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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Serão as armas o problema?
O Prof. Walter Williams volta a debruçar-se sobre o tema do controlo de armas em "Are Guns the Problem?" fazendo, como é nele habitual, recurso à hard evidence (à prova dos factos) para colocar perguntas incómodas aos estatistas (e.g., "progressistas") que têm a presunção de poder comandar e regular os comportamentos humanos pela via da legislação, o mesmo é dizer, da coerção, ao invés da promoção de valores morais que provaram com a decantação do tempo (a escola pública encarrega-se disso). Tal como com as drogas, vã tentativa. A tradução do seu texto é da minha responsabilidade.
"De cada vez que acontece uma tragédia na sequência de um tiroteio, surgem mais apelos ao controlo de armas. Examinemos alguns factos históricos. Em 1910, a Associação Nacional de Armas [NRA] conseguiu criar 73 clubes de tiro, seus afiliados, no ensino secundário. A segunda edição do Manual do Escuteiro, de 1911, tornou a qualificação no programa de tiro júnior da NRA numa condição prévia para a obtenção de uma medalha de mérito de boa pontaria. Em 1918, a empresa Winchester Repeating Arms Co. estabeleceu a sua própria Winchester Junior [meu realce] Rifle Corps. O programa cresceu para 135 mil membros em 1925. Na cidade de Nova Iorque, abriram clubes de tiro em diferentes escolas secundárias - Boys, Curtis, Commercial, Manual Training e Stuyvesant. Com tantas armas nas mãos de jovens, observaram-se então os níveis de violência juvenil que vemos hoje?
Walter E. Williams
E quanto à disponibilidade de armas? Os catálogos e revistas das décadas de 1940, 1950 e 1960 estavam cheios de anúncios de armas dirigidas às crianças e aos pais. Por exemplo, "O que cada pai deve saber quando um menino ou menina quer um arma" foi publicado pela Fundação Nacional dos Desportos de Tiro. O catálogo de vendas por correspondência da Sears, de 1902, tinha 35 páginas de anúncios de armas de fogo. As pessoas limitavam-se a enviar o seu dinheiro e a receber uma arma de fogo de volta pelo correio. Durante a maior parte da nossa história, uma pessoa podia simplesmente entrar numa loja, praticamente em qualquer lugar no nosso país, e comprar uma arma. Poucos estados se incomodavam sequer em impor restrições de idade relativas à compra de armas.
Estes e outros factos históricos deveriam fazer com que nos interroguemos: por que razão - num momento da nossa história quando as armas estavam prontamente disponíveis, quando a uma pessoa apenas bastava entrar numa loja ou encomendar uma arma pelo correio, quando não havia verificação de antecedentes criminais pelo FBI, nem períodos de espera, nem exigências de licenciamento - não havia então a frequência e o tipo de violência armada que às vezes observamos hoje, quando o acesso às armas está mais restringido? As armas são armas. Se elas fossem capazes de assumir comportamentos, como algumas pessoas parecem sugerir, deveriam ter feito então o que estão a fazer agora.
Os costumes, as tradições, os valores morais e as regras de etiqueta, e não apenas as leis e regulamentos governamentais, são o que fazem uma sociedade civilizada, não as restrições relativas a objectos inanimados. Estas normas de comportamento - transmitidas pelo exemplo, pela palavra boca a boca e pelos ensinamentos religiosos - representam um corpo de sabedoria destilada através de séculos de experiência, de tentativa e erro, e pela observação do que funciona. O benefício de haver costumes, tradições e valores morais como um meio de regular o comportamento é que as pessoas se comportam devidamente mesmo quando ninguém as está observando. Por outras palavras, é a moralidade que é a primeira linha de defesa da sociedade contra o comportamento incivilizado.
Os padrões morais de conduta, bem como a punição rigorosa e rápida de comportamentos criminosos, têm estado sob cerco no nosso país há mais de meio século. Os valores morais absolutos foram abandonados como um princípio orientador de vivência. Fomos ensinados a não fazer julgamentos, que um estilo de vida ou valor é tão bom como qualquer outro. Mais frequentemente do que não, o ataque aos padrões morais tem sido orquestrado pelo establishment educativo e pelos progressistas [progressives]. A polícia e as leis nunca poderão substituir essas restrições sobre a conduta pessoal de modo a produzir uma sociedade civilizada. Na melhor das hipóteses, a polícia e o sistema de justiça criminal são a última linha desesperada de defesa de uma sociedade civilizada. Quanto mais incivilizados nos tornamos mais leis são necessárias para regular o comportamento.
O pior é que, em vez de se tentar regressar ao que funcionava, os progressistas querem substituir o que funcionava com o que soa bem ou parece plausível, como mais cadeados nos armeiros, maiores períodos de espera e leis mais restritas relativas à posse de armas. Depois há as insanes "soluções" progressistas, como a "tolerância zero" para com os jogos no recreio das escolas nos intervalos das aulas como brincar aos polícias e ladrões e aos cowboys e aos índios e a gritar "bang bang", desenhar uma pistola, imitar uma arma a partir de peças de Lego, e cortar com os dentes um biscoito [Pop-Tart] na forma de uma arma [link]. Esse espécie de loucura pura - que se concentra sobre um objecto inanimado como uma arma ao invés de se concentrar na moralidade, auto-disciplina e carácter - irá continuar a produzir resultados decepcionantes."
sábado, 10 de agosto de 2013
Armas, crimes e acidentes nos EUA nos últimos 20 anos
Continua animada a caixa de comentários a propósito do post O controlo de armas, e não a sua posse, é a principal causa do crime. Na troca de argumentos, a certa altura, é manifestada a preocupação com os acidentes com armas de fogo como razão relevante para circunscrever a sua posse (legal) a quem, a par das forças das seguranças, tenha "razões plausíveis para as transportar".
Não sendo eu um empirista, não deixo de registar a extraordinária ausência por parte dos proibicionistas (no caso, de armas de fogo) do recurso a estudos empíricos para sustentar a sua posição. Em contrapartida, existe muito material investigativo, inclusive académico, que sustenta a tese que o título do post citado veiculava. Sucede que acaba de ser publicada uma infografia que também endereça precisamente a matéria dos acidentes. Apresento-a abaixo.
terça-feira, 6 de agosto de 2013
O controlo de armas, e não a sua posse, é a principal causa do crime
Um virulento e assertivo artigo, assinado por Jon Christian Ryter, onde cheguei via Olavo de Carvalho (no facebook) que confirma, ainda que muito sinteticamente, por via empírica quanto aos EUA, a experiência histórica inglesa acolhida no livro que ocupa a vitrina "Guns and Violence" (indicação de Thomas Sowell). A tradução, é parcial e adaptada (os realces são do autor).
"Pense-se nisto. Os Estados Unidos da América têm a terceira maior taxa de homicídios do mundo. Mas, caso não se considerassem três das suas cidades -Chicago, Detroit e Washington DC -, os Estados Unidos ficariam com a quarta menor [itálico meu] taxa de homicídios do mundo. Aquelas três cidades, por sinal, têm as leis mais duras de controlo de armas dos Estados Unidos. Nenhuma delas, porém, é a capital dos assassinatos do país. Detroit é a número #2. A elevada taxa de criminalidade é devida à pobreza e à dependência das drogas. A sua vizinha, Flint, é a número #1. New Orleans é a número #3, St. Louis é a número #4 e Baltimore a número #5. A sexta é a Birmingham. Empatadas no sétimo lugar estão Newark e Oakland, Baton Rouge é a oitava. Cleveland é a nona e Memphis a décima. As doze cidades no topo da lista dos assassinatos (acima indicadas) têm uma coisa em comum. E não é a das violações dos progressistas sociais à 2 ª Emenda [Direito dos cidadãos à detenção de armas]. É a pobreza.
As cidades mais pobres do país têm as mais elevadas taxas de criminalidade. Detroit é a cidade mais pobre dos Estados Unidos. Cleveland é a 4ª mais pobre seguida por St. Louis, que é a 6ª e Newark como a 10ª cidade mais pobre. Entre as dez cidades mais perigosas dos Estados estão St. Louis (#1), Detroit (#2), Memphis (#3), Oakland (#4), Baltimore (#8), Cleveland (#9) e Baton Rogue (#10). Estas cidades estão entre as dez primeiras onde se tem a maior possibilidade de ser assaltado à mão armada - e morto. Quanto mais convictos estiverem os criminosos que as suas potenciais vítimas não estão armadas, mais provável será que aqueles cidadãos virão a ser atacados. O que significa isto quanto ao controlo de armas? O controlo de armas, e não a sua posse, é a principal causa do crime. Tornem-se os fortes fracos, através do seu desarmamento, e os fracos tornar-se-ão suficientemente fortes para os atacar. Isso não é uma declaração extravagante vinda do nada. Isto é um facto comprovado pelas estatísticas. Deste modo, sendo isto tão obviamente verdade, por que razão é que o governo federal - e os senhores da Nova Ordem Mundial - estão tão determinados nos seus esforços para proibir a posse privada de armas? Acreditem-me, não é para proteger os cidadãos da violência armada. Eles pretendem proibir a posse privada de armas de fogo não porque se esteja com medo de bandidos armados na rua, mas porque têm medo dos cidadãos honestos que detêm armas legais que já disseram ao governo dos Estados Unidos "já chega!" vezes demais.
Hoje, esses honestos cidadãos estão energicamente a recordar aqueles que o elegeram - o governo central - que ele deriva 100% do seu poder não dos príncipes da indústria e dos barões da banca que os subornam, mas do consentimento dos governados que, hoje, estão prontos a dissolver os laços políticos que unem os homens honestos aos políticos corruptos que desperdiçaram a riqueza da maior nação da Terra. Porque se "Nós, o Povo" não lidarmos com o governo politicamente mais corrupto na Terra - a Administração de Obama - os Estados Unidos da América deixarão de existir antes que "o poço de moeda fiduciária", que financia o nosso falido sistema de Segurança Social, venha a secar ou antes que a Avó vá a um hospital Obamacare para lancetar o furúnculo purulento na sua nádega e acabe por morrer na mesa de tratamento. Por outras palavras, quando o direito a possuir armas morrer, o mesmo acontecerá à nação."
sábado, 27 de abril de 2013
Leis de controlo de armas: mais pensamento mágico em acção
Thomas Sowell, em The Fact-Free Gun-Control Crusade, desmantela os argumentos (?) daqueles que periodicamente ensaiam, em cada episódio de matança pública levada a cabo por loucos e terroristas de múltiplas matizes, a proibição efectiva de meios de defesa pessoal e da propriedade dos cidadãos contra as acções de criminosos que atentem contra a sua vida e a dos seus bem como da sua propriedade.
Num mundo onde a estatística de há muito reina, tentando "vender" relações de causa-efeito a partir de meras correlações (onde o impulso para a batota é por vezes irresistível..,), Sowell sublinha a notável ausência de "estudos" na oratória dos promotores do desarmamento dos cidadãos ("para o seu próprio bem", claro). O pensamento mágico que subjaz ao estatista segundo o qual um qualquer papel, proibindo isto ou aquilo, levará (!) os facínoras e criminosos a absterem-se de se comportar segundo a sua natureza - acaba invariavelmente por levar a resultados opostos aos anunciados. Por vezes, caso da Lei Seca ou da Guerra às Drogas, o resultado trágico é o de transformar milhões de pessoas, até então pacíficas, em "criminosos"; simultaneamente, surgem e desenvolvem-se os gangs que são os directamente beneficiados pelo proibicionismo.
A tradução é da minha responsabilidade.
No meio de toda a acalorada e emocional defesa do controlo de armas, já alguém ouviu falar de uma única pessoa que tenha apresentado provas convincentes de que leis mais rígidas de controlo de armas tenham efectivamente reduzido os homicídios?
Pense-se em todos os estados [dos EUA] e comunidades no seu seio, bem como nos países estrangeiros, que tenham leis de controlo de armas muito apertadas ou, pelo contrário, sejam pouco restritivas ou até mesmo inexistentes. Com tantas variantes e tantas fontes de informação disponíveis, certamente que, algures, haveria provas irrefutáveis de que leis mais restritas de controlo de armas reduziriam de facto a taxa de homicídios. E se leis mais rígidas de controlo de armas, na realidade, não reduzem a taxa de homicídios, por que razão estamos então correndo em direcção a tais leis após cada tiroteio que obtém a atenção dos media? Já alguma vez os meios de comunicação social mencionaram estudos que tenham apresentado evidências de que as taxas de homicídio tendam a ser maiores em locais com leis de controlo de armas mais restritas?
Thomas Sowell
O inconfessável segredo está em que as leis de controlo de armas, na realidade, não controlam armas. Elas desarmam os cidadãos cumpridores da lei, tornando-os mais vulneráveis perante os criminosos, que permanecem armados em desrespeito a tais leis. Na Inglaterra, os crimes à mão armada dispararam com o quase desaparecimento da posse legal de armas sob as leis cada vez mais severas de controlo de armas nos finais do século 20 (ver o livro Guns e Violence [: The English Experience] [link], de Joyce Lee Malcolm). Mas o controlo de armas tornou-se numa daquelas cruzadas, baseadas em suposições, emoções e retórica onde os factos são dispensáveis.
O que quase ninguém menciona é que as armas são utilizadas para defender vidas assim como para ceifar vidas. Na realidade, muitos dos horrendos massacres a que assistimos através dos meios de comunicação social terminaram quando alguém apareceu munido de uma arma e pôs fim à matança. O Instituto Cato estima que aconteçam mais de 100 mil utilizações defensivas de armas de fogo por ano. Impedir que cidadãos cumpridores da lei se defendam a si próprios pode custar muito mais vidas do que as que se perdem nos episódios de tiroteio que os media divulgam. As vidas salvas por armas de fogo não são menos preciosas apenas pelo facto de os media não lhes prestarem atenção.
Muitas pessoas que nunca dispararam uma arma nas suas vidas e nunca enfrentaram perigos que ameaçassem a sua vida sentem-se, não obstante, qualificadas para impor restrições legais que podem vir a revelar-se fatais para outros. E os políticos, ansiosos por "fazer algo" que lhes confira publicidade, sabem que os votos dos ignorantes e dos ingénuos continuam a ser votos.
Virtualmente nada do que está sendo proposto na legislação de controlo de armas é susceptível de reduzir as taxas de homicídio. Restringir a capacidade dos carregadores das armas à disposição dos cidadãos cumpridores da lei não irá restringir a capacidade dos carregadores dos que não são cidadãos cumpridores da lei. Essas restrições apenas significam que é mais provável que seja o cidadão cumpridor da lei a ser o primeiro a ficar sem munições. Qualquer um teria que ser um atirador de eleição para afastar três invasores da sua casa com apenas sete tiros dirigidos contra alvos móveis. Mas sete é o número mágico de balas permitido num carregador segundo as novas leis de controlo de armas do estado de Nova Iorque.
As pessoas que apoiam tais leis parecem despreocupadamente assumir que estão a limitar os danos que podem ser causados por criminosos ou doentes mentais - como se os criminosos ou os loucos se preocupassem com tais leis.
Proibir as chamadas armas de assalto não passa de uma farsa, para além de uma fraude, porque não existe uma definição concreta do que é uma arma de assalto. É por isso que têm que ser especificadas pelo nome tantas armas nestas proibições - e as especificadas como sendo a banir não são tipicamente mais perigosas do que as outras não especificadas. Algumas pessoas pensam que "armas de assalto" significam armas automáticas. Mas as armas automáticas foram proibidas há décadas. A proibição de armas de feia aparência, parecidas com "armas de assalto", pode trazer benefícios de ordem estética, mas não reduzirá minimamente os perigos para a vida humana. Ficar-se-á tão morto quanto acontecerá se se for assassinado com uma arma de aparência muito simples.
Uma das perigosas inconsistências de muitos, se não da maioria, dos cruzados pelo controlo de armas é que aqueles que são os mais entusiastas por retirar as armas do alcance dos cidadãos cumpridores da lei frequentemente não estão tão preocupados em manter os criminosos violentos atrás das grades. A indulgência para com os criminosos há muito que faz parte do padrão dos fanáticos pelo controlo de armas de ambos os lados do Atlântico. Quando o desejo insaciável para reprimir os cidadãos armados cumpridores da lei se combina com uma atitude de indulgência para com os criminosos, dificilmente pode ser surpreendente quando as leis de controlo de armas cada vez mais restritas forem acompanhadas pelo aumento dos índices de criminalidade, incluindo assassinatos.
domingo, 30 de dezembro de 2012
Ignorância e leis de controlo de armas
Há uma tendência que parece irresistível na generalidade das sociedades ocidentais, a meu ver crescentemente suicidária para a liberdade, para pretender mudar os comportamentos das pessoas através do poder estatal (pela força) recorrendo a uma infinitude de adjectivos "positivos" como "saudável", "seguro", "(não) discriminatório", "harmonizado", "humanitário", "solidário", "civilizacional", etc. A cada vez mais maior profusão (e confusão) legal e para-legal é, simultaneamente, o melhor indicador da consequente diminuição da liberdade de actuação do indivíduo. Há pouco, muito apropriadamente, Austin Petersen socorria-se do título do livro de Joel Salatin para constatar: "Everything I want to do is illegal".
Confesso que me escapa como pessoas inteligentes e de boa-fé continuam a alimentar a crença romântica e jacobina de que é possível mudar o comportamento das pessoas através de uma cada vez maior diarreia legislativa que diariamente jorra das folhas oficiais. No que deram as diferentes "Leis Secas"? No que deu e continua a dar a guerra às drogas? Na criminalização e encarceramento de milhões, na formação de gangs criminosos e assassinos de monstruosa violência que não mostram quaisquer dificuldade em adquirir todas as armas que acham necessárias (quando não com apoio estatal, vide fronteira EUA/México...), tudo isto produzindo enormes manchas endémicas de corrupção venal, quando não activamente criminosa, bem no centro das agências estatais.
Que não se entenda (ou queira entender) o significado histórico da 2ª Emenda, enquanto direito fundamental do cidadão americano para impedir o regresso de tiranias como a britânica, percebe-se embora se lamente. Já me espanta a olímpica indiferença dessas pessoas - e em especial dos intelectuais - face a conhecidas declarações de Hitler ou Estaline sobre a matéria e a recusa em delas retirar as únicas conclusões lógicas.
O muito incómodo, para o establishment "liberal" americano, Thomas Sowell, por ser negro, por ter nascido na Carolina do Norte, por ser filho de uma criada, por ter vindo depois viver para o bairro de Harlem em Nova Iorque, por ter tido de abandonar os estudos aos 17 anos, etc., e por ser um crítico feroz de Obama, desmonta aqui, ainda uma vez mais, a tese de que a publicação de leis de controlo de armas mais severas significariam menores crimes nas ruas e menos assassinatos. Nada mais falso, sustenta Sowell. Como sempre, eventuais erros de tradução do artigo são da minha inteira responsabilidade.
Será que de cada vez que acontece um trágico tiroteio é inevitável que ressurja a estridente ignorância estridente dos defensores do "controlo de armas"?
A falácia chave das chamadas leis de controlo de armas reside no facto de tais leis não as controlarem na realidade. Elas simplesmente desarmam os cidadãos respeitadores da lei, enquanto as pessoas propensas à violência com facilidade encontram armas de fogo.
Se os zelotas do controlo de armas tivessem algum respeito pelos factos, há muito que teriam descoberto isto pois, ao longo dos anos, demasiados estudos factuais se sucederam para que reste alguma dúvida que as leis do controlo de armas não apenas são inúteis como contraproducentes.
Lugares e épocas com as mais severas leis de controlo de armas foram, frequentemente, lugares e épocas com altas taxas de homicídios. Washington, D.C., é um exemplo clássico, mas é apenas um entre muitos.
A taxa de posse de armas é maior nas áreas rurais que nas urbanas, mas a taxa de homicídios é maior nas áreas urbanas. A taxa de posse de armas é maior entre os brancos do que entre os negros, mas a taxa de homicídios é maior entre os negros. Para o país como um todo, o número de pistolas [registadas] dobrou nos finais do século XX, enquanto a taxa de homicídios caiu.
Os poucos contra-exemplos apresentados pelos zelotas do controlo de armas não resistem a um escrutínio. O seu ponto referido mais convicto talvez seja o de a Inglaterra ter leis de controlo de armas mais restritas que os Estados Unidos e menores taxas de homicídio.
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