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quarta-feira, 23 de maio de 2018

Por cá? Futebolando.



Por cá, as "novelas desportivas" (e são várias!) ocupam a atenção. A manobra de condicionamento que envolve a selecção nacional de futebol também já começou.
Mas a realidade segue imparável.
A Argentina já pediu apoio (outra vez!) ao FMI. Será que a Turquia lhe segue o passo?

E que dizer dos tweets do sr. euro-ministro Centeno? Toda uma postura, um registo de linguagem... imperdível. Mas só para estômagos fortes.
Uma aldeia Potemkine, só pode. Quem virá a seguir?

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Um expresso. De instantâneos.



Começar a semana com uma visita ao catálogo de instantâneos. A realidade segue imparável nas mãos dos curadores.

Já por aqui se falou de construções em contraplacado, não já?

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Assim começa - actualizado




Não há impossíveis no mundo "controlado" pelos bancos centrais. Ou há?
"Obrigadinho, sr. Draghi." - dirão os gregos. Por quanto tempo?

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Citação do Dia (200)

"Estes não são tempos normais. As taxas de juro das obrigações alemãs estão tão baixas que até as maturidades a 30 anos, com taxa de 1,14%, traduzem-se em rendimentos reais negativos.

Retornos livres de risco, de facto."



James Grant, "Almost Daily Grant´s", 30 de Agosto de 2017

Tradução e itálicos da nossa responsabilidade.

sábado, 24 de setembro de 2016

Quando? - Actualização


Será um técnico head-and-shoulders em formação, aquilo que se mostra no canto inferior direito do gráfico?
Podemos, a partir da confirmação desse indicador técnico, induzir uma quebra de valor e confiança no sector bancário europeu?
Irresistível?

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Quando?


Podemos fazer algumas perguntas - quando vai o Deutsche Bank ser comercializado abaixo dos dois dígitos? - por exemplo.
Mas o que importa na actual situação do projecto europeu é saber: quando vão os líderes políticos dos países que têm estado sob programas de assistência ou vigilância, por parte dos "duros" dos alemães e holandeses, usar este caso do DBank para ferir aquela dureza?
Irresistível, não?
Considere-se, por exemplo, Mateo Renzi (o sector bancário em Itália está na rua da amargura, não esqueçamos), procurando uma projecção de força e insuflar a "boa consciência" do seu país, vai deixar escapar esta oportunidade de atingir o "norte da Europa"?
E com isso dar início à derrocada das peças do dominó europeu?
Irresistível.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Uma espreitadela ao esquema - que continua e cresce

Fonte

Desde 2012 que o negócio acima exemplificado se vai concretizando. Com os resultados que os mais recentes índices bolsistas dos bancos italianos demonstram.
Isto depois de mais um "pacotinho" de ajuda do BCE em Junho último.
Se juntarmos os problemas políticos latentes em Itália (também em Espanha, onde os seus bancos também estão sob pressão, ou na Alemanha com, pelo menos, dos seus maiores bancos a descer nas avaliações de mercado), então o cenário está montado para uma boa tragédia.

domingo, 23 de agosto de 2015

Serviço Informativo

"Notícias do Ouro"

Apresentamos mais uma síntese noticiosa do mercado do ouro por parte da GoldBroker. Nesta edição destacam-se a dimensão da procura de ouro na Europa e a aquisição de ouro por parte dos grandes bancos de investimento (mesmo quando o desaconselham aos seus clientes). Informação para colocar em contexto os mais recentes dados do mercado mundial dos metais preciosos, num momento tão delicado das bolsas e das economias mundiais.

Bom início de semana.

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Inversão do ónus

Ou como o exercício do poder dilui qualquer necessidade de justificação

Corre mais um verão pré-eleitoral. Afinam-se as gargantas e alinham-se as ideias que hão-de ser vendidas por entre egofonias de (ir)responsáveis desportivos (de futebol, sublinhe-se) e a mais recente fumaça frívola acerca de palavras ou das férias de um político.
O desastre dos cartazes eleitorais dos socialistas só pode entendido como mais uma distracção. Só pode.
Ouviremos declarações profundas e tocantes, levemente sérias, mas seguramente falaciosas, acerca do futuro e da tarefa que os demiurgos têm entre mãos para nos conduzir ao paraíso.
Por detrás destas excitantes distracções, acabam por ficar, sem análise ou enquadramento, alguns assuntos que ilustram bem - na natureza e dimensão - a farsa do guião que cumprimos.

Um primeiro caso, bem documentado e comentado por OAM acerca da seriedade dos demiurgos na gestão dos recursos dos contribuintes. Para o caso, os fundos da Segurança Social.

O outro caso que por aqui elenco, envolvendo as autoridades alemãs, evidencia a forma maleável e distorcida como se conduzem assuntos de estado com a importância das reservas estratégicas de ouro.
A conduta dos responsáveis em ambos os casos vê-se revestida de uma veladura que obscurece a responsabilidade. O poder isenta-se do balanço das responsabilidades.
Uma maravilhosa liga de cavalheiros, sem dúvida.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Curtas e grossas


Sob o título em epígrafe, Jürgen Stark, um antigo economista-chefe do BCE, de onde saiu com grande estrondo em 2011, publicou na passada 4. feira no Financial Times um artigo (requer registo) onde retoma as teses da "linha dura" da (relativa) ortodoxia financeira do que ele caracteriza como "o economista alemão". Seguem-se alguns excertos desse artigo que noutras circunstâncias - de indignação vituperante diante a presença num governo de coligação de um partido de extrema-esquerda com um outro de extrema-direita num ministério sem uma única mulher! - seria considerado politicamente incorrecto ao ponto de ser alvo de uma saraivada de fatwas sobre o seu autor e todos aqueles que o citem (via Juan Ramón Rallo):
«[…] A verdade é que, em contraste com muitos países da zona euro, a Alemanha tem consistentemente prosseguido uma política económica prudente. Enquanto outros viviam acima das suas possibilidades, a Alemanha evitou os excessos. Estas são diferenças culturais profundas que a união monetária faz emergir uma vez mais.

A questão não é a de um país impor austeridade a outro. As elites políticas da periferia da zona euro são responsáveis por terem perdido o acesso aos mercados financeiros em 2010. Anos de má gestão e de inobservância da lei conduziram a défices orçamentais crescentes e à acumulação de dívida. Os prémios de risco dispararam. […]

A UE não é uma federação (como não é a zona euro). Estamos muito longe desse nível de integração na Europa. Não há, portanto, base constitucional para concretizar maiores transferências para os países mais débeis. Em todo o caso, essas transferências não resolvem os problemas económicos e levam ao risco moral. Anteriores programas de transferências, como os dos fundos para pagar investimentos em infra-estruturas nos estados membros mais pobres da UE, nem sempre conduziram a uma melhoria sustentável no desempenho económico. A Grécia, por exemplo, recebeu transferências da UE correspondentes a 3 a 5% do seu produto interno bruto durante décadas, dos quais aproximadamente um terço foram pagas pela Alemanha. Mas grande parte desse dinheiro escoou-se através do poroso edifício de um estado frequentemente corrupto.

A política económica alemã não se destina a punir os países da periferia da zona euro. A chanceler Angela Merkel quer ver todos os países da zona euro a criarem as circunstâncias necessárias a um crescimento económico que seja real e sustentável - do tipo que gera empregos. Isto exige finanças nacionais sólidas. O que não tem nada a ver com um fetiche quanto ao défice zero. Os economistas alemães opõem-se ao tratamento dos sintomas. Eles alertam contra aparentes soluções que funcionam como tranquilizantes políticos no curto prazo, mas que apenas se limitam a ocultar os verdadeiros desafios económicos.

Os apelos a estímulos macroeconómicos adicionais ignoram as causas da doença europeia. É vital que sejam removidas as barreiras estruturais ao crescimento. Isso inclui sanar os balanços dos bancos para desbloquear a criação de crédito. Não é por causa da Alemanha que a França enfrenta a estagnação económica e a Itália está
há três anos em recessão. Os problemas têm origem doméstica. Eles não podem ser eliminados nem pelo Banco Central Europeu nem pelos estímulos fiscais.
As reformas exigem coragem política e forte liderança. Essas são reformas dolorosas mas são necessárias para retornar a um caminho de crescimento sólido. O verdadeiro défice é o fracasso da elite política em muitos países bem como a falta de instituições credíveis. […]»

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Radar

O ritmo dos acontecimentos aumenta a uma velocidade que é difícil de acompanhar. Destaco um artigo da Bloomberg acerca do ouro alemão que está em Nova Iorque. Ou não está.
Atenção: a disjunção acima referida está no próprio subtítulo do artigo. Espantoso.
Tanto o conteúdo do artigo como a data da sua publicação.
De produto de uma teoria da conspiração a facto histórico em menos de nada. Espantoso.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Radar

SURPRESA! Não foi só a Holanda a repatriar as suas 122 toneladas de ouro em 2014. A Alemanha prosseguiu com a operação de repatriamento (de Nova Iorque e de Paris para Francoforte) do seu ouro. Assim, como relata o próprio Bundesbank e com o apoio do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), a Alemanha repatriou 120 toneladas de ouro. Que teve de refinar e depurar para melhorar o estatuto da reserva (de acordo com os padrões LBMA). Mas os bancos centrais não estão de acordo com Bernanke, quando este disse que "o ouro é apenas uma tradição"?
Receio que havemos de ter mais algumas surpresas.
Se são boas...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Radar

Para um verdadeiro teste à realidade que temos e continuaremos a ter, a entrevista a Bernard Connolly é fundamental. Connolly, ainda que crítico do projecto da moeda única, fez parte da Comissão Europeia na dimensão de política monetária e do Conselho de Governadores dos Bancos Centrais Europeus. E é esta dimensão de participante das altas esferas da burocracia europeia que confere à sua entrevista o estatuto de imperdível.
O que acontece à Espanha, a Portugal, à Alemanha ou à França? Que cenários temos pela frente? Quem abandona a Zona Euro em 2017?
A ouvir a partir do minuto 13.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Radar

No final deste mês ocorrerá um referendo na Suíça acerca das suas reservas de ouro (repatriamento, reservas mínimas de 20% e proibição de vendas de ouro por parte do banco central suíço).
A Holanda procedeu, recentemente e em segredo, ao repatriamento das suas reservas de ouro que estavam em Nova Iorque.
A Holanda e a Alemanha tinham planos preparados para regressar a um padrão-ouro caso o euro caísse em 2012 (aqui e aqui). A preparação ocorria enquanto altos dirigentes diziam que a crise tinha passado... pois! Caso para dizer: cada um vai-se preparando e mantém essa preparação em segredo.
A novela continua. Acredita quem quiser.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Europa face aos Estados Unidos: independência ou vassalagem?

A NATO foi criada em 1949 no contexto da Guerra Fria superveniente à II Guerra Mundial. Hoje, após a implosão do império soviético e consequente dissolução do Pacto de Varsóvia (fundado em 1955), a sua actuação alargou-se progressivamente a leste chegando hoje a meridianos tão distantes como os do Mar Cáspio e do Afeganistão. Vai bem distante o âmbito do Atlântico Norte... como distante e letra morta ficou o compromisso estabelecido entre a administração Bush I e Gorbatchov em 1990 - o de que a NATO não se expandiria para leste caso Moscovo permitisse a dissolução pacífica da URSS. O texto que segue, da autoria de Eric Margolis, é de há dois meses atrás mas mantém, creio, a sua plena actualidade. A tradução, bem como a introdução de links e a referência a um vídeo muito especial, são da minha responsabilidade.
12 de Julho de 2014
Por Eric Margolis

A Europa continua como em 1945 - na perspectiva de Washington
(It’s still 1945 in Europe – in Washinton's view)

Qual é exactamente o grau de independência da União Europeia? Considerando os acontecimentos recentes envolvendo os Estados Unidos e os seus aliados europeus, não é possível evitar a pergunta.

Eric Margolis
Primeiro, foi o caso das descaradas escutas, por parte da Agência de Segurança Nacional dos EUA (NSA), ao telemóvel privado da chanceler alemã, Angela Merkel, e, muito provavelmente, a muitos mais VIP na Alemanha, um aliado chave dos EUA e a nação mais importante da Europa.

Washington e a NSA minimizaram este incidente terrivelmente embaraçoso com o habitual "bem, todos fazem o mesmo".

Não é verdade. Imaginem o alvoroço furibundo que teria ocorrido caso tivesse sido a Alemanha a escutar o Blackberry do presidente Barack Obama. A chanceler Merkel sofreu uma humilhação mas fez por minimizar o escândalo, sem disposição ou capacidade para castigar os EUA através de uma qualquer acção punitiva real - como, por exemplo, determinando o encerramento de uma das bases militares norte-americanas estacionadas na Alemanha desde há 69 anos.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Citação do dia (171)

Os Verões de 2012 e 2014

"Nesta era de inflação monetarista, os Alemães mostram-se como um bastião de discernimento. No seu melhor, as políticas monetárias podem apenas poupar tempo. No seu pior – a realidade, no fundo – permitem bolhas problemáticas que ficam fora de controlo.
Porque haveriam os bancos europeus de tomar parte no risco (alto) de conceder crédito à economia, quando podem fazer lucros seguros e sem risco comprando dívida soberana?
Do mesmo modo, porque haveria um empresário americano de investir em ampliar as suas instalações ou adquirir novo equipamento, quando tanta “riqueza” é criada a comprar as acções da sua própria empresa?
Entretanto, após dois anos de estímulos monetários globais maciços prolongaram-se históricos investimentos na China e por toda a Ásia. O que exacerbou as bolhas, enquanto piorou todo o panorama global na atribuição de preços e investimentos.
Os desequilíbrios globais estão mais acentuados.”

Reflectindo acerca dos Verões de 2012 e 2014" - Doug Noland - 29 de Agosto de 2014