sábado, 14 de dezembro de 2013

Os governos nada sabem de economia

1350 pontos de carregamento. Segundo a notícia, em três anos, cada um deles foi usado, em média, 20 (vinte) vezes! Uma fantasia parola, executada por um grupo de parolos e apoiada por um conjunto ainda maior de outros parolos, alguns dos quais pertencentes ao inner circle da actual "situação". Será que não aprendemos mesmo?

Expresso de 14-12-2013

4 comentários:

  1. Eduardo,
    A pergunta final só pode ser retórica. Mas é eficaz, pois arrancou-me a outras tarefas que tenho entre mãos (inclusive ler com atenção os seus posts da semana que passou!).
    Partilho aqui as seguintes passagens que, espero, demonstrem que a acção dos governos está a salvo de perguntas certeiras como a que apresenta. Pela utilização de eufemismos muito caros a progressistas. Vejamos:

    "À sombra de todo o cortejo de violências, prisões, torturas (…) os socialistas dedicavam-se à tarefa que quase exclusivamente lhes cumpre, pois tudo o mais virá por acréscimo: a abolição da propriedade. A abolição da propriedade é, naturalmente, um eufemismo, uma vez que não são extinguíveis nem as coisas que compõem o mundo nem a disposição que delas têm os homens. Cumprindo a tarefa de abolir a propriedade, o que os socialistas efectivamente iam fazendo era transferi-la para o estado" (e para as elites que dele vivem acrescento eu).

    A segunda:
    "No nosso tempo, o discurso e a escrita política são em grande medida a defesa do indefensável.(…) A linguagem política tem de consistir em eufemismo, petição de princípio e pura vagueza nublada. (…) A linguagem política foi concebida para fazer as mentiras parecer verdades e o assassínio respeitável, dando uma aparência de solidez ao puro vento."

    Colocada neste prisma a linguagem (e a acção, obviamente) política está destinada a referir as coisas sem chamar as imagens mentais que lhes correspondem. A atitude de assumir causas como esta dos carros eléctricos em nome do ambiente, esconde aquilo que verdadeiramente é: roubo dos contribuintes. Mas apela ao seu contrário: a causa nobre de salvar o planeta. E ai de quem discorde deste fim! Os voluntaristas é que sabem!
    Mas, regressando a sua pergunta, será que sabem? Será que aprendem? Sei que modifiquei a pergunta (exclui-me), mas se não posso evitar que me roubem a propriedade, pelo menos impeço que me retirem a sanidade de reconhecer o erro. Este tremendo erro que representa o Mal.

    As citações são, respectivamente, de Orlando Vitorino (Manual de Teoria Política Aplicada, introdução) e de George Orwell (Política e a Língua Inglesa, trad. Desidério Murcho)

    Saudações,
    LV

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  2. Concordo,mas acrescentava a cegueira que acomete os comuns mortais quando embarcam em teorias consideradas politicamente correctas. As renovaveis foram um dos mitos que nos estão a custar caro e apesar de alguns não ter sido por inocencia,mas por interesse concreto embarcou-se em jogadas com "vendedores" de carregadores e carros electricos numa parolice que cada um deve julgar para não voltar a eleger mentecapos irresponsaveis.

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  3. Em 2050, nosso planeta contará com aproximadamente 9 bilhões de seres
    humanos (entre 8 e 11 bilhões) segundo as últimas estimativas das Nações
    Unidas publicadas em 2001. Apenas para alimentar corretamente uma
    determinada população, sem subnutrição nem carência, a quantidade de
    produtos vegetais destinados à alimentação dos homens e dos animais
    terá que dobrar no mundo inteiro. Ela deverá quase triplicar nos países
    em desenvolvimento, mais que quintuplicar na África e mesmo aumentar
    dez vezes mais em muitos países desse continente (Philippe Collomb,
    Une voie étroite pour la sécurité alimentaire [Uma via estreita para a segurança
    alimentar], 1999).

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  4. Um delírio. Faz lembra aquelas obras em África no tempo do Pan-africanismo

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