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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Estrutura e conjuntura



Fonte World Gold Council


Não nos tem sido possível acompanhar e partilhar informação acerca do seguro financeiro que todos devíamos possuir. Ficam apenas uns lembretes. A realidade é a realidade.

sábado, 22 de setembro de 2018

Radar


Os bancos centrais assumiram, no primeiro semestre deste ano uma postura muito activa na reorganização das suas reservas, especialmente mostrando-se compradores de ouro.

Aqui

A estratégia de diversificação deverá ser uma estratégia exclusiva dos bancos centrais?

quinta-feira, 23 de junho de 2016

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Estado da Coisa


A tabela anterior é reveladora. Parte muito importante da dinâmica do mercado do ouro durante 2016 verificou-se na área de investimento. Os números do "conservador" World Gold Council são elucidativos.
Se a isto juntarmos as recentes declarações de reconhecidos gestores de fundos de investimento globais acerca da situação de debilidade perigosa dos mercados financeiros, então a dinâmica aqui sublinhada torna-se facilmente compreensível. 
Sublinho, todavia, a natureza protectora do metal precioso. Um seguro contra a "licenciosidade dos políticos e burocratas". Como a imagem ilustra, eles têm bem mais do que as três setas de Abe e Kuroda.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Significativa mudança ou constatação do óbvio?

Publicamos a tradução do artigo de Kenneth Rogoff publicado hoje. A adaptação e sublinhados é, naturalmente, da nossa responsabilidade.
O artigo é, julgo, um reconhecimento muito importante no discurso público. É uma mudança qualitativa no discurso oficial da peça colectiva. Será um momento em que um dos Missionários orienta novas dinâmicas no Jogo? Será uma nova disposição dos Cavalos Furtivos?
Naturalmente, recomendamos a leitura integral do artigo. Sublinhando que se devem considerar as eventuais consequências deste gesto público, num momento tão delicado da conjuntura financeira e monetária internacional. Especialmente no momento de guerra monetária em curso (apesar do recente e muito secreto acordo entre os G20 em Xangai), que tem a reconfiguração do cabaz dos Direitos Especiais de Saque (SDR´s) como pano de fundo.
Muito a considerar, portanto. Boa reflexão.
“Terão os bancos centrais dos mercados emergentes demasiados dólares e ouro a menos? Se considerarmos a economia global e o seu abrandamento e o facto dos mercados emergentes estarem, provavelmente, satisfeitos com quaisquer reservas que consigam reter, aquela pergunta parece despropositada. Mas há uma boa argumentação que se pode apresentar para justificar a mudança nos mercados emergentes para começarem a acumular ouro e isso favorecer o funcionamento suave do sistema financeiro internacional, assim beneficiando todos os intervenientes.(...)

Estou a propor que as economias emergentes dirijam uma porção significativa dos seus triliões de dólares em reservas monetárias externas que actualmente possuem (a China, por exemplo possui reservas oficiais no valor de 3,3 mil biliões de dólares) para ouro físico. E uma mudança de, digamos, 10% das suas reservas para o ouro físico ainda os deixaria longe dos países ricos que possuem 60 a 70% das suas reservas no metal físico. (...)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Enquadramentos


Fonte

Nos comentários ao nosso último Radar, o leitor António Cristóvão parece advertir-nos para a massagem aos números que resulta da manipulação de percepções de que somos alvo diariamente. 
E a cada ano que começa surgem sempre uns artigos para manipular orientar quem ainda consegue poupar alguma da riqueza que produz. Como se verá a preocupação é legítima e relevante.

Assim, para evitar o melhor possível a entorse perceptiva (a dissonância cognitiva, como está em voga dizer-se), apresenta-se uma tabela que perspectiva o preço do ouro nas várias moedas nos últimos quinze anos. 
Mais uma vez se convida a considerar estes dados, não numa óptica estrita de investimento, mas na perspectiva da consolidação de um pilar da poupança individual, considerando o longo-prazo.

Nada de lirismos, portanto.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Radar

Procurei, com a diligência que a meteorologia dos últimos dias permitiu, alguma informação acerca da variação do preço do ouro nos meios de comunicação convencional nacionais. Não encontrei.
Especialmente depois de, nas últimas semanas, se terem multiplicado títulos de objectividade duvidosa, mas intenção bem clara.
Assim, e sem preocupação especial, mostra-se o gráfico abaixo. Dada a guerra monetária em curso por esse mundo fora (que não tem tratamento crítico no comentário publicado), assim como a quebra em vários índices bolsistas (o mesmo para o preço do petróleo), o ouro continua a cumprir o seu papel.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Radar

Numa altura em que pelo Ocidente se divulgam "notícias" de carácter negativo acerca do ouro (em dólares e de natureza sintética, note-se!), pela China e dos cofres da Shangai Gold Exchange (SGE) saíram mais de setenta e três toneladas de ouro na semana de 20 a 24 de Julho de 2015 - sim mais de 73 toneladas de ouro físico numa semana, não sintético (ETF´s)! - para os cofres de investidores privados.
E porque recentemente se divulgaram as reservas oficiais chinesas do mesmo metal (1,658 toneladas), convém ter presente que, entre produção própria e aquisições no mercado internacional, os investidores chineses arrecadaram qualquer coisa como 5,964 toneladas de ouro para o período entre 2010 e 2014.
Não se estranha que estes números - verdadeiramente estonteantes - fiquem à sombra das "notícias" ocidentais acerca do perfil do investidor chinês, após a incrível descida na sua bolsa de valores?

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Young Guns of Gold

A mesa redonda deste mês conta com elenco um pouco diferente. Esta edição realizou-se com Ronald Stoeferle (Incrementum AG) e Jordan Eliseo (ABC Bullion), Bron Suchecki (da australiana Perth Mint) e Mark O´Byrne (da irlandesa GoldCore).
Os temas abordados são complementados pela apresentação gráfica de alguns dados estatísticos. O interesse e a originalidade, esses, são garantidos. Alguns desses temas são:


terça-feira, 7 de abril de 2015

Coisas Reais (2)

"Turquia - a fronteira dourada da Europa"

Nesta emissão do programa "Get Real", Jan Skoyles entrevista Kerim Sener, Director Executivo da empresa anglo-turca de exploração e produção mineira (Ariana Resources).
Os nossos leitores reconhecerão o interesse em acompanharmos o que se vai fazendo para lá das fronteiras - físicas, ideológicas e empresariais - do continente europeu. Podemos reconhecer, na entrevista que aqui publicamos, as pequenas mudanças que vão marcando a emergência de novas centralidades culturais, económicas e financeiras.

Durante entrevista são analisados os seguintes temas:
- a capacidade produtiva de ouro da Turquia situa-se nas 35 toneladas - as mudanças no investimento, na exploração e na produção por parte das empresas do sector;
- rendas comerciais pagas em ouro;
- têm-se registado importantes desenvolvimentos na oferta de produtos bancários associados ao ouro - empréstimos e garantias;
- as melhorias verificadas no sistema bancário turco desde os anos 90 e a solidez dos seus balanços;
- o papel cultural da joalharia e do ouro a peso na Turquia;
- o passado e a cultura do consumo de ouro por parte das famílias turcas.

São pouco mais de vinte minutos fazendo, com alegria e optimismo, o balanço a coisas reais.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Considerando o preço

Numa perspectiva de aforrador, não conheço um depósito que tenha dado um retorno semelhante à taxa de valorização do preço do ouro em euros no ano de 2014.
Estarei enganado?

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Solilóquio

Seguindo a sugestão de Koos Jansen, olhando para este gráfico não posso deixar de me perguntar: a que episódios da nossa peça colectiva correspondem estes grandes movimentos decrescentes nas reservas de ouro da FED em Nova Iorque? 1999-2000... 2007-09... 2013-14...
O que será que terá acontecido?

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Coisas Reais

"No fim do arco-iris está a procura física asiática"

No primeiro aniversário do programa "Get Real", que se tem dedicado a analisar o mercado de vários bens tangíveis (dos metais, ao petróleo ou ao vinho, por exemplo), Jan Skoyles (The Real Asset Co) conduz mais uma entrevista. Desta vez o entrevistado é Ned Naylor-Leyland (Quilter Cheviot I.M.) e são analisados os seguintes assuntos:
- o ano de 2014 e a procura mundial dos metais - ouro e prata;
- a desmistificação da verdadeira dimensão e volume do mercado do ouro - o volume de ouro (sintético/papel) transaccionado diariamente em Londres (LBMA) é várias vezes superior ao volume de transacções financeiras (Dow Jones e FTSE londrino) - são 250 a 300 mil milhões diários e não 20 milhões como noticia o Financial Times;
- a natureza do mercado físico dos metais na China e na Índia - investimento, poupança e garantias de crédito;
- a Índia estabelece protocolos com a Royal Mint e o World Gold Council;
- o balanço do referendo suíço (Swiss Gold Initiative);
- as reservas estruturais de ouro europeias - as iniciativas de repatriamento (Alemanha, Holanda, Aústria, França) serão tentativas de preparação face ao risco dos programas QE na Europa?
- A Rússia e o rublo.

Pouco mais de vinte minutos fazendo o balanço a coisas reais.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Passos importantes

Novos ciclos, novas oportunidades

E se a oportunidade surgisse para poder receber o proveito do seu trabalho em metais preciosos? Em Singapura, isso é possível. Até a resposta às exigências fiscais são acomodadas.
O primeiro vídeo - um sinal de que é possível fazer investigação jornalística - concentra-se a mostrar como uma empresa paga os salários dos seus trabalhadores em metais preciosos. Nota: os trabalhadores podem recusar essa possibilidade.
Simples, não é?

O segundo vídeo - outra prova de que pode haver lugar para visões diversas no oficial nevoeiro mental - é uma entrevista a Koos Jansen. A sua investigação acerca do mercado do ouro (internacional, mas especialmente chinês) vingou. Ou seja, os números que, desde o início do ano, Koos tinha publicado acerca da procura chinesa de ouro foram confirmados. Não pelas instituições ocidentais (World Gold Council, LBMA), que simplesmente ignoraram a investigação de Koos, mas pelas autoridades chinesas.
Aquelas instituições apontavam números para a procura chinesa em 2013 a rondar as 1170 toneladas, contra as 2200 toneladas avançadas pelo investigador independente que escreve desde a sua casa na Holanda. Não esqueçamos que os chineses são adeptos da discrição quanto às suas movimentações estratégicas, pelo que este facto tem uma dimensão muito, muito importante.
Como evidência da qualidade da sua investigação, Koos acabou por ser recrutado por uma empresa de Singapura (BullionStar, a mesma que aparece referida no primeiro vídeo) como investigador para o mercado dos metais preciosos. Para além de ser também consultor da Gold Anti-Trust Association.



quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Regra de Ouro

Alan Greenspan, "A Regra de Ouro - a razão pela qual a China está a comprar" - Foreign Affairs - 29 de Setembro de 2014

"A questão de fundo - o regresso a um qualquer padrão-ouro - não está no horizonte de ninguém. Essa ideia tem poucos apoiantes num mundo em que, virtualmente, todos aceitam papel-moeda e taxas de câmbio livres. No entanto, o ouro tem propriedades especiais que nenhuma moeda, com a excepção da prata, pode reivindicar. Durante mais de dois mil anos, o ouro gozava do estatuto de meio de pagamento inquestionável e não exigia garantias de crédito a terceiros. Não se levantavam questões quando, o ouro ou títulos directos sobre ouro, eram oferecidos em pagamento de uma obrigação.

Nos dias de hoje a aceitação de papel-moeda - moeda sem ligação a qualquer activo com valor intrínseco -, fundamenta-se na garantia de crédito das nações soberanas com poder efectivo de taxar. Mas essa garantia não consegue igualar o estatuto, que o ouro possui, de ter aceitação universal."
Surpreendente este artigo. Seja pelo momento em que é publicado, mas também por ser escrito por Alan Greenspan. Assistimos, neste momento, a uma correcção mais acentuada do que muitos previam nos metais preciosos, em especial depois de ocorrerem mudanças relevantes na estrutura e organização do próprio mercado.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Citação do dia (173)

"O crescimento da bolsa de ouro de Xangai (SGE) para se tornar a maior plataforma de transacção física de Ouro do mundo, fornece provas convincentes de que o futuro para o ouro é estritamente físico.
Acompanhando a mudança dos mercados do Ocidente para Oriente, a expansão de fortes plataformas de transacção de ouro na Ásia trará uma melhoria nas condições de descoberta dos preços, da liquidez, da transparência e eficiência do próprio mercado; estas melhorias transformarão a paisagem do mercado global do ouro.
Como elemento importante que é a China assumirá, com justiça, o seu lugar no mercado mundial do ouro."

Aram Shishmanian, (CEO World Gold Council) após a abertura da negociação internacional na SGEI

sábado, 24 de maio de 2014

Young Guns of Gold - a reunião de Maio (actualizado)

Após ausência registada no mês de Abril, voltou a reunir-se a equipa de comentadores de inspiração austríaca. E são tantos os temas a exigir uma análise divergente - truly contrarian. A edição deste mês realizou-se apenas com Ronald Stoeferle (Incrementum AG) e Jordan Eliseo (ABC Bullion), que ultrapassaram pequenos problemas técnicos com humor e boa-disposição.
Este mês os temas abordados são muito diversos, mas relevantes. Alguns desses temas são:


sábado, 15 de março de 2014

Young Guns of Gold - a reunião de Março

Um mês passou e partilhamos mais uma reunião da nova geração de analistas do mercado dos metais preciosos. Nesta edição de Março, a mesa redonda regista a ausência de Tekoa da Silva. Especulando um pouco, talvez a mudança para a equipa de Rick Rule na Sprott GRI esteja a ser de tal forma intensa que não deixa energia para mais iniciativas. Assim sendo, esta quarta reunião das novas armas de ouro conta com Jan Skoyles (da Real Asset Company), Ronald Stoeferle (Incrementum AG) e Jordan Eliseo (ABC Bullion). Os seguintes temas são discutidos: