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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Radar


Por entre fogos e militares espanhóis a combater os mesmos, por entre as palavras do presidente-animador (doentias especulações de orientação motivacional) espelhadas pelos meios convencionais de informação, não há quem dê por conta disto?
A notícia da Reuters começa por dizer que são os "Estados Nação", mas isto é um balão de ensaio. Só pode.

O título da notícia é prometedor: "União Europeia explora medida de congelamento de contas para prevenir corrida aos bancos"
Assim. E não há quem analise, discuta e se oponha? Mas não estamos a caminho de um paraíso de prosperidade? Para que servem, então, estas medidas?
Se algum leitor tiver acesso ao relatório que o artigo refere, por favor, partilhe na caixa de comentários.
Agradecemos todos.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Da Repressão Financeira

"O que se está a tentar, deixa-nos mais longe dos objectivos defendidos publicamente", Lacy Hunt

No final de uma semana temperada por dramas gregos, importa dar continuidade à análise dos problemas tal como eles são. E não como eles nos parecem ser, quando acompanhamos de perto as dinâmicas da narrativa oficial.
Perante a magnitude dos erros acumulados, julgo que a Europa terá ganho - apenas - algum tempo. O desfecho “desta crise grega” não terá resolvido nada de substancial e estes desenvolvimentos são, essencialmente, expressões das disputas no xadrez político de cada nação. O que assistimos nas últimas semanas foi uma disputa pela salvaguarda de alguns espaços de acção política, e respectiva legitimidade, face aos desafios que cada nação enfrenta no futuro próximo. Só depois as diferentes partes/nações olham para o todo da Zona Euro e para uma janela de tempo mais distante.
Face à necessidade de olhar mais para a frente e de comprender a natureza dos desafios que vamos encontrar, propomos a entrevista a Lacy Hunt. Ela faz parte de uma colecção de entrevistas e reflexões em torno da “Idade Dourada dos Bancos Centrais” e da sua política de repressão financeira que não posso recomendar demais. Assim haja tempo para isso.
Poupando as apresentações que serão feitas no início da entrevista, avanço apenas alguns dos tópicos nela abordados. E eles são:
- as consequências das baixas taxas de juro e os ciclos económicos;
- o que o passado ensina acerca da guerra monetária em curso;
- (alguns d)os erros macroeconómicos de Keynes;
- as distorções impostas na leitura da realidade económica;
- os erros das políticas monetárias mundiais – os riscos no Ocidente e Oriente;
- as monumentais taxas de dívida (total face ao PIB) dos EUA ao Japão, passando pela Zona Euro (de um mínimo de 350% a um máximo de 650% do PIB!!!);
- o que fazem os bancos e as instituições financeiras para alimentar a ilusão do crescimento actual;
- os erros e os maus investimentos, nas actuais circunstâncias, ainda ajudam os governos;
- a situação americana no curto-prazo e o sofirmento que há-de vir do abrandamento (não crescimento, note-se!) económico.

São quarenta minutos de lucidez e franqueza, fundamentais antídotos ao nevoeiro a que nos tentam conduzir os personagens do costume. Sejam eles de dramas vagamente clássicos, ou de reverberações históricas de motivação perigosa.
Votos de um excelente fim-de-semana.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Radar

O período final do ano de 2014 e início de 2015 foi especialmente rico em acontecimentos relevantes. Relevantes à escala global. E se nos esforçarmos por manter presentes os acontecimentos semelhantes (só em 2014), então é impossível não especular acerca do que está a laborar por detrás da cortina. Por um lado, Jean-Claude Trichet considera que é chegada a oportunidade de as maiores economias estabelecerem um acordo monetário global para impedir a "corrida para o fundo" que as moedas manifestam (excepção para o dólar). Recomeço? Reset?
Por outro lado, Draghi simula mais um gesto para "agir contra a deflação".
Com o importante deslize do euro registado hoje, a simulação já não deve chegar.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Radar

Draghi e o BCE andam a afinar a pontaria. O alvo já deve estar marcado.

Depois das conversas castelhanas de Merkel, a "nova" equipa de Hollande já anda a fazer das suas. A preparar o quê?

O final deste ano promete.