Um 11 numa escala de loucos
“O mundo da finança é sempre um mundo fantástico. As pessoas podem acreditar no que quiserem.
Quando os bancos emprestam dinheiro ao governo, toda a transacção é imaginária. A moeda vem de nenhures. Não vale nada. Por que razão não deve ser emprestada a custo abaixo de zero?
O mundo do imobiliário é diferente. É real. Feito de cimento e tijolos. As pessoas vivem em casas. Estas custam dinheiro e tempo para erguer. Elas possuem, positivamente, algum valor.
Mas se uma pessoa consegue um crédito a taxas negativas, o mundo vira-se de pernas para o ar. É como se a casa não tivesse valor. Uma pessoa pede um empréstimo de um milhão a uma taxa de MENOS 1%. Essa pessoa compra uma casa. O banco paga-lhe 10 mil por ano para que ela viva na casa que acabou de comprar!
Louco, não é?”
"...O banco paga-lhe 10 mil por ano para que ela viva na casa que acabou de comprar!"
ResponderEliminarSe a pessoa não quizer receber esses 10 mil o Banco fica-lhe com a casa?.
Complicado!.
A loucura é o termo que melhor descreve estes tempos.
ResponderEliminarCaro JS,
ResponderEliminarEssa seria a última volta da realidade parafuso em que nos forçam a viver. Receio, todavia, que os bancos (de tão saudáveis que estão!) evitariam isso o mais possível. Há um "house & credit glut" nos seus balanços, por isso fugiriam de tal hipótese. Mas quem sabe???
Caro Vivendi,
É um absurdo. Um paradoxo monumental. Mesmo que um adolescente se esforçasse por escrever uma tramóia destas, não conseguiria montar uma geringonça de inversão valorativa como esta.
É mesmo um "11 numa escala de loucos". Teremos acrescentos nas medições dessa escala?
Saudações,
LV