domingo, 11 de março de 2012

Era o mínimo mas não chega

Cavaco fez o mínimo que se lhe pedia relativamente a essa coisa espúria e profundamente atentatória da liberdade individual (e portanto muito mais que uma mera estupidez). Tenho ainda uma vaga esperança que o Tribunal Constitucional faça o que deveria fazer. Veremos.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Silêncio involuntário

por questões de saúde. Espero poder retomar a actividade normal por aqui com brevidade. As minhas desculpas aos leitores habituais.

terça-feira, 6 de março de 2012

Frase do dia (29)

«History looks backward into the past, but the lessons it teaches concerns things to come.»
Ludwig von Mises

Potpourri sobre os carros eléctricos promovidos pelos governos

Adaptação de Reasons to Rethink Electric Cars:

1) Em mais uma ilustração prática dos ensinamentos de Bastiat em "O que se vê e o que não se vê", um estudo recente da Universidade do Tennessee aponta para que os carros eléctricos na China provoquem mais poluição atmosférica que os convencionais pelo facto de a grande maioria da electricidade produzida naquele país ser originada nas centrais térmicas a carvão, situação que mais que compensa a não emissão directa de poluição pelos veículos.

2) A Tesla Motors, empresa fabricante de carros eléctricos premium (acima dos 100 mil dólares nos EUA), foi uma feliz contemplada em 2009 de um empréstimo da administração de Obama no montante de 465 milhões de dólares. Sucede que os actuais modelos têm um problema: se ficarem umas semanas sem ser usados, e em caso de descarregamento total das baterias, o veículo passa à categoria de "tijolo" (brick) uma vez que uma tal situação obriga à substituição integral da bateria, mais ou menos 40 mil dólares (e ao contrário do que sucede na aquisição do carro, o governo federal não volta a atribuir os 7500 dólares de subsídio, que Obama quer  aliás "estimular" passando a 10 mil dólares no orçamento para 2013).

3) Não é só o Volt que, de quando em vez, se incendeia. Ao que parece, também os veículos da Fisker Automotive, outro construtor de carros eléctricos premium, parecem sofrer do mesmo risco, razão pela qual a empresa promoveu recentemente a recolha dos produzidos na Finlândia. Não ficará o leitor surpreendido se souber que à Fisker Automative também foi atribuído um financiamento federal de 529 milhões de dólares...

4) E por falar em Volt, que se calcula tenha custado ao contribuinte americano cerca de 250 mil dólares a unidade, vai popular este clip sobre o bicho.

Leitura complementar: Revenue Shortfall - Carmakers Demand E-Mobility Help from Merkel

segunda-feira, 5 de março de 2012

Bruce Springsteen - We Take Care Of Our Own

The Boss is back!

Ventos de mudança

Matt Ridley, na Spectator, assina The winds of change (via Carpe Diem). Um excerto:
To the nearest whole number, the percentage of the world’s energy that comes from wind turbines today is: zero. Despite the regressive subsidy (pushing pensioners into fuel poverty while improving the wine cellars of grand estates), despite tearing rural communities apart, killing jobs, despoiling views, erecting pylons, felling forests, killing bats and eagles, causing industrial accidents, clogging motorways, polluting lakes in Inner Mongolia with the toxic and radioactive tailings from refining neodymium, a ton of which is in the average turbine — despite all this, the total energy generated each day by wind has yet to reach half a per cent worldwide.

If wind power was going to work, it would have done so by now. The people of Britain see this quite clearly, though politicians are often wilfully deaf. The good news though is that if you look closely, you can see David Cameron’s government coming to its senses about the whole fiasco.

Até quando?

Álvaro Santos Pereira mantém-se à frente da Economia.

domingo, 4 de março de 2012

U2 - Where The Streets Have No Name


Letra:

As sanções económicas previnem ou fomentam as guerras?

Já ouviu falar de blowback?

Um oxímoro: o ministério da Economia

Medeiros Ferreira, um blogger que tem horror à verbosidade, caracteriza bem a coisa, ainda que depois não retire as consequências lógicas do que escreve:
[Há uma pasta, a da Economia, que "paira acima das contingências" porque está] vocacionada para apoios, ajudas, subsídios, estímulos, concursos, parcerias e negócios. Uma espécie de ministério da segurança social para empreendedores com rede. Qualquer candidato ao lugar fabrica clientes com perspectivas de futuro.
Se há algo que os governos podem fazer em prol da Economia é, tão só e apenas, desmantelar os empecilhos regulatórios que eles próprios criaram e que impedem o crescimento económico e promovem o desemprego. O resto - estimular, "promover", "apoiar" -, é mero "ruído" ainda que embrulhado em retórica fluente.

Leitura complementar: Vichyssoise à Portuguesa

Fase do dia (28)

«O Estado é a grande ficção através da qual todos tentam viver às custas de todos.»
Frédéric Bastiat, L'État

Primárias republicanas - os caucuses do estado de Washington


Segue-se, já no próximo dia 6, a Super Tuesday que abrangerá os seguintes estados: Virgínia (com 49 delegados), Massachusetts (41), Vermont (17), Oklahoma (43), Tennessee (58), Geórgia (76), Alaska (27), Dakota do Norte (28). Idaho (32) e Ohio (66).

O clip que se segue permite perceber por que razão um 2º lugar nos caucuses pode significar um primeiro lugar na eleição de delegados por cada estado (os que finalmente irão escolher o candidato republicano na convenção que ocorrerá no final de Agosto, na Florida). Ora, também no caso do estado de Washington, Ron Paul - o meu campeão - está convencido que irá ganhar a maioria dos 43 delegados em disputa na última etapa que decorrerá entre 24 de Março e 21 de Abril.