Segundo o DN, citando o Correio da Manhã, Mário Soares terá dito: "O Estado é que vai pagar a multa".
quarta-feira, 4 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Do significado teleológico da provisoriedade
PSD: "Não sejamos masoquistas". Corte dos subsídios tem "natureza temporária".
Governo: "A posição do Governo em relação aos cortes nos subsídios de férias e de Natal não mudou. Estes cortes não podem ser permanentes e estarão em vigor durante o período de vigência do Programa de Apoio Económico-Financeiro".
Governo: "A posição do Governo em relação aos cortes nos subsídios de férias e de Natal não mudou. Estes cortes não podem ser permanentes e estarão em vigor durante o período de vigência do Programa de Apoio Económico-Financeiro".
Já dediquei um apontamento em "Portugal provisório, quando não definitivo" sobre a matéria da temporaneidade no nosso país. Razão pela qual bastará tornar a convocar duas imagens que falam por si:
Niall Ferguson: impérios à beira do caos
A intervenção de Ferguson, após a apresentação, inicia-se aos 9mn:10s.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Fiat money explained
Após o visionamento do vídeo poderá ficar mais clara a razão que motivou a presidente argentina a substituir, no passado mês de Fevereiro, o governador do banco central e, em simultâneo, a alterar o seu mandato. Onde anteriormente apenas figurava a missão de perseguir a estabilidade dos preços, passou agora também a constar a promoção do crescimento económico com justiça social e, qual cereja no bolo, estabilidade financeira. Para começar, Cristina Kirchner, vai "pedir emprestado" o "excesso" de reservas em divisas detidas pelo banco central. A hiperinflação aí vem, uma vez mais. Pobres argentinos!
Desconhecimento, diz ele
Diretor do aeroporto de Beja diz que posição da Ryanair "revela algum desconhecimento".
Esta foi a tomada de posição do dito director reagindo, de acordo com o i, a declarações de Michael Crawley, vice-presidente da Ryanair, segundo as quais o aeroporto de Beja "não deveria" ter sido construído pois, segundo ele, "é muito longe de Lisboa" e em Beja "não existe nada além do aeroporto".
A mim, parece-me, que não será Michael Crawley quem denota desconhecimento...
Deslumbrantes sucessos, inomináveis tragédias
Depois do "Querido Líder" nos ter conseguido surpreender apesar das façanhas irrepetíveis do "Grande Líder" (sobrevivente a Stalin e a Mao, saliente-se), é a vez do "Grande Sucessor" nos continuar a maravilhar com mais extraordinários feitos da liderança dinástica norte-coreana. A mais recente e esplendorosa está bem espelhada neste título: "Candidatos [ao recrutamento no exército] podem ter 142 centímetros [de altura]", menos três centímetros que o anterior limite mínimo1.
A Coreia do Norte continua assim na ponta da lança da luta titânica contra as "alterações climáticas". De facto, se já era bem conhecido o seu importantíssimo contributo para redução das emissões de CO2 na contenção da utilização de electricidade, creio haver menor familiaridade com a mui conseguida antecipação na concretização das teses de alguns bioeticistas. É que, segundo estes últimos, uma das formas relevantes de conseguir diminuir a "pegada ecológica" humana consistiria na eliminação dos embriões maiores e, amanhã, com maior massa corporal. Um excerto:
«And so size reduction could be one way to reduce a person's ecological footprint. For instance if you reduce the average U.S. height by just 15cm, you could reduce body mass by 21% for men and 25% for women, with a corresponding reduction in metabolic rates by some 15% to 18%, because less tissue means lower energy and nutrient needs.»
1Este tremendo sucesso foi conseguido à custa do raquitismo epidémico decorrente da fome generalizada durante a década de 90 em que milhões de pessoas terão perecido.
domingo, 1 de abril de 2012
Uma anti-distopia
No DN, Alberto Gonçalves assina hoje (1 de) Abril em Portugal. Um excerto (meu realce):
«Após impor a redução drástica na quantidade de freguesias e de municípios, o Governo recusou patrocinar o desleixo das autarquias que sobraram. Confrontado com as súplicas para que o Estado central patrocinasse dois mil milhões de euros das dívidas do poder local à banca, cerca de um sexto da dívida total, Pedro Passos Coelho parafraseou o que, com liberdade poética, um jornal disse que Gerald Ford disse à falida câmara de Nova Iorque em 1975: vão morrer longe.
Apesar da reacção furiosa da ANMP e de Miguel Relvas, que depois de demitido por razões familiares passou a assinar um comentário regular na TVI muito crítico para com os seus ex-colegas, a decisão não surpreendeu ninguém, vinda de um Executivo que privilegia a opção pelos cortes na despesa em lugar do saque aos contribuintes. Aqui e ali, sucedem-se as medidas de contenção, traduzidas na abolição de centenas de institutos públicos e similares, nas privatizações da RTP, da CP e da TAP, na partilha da Vespa de Pedro Mota Soares por parte de sete ministros e nos "cortes" no funcionalismo e nas nomeações.
Talvez o "corte" mais polémico, a extinção do Ministério da Economia vem permitindo a redução do défice sem perturbar a recuperação da actividade económica e da confiança dos consumidores. Desde que se viram entregues a si próprias, as pequenas, médias e grandes empresas sobreviventes depressa adquiriram uma inédita capacidade de se desenrascar no mercado interno e, frequentemente, no externo. Graças a estes progressos e a uma revisão a sério do código laboral, o desemprego continua a cair a pique. Álvaro Santos Pereira, que entretanto regressou ao Canadá, foi dos raros portugueses a emigrar no primeiro trimestre do ano.»
Sinais (10)
Ao ler a coluna semanal de Christopher Booker, deparei-me com uma referência à vergonha sentida por determinados funcionários públicos e à total falta dela por parte dos seus governantes. Falo do Governo australiano presentemente dirigido pela eco-teócrata Julia Gillard.
Vencedor indisputável
A Coreia do Norte voltou ontem a ganhar, a grande distância dos demais concorrentes, o ceptro da Hora do Planeta. É mais um recorde que, suspeito, continuará a ser superado, ano após ano, enquanto a dinastia Kim assegurar a condução, como um denodo ecológico1 absolutamente assinalável, dos destinos do país.
1Se por "ecológico" se entender viver à luz das velas não uma hora por ano mas várias por dia abdicando, em defesa da Mãe-Natureza, da maléfica electricidade.
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