem violenta - às tentativas da sua homogeneização.
As realidades, política e económica, que forçam não são isométricas e escapam - por vezes, de forma bem violenta - às tentativas da sua homogeneização.
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Radar
Horas depois de mais uma reunião, a Reserva Federal americana (FED) decidiu sublinhar a hipótese de subida nas taxas de juro já em Junho.
Se não estivéssemos - todos - ainda tentar compreender qual seria a lógica das política financeira e monetária da FED dos últimos oito anos, esta decisão de "aperto" face ao abrandamento económico seria desmascarada como uma contradição. Um testemunho cruel face ao que se tem feito para evitar a crise global. Porto Rico. Alô??
Assim, resta-nos o humor.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Novos indisciplinados?
Como em outros tempos, o número de intervenientes no jogo global a este respeito aumentou com o recente descongelamento do Irão. Se a isso juntarmos uma encruzilhada muito congestionada na Ásia emergente, então o desenrolar da peça fica mais congestionado. De mais difícil antecipação.
E o Irão a reorganizar as dinâmicas das alianças dos seus inimigos, juntando do outro lado da mesa um estranho grupo - Venezuela, EUA e Arábia Saudita (só para citar alguns).
Delicioso. E pedagógico.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Radar
Curiosa "notícia". À falta de análises sérias acerca dos metais preciosos e das reservas estratégicas portuguesas, sobram estes rascunhos. Cuja oportunidade não deixa de ser notada.
Por que razão a "peça" não dá informação mais detalhada quanto às reservas portuguesas? Especialmente quanto à natureza frágil de 50% dessas reservas depositadas no Banco de Inglaterra?
Sublinhando que Portugal está à frente de países como a Arábia Saudita e ("Viva!") a Espanha, isso serve que propósito?
Estamos à frente desses países, sim, mas apenas porque a composição das nossas reservas é concentrada em ouro, já que o metal representa mais de 90% desse cabaz.
Não se alegrem os incautos pois, não tendo reservas diversificadas, Portugal nada pode fazer a esse ouro dado que assinou um acordo com o BCE e que inclui todos os Bancos centrais da Zona Euro para não vender mais ouro nos próximos cinco anos.
Repito: que propósito serve a "peça"?
Note-se também a participação na caixa de comentários ao artigo. Perdão, ao "artigo".
Curioso também.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Avassaladora perspectiva
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| Fonte |
Começando pela primeira tabela, podemos comparar a venda de moedas de 1 onça em prata (American Silver Eagles - ASE) em todo o ano de 1996, face a Janeiro de 2016 nos EUA (inclui revendedores autorizados).
Considere-se, todavia, que dado os enormes constrangimentos na produção (não havia prata para fabricar as moedas) na US Mint, as vendas em 2016 só começaram no dia 11 de Janeiro. São pouco mais de seis dias úteis até à publicação destes dados.
Avançando para a segunda tabela, podemos comparar o ano de 1996 e 2015 em termos de vendas totais das mesmas ASE´s nos EUA.
Por fim, os últimos dados correspondem à dinâmica das aquisições de prata para efeitos de investimento face às aquisições de joalheria e afins nos anos de 1996 e 2015.
Que não se diga nada. Ninguém quer saber.
Já agora, como estão os índices bolsistas, o preço do crude, as remunerações das obrigações soberanas (fora EUA)?
Divago.
Considere-se, todavia, que dado os enormes constrangimentos na produção (não havia prata para fabricar as moedas) na US Mint, as vendas em 2016 só começaram no dia 11 de Janeiro. São pouco mais de seis dias úteis até à publicação destes dados.
Avançando para a segunda tabela, podemos comparar o ano de 1996 e 2015 em termos de vendas totais das mesmas ASE´s nos EUA.
Por fim, os últimos dados correspondem à dinâmica das aquisições de prata para efeitos de investimento face às aquisições de joalheria e afins nos anos de 1996 e 2015.
Que não se diga nada. Ninguém quer saber.
Já agora, como estão os índices bolsistas, o preço do crude, as remunerações das obrigações soberanas (fora EUA)?
Divago.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
quinta-feira, 3 de dezembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Democrático: o processo e o resultado
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| Foto: Reuters |
Sem euforias, importa registar a importante vitória no referendo de ontem na Catalunha. E, não obstante as análises que se possam fazer do ponto de vista das contabilidades políticas e institucionais, é claro que a vitória que tem o sentimento de identidade e independência na sua base é inegável. E isso é de monta.
É um sinal promissor, especialmente porque foram várias as técnicas de condicionamento dos resultados. Fosse por parte do governo central espanhol, fosse pela elite dos tecnocratas europeus.
Ameaças de vária ordem visaram disciplinar esta vontade de mudança: fosse o congelamento de depósitos dos catalães pelo Banco Central espanhol, fossem as declarações e a conduta dúbia de instituições europeias. Ou a ameaça por parte do ministro dos negócios estrangeiros de que, caso o sim ganhasse, os catalães perderiam a nacionalidade espanhola.
Esta última é o exemplo de como, perante uma necessidade de mudança, quem tem medo de perder o poder o exerce de forma gratuita, neste caso mostrando como trunfo de negociação, como algo irrecusável e inquestionável, aquilo mesmo que importa questionar.
Nem a suspeita (entretanto negada) de que o Banco de Espanha teria retirado o ouro da Catalunha na última semana, chegou para perturbar a mente dos votantes.
Nada neste processo parece ter perturbado os democratas de causas nobres, sempre prontos a manifestar a sua indignação perante uma violação das liberdades democráticas.
A esses mestres do politicamente correcto importa perguntar: esta vontade, eleitoralmente confirmada, de secessão é democrática?
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Radar
Procurei, com a diligência que a meteorologia dos últimos dias permitiu, alguma informação acerca da variação do preço do ouro nos meios de comunicação convencional nacionais. Não encontrei.
Especialmente depois de, nas últimas semanas, se terem multiplicado títulos de objectividade duvidosa, mas intenção bem clara.
Assim, e sem preocupação especial, mostra-se o gráfico abaixo. Dada a guerra monetária em curso por esse mundo fora (que não tem tratamento crítico no comentário publicado), assim como a quebra em vários índices bolsistas (o mesmo para o preço do petróleo), o ouro continua a cumprir o seu papel.
terça-feira, 11 de agosto de 2015
Inversão do ónus
Ou como o exercício do poder dilui qualquer necessidade de justificação
Corre mais um verão pré-eleitoral. Afinam-se as gargantas e alinham-se as ideias que hão-de ser vendidas por entre egofonias de (ir)responsáveis desportivos (de futebol, sublinhe-se) e a mais recente fumaça frívola acerca de palavras ou das férias de um político.
O desastre dos cartazes eleitorais dos socialistas só pode entendido como mais uma distracção. Só pode.
Ouviremos declarações profundas e tocantes, levemente sérias, mas seguramente falaciosas, acerca do futuro e da tarefa que os demiurgos têm entre mãos para nos conduzir ao paraíso.
Por detrás destas excitantes distracções, acabam por ficar, sem análise ou enquadramento, alguns assuntos que ilustram bem - na natureza e dimensão - a farsa do guião que cumprimos.
Um primeiro caso, bem documentado e comentado por OAM acerca da seriedade dos demiurgos na gestão dos recursos dos contribuintes. Para o caso, os fundos da Segurança Social.
O outro caso que por aqui elenco, envolvendo as autoridades alemãs, evidencia a forma maleável e distorcida como se conduzem assuntos de estado com a importância das reservas estratégicas de ouro.
A conduta dos responsáveis em ambos os casos vê-se revestida de uma veladura que obscurece a responsabilidade. O poder isenta-se do balanço das responsabilidades.
Uma maravilhosa liga de cavalheiros, sem dúvida.
Corre mais um verão pré-eleitoral. Afinam-se as gargantas e alinham-se as ideias que hão-de ser vendidas por entre egofonias de (ir)responsáveis desportivos (de futebol, sublinhe-se) e a mais recente fumaça frívola acerca de palavras ou das férias de um político.
O desastre dos cartazes eleitorais dos socialistas só pode entendido como mais uma distracção. Só pode.
Ouviremos declarações profundas e tocantes, levemente sérias, mas seguramente falaciosas, acerca do futuro e da tarefa que os demiurgos têm entre mãos para nos conduzir ao paraíso.
Por detrás destas excitantes distracções, acabam por ficar, sem análise ou enquadramento, alguns assuntos que ilustram bem - na natureza e dimensão - a farsa do guião que cumprimos.
Um primeiro caso, bem documentado e comentado por OAM acerca da seriedade dos demiurgos na gestão dos recursos dos contribuintes. Para o caso, os fundos da Segurança Social.
O outro caso que por aqui elenco, envolvendo as autoridades alemãs, evidencia a forma maleável e distorcida como se conduzem assuntos de estado com a importância das reservas estratégicas de ouro.
A conduta dos responsáveis em ambos os casos vê-se revestida de uma veladura que obscurece a responsabilidade. O poder isenta-se do balanço das responsabilidades.
Uma maravilhosa liga de cavalheiros, sem dúvida.
quinta-feira, 30 de julho de 2015
Radar
Enquanto surgem como cogumelos "notícias" acerca do mau desempenho do ouro (ver aqui e aqui) para falar apenas num dos meios nacionais, por que razão não há a mesma preocupação e diligência na clarificação deste assunto?
Chamo a atenção para as declarações de João Salgueiro. Em especial o que não é dito nelas. O que fica implícito, precisamente. Quanto às declarações de Tavares Moreira e de Mira Amaral, elas são de uma assinalável discrição, especialmente se tivermos em conta o registo de "abertura" nas declarações de outros agentes bancários que assinalámos aqui.
A peça que o Observador publica (aqui) mistura o assunto com preparações eleitorais. A seguir.
terça-feira, 28 de julho de 2015
Radar
O momento zen do dia de ontem.
Uma situação que seria deliciosa, não fosse o medo que se identifica no olhar, nas palavras, nas hesitações de Nuno Amado (Millenium BCP) quando se pronuncia acercada actual situação da banca portuguesa, perdão, do Montepio.
Um clássico instantâneo (aqui).
Palavras para produzir efeitos, não para comunicar. Aterrador.
sábado, 4 de julho de 2015
A tão desejada inflação
O tempo dilui os referenciais da nossa percepção
No cumprimento das tarefas domésticas, deparei-me hoje com a seguinte constatação: aproximadamente há vinte anos, quando fazia as compras do mês, gastava o equivalente a cem euros. Compras essas que enchiam a bagageira (que era gigante, garanto-vos) do veículo que aparece na primeira fotografia. E, por vezes, alguns sacos ainda acabavam por vir nos bancos traseiros.
No cumprimento das tarefas domésticas, deparei-me hoje com a seguinte constatação: aproximadamente há vinte anos, quando fazia as compras do mês, gastava o equivalente a cem euros. Compras essas que enchiam a bagageira (que era gigante, garanto-vos) do veículo que aparece na primeira fotografia. E, por vezes, alguns sacos ainda acabavam por vir nos bancos traseiros.
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Cogitações (2)
Os actos de rebelião podem variar, mas ver televisão não é, certamente, um deles. Pelo contrário, o que observamos é um acto de consentimento, um acto de aceitação do mundo enquanto ele se torna virtual, enquanto mutação de uma realidade ficcional que se vai fazendo mundo.
O politicamente correcto que vive através de e por este mundo vai, aos poucos, preparando-nos para a aceitação da violência politicamente correcta. Esta mutação – real, intensa e diária-, opera o seu sucesso último quando dela participamos por uma desistência moral, que começou por ser onírica, mas que se torna efectiva e dolorosa.
Terrivelmente visível na perseguição da heterodoxia, na indiferença face ao sofrimento e à mentira.
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015
Radar
O ritmo dos acontecimentos aumenta a uma velocidade que é difícil de acompanhar. Destaco um artigo da Bloomberg acerca do ouro alemão que está em Nova Iorque. Ou não está.
Atenção: a disjunção acima referida está no próprio subtítulo do artigo. Espantoso.
Tanto o conteúdo do artigo como a data da sua publicação.
De produto de uma teoria da conspiração a facto histórico em menos de nada. Espantoso.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
Radar
A propósito da contabilidade dos reforços das reservas de ouro, não foi apenas relativamente à Holanda que o FMI se enganou. Parece que há um relatório do FMI em que as reservas de ouro portuguesas sofreram um declínio importante. Mas depois da investigação (e contactos) levados a cabo pela equipa de Eric Sprot, o Banco de Portugal esclareceu que houve erros sim, mas que serão corrigidos muito rapidamente.
Há muito a fazer pela clarificação das políticas em torno do ouro, do seu mercado e do papel das reservas nacionais no quadro maior das relações de poder económico e financeiro.
Aguardemos desenvolvimentos. Mas estas correcções rápidas...
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