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quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Radar

Irresistível acompanhar alguns "insiders" nestes momentos.
Depois do FMI ter tornado pública a ideia de que adiava a inclusão do Renminbi nos DES (português para SDR`s) para o ano, a China desvaloriza a sua moeda em 6% em apenas 36 horas. A guerra começou? Ou apenas se intensificou?

sábado, 18 de abril de 2015

Cadência e ritmo

Extensão dos movimentos tectónicos

Não sei se me será possível vislumbrar todo o alcance dos mais recentes episódios relativos ao sistema monetário internacional em vigor, em particular face às pressões tectónicas de novos agentes como a China ou a Rússia.
Mas as dinâmicas que exigem novos equilíbrios e enquadramentos está claramente a aumentar. E são, claramente, sublinhadas ao mais alto nível no decorrer dos encontros de primavera do FMI.
No primeiro vídeo podemos ouvir Christine Lagarde a confirmar que a intenção de arrumar o novo equilíbrio monetário de acordo com as novas tensões, incluindo o renminbi no cabaz de moedas a que estão ligados os direitos especiais de saque (SDR).
No segundo caso, e em reacção a intervenções de Lew por parte dos EUA, as equipas oficiais de trabalho envolvidas nas negociações, afirmam que a moeda chinesa demonstra ter todas as condições para ser incluída nas paridades dos SDR´s.
Reconhecemos o ritmo?





quinta-feira, 16 de abril de 2015

Radar

Acabo de ter conhecimento que amanhã ocorrerá em Washington uma conferência promovida pelo World Gold Council (WGC) e pelo Official and Monetary and Financial Institutions Forum (OMFIF) dedicada ao tema: "O ouro, o renminbi e o sistema monetário de reserva multilateral".
E surpreso deixo aqui a imagem recortada do aviso dessa conferência. De acesso reservado a representantes de bancos centrais e ocorrerá durante o encontro de primavera deste ano do FMI e do Banco Mundial. O que saberão eles?

sábado, 13 de dezembro de 2014

Radar

Por cá vamos seguindo a novela da CPI/BES, vamos ouvindo a cantiga de embalo dos candidatos às próximas eleições e nada vemos para lá destas cortinas de fumo. No final de uma semana muito complexa nos mercados e onde, inclusive, as taxas sobre a nossa dívida registaram subida importante, uma importante declaração da directora do FMI - Christine Lagarde - foi tornada pública. Nesta declaração assume-se que o Fundo vai avançar para o plano B, uma vez que os EUA se recusaram (já o fazem desde 2010) a aprovar as modificações ao esquema de quotas para o Fundo. Lagarde diz tudo o que é preciso dizer: vamos avançar numa abordagem alargada e multipolar já em Janeiro de 2015. Sem os EUA, pelo que parece.
Será possível conceber o alcance das consequências económicas, financeiras e políticas desta declaração, tendo por contexto a euforia em torno do dólar?

domingo, 13 de outubro de 2013

Quanto mais tempo irá o dólar manter-se como moeda de reserva?

É esta a pergunta que titula o artigo de Patrick Barron publicado ontem no Mises Institute e que me propus traduzir por abordar uma das questões centrais da evolução próxima da economia mundial: o ameaçado estatuto do dólar enquanto "moeda de reserva" - inteiramente decorrente das decisões de política monetária que o Fed tem praticado, particularmente desde o fecho da "gold window" -, e as consequências que daí poderão advir para os Estados Unidos e para todo o mundo. É provável que a recente nomeação, ainda a confirmar pelo Senado, de Janet Yellen para chairman do Fed apenas venha a acelerar as mudanças que são já sensíveis (e que Barron assinala no seu texto), pois não será de esperar outra coisa do seu mandato senão "mais do mesmo, em maior quantidade" - planeamento central monetário.
Quanto mais tempo irá o dólar manter-se como moeda de reserva?

Usamos a expressão "moeda de reserva" quando nos referimos à utilização corrente do dólar por outros países para saldar as suas contas no comércio internacional. Por exemplo, se o Canadá comprar produtos provenientes da China, poderá pagar em dólares, em vez de dólares canadianos, e vice-versa. Todavia, a base a partir da qual se originou a expressão já não existe [a ligação do dólar ao ouro], e hoje o dólar é denominado de "moeda de reserva" apenas porque os países estrangeiros detêm grandes quantidades de dólares para facilitar o comércio.

A primeira moeda de reserva foi a libra esterlina britânica. Porque a libra era tão "boa quanto o ouro", muitos países consideraram, durante a era do padrão-ouro, que seria mais conveniente deter libras em vez do próprio ouro. As grandes nações comerciais do mundo utilizavam o ouro como forma de pagamento no comércio internacional, mas elas podiam optar por deter libras em vez de ouro, confiando que o Banco de Inglaterra entregaria o ouro correspondente, a uma taxa de câmbio fixa, mediante a apresentação das libras. Perto do fim da II Guerra Mundial, foi atribuído ao dólar dos EUA esse estatuto através de um tratado internacional, na sequência do Acordo de Bretton Woods. O Fundo Monetário Internacional (FMI) foi formado com o expresso propósito de monitorizar o compromisso da Reserva Federal para com Bretton Woods assegurando que o Fed não inflacionaria o dólar e respeitaria o compromisso de trocar dólares por ouro ao câmbio de 35 dólares americanos por onça. Desta forma, os países confiavam que os dólares que detinham para fins comerciais eram tão "bons quanto o ouro", como tinha ocorrido em tempos com a libra esterlina.

Todavia, o Fed não manteve o seu compromisso para com o Acordo de Bretton Woods e o FMI não tentou forçá-lo a deter o ouro suficiente para honrar, em ouro, toda a sua moeda em circulação, ao câmbio de 35 dólares por onça. O Fed foi testado nos finais da década de 1960, primeiro pela França e depois por outros países, até que as suas reservas de ouro atingiram níveis tão baixos que só lhe restavam duas alternativas: ou revalorizar o dólar a uma taxa de câmbio mais alta, ou revogar as suas responsabilidades quanto a honrar a troca, integral, de dólares por ouro. Para sua vergonha eterna, os EUA escolheram a última opção e "saíram do padrão-ouro" em Setembro de 1971.

Não obstante, o dólar continuou a ser utilizado pelas grandes nações comerciais, porque ainda executava a função útil de meio de pagamento no comércio internacional. Não havia outra moeda que pudesse ombrear com o dólar, apesar do facto de ele ter sido "desligado" do ouro.

sábado, 3 de setembro de 2011

Porquê o ouro? (3)

Creio que os receios manifestados por alguns segundo que a actual cotação do ouro (novamente perto dos US$ 1900/onça depois desta correcção "técnica") não seriam sustentáveis, não estão a ver bem a coisa. Há múltiplas razões para supor que a cotação tem, pelo contrário, amplo espaço para subir. Uma delas remete para o comportamento do governo chinês que este telegrama, revelado pela Wikileaks, e oriundo da embaixada americana em Beijing, confirma e reforça:
3. CHINA'S GOLD RESERVES
"China increases its gold reserves in order to kill two birds with one stone"

The China Radio International sponsored newspaper World News Journal (Shijie Xinwenbao)(04/28): "According to China's National Foreign Exchanges Administration China 's gold reserves have recently increased. Currently, the majority of its gold reserves have been located in the U.S. and European countries. The U.S. and Europe have always suppressed the rising price of gold. They intend to weaken gold's function as an international reserve currency. They don't want to see other countries turning to gold reserves instead of the U.S. dollar or Euro. Therefore, suppressing the price of gold is very beneficial for the U.S. in maintaining the U.S. dollar's role as the international reserve currency. China's increased gold reserves will thus act as a model and lead other countries towards reserving more gold. Large gold reserves are also beneficial in promoting the internationalization of the RMB."

domingo, 7 de agosto de 2011

Os chineses inquietam-se

Tentando contrariar administrativamente a pressão (ascendente) sobre o câmbio do renminbi/yuan, resultado do sustentado e colossal superavit da sua balança de transacções correntes e de capital dos últimos vinte anos, a China de há muito que tem vindo a colocar esses excedentes em títulos da dívida pública soberana, nomeadamente dos Estados Unidos.

Ora, o terror em que vive um grande credor é função directa do risco percebido de o devedor entrar em incumprimento (default), pelo que é motivo de grande preocupação para os chineses não o "nevoeiro" do limite de endividamento, mas sim a capacidade de, a prazo, os EUA entrarem em incumprimento. E por incumprimento entende-se não apenas não cumprir os compromissos a horas mas também, situação diria que muito mais provável, a ocorrência de uma desvalorização do dólar que significaria para o credor (a China) prejuízos gigantescos. Nesta última circunstância, os títulos do Tesouro americano revelar-se-iam verdadeiros activos tóxicos.

Neste recente artigo no Financial Times, o autor, antigo membro do comité de política monetária do Banco central da China, expressa bem a sua preocupação (alguns excertos):
The Chinese government has admitted that its foreign-exchange reserves have already exceeded its needs. It has tried various measures to slow down the growth of these reserves and protect the value of its existing stock. This has included demand stimulation, allowing the renminbi to appreciate gradually and creating sovereign wealth funds. It has also promoted reform of international monetary systems and the internationalisation of the renminbi. Sadly, none of these has worked. With large capital inflows and a current account surplus, China’s foreign exchange reserves have continued to rise rapidly.
The trade off: at what point does the cumulative loss probability offset CNY depreciation gains:

These policies failed because they did not address the real cause of the rapid increase in foreign exchange stocks, namely state intervention aimed at controlling the pace of renminbi appreciation. The question is: what losses is China willing to bear in its foreign exchange reserves in order to slow the pace of the renminbi appreciation?

One further factor is that any losses in the financial assets held by China will not be realised until their holders decide to cash out. If the US government continues to pay back its public debt, and China continues to pack its savings into US securities, this game may continue for a very long time. However, the situation is ultimately unsustainable. The longer it continues, the more violent and destructive the final adjustment will be.

If there is any lesson China can draw from the US debt ceiling crisis, it is that it must stop policies that result in further accumulation of foreign exchange reserves. Given that many large developed countries are simply printing money (and the recent rumours are that the US might return to quantitative easing) China must realise that it can no longer invest in the paper assets of the developed world. The People’s Bank of China must stop buying US dollars and allow the renminbi exchange rate to be decided by market forces as soon as possible. China should have done so a long time ago. There should be no more hesitating and dithering. To float the renminbi is not costless. However, its benefits for the Chinese economy will vastly offset those costs, while being favourable to the global economy as well.