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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Master Class - Steven Bregman

"Investimento indexado - materializar a bolha"

Partilhamos com os nossos leitores uma apresentação de Steven Bregman no exclusivo ciclo de Conferências que James Grant conduz duas vezes por ano. Esta intervenção de Bregman ocorreu em Outubro do ano passado.
Para a melhor compreensão da informação apresentada será importante a análise dos diapositivos.

Alguns dos tópicos abordados são:
- duas gerações de investidores, dois mundos diferentes - duas tendências nas taxas de juro;
- a evolução na natureza e propósito dos fundos de investimento - a indexação (ETF´s);
- que suportes lógicos existem para as presentes valorizações (índices e empresas)?;
- as inovações nas opções de investimento traduzem-se numa compressão da volatilidade, mas estarão preparadas para mudanças inevitáveis (aumento das taxas de juro, por exemplo)?
- forçar estabilidade é apostar em mudanças drásticas e gravosas do ponto de vista financeiro, económico e social.

As comparações estabelecidas entre diferentes valorizações, os riscos potenciais e as intervenções dos bancos centrais são esclarecedoras. Assustadoramente esclarecedoras.
As perguntas ecoam. Haverá mercado livre? Haverá descoberta de preços?
Os bancos centrais, que têm fundos (aparentemente) ilimitados e não têm "skin in the game" (Nassim Taleb dixit), tornam-se accionistas de empresas, isso é sinal de um mercado livre?

Não posso deixar de considerar premonitória a referência inicial ao Titanic.

Boas reflexões.

Ver aqui

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

O próximo passo


Há intensas discussões (indícios aqui) por detrás das cortinas quanto ao calendário do que o BCE vai fazer. Não quanto à substância do que vai fazer. Quanto a isso não há novidade. É apenas uma continuação.
Os aforradores que se cuidem, pois as taxas podem baixar mais. É que o homem na imagem parece ter fósforos que nunca mais acabam.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Cogitações (2)

Os actos de rebelião podem variar, mas ver televisão não é, certamente, um deles. Pelo contrário, o que observamos é um acto de consentimento, um acto de aceitação do mundo enquanto ele se torna virtual, enquanto mutação de uma realidade ficcional que se vai fazendo mundo.
O politicamente correcto que vive através de e por este mundo vai, aos poucos, preparando-nos para a aceitação da violência politicamente correcta. Esta mutação – real, intensa e diária-, opera o seu sucesso último quando dela participamos por uma desistência moral, que começou por ser onírica, mas que se torna efectiva e dolorosa.
Terrivelmente visível na perseguição da heterodoxia, na indiferença face ao sofrimento e à mentira.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Realismo e Ironia

"Se alguém pensa que a história terá um desfecho feliz, anda distraído."

No "Truman Show" em que vivemos, a luta pela manutenção de uma narrativa controlada está ao rubro. Seja pelo impressionante esforço injector das autoridades monetárias europeias, seja pelas sedentas máquinas partidárias.
No primeiro caso, o esforço de liquidez do BCE parece estar a produzir os seus efeitos na descida dos preços da dívida, o que faz folgar a corda que - não esqueçamos - trazemos ao pescoço. Mas os resultados substanciais esperados tardam em aparecer.
No que diz respeito às encenações políticas, o esforço está centrado na tentativa de manutenção das entorses perceptivas e, consequentemente, da redução dos cenários alternativos que ponham - verdadeiramente - em causa o que importa. Talvez exemplo maior desse esforço possam ser o ruído em torno das candidaturas presidenciais. Ou, numa tão curiosa mistura das duas dimensões económica e política, o caso da TAP.
Esse ruído é, não esqueçamos, a banda sonora da narrativa oficial.
Aqueles que têm a ousadia de ser independentes de uma encenação desta natureza têm a tarefa dificultada. Com o intuito de mostrar como se pode exercer essa independência, trago à consideração dos leitores uma pequena entrevista a Rick Rule (Sprott Global). Esta entrevista está direccionada a obter a reacção de um investidor às mais recentes manobras na economia de comando e controlo em que vivemos. Se o mote da entrevista é a mais recente reunião da Reserva Federal (FOMC) face à situação interna nos EUA, facilmente podemos extrapolar a análise nela levada a cabo para a "realidade" global.
Uma análise feita de realismo. De quem investe e cria valor e não tem ilusões acerca do que está em jogo.
É isto a que chamam os "génios indígenas" chamam de empreendedor? Será?
Mesmo?