quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Epifania energética

Em mais uma dramática manifestação de tempo-mas-que-vendo-bem-é-de-clima-ou-seja-ilustradora-das-alterações-climáticas, Richard North tem uma epifania:

The solution has been there, right in front of us all this time – the answer to fuel poverty. We burn windmills. (Via the BBC, a windmill at Ardrossan Windfarm earlier today, bursting into flames during the severe weather.)

Ainda vai a tempo de aprender

Soares defende "resposta muito violenta" contra agências de rating. Ora sucede que a violência a que Soares se refere costuma dar em coisas destas:

Uma nota de 10 000 000 000 de marcos
E para os que acham que os tempos da República de Weimar se perdem já entre as brumas de uma história distante, isto terminou há não três anos.

Ainda o "fim da História"

Imagem retirada daqui
Muito antes de Fukyama ter escrito o seu livro, já pela "Ocidental praia" se "garantiam" irreversibilidades. Inclusive em texto constitucional.

La grande bouffe - la fin

Prevejo que se encerrem mais mil cursos”. "António Rendas [presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP)] acredita que, dos cinco mil cursos que existiam em 2010, só sobrará metade", segundo o DE.
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Nota: recordava que, em Portugal, o título do filme de Marco Ferreri a que aludo no post, foi (bem) traduzido por "A Grande Farra".

Nos amis les Chinois

Agência chinesa Dagong baixou "rating" da dívida francesa [de AA- para A+]


John Mayer - Waiting On The World To Change


Letra:

Sinais (2)

Are Google's Green Days Over?, na Forbes:
Since taking over as Google’s chief executive from Eric Schmidt, Larry Page has been cleaning house, shuttering services and initiatives that haven’t lived up to their billing. On Tuesday, Google axed its big green initiative called RE < C – renewable energy cheaper than coal – an ambitious effort to develop technologies that would make renewable energy competitive with coal-fired power plants.
Bill Gates and China in discussions over new nuclear reactor, no Guardian:
Microsoft co-founder Bill Gates confirmed on Wednesday he is in discussions with China to jointly develop a new kind of nuclear reactor.

"The idea is to be very low-cost, very safe and generate very little waste," said Gates during a talk at China's Ministry of Science and Technology.

Gates has largely funded a Washington state-based company, TerraPower, that is developing a Generation IV nuclear reactor, which can run on depleted uranium.
(...)
TerraPower says its traveling wave reactor would run for decades on depleted uranium and produce significantly smaller amounts of nuclear waste than conventional reactors.

"All these new designs are going to be incredibly safe," Gates told the audience. "They require no human action to remain safe at all times."
Os realces são meus.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A mente humana como recurso inesgotável

é a tese de Julian Simon na sua famosa obra "The Ultimate Resource". É essa extraordinária capacidade que nos tem proporcionado novas ideias, novas tecnologias, novos e maiores mercados que, no seu conjunto, têm tornado possível o julgado impossível e melhorado os níveis gerais de vida no mundo (à excepção, talvez, dos países totalitários). E tal como Simon sempre antecipou nas suas famosas apostas (primeira e  a proposta segunda) com o alarmista  neo-malthusiano Paul Ehrlich, não se verificou nenhuma das tenebrosas teses dos "iminentes esgotamento de recursos" materiais (ver, por exemplo, Julian Simon continua a vencer mesmo postumamente).

E todavia, o discurso do "iminente" desastre continua presente nos jornais, nas televisões e nos políticos e constitui um dos "pilares" justificativos do recurso às novas renováveis. Ou seja, mesmo que (supostamente) não houvesse problema com a "progressiva carbonização" da atmosfera seria a (supostamente) "iminente" e "inevitável" exaustão de recursos naturais que justificaria a massiva intervenção estatal - à custa dos contribuintes, claro - nas novas energias renováveis. E como, por exemplo, o declínio na exploração de combustíveis fósseis nos EUA seria "inevitável" (a partir do suposto "peak oil"), para quê manter a ilusão por mais alguns anos autorizando novas perfurações e novas áreas de prospecção? Tem sido essa a posição, em particular, das duas últimas administrações americanas que tudo têm feito para dificultar, e mesmo impedir, a exploração de novas jazidas de hidrocarbonetos (quando expulsa as plataformas de pesquisa petrolífera do Golfo do México e depois as vai aplaudir quando operam ao largo da costa brasileira).

E eis senão quando... se multiplicam as notícias de novas descobertas de combustíveis fósseis que a evolução tecnológica, tornou entretanto economicamente viáveis e não dependentes de subsídios estatais. E é assim que são divulgados estudos após estudos que apontam para que os EUA voltem a liderar a produção mundial de combustíveis fósseis e consigam aproximar-se senão mesmo atingir a autosuficiência energética?

É também neste sentido que um novo estudo, agora da responsabilidade do Institute of Energy Research, e já  divulgado já este mês (clicar na imagem para o obter) volta a apontar. Como Thomas J. Pyle escreve na introdução:
Yet even with steadily increasing rates of economic and population growth, as well as increasing energy consumption, the United States today possesses greater recoverable supplies of oil, natural gas and coal than at any point in its recorded history. How can that be? Have vast new sources of hydrocarbon fuels magically materialized beneath our feet over the past 100 years? Or is it possible that, despite what you’ve read, heard and have been told, our continent has always had a lot more energy available to it than some would have us believe?
E é isto que se vai lendo e ouvindo um pouco por todo o mundo. Obama a impedir a construção de um novo pipeline (Keystone XL) entre o Canadá e o Texas (para a exploração de enormes jazidas de areias betuminosas); e novas e importantes descobertas de gás e petróleo, agora também em Moçambique. Entretanto os chineses e indianos constroem centrais eléctricas a carvão todas as semanas.

Para que nunca nos esqueçamos

José Sócrates: "Pagar a dívida é ideia de criança"

“As dívidas dos Estados são eternas, foi assim que estudei"

Sócrates justifica-se e diz que ideia de criança é pagar a dívida "por inteiro e imediatamente"

A isto devemos responder com um rotundo NÃO

Merkel y Sarkozy piden unificar el Impuesto de Sociedades en la UE.

A competição fiscal é uma das poucas armas com que os pequenos países podem hoje recorrer (Irlanda e países do Báltico - Letónia, Estónia países bálticos) para fomentar a actividade empresarial e, em especial, atrair investimento estrangeiro. É, nomeadamente, uma das medidas que Portugal tem que tomar para retomar a sua atractividade.

Norah Jones - Seven years


Letra:

Keynesianismo no Império do Meio


Via EPJ

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Government Motors - a mesma história de sempre

A fabricante de automóveis GM, também conhecida por Government Motors desde que foi alvo de um bailout estatal (inicialmente desenhado ainda por Bush mas concretizado por Obama), permanece na berlinda embora não pelas melhores razões. Não bastando as minúsculas vendas do modelo Volt, supostamente um "game-changing", parece haver agora fortes razões para supor que, na sequência de embates laterais, o carro evidenciar tendências para começar a arder! A coisa será de tal ordem que o CEO Dan Akerson, ainda que afirmando que o carro é seguro, dispõe-se a recolher os cerca de 6000 veículos já produzidos e a remediar o defeito (depois de o encontrar...). Nas suas próprias palavras, "I think in the interest of General Motors, the industry, the electrification of the car, it's best to get it right now than when you have - instead of 6,000 - 60,000 or 600,000 cars on the road."

Como observa Robert Murphy, dadas estas notícias, ainda bem que só haverá que recolher 6000 veículos, que seriam certamente menos não ocorresse o facto de haver um subsídio estatal de 7500 dólares (sob a forma de crédito fiscal). Mas, uma vez mais, vemos o dinheiro dos contribuintes ser jogado janela fora numa aventura apenas possível através da intervenção governamental.


Por esta e por outras, o bailout da GM representará, na certa, mais um gigantesco encargo para o contribuinte americano, sejam os veículos produzidos "verdes" ou não.

Finalmente

consigo estar de acordo com o João Gonçalves quanto a este serviço público de televisão.

Grandes Manobras (4)

"Van Rompuy sugere que a incorporação das novas regras orçamentais, mais restritas, possa acontecer de forma mais célere, sem uma revisão de fundo, mas sim através alterações limitadas ao Tratado de Lisboa, acompanhadas do reforço da legislação secundária da União Europeia.

De acordo com Van Rompuy, a rapidez do processo dependeria do Parlamento Europeu e do Banco Central Europeu, o que quer dizer que os Estados-membros não teriam de conseguir a ratificação dos parlamentos nacionais para aprovar as medidas para a “reforma” europeia."
O despudor desta gente é total. A primeira vez que, de forma expressamente assumida, através da proposta de construção de uma Autoridade Política Europeia, se pretendeu institucionalizar uma Comunidade Política, ou seja, dotar a "Europa" de uma constituição (de que chegou, inclusive, a ser redigido um projecto), foi essa tentativa derrotada, no parlamento francês, com a rejeição do "pilar" referente à que seria a Comunidade Europeia de Defesa, em 30 de Agosto de 1954. A próxima ocorreria em 2004 com o projecto de tratado constitucional, que falhou quando sujeito a referendo, e logo em França e na Holanda. Sete anos depois, quando se pretende formalizar o "congelamento" da soberania dos países em dificuldades, como é possível aceitar que esta revisão dos tratados não tenha, no mínimo, de ser ratificada e discutida em cada um dos parlamentos dos países membros e, desejavelmente, sujeita a referendo?