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sábado, 22 de setembro de 2018

Radar


Os bancos centrais assumiram, no primeiro semestre deste ano uma postura muito activa na reorganização das suas reservas, especialmente mostrando-se compradores de ouro.

Aqui

A estratégia de diversificação deverá ser uma estratégia exclusiva dos bancos centrais?

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Um expresso. De instantâneos.



Começar a semana com uma visita ao catálogo de instantâneos. A realidade segue imparável nas mãos dos curadores.

Já por aqui se falou de construções em contraplacado, não já?

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Master Class - Brent Johnson

"O mundo é dos psicopatas"

Partilhamos com os nossos leitores uma apresentação de Brent Johnson - Santiago Capital.
Brent gere um fundo de investimento e nele mantém uma exposição importante aos metais preciosos, especialmente ao ouro.
A apresentação estabelece, com humor e ironia, o contexto em que o sucesso das políticas económicas e monetárias actual deve ser compreendido.
O que pode perder-se na (pouca) sofisticação dos meios usados, ganha-se seguramente no alargamento de perspectiva.

Alguns dos tópicos abordados são (actualizado):

- as tensões entre o dólar, as taxas de juro e o ouro não são tão claras quanto se quer fazer crer;
- o sistema financeiro tem falhas estruturais;
- o tecto da dívida americana - um tema recorrente;
- o círculo vicioso que a FED vai intensificar quando der início ao "aperto quantitativo" e à normalização do seu balanço;
- a dissonância cognitiva dos vários observadores dos mercados;
- a genialidade e a sabedoria dos psicopatas - um teste à natureza da imagem pública dos banqueiros centrais;
- o sistema de preços e valorizações económicos e financeiros não é credível - consequência não intencionada?;
- a psicologia que não podemos esquecer quando tentamos compreender as acções e discursos dos curadores de serviço - no caso, os participantes na comissão da FED.

Aos leitores apresentam-se as desculpas pelo lapso na primeira edição desta entrada.
A sinopse desta apresentação estava errada e correspondia a outra entrada. Ultrapassado o lapso, que esta apresentação possa ser um bom exercício reflexivo acerca dos eventuais cenários para os próximos seis a dezoito meses. Nas suas dimensões económicas, financeiras e políticas.
Especialmente porque ela desafia o perigoso consenso a que tantos se entregam.

Boas reflexões.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

O que for preciso. Até quando?


Ao cuidado dos optimistas de serviço.
Passam pelos oráculos as notícias de que o paraíso está aí. E, efectivamente, alguns números são "fortes", "animadores", e por aí fora.
Não esquecer que essa "força", esse "ânimo" tem o pulmão, permitam-me a expressão, do BCE. E a dívida aumentando...

O que acontecerá se o acelerador de liquidez encontrar a parede?

E ninguém pergunta pela justiça (social, tão querida dos curadores de serviço) de tais "apoios"?

domingo, 8 de janeiro de 2017

Citação do Dia (196)

Party Hardy ou Festa Rija

(...)Os fundos de pensões ou já estão em incumprimento ou precisam de encontrar financiamento de qualquer maneira e a maneira como o estão a fazer é procurando financiar-se com mais dívida e a assumir mais risco em investimentos bolsistas.
Um ponto preocupante que não me canso de sublinhar é o seguinte: os investidores estão a conduzir a valorizações de activos para que entidades que não enfrentam consequências pessoais por pagarem excessivamente os possam comprar: os bancos centrais e as próprias empresas a recomprar os seus títulos."
Northman Trader, "2016 Market Review: Party Hardy".

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Manobra táctica ou visão estratégica?

Fonte
O diapositivo acima consta da apresentação que o governador do Banco de Portugal fez no encontro entre Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (sic) que, há dois dias, decorreu em Lisboa. Para leitura dos materiais de suporte à intervenção de Carlos Costa seguir a ligação na imagem (esta corresponde ao diapositivo 4). Recomenda-se a leitura "da integral" do governador.
Esta intervenção expressa que intenção? Será um manobrar táctico correspondente à gestão dos danos que se amontoam no sector bancário e financeiro português? Limitando os "danos morais" na fase de balanço e limpeza?

sábado, 23 de julho de 2016

Citação do dia (194)

“Desde a falência do Lehman Brothers, já foram implementados em todo o mundo 654 cortes nas taxas de juro e os bancos centrais, entretanto, já adquiriram 12.3 triliões em activos (e cada banco central que tentou subir as respectivas taxas foi forçado a retroceder a política e essas taxas desceram a níveis ainda mais baixos do que inicialmente).”

Ronald-Peter Stoeferle e Mark Valek (Junho 2016), “In Gold We Trust”, pp. 137,138.

domingo, 22 de maio de 2016

Síntese e reconsideração

A propósito do tanto que se tem escrito por aqui acerca dos desvarios dos curadores, o último artigo publicado por Eduardo Freitas (ver aqui), incitou-me a tentar sintetizar os passos essenciais da narrativa em alguns pontos.
E, assim, a acção condicionante dos bancos centrais por esse mundo fora visa:
1) criar inflação
2) implementar taxas de juro negativas
3) fazer crescer artificialmente o PIB através de compras de activos e do aumento da despesa pública
4) eliminar a disponibilidade de moeda física para limitar a poupança.

A reunião deste fim-de-semana do G7 evidencia as dificuldades que aqueles passos, ainda assim, enfrentam. Estes magos agem como se a realidade que recriam (que resulta distorcida e irreconhecível) pudesse ignorar a natureza impossível do que fazem ao tentar a quadratura do círculo. O esforço de dispor livremente de variáveis para alcançar relações e causalidades, funciona apenas nos modelos matemáticos que eles mesmos usam.
As realidades, política e económica, que forçam não são isométricas e escapam - por vezes, de forma bem violenta - às tentativas da sua homogeneização.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Podemos apenas sonhar


Após tanto esforço e tão parcos resultados, os unicórnios regressam para nos atormentar. E para reclamar o pouco que ainda temos nos bolsos.
Quanto aos planos "B, C, D..." que por cá muito têm preocupado os curadores, importa não esquecermos quantas letras existem. É que as mangas dos curadores são largas e nelas cabe muito truque.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

A guerra ao cash é uma ameaça à liberdade e é a antecâmara da expropriação

Está em curso uma campanha de desinformação por parte do establishment que visa banir progressivamente a utilização das notas e moedas, começando pelas de mais elevada denominação. A ideia que é vendida ao público é que o dinheiro físico, já só sendo marginalmente necessário, possibilita certas formas de criminalidade - comércio de substâncias proibidas, "lavagem" de dinheiro, actividades terroristas - como ainda permite a subsistência de uma economia paralela de produtos e bens legais (na realidade formada de mercados verdadeiramente livres) e, consequentemente, que as pessoas que dele participam paguem os impostos que são "devidos".
Os media tradicionais papagueiam esta "narrativa" sendo raríssimos os casos que salientam que a eliminação do dinheiro físico - isto é, a sua total digitalização - significaria em primeiro lugar o fim da privacidade pois toda a nossa vida ficaria integralmente exposta nos registos bancários; por outro lado, a possibilidade de expropriação pura e simples das poupanças das pessoas no sistema bancário seria uma tentação irresistível para entidades - banca e estados - que estão falidos ou para lá caminham. O artigo que se segue, da autoria de Simon Black, expõe esta questão de forma entendível para não iniciados e propõe algumas medidas de salvaguarda que cada um poderá seguir.
Esta é uma questão, a meu ver, absolutamente determinante. Tenha medo, caro leitor, e mantenha junto de si o montante em cash que a situação aconselhará a cada um.

17 de Fevereiro de 2016
Por Simon Black

Imagem Sovereign Man
Isto está a começar a tornar-se muito preocupante.

O movimento para a proibição do "cash" ("dinheiro vivo"), e, em particular, das notas de denominação mais elevada como a de 500 euros e a de 100 dólares, está seriamente a ganhar força.

Na Segunda-feira, o presidente do Banco Central Europeu revelou, de forma enfática, estar activamente a ponderar o abandono progressivo da nota de 500 euros.

Ontem [dia 16], um ex-secretário do Tesouro [dos EUA], Larry Summers, publicou um artigo de opinião no Washington Post cujo tema versava sobre o modo de acabar com a nota de 100 dólares.

Economistas proeminentes e bancos juntaram-se ao coro e defenderam o fim do cash nos últimos meses.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Irresistível


Muito mais do que a piada, o verdadeiro dilema em nos encontramos. O dilema dos prisioneiros. E, verdadeiramente, é disso que se trata, pois não podemos mais que reagir ao que os suspeitos estão e vão fazer:
- obcecados pela inflação;
- implementação de taxas de juro negativas;
- a busca interminável pela dinamização do PIB pela compra de activos e investimentos públicos;
- e a estocada final da eliminação da moeda física, com o intuito de prevenir a "malvada poupança".

Um dilema. Irresistível.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Young Guns of Gold

A mesa redonda deste mês conta com elenco um pouco diferente. Esta edição realizou-se com Ronald Stoeferle (Incrementum AG) e Jordan Eliseo (ABC Bullion), Bron Suchecki (da australiana Perth Mint) e Mark O´Byrne (da irlandesa GoldCore).
Os temas abordados são complementados pela apresentação gráfica de alguns dados estatísticos. O interesse e a originalidade, esses, são garantidos. Alguns desses temas são:


sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A necessidade de um novo sistema de crenças

Políticas Monetárias e Sociedade
por William White (Banco de Pagamentos Internacionais - BIS)

Um dia depois de o BCE ter conferido mais velocidade, mais ritmo à queda das fichas com o seu "aliviar" quantitativo, propõe-se uma apresentação recente de White. Esta sua digressão é, simultaneamente, um balanço e uma visão prospectiva. Tenha-se em consideração que White faz parte dos altos quadros do BIS (OCDE também), logo, a sua visão é uma visão de dentro do sistema. Julgo, inclusive, que tem feito aconselhamento estratégico à chanceler Merkel.

A apresentação segue, de um modo alargado, os seguintes tópicos:
- Principais orientações do pensamento económico
- O sistema de crenças e valores de muitos dos agentes do sistema (relações endogâmicas entre a banca, o poder político, os reguladores e os bancos centrais)
- As consequências das políticas monetárias
- As insuficiências palpáveis das políticas fiscais e dinâmicas do jogo político
- Os agentes estruturais não mediram bem o que implicavam certas ideias de origem académica – necessidade de mudança do sistema de crenças e interacções
- As relações entre o poder, a criação de moeda e a dívida (armadilha da dívida)
- Os ciclos económicos e políticos – a democracia e as eleições (diferimento de soluções difíceis)
- Os sistemas complexos, as interacções e as necessidades de reforma institucional – acomodando uma nova ética e novos valores
- moedas alternativas, bitcoins e reserva de valor
- a concluir William White confessa: “durante a crise, que ainda atravessamos, não aprendemos nada”.

Votos de um excelente fim-de-semana.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Agora que a prosperidade está a chegar

(mais cedo ou mais tarde) como Mario "Whatever It Takes" Draghi anunciou hoje, estes 3'30" de entrevista telefónica a Marc Faber parecem-me vir bem a propósito. Note-se, também, a reacção da pivot à alfinetadela sem enfeites que Faber endereça aos media convencionais (no caso, a CNBC) que invariavelmente rejubilam com a infinita sageza e altruísmo dos banqueiros centrais (apesar do SNB suíço...).

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em medidas iguais

"Actualmente, os bancos centrais negoceiam com contrapartes que são gigantes bancos comerciais com derivativos nos balanços de uma escala e complexidade perturbadoras. Parece impossível que estas exposições comerciais possam ter sido construídas e mantidas sem o conhecimento e a cumplicidade dos sectores oficiais. O Deutsche Bank, por exemplo, envolvido como instituição acusada em milhares de queixas e investigações judiciais, possui uma exposição a derivativos numa dimensão vinte vezes superior ao PIB da Alemanha e cinco vezes o PIB da Zona Euro.
Não é preciso muita imaginação para inferir que os técnicos dos bancos centrais e os seus pares nestes colossos da banca de investimento – frutos do mesmo ADN, colegas nas mesmas escolas, perseguindo carreiras que se cruzam, frequentadores das mesmas conferências e sempre à distância de uma simples chamada – são indistinguíveis tanto ideológica como intelectualmente e corruptos moralmente em igual medida."

John Hathaway - "Tectónicas Monetárias"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Príncipes do Yen - ou DDT como por cá podem ser conhecidos

A captura da realidade política, económica e social

Para quem ainda tenha dúvidas dos incentivos incorporados no sistema, recomendo que veja atentamente este vídeo. Num presente repleto de análise e discussão do papel dos reguladores (especialmente da banca e sector financeiro), de críticas, seja de especialistas ou políticos, à acção da troika, passando pelas propostas apresentadas por movimentos políticos (portugueses ou espanhóis, neste caso) quanto às reformas necessárias do sistema financeiro, estranha-se que a atenção seja desviada do mais importante: o papel dos Bancos Centrais.
Estas instituições têm um potencial destrutivo sem igual. Repito, sem igual. Os "grandes grupos económicos", os "grandes especuladores", todos eles obedecem às suas ordens. Pactuam com as ideias para o planeamento económico, financeiro e social que estas instituições impõem, levando a cabo políticas com consequências devastadoras.

sábado, 1 de novembro de 2014

Inflação - estatísticas oficiais e o exemplo do desporto

Por que razão uma decisão de aumentar (ainda mais) a insana impressão de dinheiro digital parece conduzir directamente à acumulação de recordes sobre recordes nos índices bolsistas? Terá o leitor dado conta que, por exemplo, o NASDAQ regressou aos valores que tinha em Março de 2000 quanto rebentou a bolha dotcom? Por que razão assistimos em paralelo ao estabelecimento de novos recordes no mercado da arte? No imobiliário e particularmente na altura dos arranha-céus? E nos mercados desportivos, objecto do artigo de Simon Black que hoje me propus partilhar? Porquê esta inflação direccionada mas galopante dos preços quando, em simultâneo, ouvimos incessantes avisos contra o iminente perigo da deflação?

Por Simon Black
31 de Outubro de 2014

Como as remunerações e passes dos atletas revelam a verdadeira taxa de inflação
(No inflation Friday: How sport salaries reveal the true rate of inflation)

A nova temporada da NBA [principal liga americana de basquetebol profissional - NT] começou esta semana. E com ela uma nova massa salarial para 2014-15. Corresponde a um aumento de 7,5% e atinge agora um nível recorde de 63 milhões de dólares.

Mais um "recorde de todos os tempos" num mundo onde tudo parece estar a chegar à Lua.

A massa salarial na NBA aumentou apenas marginalmente nos sete anos anteriores. Passou de 55,6 milhões de dólares por equipa na temporada 2007-08, para 58,7 milhões em 2013-14, um aumento de 5,6%.

Foto daqui
O aumento agora verificado superou em muito este último. Acréscimos semelhantes têm vindo a verificar-se nos diferentes desportos. Tomemos o desporto mais popular em todo o mundo - o futebol - como um exemplo credível.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Em defesa do euro (na ausência do padrão-ouro)

No artigo que hoje proponho aos leitores, Gary North expõe o seu ponto de vista sobre a zona euro num mundo dominado pela moeda fiat. Num raciocínio próximo do de Jesús Huerta de Soto, na ausência do padrão-ouro internacional integral (isto é, o padrão moeda-ouro), é o euro, ou seja, o BCE, que constitui a única barreira, ainda que débil, ao desregramento orçamental dos estados membros. Nessa medida - e só nessa medida - o arranjo monetário da zona euro (um proxy do padrão-ouro como também lhe chamou JHS) é algo de bom e correcto, diz-nos North. Os que há 15 anos assinalam a "inconsistência" entre um planeamento central monetário supra-nacional e a diversidade fiscal dos diferentes estados da zona euro, e continuam clamando pela necessidade de aliar à união monetária (o euro) uma união fiscal (um orçamento supra-nacional), são os estrénuos defensores do centralismo e, por conseguinte, ferozes opositores à ideia da descentralização. Quem são estas pessoas? Os keynesianos, claro está. A doença é essa. Não há nenhuma inconsistência entre haver num dado espaço político-geográfico uma moeda única e diferentes políticas fiscais como frequentemente por aí se ouve (olhe-se para os Estados Unidos por exemplo). A tradução, como habitualmente, é da minha responsabilidade.
Gary North
11 de Outubro de 2014

O que está CORRECTO no Euro
(What's RIGHT With the Euro)

Eu penso como um economista. O economista pensa sempre em termos de alternativas. A mentalidade do economista foi expressa com clareza pelo falecido comediante, Henny Youngman. "Como está a sua mulher?" "Comparada com o quê?"

Gary North
Uma das acusações mais comuns contra o euro é a seguinte: "A zona euro é composta por uma moeda centralizada, mas por políticas fiscais nacionais descentralizadas." Eu nunca vi nenhum dos críticos que invocam este argumento propor a abolição do euro e do Banco Central Europeu. Este argumento é sempre invocado para defender a ideia de união fiscal. Por outras palavras, não há nenhum esforço para descentralizar as moedas na zona euro. Mas há uma forte pressão, ainda que até agora ineficaz, para unificar as políticas fiscais da eurozona.

Pense o leitor nas implicações disto. Consegue ver o que há de errado neste argumento?