foi o resultado de me defrontar com isto que demonstra uma vez mais, se necessário fosse, a importância de, com frequência, visitar o Zero Hedge. Para registar este momento humorístico, deixo aqui o link para a fonte da imagem que de seguida reproduzo, não vá ela desaparecer entretanto...
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Dos "fabricantes de velas" do século XIX ao Google Maps de hoje
Via Coyote e Cato, fiquei a saber que a filial francesa da Google foi condenada em tribunal (em primeira instância) por, supostamente, ter "abusado da sua posição dominante" ao oferecer, de borla, o serviço de mapas conhecido por Google Maps. A entidade queixosa é uma empresa francesa, uma tal Bottin Cartographes que, pretendendo obter uma contrapartida monetária da disponibilização de um outro serviço de web mapping, se acha vítima de concorrência "desleal"! Esta particular história ainda não acabou (a Google recorreu da sentença) mas a argumentação da autora da acção é já muito velha. Tão velha que já Frédéric Bastiat lhe dedicou expressamente um capítulo no seu elenco de sofismas económicos: uma sátira intitulada A petição dos fabricantes de velas, candelabros, lanternas, etc. Vale a pena lê-la na íntegra mas não resisto a transcrever a seguinte passagem que bem ilustra o ridículo do costumeiro arrazoado argumentadeiro e como tudo sempre acaba por se resumir à tentativa de influenciar o poder do Estado em favor dos "peticionários", dos lobbys, dos grupos de pressão, dos corruptores do poder:
«Sofremos a intolerável concorrência de um rival estrangeiro que beneficia, ao que parece, de condições tão superiores às nossas, para a produção de luz, que dela inunda o nosso mercado nacional a um preço fabulosamente baixo; pois, assim que ele surge, a nossa venda cessa, todos os consumidores se lhe dirigem, e um ramo da indústria francesa, cujas ramificações são inumeráveis, é subitamente atingido pela mais completa estagnação. Este rival, que não é senão o sol, faz-nos uma guerra tão encarniçada, que suspeitamos ser incitado pela pérfida Albion (boa diplomacia nos tempos que correm!), tanto mais que tem por essa ilha orgulhosa uma deferência que se dispensa de ter para connosco.
Pedimo-vos pois a gentileza de criardes uma lei que ordene o encerramento de todas as janelas, lucernas, frestas, gelosias, portadas, cortinas, postigos, olhos-de-boi, estores, numa palavra, de todas as aberturas, buracos, fendas e fissuras pelas quais a luz do sol tem o costume de penetrar nas casas, para prejuízo das boas indústrias de que nos orgulhamos de ter dotado o país, que não poderia sem ingratidão abandonar-nos hoje a uma luta tão desigual.»
Já poucos se recordarão, mas foi o que ficou conhecido como "a guerra dos browsers" que quase levou à destruição da Microsoft - e de Bill Gates - durante o segundo mandato da administração Clinton. O "crime" da Microsoft? Atrever-se a oferecer, de borla, o seu browser integrado no sistema operativo Windows quando outros, como a Netscape, pretendiam ganhar dinheiro vendendo o seu próprio browser.
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Leitura complementar: France Fines Google: Is Atlas Shrugging?
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Leitura complementar: France Fines Google: Is Atlas Shrugging?
Uma oportunidade para o regresso da sanidade energética à União Europeia
é o que desde logo representa a saída do governo britânico do ministro da Energia e das Alterações Climáticas(!), Chris Huhne, acusado de ter imputado à sua ex-mulher, em 2003, a ultrapassagem do limite de velocidade, assim se furtando - é a acusação -, à cassação da sua carta de condução. Não deixa de ser irónico que tal se passe com semelhante criatura, defensora da mais inane política energética ao cimo da terra erigida no altar da eco-teocracia. A propósito deste (feliz) incidente, James Delingpole assina uma crónica deliciosa no Telegraph: Huhne: you'd need a heart of stone not to laugh
.
Patético
"Somos uma redacção livre", afirmou João Barreiros, director de informação demissionário da cadeia de rádios estatal. Livre? Livre de quê? De sempre defender o poder instalado?
Deveras? (2)
Depois de Fernando Ulrich ontem, é a vez de, hoje, o Governador do BdP fir afirmar que os depositantes em bancos portugueses "[podem] estar descansados". Aguardam-se novas, e creio que profusas, declarações tranquilizadoras.
Confrontar o poder
é o que faz Vasco Graça Moura ao fazer aprovar, no conselho de administração do CCB, uma resolução no sentido da não aplicação do Ac(b)ord(t)o Ortográfico na instituição a que preside. Fá-lo - bem - em nome de um património que, sendo de todos, é insusceptível de apropriação por alguns. Modestamente, fora do ambiente profissional - já que a tanto sou obrigado -, este é um Aborto que também eu recuso observar.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
A magia dos preços sempre que o Estado não intervém
está bem reflectida na situação que aqui se descreve a propósito da reconversão em massa, que se está a verificar na Pensilvânia, entre consumidores residenciais e não-residenciais, da utilização do fuelóleo substituindo-o por gás natural (aquecimento, produção de electricidade, etc).
Mark Perry explica o que está a motivar esta autêntica revolução que - pasmem os intervencionistas, "aceleradores" da História e ambientalistas! - ocorre sem intervenção estatal. Chama-lhe simplesmente "ganância dos consumidores", ou seja, obter o mesmo serviço por menos dinheiro:
Note that this "underground energy revolution" in Pennsylvania is happening automatically and spontaneously without any specialO resultado prático, para aqueles preocupados com as crescentes concentrações de dióxido de carbono, é impressivo: cerca de 29% de redução nas emissões por BTU produzida!governmenttaxpayer-financed tax breaks, tax credits, incentives or subsidies, but is being driven purely by "consumer greed" because it makes economic sense to switch from fuel oil to natural gas. When energy sources like natural gas make sense based on their scientific and economic merits, government and political support is unnecessary. When energy sources like solar (or electric vehicles) don't make sense scientifically and economically, no amount ofgovernment supportcoercively extracted taxpayer money will make those energy sources or vehicles competitive in the long run.
O spin climático vai fenecendo
Olhando de viés pela televisão, dando conta de um espesso manto de neve em praias de França e do anúncio, que já se sente por aqui, de mais uma enregelante manifestação das "alterações climáticas", parece-me útil dar conta da actual hierarquia das preocupações dos americanos comparada com a do ano transacto e a de há cinco anos atrás. Para mais detalhes, ver aqui.
Leitura complementar: When Global Warming Freezes Over
Governo de Dilma Roussef: a remodelação permanente
Talvez inspirada noutros momentos do seu currículo político, foi hoje anunciada a sétima demissão (ligada a outras tantas acusações de corrupção) do seu ministério, a que se acrescentam duas outras saídas por outros motivos. Em pouco mais de um ano de governo, é obra.
Revisitando os "bonecos" de Medina Carreira
ou, como sinteticamente Ramiro Marques escrevia há umas semanas atrás, «[o]u damos cabo do estado social ou ele dá cabo de nós». Foram estes os reflexos que me ocorreram após a leitura do texto de George Bragues, "Portugal’s Plight - The Role of Social Democracy", artigo integrante do mais recente número da revista The Independent Review.
Com efeito, é inevitável recordar a (infelizmente falhada) evangelização de Henrique Medina Carreira sublinhando que os nossos problemas actuais não são exclusivamente decorrentes da nossa adesão ao euro e consequente perda do instrumento de política monetária. O gráfico seguinte, representativo da evolução da taxa de crescimento do PIB nos últimos 100 anos (média móvel de 10 anos) é indicador seguro disso mesmo a partir de 1974/1975:
À parte os keynesianos, será impossível não encontrar uma correlação (inversa) entre esta evolução do crescimento económico e o peso das despesas do Estado no PIB onde, em 35 anos, passámos de 20% para 50 % do PIB (a França precisou de 77 anos para idêntica evolução).
Este facto conjugado e agravado pelos sucessivos (37) défices do orçamento do Estado após 1973, vindos de um período de excedentes orçamentais (apesar das três frentes de guerra em simultâneo),
de que resultou uma dívida pública acumulada que, em percentagem do PIB, já ultrapassou os níveis da bancarrota de 1892:
Para que possamos voltar a crescer, é necessário que se possa reiniciar um processo de acumulação de capital que, por sua vez, depende da inversão da desastrosa tendência da taxa de poupança
o que impõe - é absolutamente vital - que consigamos sair de um ciclo de défices públicos para um de fortes superavits. A poupança privada, também por essa via, retomará (já está a suceder) patamares superiores.
Leitura complementar: Nenhuma economia consegue financiar o Estado Social.
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Nota: os dois últimos gráficos são retirados do blogue Desmitos; os anteriores, do ensaio referido no texto.
de que resultou uma dívida pública acumulada que, em percentagem do PIB, já ultrapassou os níveis da bancarrota de 1892:
Para que possamos voltar a crescer, é necessário que se possa reiniciar um processo de acumulação de capital que, por sua vez, depende da inversão da desastrosa tendência da taxa de poupança
o que impõe - é absolutamente vital - que consigamos sair de um ciclo de défices públicos para um de fortes superavits. A poupança privada, também por essa via, retomará (já está a suceder) patamares superiores.
Leitura complementar: Nenhuma economia consegue financiar o Estado Social.
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Nota: os dois últimos gráficos são retirados do blogue Desmitos; os anteriores, do ensaio referido no texto.
Obamanomics em acção (2)
ou como a religião verde assenta, ao contrário do propalado pela sua retórica, na destruição do valor e do emprego nacionais e na sua "exportação" para ambientes menos hostis...
Por Michael Ramirez
Informação complementar: State Of The Union Of An Alternate Universe.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Novas das primárias republicanas
Resultados na Florida em que Romney, como era previsível, arrebatou a totalidade dos 50 delegados.
Mitt Romney: 47%
Newt Gingrich: 32%
Rick Santorum: 13%
Ron Paul: 7%
Ron Paul, que praticamente esteve ausente na corrida na Florida (à parte a participação no debate televisivo) aproveitou antes para fazer campanha nos "caucus states" como o Maine, o Colorado e o Nevada que, no conjunto, permitem eleger 88 delegados. A próxima etapa será no Nevada, dia 4 de Fevereiro, onde Mitt Romney volta a ser favorito mas onde Ron Paul, que em 2008 conseguiu o 2º lugar, tem boas hipóteses de uma forte votação.
Um aviso do que aí vem
com a presença compulsória na escola para todos os jovens até aos 18 anos de idade é o que esta notícia anuncia: Professor agredido [de 63 anos de idade] por três homens após expulsar aluna de sala de aula.
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