Mostrar mensagens com a etiqueta Murray Rothbard. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Murray Rothbard. Mostrar todas as mensagens

sábado, 4 de novembro de 2017

Master Class - Hans-Hermann Hoppe

"Importa escrutinar o pensamento que o politicamente correcto desdenha"


Por razões que não são fáceis de identificar, por vezes, não damos o suficiente destaque às ideias daqueles pensadores que são fundamentais para nós. De certo modo, sinto que isso acontece relativamente a Hans-Hermann Hoppe. Assim, selecciono para a nossa rubrica "Master Class", duas das suas mais recentes intervenções.

A primeira foca-se na determinação consequente dos argumentos e dos passos que deverão estar presentes na consideração de quem problematiza os temas da Liberdade, da Paz e do futuro. Para além disso, Hoppe procede a um esclarecimento e distinção entre os diferentes movimentos e discursos políticos que são, intencionalmente segundo o autor, confundidos com o Libertarianismo. Assim como a distinção cirúrgica e irónica das consequências que resultam de cada um dos principais movimentos nos Estados Unidos e não só (sejam a alt-right ou os diferentes populismos).

A segunda palestra tem uma marca pessoal mais vincada. E é pessoal no sentido em que descreve e enquadra factos vividos na primeira pessoa. Episódios reveladores de que o principal conflito a desenrolar-se nas últimas décadas nas sociedades ocidentais é político, é cultural e tem consequências morais impossíveis de esconder. Evidentes indícios de discriminação (grande chavão para o politicamente correcto, mas apenas face a causas que lhe são queridas), de desvalorização da investigação independente nas academias americanas e mesmo de ostracismo de que Hoppe (e Rothbard) foi alvo.

Uma viagem à condição de quem opta pela independência e radicalidade da sua investigação. Independente, pois não se intimida em buscar as explicações que o poderoso bloco ideológico dominante se esforça por esconder ou atacar. Radical, dado que, pelo escrutínio racional diligente, se buscam as raízes dos problemas e os mais originais rasgos de resposta. Fica aqui a ligação para o fórum que Hoppe e Kinsella dinamizam.
Contra o cânone.

Para nós, esta é a viagem que vale a pena fazer. Mesmo.
Boas reflexões.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Delícias para as noites de Verão

Toda uma outra História

Recentemente mão amiga fez-me chegar um exemplar da revista Exame (Julho 2014). Não foi o tema de capa ou o teste a um Maserati ("de luxo" escreveram, mas há de outro tipo?) que motivou essa chamada de atenção, mas o dossiê "Os grandes banqueiros da História". Para lá do tom deslumbrado das descrições e da narrativa focada em oposições superficiais (para enaltecer o carácter dos "vencedores", digamos), uma passagem deixou-me perplexo. Não sei se pela perigosa simplificação (mal de que padecem publicações convencionais) ou da (muito pior) deturpação histórica que essa passagem encerra. A passagem é a seguinte (com edição minha):

"O ouro e a operação de salvamento
(…) Durante o pânico euro-americano de 1890-1895, on investidores europeus vendem os seus dólares. O Estado Federal arrisca uma crise de liquidez, senão mesmo entrar em incumprimento. J.P.Morgan monta, na Casa Branca, a operação de salvamento (…) A confiança recuperada permite a revenda dos títulos com lucro e depois de propor um empréstimo público de 67 milhões de dólares, em 1896, montado por J.P.Morgan. A sua capacidade transatlântica e, sobretudo, a sua habilidade jurídica e financeira entram para a história da banca. Isto conduzirá ao estabelecimento oficial do gold standard (padrão-ouro) nos Estados Unidos, em 1900."

Esta passagem é uma evidência da simplificação a que estamos sujeitos através dos meios de comunicação convencional. Tom deslumbrado? O título desta secção ("O ouro e a operação de salvamento") é tudo o que basta para o evidenciar. Exemplo de oposições superficiais? Repare-se na oposição entre entre os "investidores europeus" (os maus) e "J.P.Morgan" (o bom). Mas se alguém perguntar porque vendiam os europeus os seus dólares, fica sem saber. Conclui pelo papel absolutamente altruísta e desinteressado de J.P.Morgan. Simples, não é?
Mas o banqueiro "monta operações de salvamento" a partir da Casa Branca! Haverá maior sinal do conluio entre poder político e financeiro? Que perdura até hoje. Com as consequências que todos conhecemos.
E a última afirmação relativa ao padrão-ouro? Inacreditável.
O vídeo que proponho hoje na rubrica das "Delícias" é um esforço para colocar os últimos cem anos de história política e financeira americana (com ramificações para todo o mundo) numa perspectiva crítica, mostrando a verdadeira natureza da narrativa oficial (sejam os seus silêncios ou as suas deturpações) acerca de temas tão relevantes como o papel dos bancos centrais, a criação da moeda e do crédito ou os interesses de estado que se relacionam com certos personagens como J.P.Morgan, por exemplo.
O autor James Corbett apresenta toda a investigação que suportou este filme à disposição dos leitores (muitas das fontes são oficiais). Os dados apresentados e a sua relação não andam longe do que Rothbard (e outros) já descreveram.
Em conclusão: simplificação ou deturpação?
Os leitores que decidam.

Votos de uma tranquila e proveitosa noite de Verão.

sábado, 17 de maio de 2014

Citação do dia (163)

«Os argumentos intelectuais usados pelo Estado ao longo da história para "construir o consenso" do público podem ser classificados em dois grupos: 1) que o regime do governo existente é inevitável, absolutamente necessário e muito melhor do que os males indescritíveis que se seguiriam à sua queda; e 2) que os governantes do Estado são homens particularmente grandiosos, sábios e altruístas - bem mais grandiosos, sábios e melhores que os seus simples súbditos. Em tempos passados, este segundo argumento tomou a forma do regime de "direito divino" ou do próprio "governante divino", ou de uma "aristocracia" de homens. Nos tempos modernos [...] este argumento enfatiza o regime de uma sábia associação de "peritos científicos", especialmente dotados do conhecimento da arte de governar e dos factos misteriosos do mundo. A utilização crescente do jargão científico, especialmente nas ciências sociais, permitiu aos intelectuais tecer a apologia do regime estatal que rivaliza com o antigo poder sacerdotal do obscurantismo. Por exemplo, um ladrão que presumisse justificar o seu roubo dizendo que estava na verdade a ajudar as suas vítimas por via das suas despesas [com o produto do roubo - N.T.], proporcionando assim ao comércio retalhista um necessitado estímulo, seria apupado de imediato. Mas quando esta mesma teoria é revestida de equações matemáticas keynesianas e de impressionantes referências ao "efeito multiplicador", ela transporta uma muito maior convicção a um público iludido.»
Murray Rothbard

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A Grande Guerra 1914-1918 – Algumas notas e fragmentos (III)

Dando prosseguimento aos propósitos aqui enunciados, com o post de hoje pretende-se ilustrar alguns dos aspectos que concorrem para o que nos sugere ser a justeza da caracterização da I Guerra Mundial como um verdadeiro "ponto de viragem" (o Turning Point que Ralph Raico escolheu como título do primeiro ensaio do seu excelente Great Wars & Great Leaders).

Para o efeito, pareceu-nos oportuno convocar (parte de) um texto de Murray Rothbard onde se aborda o conceito de "guerra justa". Na sua opinião, e pelo menos do ponto de vista dos americanos, a Grande Guerra (ou a II Guerra Mundial, para o efeito) não cabe entre o que eram agora "nações em armas" e onde passou a ser um dever absoluto servir o estado. Ainda que se contemple a e(in)volução verificada no direito internacional que irá dar cobertura ao conceito da "guerra total" (eufemismo para designar a inclusão dos civis no catálogo dos alvos de guerra "legítimos"), é difícil deixar de inferir pela elevação desse dever de servir o estado como um supremo sacrifício. Ao invés, na "velha ordem", Voltaire observava: "Os povos são indiferentes às guerras dos seus senhores", fossem estes num dia da casa dos Bourbons quando noutro eram súbditos dos Habsburgos (ou vice-versa, em resultado do sucessivo pelejar). De seguida, Rothbard passa em revista as doutrinas wilsonianas da "segurança colectiva", da "emancipação dos povos" e da auto-atribuída missão messiânica de transportar a "democracia" às quatro partidas do mundo. Pela força das armas, se necessário fosse (como já se tinha entrevisto na guerra hispano-americana de 1898 e nas "sequelas" da guerra de guerrilha nas Filipinas). Este é um corpo doutrinário que permanece nos dias de hoje tal como sucedeu nas intervenções, então contemporâneas, a que Rothbard alude (Bósnia e Somália). No seu conjunto, estas são razões bastantes para asseverar que a GG terá sido o maior desastre da humanidade.

A tradução que se segue, da minha responsabilidade, corresponde sensivelmente ao primeiro terço do ensaio de Rothbard (a partir das notas que preparou para uma palestra que proferiu (em audio, aqui) numa conferência que decorreu entre 20 e 22 de Maio de 1994, que viria a ser incluída neste livro). Todas as imagens e ligações inseridas são igualmente da minha única responsabilidade. O mesmo se diga quanto às anotações introduzidas.
Por Murray N. Rothbard (1926-1995)

Grande parte da teoria do "Direito Internacional clássico", desenvolvida pela escolástica católica, nomeadamente pelos escolásticos espanhóis do século XVI como Vitoria e Suarez, seguidos depois pelo escolástico protestante holandês Grócio e por juristas dos séculos XVIII e XIX, consistiu numa explanação dos critérios definidores do que seria uma guerra justa. Porque a guerra, ao implicar a prática do grave acto de matar, tem de ser justificada.

A minha própria perspectiva sobre a guerra pode ser enunciada de uma forma simples: existe uma guerra justa quando um povo tenta repelir a ameaça de dominação pela força por parte de um outro povo ou derrubar uma dominação já existente. A guerra é injusta, por outro lado, quando um povo tenta impor a sua dominação sobre outro povo, ou tenta manter uma pré-existente dominação coerciva sobre outrem.

Murray Rothbard
Durante a minha vida, o meu activismo político e ideológico concentrou-se na oposição às guerras da América. Em primeiro lugar, porque acreditei ter sido injusto o seu fomento, e, em segundo lugar, porque a guerra, nas penetrantes palavras do libertário Randolph Bourne, redigidas durante a I Guerra Mundial, sempre foi "a saúde do Estado", um instrumento para o engrandecimento do poder do Estado sobre a saúde, as vidas, e a prosperidade dos seus cidadãos-súbditos e instituições sociais. A participação numa guerra, ainda que justa, é uma decisão que não pode ser tomada de forma leviana; uma participação numa guerra injusta deve, por consequência, ser considerada um anátema.

Houve apenas duas guerras na história americana que foram, na minha opinião, segura e inquestionavelmente correctas e justas; e não apenas isso já que o lado oposto travou uma guerra que foi clara e particularmente injusta. Porquê? Porque não tivemos que nos questionar se uma ameaça à nossa liberdade e à nossa propriedade era clara ou estava presente; em ambas as guerras, os americanos tentavam livrar-se da dominação indesejada de outro povo. E em ambos os casos, o outro lado tentou, de uma forma feroz, manter o domínio sobre os americanos através da força. Em ambos os casos, um lado - o "nosso lado", se quiserem - era particularmente justo, enquanto o outro lado - o "lado deles" - era injusto.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

A negociação com a troika e "a marcha da História"

A substância da acesa discussão entre o PS e a coligação PSD/CDS quanto à dimensão da "flexibilização" a negociar com a troika relativamente ao OE 2014 - pelo que é noticiado, um défice orçamental equivalente a 4.5% do PIB para o Governo e de "pelo menos" 5% para o PS - está bem ilustrada nesta passagem de um texto de Murray Rothbard ("Progressistas, reacionários, histeria e a longa marcha gramsciana") hoje republicado no Instituto Mises Brasil (meu realce):
A utópica marcha da história, objetivo dos social-democratas, também é similar à dos comunistas, mas não exatamente a mesma. Para os comunistas, o objetivo era a estatização dos meios de produção, a erradicação da classe capitalista, e a tomada de poder pelo proletariado. Já os social-democratas entenderam ser muito melhor um arranjo em que o estado socialista mantém os capitalistas e uma truncada economia de mercado sob total controle, regulando, restringindo, controlando e submetendo todos os empreendedores às ordens do estado. O objetivo social-democrata não é necessariamente a "guerra de classes", mas sim um tipo de "harmonia de classes", na qual os capitalistas e o mercado são forçados a trabalhar arduamente para o bem da "sociedade" e do parasítico aparato estatal. Os comunistas queriam uma ditadura do partido único, com todos os dissidentes sendo enviados para os gulags. Os social-democratas preferem uma ditadura "branda" — aquilo que Herbert Marcuse, em outro contexto, rotulou de "tolerância repressiva" —, com um sistema bipartidário em que ambos os partidos concordam em relação a todas as questões fundamentais, discordando apenas polidamente acerca de detalhes triviais — "a carga tributária [fiscal] deve ser de 37% ou de 36,2%?".

domingo, 4 de agosto de 2013

Obrigado, Rússia?

O título do post, roubado do belo artigo que Jeffrey Tucker publica hoje, endereça muitas das perplexidades que suscitaram a anuência pelas autoridades russas ao pedido de asilo de Edward Snowden. Mas, afinal, poder-se-ão comparar as credenciais de defesa da liberdade dos EUA perante as da Rússia? O  acolhimento pela plutocracia patrocinada por Putin (e pelo intermitente clone Medvedev) não constituirá "prova" da "culpa" de Snowden?

A resposta à sua própria interrogação leva Tucker a fazer uma rápida viagem pelos séculos XX e XXI, recorrendo também à original interpretação de Murray Rothbard quanto ao tempo real em que decorre o famosíssimo "1984" de Orwell que permite lançar uma luz diferente sobre ortodoxias tidas por definitivas. Em qualquer caso, fundamental se torna observar a volatilidade de quem são os "Bons" e os "Maus" nas potências imperiais. Sobretudo, não deixar passar por verdade o que se inculca nas fracas memórias.

Tucker não teme juntar-se ao pai de Edward nos agradecimentos às autoridades russas. Evidentemente que me associo a ele. A tradução do texto é, como habitualmente, minha.
"Lon Snowden, o pai do Edward Snowden, deu uma entrevista aos meios de comunicação esta semana. O local escolhido: Rossiya 24, uma estação de propriedade estatal [russa]. A sua era uma mensagem de gratidão para com a Rússia por ter contemplado o pedido de asilo do seu filho. Edward, como todos sabem, está em fuga por ter revelado ao povo americano que o seu governo está registando todas as comunicações armazenando-as para utilização posterior.

Por outras palavras, Edward está em apuros por ter revelado que o nosso governo está fazendo aos seus próprios cidadãos o que os EUA, em tempos, acusaram a Rússia de fazer aos seus cidadãos. No que é realmente uma reviravolta bizarra nos acontecimentos, a Rússia tornou-se num refúgio seguro para um whistleblower americano. Qualquer amigo da liberdade tem que se juntar a Lon Snowden, para expressar gratidão. Porque, como se vê, há apenas um punhado de países no mundo que o governo dos EUA não consegue intimidar a observar os seus desejos.

Estou tão contente quanto o homem comum, por "nós" termos vencido a Guerra Fria. Mas, por vezes, não é possível evitar a pergunta: qual foi o objectivo desses 45 anos de impasse nuclear? Durante todo esse tempo foi-nos dito que aquela era uma poderosa luta entre o individualismo e o colectivismo, entre a liberdade e a tirania, entre o capitalismo e o comunismo.

Mas, ao fim e ao cabo, depois de toda a poeira ter assentado, é a Rússia que está proporcionando santuário aos nossos melhores cidadãos.

Será isto uma espécie de um estranho romance distópico? Bem, sim, e tem um nome: 1984, de George Orwell. Murray Rothbard levou uma vez a cabo uma reconstrução do significado oculto desse romance. Ele demonstrou que Orwell estava escrevendo sobre a realidade do período da guerra e do período do pós-guerra. Um tempo em que o estatuto da Rússia, vista como o inimigo, se tornava em amigo e de novo em inimigo num piscar de olhos.

Na representação de Orwell, o mundo é dominado por três superpotências: Oceania, Eurásia e a Lestásia. As alianças são totalmente voláteis em função das prioridades políticas. "Nós sempre estivemos em guerra com a Lestásia", diz o slogan. Soa como algo que ouvíssemos hoje.

Na minha memória viva, os fundamentalistas islâmicos foram aliados dos EUA. Eles eram anunciados em 1980 como combatentes da liberdade que preservavam os valores tradicionais da família e que serviram como um poderoso baluarte contra o comunismo ateu. Após a Guerra Fria, os nossos amigos tornaram-se nossos inimigos. Agora, nos talk shows de direita fala-se diariamente de como nós sempre estivemos em guerra contra o Islão.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Citação do dia (53)

It is no crime to be ignorant of economics, which is, after all, a specialized discipline and one that most people consider to be a 'dismal science.' But it is totally irresponsible to have a loud and vociferous opinion on economic subjects while remaining in this state of ignorance.

Murray N. Rothbard

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A incessante procura de rendas à pala do estado (2)

O infame PL 118, perseguido pela PS sob liderança da ex-ministra Canavilhas, é mais um exemplo de como um dado grupo de cidadãos tenta, através do monopólio do poder estatal, impor sobre toda a comunidade e à sua custa, a obtenção de uma renda em exclusivo benefício desse grupo. É perfeitamente abusivo e mistificador afirmar a existência a um suposto direito (a renda) sobre o preço final de um qualquer dispositivo de armazenamento de conteúdo digital invocando a contrapartida pelo benefício de uma cópia privada sem cuidar de saber se ela sequer ocorre. Ou a Sra. Canavilhas acha que, por exemplo, os pentabytes usados pelas empresas nas suas storages estão pejados de ficheiros áudio de peças de Stockhausen ou do Quim Barreiros? O que lhe arroga o direito de pretender encarecer os dispositivos de armazenamento digital destinados, por exemplo, ao meu acervo de fotografias? Quererá tomar-nos (a todos nós, consumidores e empresas) por parvos?

Não, o que a Sra. Canavilhas e restantes camaradas pretendem é a atribuição de uma renda estatal, financiada pelos consumidores e empresas, porque se arrogam o direito a proteger uma dada classe de indivíduos - os autores. Mas não lhe ocorrerá que há muitos autores que, ou não se importam (porque até ganham com isso) de obter, gratuitamente, uma maior distribuição da sua produção intelectual, ou que até mesmo que oferecem o produto do seu trabalho gratuitamente? Ou acaso achará que o produto intelectual, por exemplo de um escritor, merece direitos preferenciais por estar registado na SPA dos de um autor de um programa de software que não está? Como faz para distinguir uns de outros? Quer fechar o You Tube, é isso?

Nas palavras do grande Murray Rothbard:
As we unravel the tangled web of protectionist argument, we should keep our eye on two essential points: (1) protectionism means force in restraint of trade; and (2) the key is what happens to the consumer. Invariably, we will find that the protectionists are out to cripple, exploit, and impose severe losses not only on foreign consumers but especially on Americans. And since each and every one of us is a consumer, this means that protectionism is out to mulct all of us for the benefit of a specially privileged, subsidized few—and an inefficient few at that: people who cannot make it in a free and unhampered market.

sábado, 6 de agosto de 2011

Dogmatismo, fundamentalismo e ideologia

Steven Horwitz escreve:
Let's look at the record of the last three years:

QE1 [Quantitative Easing 1]= Failed.
QE2 [Quantitative Easing 2]= Failed.
Stimulus = Failed.
Non-existent budget cuts/debt ceiling increase = Failed, at least in S&P's eyes.

Each of these has involved more government activism and each has failed. Yet each one is followed by more government and more claims of disaster if government doesn't act. And those who support such activism continue to claim that those of us who object to it and argue that freeing markets is the better route are "dogmatists," "ideologues," and "fundamentalists."(...)

At what point does an Administration who loudly pledged to really bring a scientific mindset to policy making wake up and realize it is in the throes of unscientific dogma? At what point do the media, politicians, and the left-liberals stop acting like the religious fundamentalists they rightly excoriate and decide that there is no evidence for their position? And at what point do they stop the psychological projection of calling free marketeers "dogmatists?"

Unfortunately, I think the answer to all of those is "never," but it's worth pointing out the hypocrisy of it all.

Austrians and fellow travelers have had the right explanation of what got us in this mess and all of our warnings about the ways more government wouldn't solve the problem have largely been on target as well. The sad satisfaction of watching this slow-motion car crash is cold comfort as our fellow citizens continue to suffer because the intellectual clerisy engages in the worst sort of state idolatry and interventionist fundamentalism, refusing to shake off their dogma in the face of mounting evidence of its massive error.

Each passing day tests my deep reservoir of optimism.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Compreender a Grande Depressão de 1929

continua a ser uma necessidade imperiosa. Permanecem, até hoje, diversas interpretações, algumas totalmente opostas entre si, do que sucedeu então, das razões que presidiram à sua emergência e, sobretudo, à sua longa duração. O leitor poderá questionar-se do interesse do tema, para além da História, para os dias que correm. A meu ver, é enorme. São as interpretações que persistem até hoje do que então se passou que levam uns a propor os "remédios" de Franklin D. Roosevelt e outros a evitar esses mesmos "remédios" a todo o custo. Afinal, é um problema também de hoje!

Esta entrevista de Hayek, concedida na sequência da atribuição do prémio Nobel da Economia, em 1974, explica o ponto de vista "austríaco" do que então se passou. Para além da sua leitura, que o autor deste blogue vivamente aconselha, a cópia disponibilizada permite ver os sublinhados e comentários que o grande Murray Rothbard, pelo seu próprio punho, fez sobre a entrevista de Hayek.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A arte da aritmética política

William Petty (1623–1687), economista e filósofo inglês que praticou "a arte da aritmética política", tem sido tomado como "o primeiro econometrista [economista matemático]" e tido como o autor das primeiras estimativas do rendimentto nacional. Teria sido um benifício para uma honesta humanidade que a "aritmética política" tivesse permanecido como a designação do que viria a ficar conhecido por estatísticas económicas do tipo das que são recolhidas para calcular o rendimento e o produto nacionais oficiais. Tivesse tal sucedido e essa designação alertar-nos-ia a todos paar os propósitos políticos que se escondem atrás da construção desses números.

O parágrafo anterior é uma tradução minha de um importantíssimo e ainda actual artigo de Robert Higgs, historiador e economista a que por várias vezes já me referi (por exemplo, aqui). No texto encontra-se também um link para um outro texto famoso de Murray Rothbard a propósito de William Petty e a Matemática do Poder

quinta-feira, 14 de outubro de 2010