segunda-feira, 13 de agosto de 2012

As "novas oportunidades" e a bolha educativa (2)

Avelino de Jesus, sem "papas na pena", sob o título O que fazem tantos doutores?, escreve (o link inserido no texto é de minha responsabilidade):
O Estado privilegiou o ensino superior em vez do básico e naquele os doutoramentos em vez de licenciaturas sólidas. No meio, propagou um mestrado ininteligível. Abandalhou a relação entre o sistema de ensino e a esfera produtiva, permitindo uma oferta de má qualidade. Como grande troféu propiciou um nicho onde muitos, sem preparação e valor se legitimam academicamente, sem esforço e sem controle - uma espécie de "novas oportunidades" no topo do sistema de ensino...

Em resumo, o Estado desviou a escola da sua nobre função de ensinar e produzir conhecimento, remetendo-a para o bastardo papel de produção de diplomas sem controle.

Este é para muitos o melhor dos mundos possíveis onde todos parecem ganhar no curto prazo. Mas, na realidade, aqui perde o país e destroem-se as instituições sérias.
Sem tirar nem pôr.

Citação do dia (64)

"In truth, there is only one way to regard a minimum wage law: it is compulsory unemployment, period. The law says: it is illegal, and therefore criminal, for anyone to hire anyone else below the level of X dollars an hour. This means, plainly and simply, that a large number of free and voluntary wage contracts are now outlawed and hence that there will be a large amount of unemployment. Remember that the minimum wage law provides no jobs; it only outlaws them; and outlawed jobs are the inevitable result."
Murray Rothbard, Making Economic Sense

domingo, 12 de agosto de 2012

Paul Ryan

é o escolhido por Mitt Romney como candidato à Vice-Presidência pelo partido Republicano o que tem entusiasmado muitos, entre os quais José Manuel Fernandes. Para outros, porém, o "entusiasmo" pode ser avaliado por esta eloquente declaração de Marc Faber: "If you put a gun on my head and you said ‘you must choose either Mr. Obama or Mr. Romney,’ I’d say 'please shoot.'"

À parte a retórica de palavras aparentemente claras, o facto é que os anunciados "cortes" na despesa do "Plano Ryan", quando contrastados com as opções de Obama, são os seguintes quando à evolução projectada da dívida pública (via Zero Hedge):

Imagem retirada daqui
Ou seja: o que se pode esperar da aplicação de algo parecido ao "Plano Ryan", numa hipotética administração republicana que saia das eleições de Novembro, será a diminuição do ritmo a que crescerá o endividamento. Como a plataforma republicana não pode deixar de protestar a sua alergia a aumentos de impostos, o que é possível antecipar é que o aumento da despesa continue a ser "financiado" pelas impressoras da Fed.

Mais do mesmo, pois. Na melhor das hipóteses, em menor quantidade.

Banqueiros, economistas, políticos e jornalistas

Neste artigo, publicado no Guardian há umas semanas atrás e assinado pelo economista de persuasão keynesiana, Duncan Weldon (discípulo do hagiográfico Lord Skidelsky), intenta-se desacreditar aqueles que vêm defendendo, em número ainda modesto embora paulatinamente crescente, o retorno, mesmo mitigado, a mecanismos de ligação entre a emissão monetária e o ouro como forma de evitar a manipulação irrestrita das moedas por parte dos bancos centrais sem qualquer espécie de controlo externo (democrático ou qualquer outro fora do inner circle dos banqueiros centrais e da grande banca).

Gary North, lendo enumerados naquele artigo os argumentos usuais do establishment contra aquelas vozes (entre as quais a do ex-presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick) que, num crescendo assinalável, vêm defendendo que a solução dos problemas económicos não reside no activismo de "impressão" de dinheiro digital, vê mais uma oportunidade para os refutar (o que faz aqui). North observa o que, muito raramente é assinalado: foi exactamente no período em que vigorou, de forma generalizada  internacionalmente, o padrão-ouro - nos 100 anos anteriores à eclosão da I Grande Guerra - que se verificou o maior crescimento económico. Na parte final do artigo, que vale a pena ler na íntegra, North adianta uma explicação para os exorcismos públicos, como o levado a cabo pelo Sr. Weldon, contra os heréticos que contestam os supostos benefícios de uma moeda infinitamente "elástica" (o argumento que, historicamente, "justificou" o abandono do padrão-ouro):
"Every political class needs its court prophets. Every banking establishment needs politicians who do their bidding. Young men who are not good in physics or chemistry or engineering see their career opportunities at Oxford and Cambridge. They major in economics. The smart ones become bankers. The less smart ones become economists.

The ones who are not smart enough to major in economics major in politics and become politicians.

The bankers hire the economists to tell the politicians what to think."

The economics graduates who are not good enough to get hired by the big banks go into financial journalism."

Citação do dia (63)

"People are beginning to realize that the apparatus of government is costly. But what they do not know is that the burden falls inevitably on them."
Frédéric Bastiat

A tecnologia da fracturação hidráulica

conjugada com a da perfuração horizontal, torna hoje possível chegar às formações de xisto a uma profundidade média de cerca de 2500 metros e explorar as jazidas de gás e petróleo que há muito se sabia lá existirem (mas que não constituíam reservas provadas enquanto não foi desenvolvido o conjunto de tecnologias necessárias). A animação que se segue, da responsabilidade da Marathon Oil, procura ilustrar como decorre o processo.


(Via Carpe Diem)

sábado, 11 de agosto de 2012

Citação do dia (62)

"The State is not force alone. It depends upon the credulity of man quite as much as upon his docility. Its aim is not merely to make him obey, but also to make him want to obey."
H.L. Mencken

Ocorre-me Vladimir Nabokov

e o por ele designado como a "Fraude Vienense": Study: Oral Sex Cures Morning Sickness!

"You didn't win that" em versão Olímpica

Michael Ramirez, assina mais um exercício de oportunidade que muito aprecio nele. No ZeroHedge, o humor também é refinado, como se ilustra na imaginária comunicação telefónica de Obama para Michael Phelps:
"Congratulations Michael, but remember you didn't win all those medals, someone else did. After all, you swam in public pools, built by state employees using tax dollars. You got training from the USOC, and ate food grown by the Department of Agriculture. You should play fair and share your medals with the people who can barely keep their head above water, let alone swim."

Townes Van Zandt - St. John The Gambler


Letra:

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

A prodigiosa mente e engenho humanos

Fiquei fascinado com este pequeno clip onde se explica, de uma forma simples e ao alcance do leigo que sou, o incrivelmente complexo processo concebido para a aterragem da nave que transportou o Curiosity  a Marte.

Citação do dia (61)

"Money is not an invention of the state. It is not the product of a legislative act. The sanction of political authority is not necessary for its existence."

A recompensa do caloteiro relapso


Segundo o DE, "[o] Ministério da Saúde prevê poupar quase 60 milhões de euros com os descontos feitos pelos fornecedores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) em troca do pagamento das dívidas".

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Foi assim que aconteceu

o confisco do ouro aos cidadãos americanos por FDR:

Imagem retirada daqui
Não é assim de admirar que os EUA não sejam incluídos, por muitos, na estreitíssima selecção de países onde se proporcionam serviços de custódia de ouro a particulares e empresas. Gato escaldado...

Irónico

Os funcionários do banco central do Brasil fizeram ontem greve pela reposição do poder de compra perdido... pela acção da própria entidade patronal!!

(Via EPJ)