Chris Rossini é um dos meus bloggers preferidos. Neste seu artigo, ilustra com clareza e acutilância que, ao contrário da narrativa única convencional veiculada pelos media de "referência", existe de facto uma escola de pensamento económico alternativa à amálgama indiferenciadora como os "economistas" são frequentemente apresentados. De facto, a Escola Austríaca, porque explicitadora de relações de causa e efeito fundadas no estudo da acção humana, é capaz de fornecer explicações ricas e intelegíveis (não fundadas em animal spirits nem apelar à providencial acção de alienígenas) e, centralmente, porque está dotada de uma capacidade preditiva que será surpreendente para muitos. Para os "austríacos", por exemplo, a ocorrência de "consequências não intencionais", na sequência de práticas intervencionistas governamentais, nada tem de misterioso sendo tudo menos surpreendentes (porque são previsíveis). E, sobretudo, mercê da designada teoria austríaca dos ciclos económicos, antecipar a eclosão de bolhas e subsequentes e inevitáveis estouros. Numa altura em que se sucedem os recordes bolsistas (nos EUA, de todos os tempos apesar, por exemplo, disto e disto) e sem que se observem nas economias sinais reais de pujança económica (muito pelo contrário), seria bom atender ao que vozes como Marc Faber, Jim Rogers ou Peter Schiff vêm insistentemente chamando a atenção. Para que não voltemos a assistir a coisas como esta. A tradução, como habitualmente, é da minha responsabilidade.
Sábado, 16 de Novembro de 2013
Da Bloomberg View:
Os economistas há muito que sustentam não se dever esperar deles que prevejam crises, como a que quase afundou a economia global, há cinco anos atrás.Será que todos os "economistas" pensam em uníssono? Claro que não. Os economistas "austríacos" previram os estouros dos mercados imobiliários e bolsistas mas, infelizmente, [os media] fizeram orelhas moucas às suas previsões. Quando não foram ridicularizados.
Depois das bolhas terem rebentado, aos economistas austríacos não lhes foram solicitados conselhos quanto à forma de evitar situações semelhantes no futuro. Pelo menos por parte dos media do mainstream [de "referência"]. Inversamente, o interesse público pela escola austríaca tem vindo a explodir na internet.
Deve sublinhar-se que os economistas austríacos não caíram agora das nuvens para prever a eclosão das bolhas mais recentes. Dois austríacos muito bem conhecidos (Ludwig Von Mises e F. A. Hayek) alertaram para o crash de 1929, aviso que também à época caiu em saco roto.
F. A. Hayek e Ludwig von Mises

