Admitir uma conduta criminosa, torna essa conduta aceitável?
Numa conferência um economista do Bundesbank defendeu a tese de que os reguladores não devem prestar toda a informação acerca da saúde do sistema bancário que supervisionam, por forma a evitar pânico e corridas aos bancos.
O que aconteceria, neste caso, se a banca não gozasse de um regime de excepção? Como reagiriam as autoridades se o Infarmed ou, para o caso, uma qualquer marca de automóveis recusasse prestar informações acerca dos produtos que vende ou regula?
O que faríamos?
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sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Radar
sexta-feira, 12 de junho de 2015
Cogitações (2)
Os actos de rebelião podem variar, mas ver televisão não é, certamente, um deles. Pelo contrário, o que observamos é um acto de consentimento, um acto de aceitação do mundo enquanto ele se torna virtual, enquanto mutação de uma realidade ficcional que se vai fazendo mundo.
O politicamente correcto que vive através de e por este mundo vai, aos poucos, preparando-nos para a aceitação da violência politicamente correcta. Esta mutação – real, intensa e diária-, opera o seu sucesso último quando dela participamos por uma desistência moral, que começou por ser onírica, mas que se torna efectiva e dolorosa.
Terrivelmente visível na perseguição da heterodoxia, na indiferença face ao sofrimento e à mentira.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Espírito do tempo
Não será despropositada a referência à manchete de que os gregos estão a comprar ouro enquanto podem. Basta que nos perguntemos o que a imagem pode conter de paralelo com a situação grega. Será apenas o tamanho do problema? Ou um Mal do tempo presente?
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Não nos vergamos
Aproveitando a iniciativa d´O Insurgente, de onde retirámos título e imagem, acompanhanhando a atitude.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Príncipes do Yen - ou DDT como por cá podem ser conhecidos
A captura da realidade política, económica e social
Para quem ainda tenha dúvidas dos incentivos incorporados no sistema, recomendo que veja atentamente este vídeo. Num presente repleto de análise e discussão do papel dos reguladores (especialmente da banca e sector financeiro), de críticas, seja de especialistas ou políticos, à acção da troika, passando pelas propostas apresentadas por movimentos políticos (portugueses ou espanhóis, neste caso) quanto às reformas necessárias do sistema financeiro, estranha-se que a atenção seja desviada do mais importante: o papel dos Bancos Centrais.
Estas instituições têm um potencial destrutivo sem igual. Repito, sem igual. Os "grandes grupos económicos", os "grandes especuladores", todos eles obedecem às suas ordens. Pactuam com as ideias para o planeamento económico, financeiro e social que estas instituições impõem, levando a cabo políticas com consequências devastadoras.
Para quem ainda tenha dúvidas dos incentivos incorporados no sistema, recomendo que veja atentamente este vídeo. Num presente repleto de análise e discussão do papel dos reguladores (especialmente da banca e sector financeiro), de críticas, seja de especialistas ou políticos, à acção da troika, passando pelas propostas apresentadas por movimentos políticos (portugueses ou espanhóis, neste caso) quanto às reformas necessárias do sistema financeiro, estranha-se que a atenção seja desviada do mais importante: o papel dos Bancos Centrais.
Estas instituições têm um potencial destrutivo sem igual. Repito, sem igual. Os "grandes grupos económicos", os "grandes especuladores", todos eles obedecem às suas ordens. Pactuam com as ideias para o planeamento económico, financeiro e social que estas instituições impõem, levando a cabo políticas com consequências devastadoras.
quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Regra de Ouro
Alan Greenspan, "A Regra de Ouro - a razão pela qual a China está a comprar" - Foreign Affairs - 29 de Setembro de 2014
"A questão de fundo - o regresso a um qualquer padrão-ouro - não está no horizonte de ninguém. Essa ideia tem poucos apoiantes num mundo em que, virtualmente, todos aceitam papel-moeda e taxas de câmbio livres. No entanto, o ouro tem propriedades especiais que nenhuma moeda, com a excepção da prata, pode reivindicar. Durante mais de dois mil anos, o ouro gozava do estatuto de meio de pagamento inquestionável e não exigia garantias de crédito a terceiros. Não se levantavam questões quando, o ouro ou títulos directos sobre ouro, eram oferecidos em pagamento de uma obrigação.
Nos dias de hoje a aceitação de papel-moeda - moeda sem ligação a qualquer activo com valor intrínseco -, fundamenta-se na garantia de crédito das nações soberanas com poder efectivo de taxar. Mas essa garantia não consegue igualar o estatuto, que o ouro possui, de ter aceitação universal."
Surpreendente este artigo. Seja pelo momento em que é publicado, mas também por ser escrito por Alan Greenspan. Assistimos, neste momento, a uma correcção mais acentuada do que muitos previam nos metais preciosos, em especial depois de ocorrerem mudanças relevantes na estrutura e organização do próprio mercado.
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Etiquetas: Alan Greenspan, BCE, Crise de Crédito, Descalabro ético, Fed, Grande Crise Financeira, Liberdade, Mal moral, Mercado do Ouro, Missionário, Padrão-ouro, Sistema Bancário, Sistema Financeiro Internacional
sábado, 14 de junho de 2014
A bolsa ou a vida
Considerando a blogosfera nacional, há quem escreva com muita qualidade sobre a actual realidade financeira, económica e política. Essas análises podem partir de pressupostos ideológicos muito diversos, mas há um ponto fundamental que partilham. Mesmo se o fazem segundo discursos que dão, a esse elo, tonalidades e intensidades diferentes.
Estou a fazer referência à natureza intrinsecamente boa do estado e da acção dos seus agentes. O pequeno vídeo que a seguir se apresenta demonstra que, não obstante as delicadas arquitecturas de "controlo e balanço" das instituições políticas, estando os incentivos presentes pela própria natureza monopolizadora do estado, o Mal não pode deixar de ter lugar.
Um breve enquadramento do convidado de Bill Moyers: Neil Barosfky é procurador federal e foi escolhido por Obama para acompanhar o TARP. Arrisco que o convidado partilharia do consenso que assinalei atrás, mesmo se viu, por dentro, esse Mal.
Que trilogia é sugerida por este pequeno vídeo?
Estou a fazer referência à natureza intrinsecamente boa do estado e da acção dos seus agentes. O pequeno vídeo que a seguir se apresenta demonstra que, não obstante as delicadas arquitecturas de "controlo e balanço" das instituições políticas, estando os incentivos presentes pela própria natureza monopolizadora do estado, o Mal não pode deixar de ter lugar.
Um breve enquadramento do convidado de Bill Moyers: Neil Barosfky é procurador federal e foi escolhido por Obama para acompanhar o TARP. Arrisco que o convidado partilharia do consenso que assinalei atrás, mesmo se viu, por dentro, esse Mal.
Que trilogia é sugerida por este pequeno vídeo?
quarta-feira, 28 de maio de 2014
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Manipulação e Incerteza
Da inércia à aventura
Fernando Gil, “Os inventores do futuro”, 1998
“A previsão impede então a abertura e passa apenas a recobrir uma aspiração à recondução de situações conhecidas, a antecipação consistirá no voto que nada mude e tudo permaneça ´como dantes`. A noção de progresso amputa-se da aventura que representa, para se confinar na dimensão do seguro de vida.
Em vez de gerar este reflexo de angústia, senão de pânico, e portanto comportamentos defensivos ou desesperados, a ideia de risco deve tornar-se uma oportunidade. (...) A incerteza como dimensão existencial fornece à humanidade um trunfo de peso pois permite-lhe recobrar o seu próprio. A verdadeira conduta racional consiste em integrar o risco para além da antecipação prospectiva.”
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Confiança e Legitimidade
Nos dias que correm, uma interpretação que desafie a versão normalizada dos factos é muitas vezes tratada como conspirativa. Procurar uma visão mais alargada e profunda dos acontecimentos é tarefa que, pelos vistos, apenas um punhado de indivíduos, com propósitos decadentes ou condenáveis, deseja alcançar. Sejamos honestos, esses propósitos existem e estão ao alcance de qualquer frequentador da internet. Deve o receio de ser apelidado de conspirativo traduzir-se na desistência de procurar, individualmente ou em grupo, coligir e compreender o máximo de informação factual relevante? Esse receio pode ser tão forte que nos faça desistir de dar enquadramento crítico ao que, numa velocidade cada vez maior, acontece por esse mundo fora? Disputando a versão oficializada? Devem os indivíduos abdicar de fazer perguntas? Devem os indivíduos desistir de lembrar que a Liberdade não se compatibiliza com a intromissão, com a ameaça (velada ou directa), com a violência, com o roubo?
Consideremos a seguinte intervenção de Ladar Levison. Se as perguntas acima elencadas lhe parecerem ser meros artifícios retóricos, volte a considerá-las depois de ouvir Ladar Levison.
Para enquadrar a intervenção de Levison, basta dizer que é um empresário que se encontra em litígio legal com o estado e a sua máquina de poder. No seguimento de uma política de intimidação e (suposta) prevenção anti-terrorista, foi requerido à sua empresa que permitisse o acesso aos dados dos seus clientes e que possibilitasse o controlo de algumas dimensões do seu negócio por parte das autoridades federais. Tudo em nome da luta contra o terrorismo, sublinhe-se. E, não esqueçamos, da liberdade. Levison decidiu fechar o seu negócio, pois tinha em alta estima os seus clientes, a sua privacidade e, presume-se, também a liberdade. Ouçamos a sua intervenção:
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Citação do dia (155)
"Não estou a tentar endereçar um insulto de despedida a Ben Bernanke ou aos seus colegas da banca central. Pelo contrário, estou a sublinhar as capacidades e a determinação necessárias aos banqueiros centrais para levar adiante um dos trabalhos mais exigentes e importantes do mundo. Da mesma forma que James Bond tem, nos livros de Ian Fleming, "Licença para Matar", os banqueiros centrais têm uma "Licença para Mentir" - ou colocando de um modo mais diplomático, autorização para fazer promessas acerca do futuro que não podem ser honradas, e muitas vezes se mostram falsas."
Anatole Kaletsky (in "A central banker’s ‘license to lie’")
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