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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Radar

Curiosa "notícia". À falta de análises sérias acerca dos metais preciosos e das reservas estratégicas portuguesas, sobram estes rascunhos. Cuja oportunidade não deixa de ser notada.
Por que razão a "peça" não dá informação mais detalhada quanto às reservas portuguesas? Especialmente quanto à natureza frágil de 50% dessas reservas depositadas no Banco de Inglaterra?
Sublinhando que Portugal está à frente de países como a Arábia Saudita e ("Viva!") a Espanha, isso serve que propósito?
Estamos à frente desses países, sim, mas apenas porque a composição das nossas reservas é concentrada em ouro, já que o metal representa mais de 90% desse cabaz.
Não se alegrem os incautos pois, não tendo reservas diversificadas, Portugal nada pode fazer a esse ouro dado que assinou um acordo com o BCE e que inclui todos os Bancos centrais da Zona Euro para não vender mais ouro nos próximos cinco anos.
Repito: que propósito serve a "peça"?
Note-se também a participação na caixa de comentários ao artigo. Perdão, ao "artigo".
Curioso também.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Radar

Enquanto surgem como cogumelos "notícias" acerca do mau desempenho do ouro (ver aqui e aqui) para falar apenas num dos meios nacionais, por que razão não há a mesma preocupação e diligência na clarificação deste assunto?
Chamo a atenção para as declarações de João Salgueiro. Em especial o que não é dito nelas. O que fica implícito, precisamente. Quanto às declarações de Tavares Moreira e de Mira Amaral, elas são de uma assinalável discrição, especialmente se tivermos em conta o registo de "abertura" nas declarações de outros agentes bancários que assinalámos aqui.
A peça que o Observador publica (aqui) mistura o assunto com preparações eleitorais. A seguir.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Radar

O momento zen do dia de ontem.
Uma situação que seria deliciosa, não fosse o medo que se identifica no olhar, nas palavras, nas hesitações de Nuno Amado (Millenium BCP) quando se pronuncia acerca da actual situação da banca portuguesa, perdão, do Montepio.
Um clássico instantâneo (aqui).
Palavras para produzir efeitos, não para comunicar. Aterrador.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Radar

Depois da quinta empresa do GES a pedir protecção de credores, sabe-se que: O Banco Espírito Santo receberá ajuda do estado.

Mas não dizia o regulador, há escassos quinze dias, que estava tudo bem? Que uma coisa era o Grupo outra era o Banco?

sábado, 12 de julho de 2014

(In)Tranquilidade


As nuvens já vêm de longe, mas estão a avolumar-se rapidamente. Por cá, para além das manobras de tranquilização (sedação) a que se prestam os meios de comunicação social convencional, nada mais do que a apresentação da composição accionista do grupo Espírito Santo parece interessar. Pergunto-me que utilidade isso terá para o cidadão comum.
Não sei se não será apenas uma forma de desviar as atenções, concentrando-as apenas no BES (ou GES), evitando assim que se analise o contexto em que o problema ocorre.

São satisfatórias as declarações do regulador? O que fez o Banco de Portugal para antecipar a tempestade que parece formar-se?
São satisfatórias as declarações dos responsáveis políticos?
Como está - na substância, na qualidade e não na aparência - o sector bancário nacional ou europeu?

Tomando as palavras de Maximilian Zimmerer (CIO Allianz) acerca da zona euro e do seu sistema bancário e financeiro, "os problemas fundamentais não estão resolvidos e toda a gente sabe disso".
Recentemente tornaram-se visíveis casos problemáticos na banca búlgara (neste caso há um banco que vai mesmo cair), austríaca e holandesa.

À luz destes acontecimentos, repito, são satisfatórias as escassas (e ambíguas) declarações do responsável do Banco de Portugal? Se não há, em sua opinião, razões para alarme e considera tudo ter feito para que não houvesse turbulência no sistema, a missão parece ter falhado. Certo?
É que até as "vozes de dentro" parecem assobiar algo de diferente.