por mais recursos que nela se invistam, é uma guerra inútil. É o que se passa com a "guerra às drogas" que é, na génese - não o esqueçamos-, uma guerra a pacíficos consumidores para, logo depois, desenvolver a corrupção em larga escala em paralelo com o surgimento de regimentos de gangsters e respectivos capos. Não será de admirar, diria eu, que estes últimos sejam dos principais financiadores dessa guerra já que são eles que mais dela beneficiam.
Há muito tempo que considero que o Estado devia fornecer gratuitamente droga a quem a quer. Uma coisa do género: quantas doses de coca precisas por dia? Cinco? Toma lá 50 e não chateies...
ResponderEliminarNem sequer se trata de abrir um precedente: afinal de contas o Estado já nos droga a todos, para nos esfolar os impostos sem nos revoltarmos, e dá-nos esses magníficos programas televisivos a pretexto de «serviço público»...
Por outro lado a máquina pseudo repressiva de combate ao tráfico (via polícia e tribunais, mais todos os custos associados aos crimes perpetrados por consumidores em virtude da necessidade de alimentarem o vício), sai mais cara aos contribuintes do que sairia o fornecimento gratuito de droga a quem a quer... A isto adiciona-se o custo das máquinas pseudo preventiva e terapêutica...
O Estado tem no entanto a obrigação de informar os cidadãos. E isto significa que, por exemplo, os livros escolares deviam informar os alunos dos riscos subjacentes ao consumo e uso de drogas. O que acontece (!!!) duma forma completamente desproporcionado face à dimensão dos 3 problemas: a preocupação com o consumo do tabaco e do álcool é maior, e muitíssimo mais expressiva, do que com as drogas. Não obstante o Estado cobra impostos só - e repita-se a palavra: só (!!!!) - ao tabaco e ao álcool... maravilhoso, não é?
Finalmente os programas de desintoxicação e reabilitação não deviam ser gratuitos nem subsidiados. Quem a eles recorresse teria de os pagar. Suportar o seu custo devia ser entendido como parte da terapêutica.
AM
Liberalizem-se. Acaba-se com o crime e ainda permite cobrar impostos pela sua venda. Já diz o ditado que o fruto proibido é o mais apetecido.
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