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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Carta aberta de um americano, agente russo, a Vladimir Putin

Paul Craig Roberts
Independentemente do que se pense ou deixe de pensar acerca de Donald Trump, o facto é que nunca antes desta refrega eleitoral, nem mesmo durante os anos da II Guerra Mundial, se verificou uma tão ampla e violenta campanha contra (ou mesmo a favor) um candidato presidencial nos Estados Unidos. Se pensarmos em termos de Ocidente, essa campanha não foi menos virulenta, nem menos enviesada na Europa. Entre nós, não dei conta de um jornal, muito menos de um canal de televisão, que fosse sequer longínquamente neutro na disputa. Não dei conta de um político, de um jornalista que fosse pró-Trump antes de conhecerem os resultados eleitorais, o que, em circunstâncias "normais", seria, até estatisticamente, impossível. Por cá, só dei conta desta expiação. No grande esquema das coisas, a cadeia RT foi - é - a grande excepção. Conhecidas as relações, pelo menos financeiras, com a Rússia de Putin, as acusações à RT, que já vêm desde o seu início, subiram imenso de tom. Tornaram-se até histéricas. Não foi a Rússia de Putin acusada de interferir e mesmo manipular a campanha eleitoral, por exemplo, promovendo ataques informáticos para revelar emails embaraçantemente reveladores? E agora que a media tradicional, foi derrotada fragorosamente pelos novos canais e redes de comunicação, que mais se haviam de lembrar que descobrir websites de "notícias falsas"? De chegar ao ponto de o parlamento europeu acusar a RT de ser um desses canais e "recomendar" intervenções para remediar a irradiação de "notícias falsas"? Paul Craig Roberts ganhou a distinção de ter sido indicado como um dos mais de 200 websites de "mentiras". Resolveu, em conformidade, escrever uma carta a Vladimir Putin cuja tradução me pareceu pertinente. Ei-la:

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Lincoln - culto e mentira

Em consequência do atentado a tiro perpetrado por John Wilkes Booth na véspera, Abraham Lincoln faleceria em 15 de Abril de 1865, há precisamente 150 anos. Persistem, até aos nossos dias, fundadas dúvidas quanto à "narrativa" da versão oficial do que na altura sucedeu: acção de um lobo solitário ou produto de uma conspiração? Uma pergunta recorrente nos EUA ao longo dos anos, pergunta a que o establishment americano sempre imprimiu um sentido de urgência na adopção da primeira hipótese e em descartar a segunda (um outro aspecto do excepcionalismo americano como defenderia Allen Dulles poucos meses após o assassínio de JFK). Em qualquer caso, ao observar com atenção a fotografia do Lincoln Memorial (Memorial a Lincoln), perceber-se-á


onde os "historiadores da corte" colocaram Lincoln - num Olimpo onde só há lugar para um deus que ele incarnou em vida.

Mas, também aqui, são cada vez mais os académicos que desafiam o "monstro sagrado". Thomas DiLorenzo é um deles e, tal como faz Paul Craig Roberts no artigo que de seguida se propõe aos leitores, aconselho com veemência a leitura dos seus livros sobre Lincoln (para um vislumbre do seu conteúdo, leia-se o sumarento texto que hoje publicou no LRC). É que, como sabemos, as mentiras do passado são em boa medida sustentáculo das actuais. Na política como na economia.
13 de Abril de 2015
Por Paul Craig Roberts


É uma das ironias da história que o Lincoln Memorial seja um espaço sagrado para o Movimento dos Direitos Civis e o local onde Martin Luther King proferiu o discurso "Eu tenho um sonho".

Paul Craig Roberts
Lincoln não pensava que os negros fossem iguais aos brancos. O plano de Lincoln consistia em enviar os negros da América de volta para África. Não tivesse ele sido assassinado, essa teria sido provavelmente a sua política no pós-guerra.

Como Thomas DiLorenzo e um conjunto de historiadores não pertencentes à corte concludentemente estabeleceram, Lincoln não invadiu a Confederação para libertar os escravos. A Proclamação da Emancipação só ocorreu em 1863, quando a oposição no Norte à guerra estava em crescendo, apesar das medidas do estado policial de Lincoln para silenciar opositores e jornais. A Proclamação da Emancipação foi uma medida de guerra emitida ao abrigo dos poderes de guerra de Lincoln. A proclamação permitiu que os escravos emancipados fizessem parte das fileiras do exército da União para compensar as baixas sofridas. Também havia a expectativa de que o anúncio viesse a provocar revoltas entre os escravos do Sul, enquanto os homens brancos sulistas estavam longe na guerra, e assim retirar soldados das frentes de batalha para proteger as suas mulheres e crianças. A intenção era a de acelerar a derrota do Sul antes que a oposição política a Lincoln se fortalecesse no Norte.