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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Citação do dia (202)

"Como a Goldman Sachs indicou recentemente, tem havido catorze ciclos de baixa volatilidade desde 1928 e todos esses ciclos necessitaram de um poderoso choque - seja uma guerra ou uma recessão - para terminar.
No entanto, o facilitamento-quantitativo (QE) e a explosão de estratégias passivas de investimento impedem que a História nos ensine alguma coisa acerca do que está para vir. E, quanto mais longa for a supressão da volatilidade, maior será a bolha. Esta, por sua vez, exigirá uma correcção mais dura e custosa para a mentalidade dominante.
Como Hyman Minsky disse uma vez:´Quanto mais estáveis as coisas se tornam e mantêm, mais instáveis elas estarão quando a crise chegar.`"

Kiril Sokolov, 13DResearch, "Why a toxic mix of low volatility..."

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Aldeia Global de contraplacado




Enquanto aguardam pelo degelo, que permita o trânsito entre as relevantes reuniões das delegações em Davos, os curadores dirão que a "felicidade universalmente garantida" é possível.
Nem que a natureza e a história dos mercados se vejam subvertidas para lá da compreensão dos mais atentos.
Felicidade. Com prazo de validade.

Nota: o detalhe dos valores gregos ter "melhorado" a tempo da reunião do grupo europeu que Centeno (finge que) guia é deliciosamente maldoso (comparar aqui).
Uma gigante placa de contraplacado, é o que é. Tapando o quê?

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Assim começa - actualizado




Não há impossíveis no mundo "controlado" pelos bancos centrais. Ou há?
"Obrigadinho, sr. Draghi." - dirão os gregos. Por quanto tempo?

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Citação do dia (199)

"A liquidação de um banco cujo valor estava nos milhões de milhões em pleno mercado vigoroso e uma economia a crescer?
Um raro e estranho avistamento, seguramente.

O anúncio de hoje de que o Banco Popular Espanhol SA seria absorvido pelo mais sólido Banco Santander, sob os auspícios do Banco Central Europeu pelo preço de um euro, aviva a memória relativa a Março de 2008, do Bear Stearns e de J.P.Morgan."

James Grant, "Almost Daily Grant´s", 7 de Junho de 2017

Tradução e itálicos da nossa responsabilidade.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Master Class - Steven Bregman

"Investimento indexado - materializar a bolha"

Partilhamos com os nossos leitores uma apresentação de Steven Bregman no exclusivo ciclo de Conferências que James Grant conduz duas vezes por ano. Esta intervenção de Bregman ocorreu em Outubro do ano passado.
Para a melhor compreensão da informação apresentada será importante a análise dos diapositivos.

Alguns dos tópicos abordados são:
- duas gerações de investidores, dois mundos diferentes - duas tendências nas taxas de juro;
- a evolução na natureza e propósito dos fundos de investimento - a indexação (ETF´s);
- que suportes lógicos existem para as presentes valorizações (índices e empresas)?;
- as inovações nas opções de investimento traduzem-se numa compressão da volatilidade, mas estarão preparadas para mudanças inevitáveis (aumento das taxas de juro, por exemplo)?
- forçar estabilidade é apostar em mudanças drásticas e gravosas do ponto de vista financeiro, económico e social.

As comparações estabelecidas entre diferentes valorizações, os riscos potenciais e as intervenções dos bancos centrais são esclarecedoras. Assustadoramente esclarecedoras.
As perguntas ecoam. Haverá mercado livre? Haverá descoberta de preços?
Os bancos centrais, que têm fundos (aparentemente) ilimitados e não têm "skin in the game" (Nassim Taleb dixit), tornam-se accionistas de empresas, isso é sinal de um mercado livre?

Não posso deixar de considerar premonitória a referência inicial ao Titanic.

Boas reflexões.

Ver aqui

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Realidades domesticadas

Um exagero até que...

Por aqui, há algum tempo que acompanhamos os mercados dos metais preciosos. Esse interesse foi sempre acompanhado de uma constatação fundamental: o mercado dos metais preciosos, especialmente os monetários, não pode estar a funcionar livremente. A medição do seu valor em papel-moeda não pode estar a resultar das dinâmicas da oferta e da procura.
O que se entende, pois sendo as verdadeiras constantes da medição de valor - historicamente testadas e comprovadas -, os metais desafiam os ímpetos manipuladores dos curadores de serviço. Pelo que denegrir o único instrumento que pode espelhar, com mais fiabilidade e estabilidade, as preferências económicas é algo que apraz aos mesmos curadores. A bem de manter o jogo da roleta.

Ao longo dos últimos anos, muitos são os casos que se tornaram públicos de bancos e agências de investimento que são acusadas de conluio para manipular os respectivos mercados. Sejam as taxas interbancárias ou os custos associados a certos serviços bancários e financeiros. Destes, vamos tendo notícia nos episódios da narrativa colectiva que os meios de comunicação vão publicando. Mas e aqueles?
Por que razão não são escrutinados os episódios de descarada manipulação dos metais monetários? Se eles representam - para aforradores, empresas ou estados - um referencial de segurança e fiabilidade financeira tão relevante?

Sinal da importância em referir estes casos, sempre foi a tradicional reacção de quem os quer desvalorizar. Em particular quando se lê, ouve e vê descrever o interesse acerca destes casos como exclusivo de pessoas com motivos obscuros, que se divertem a tentar descobrir teorias de conspiração em qualquer acção dos governos, e por aí fora. Aliás, o facto de alguém ter interesse em poupar através dos mesmos metais recebe a mesma reacção.
Talvez desconheçam estes arautos da realidade normalizada que este tópico, como poucos, toca tão fundo nas tensões valorativas entre Liberdade e Igualdade, entre Diferença e Totalitarismo, progresso e estagnação (económica e cultural).

Duvidam os leitores que os comunicadores desta realidade normalizada conhecem o que se passa? Que estão calados ao serviço, isso sim, de causas obscuras?
Oiçam-se os primeiros segundos deste pequeno vídeo que publicamos abaixo. A comunicadora diz: "Já sabemos que isto acontece...". Se já sabem, porque se entretêm a desvalorizar, a esconder, a não oferecer destaque na análise cuidada, crítica e livre este tema? Por que razão recorrer à acusação ou à condescendência?
Deve ser, precisamente, pela importância do tema. Pela necessidade de conter e guiar a Narrativa Oficial.
É quanto baste para o trazer à atenção dos nossos leitores.

Faz-se referência também a um excelente artigo de um conhecedor do mercado dos metais preciosos Bron Suchecki e a uma recolha de materiais acerca do mais recente contributo que o Deutsche Bank (exactamente um dos que foi apanhado este ano a fazer patifarias e que agora faz de informador) forneceu para esta investigação (aqui).
Para não esquecer o já clássico livro de Dimitri Speck, "The Gold Cartel", onde se efectua um estudo estatístico e circunstanciado das manobras de entorse ao mercado de metais preciosos. Pelos suspeitos do costume.



sábado, 6 de agosto de 2016

Cogitações (5)

Aproveitando o desafio para exercitar o raciocínio e o espírito crítico, informam-se os leitores que o ritmo das publicações aqui pelo Espectador Interessado abrandará nos próximos dias.
Para acompanhar a canícula rebelde que se avizinha, forçada a andar escondida pela influência dos ventos do quadrante norte, faz-se uma pausa de alguns dias.
Focando-nos agora no que é importante, partilho duas pequenas proposições de dois autores que acompanho. Desvalorizando o aparente carácter normativo, elas encerram, julgo, a tentativa de alcançar uma visão metafísica acerca desta coisa tão humana e volátil como é a economia e os mercados. Porque a acção humana também o é, diria Mises.

Boa semana e boas reflexões.
"Se se mata a variabilidade, mata-se a selecção. Se se mata a selecção, matam-se os mercados."
Pasquale Cirillo

"A estratégia é ditada, não pelos dados estatísticos, mas pela espada da necessidade."
Alex Gurevich

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Radar

Horas depois de mais uma reunião, a Reserva Federal americana (FED) decidiu sublinhar a hipótese de subida nas taxas de juro já em Junho.
Se não estivéssemos - todos - ainda tentar compreender qual seria a lógica das política financeira e monetária da FED dos últimos oito anos, esta decisão de "aperto" face ao abrandamento económico seria desmascarada como uma contradição. Um testemunho cruel face ao que se tem feito para evitar a crise global. Porto Rico. Alô??

Assim, resta-nos o humor.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Grito(s)




Depois da tensão tectónica que se tem acumulado é natural que episódios como o crash interrompido no mercado chinês possam ocorrer. Com que frequência e alcance, é o que importa saber.
Até que acordem do sono dogmático, os "curadores" gritam. Todavia, julgo que o grito seja muito pouco sincero. Ainda.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Recapitulando - Valor

Voltamos a trazer à consideração dos nossos leitores um artigo que publicámos em Outubro do ano passado acerca do papel que ouro pode desempenhar no conjunto dos esforços de poupança que fazemos: constituir-se como reserva de valor.
Antes dessa (re)leitura, deixo também uma ligação para uma recolha de dados feita por Mark O´Byrne para possuirmos informação mais actualizada e de fonte insuspeita quanto ao que se passa, para lá dos títulos das "notícias" dos últimos dias, no mercado dos metais preciosos.
A consideração desses dados não pode deixar de nos suscitar várias perplexidades.


O teste do tempo


As últimas semanas foram ricas em acontecimentos relevantes do ponto de vista financeiro. Muito relevantes, acrescentaria. Por esse mundo fora, registou-se um aumento na volatilidade dos índices bolsistas - com tendência claramente negativa, mas pouco pronunciada. Ainda.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Quando a poeira assenta, eis os resultados do voluntarismo estatal

Dei conta deste ilustrativo gráfico no sempre excelente Carpe Diem do Prof. Mark Perry. Depois de mais de quinze anos - de Bush I a Bush II, passando por Clinton - a promover a aquisição de habitação própria, mediante todo o tipo de incentivos e regulamentações para fazer baixar os padrões de exigência na atribuição de crédito (subprime) perseguindo a famigerada política de "affordable housing", conjugada com a longa manipulação em baixa das taxas de juro por parte da Fed, eis-nos chegados ao ponto de partida. Pelo meio, uma devastadora destruição de riqueza e uma crise bancária de proporções egrégias em resultado do estouro da bolha imobiliária.


ACTUALIZAÇÃO: mas há quem não aprenda.

sábado, 17 de janeiro de 2015

Citação do dia (181)

"Os mercados financeiros modernos são um jogo de objectos impossíveis. Num mundo onde, globalmente, os bancos centrais manipulam o custo do risco, a mecânica da descoberta dos preços está separada da realidade, resultando em expressões paradoxais de valor que não deviam existir de acordo com uma eficiente teoria do mercado. Medo e segurança são agora permutáveis num jogo especulativo de alto risco."
Christopher Cole (2012)

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Radar

"Acumulam-se os relatos de investigações feitas aos maiores bancos do mundo. Das taxas interbancárias à negociação de futuros monetários, não deixando de parte as intervenções ilegais no mercado dos metais preciosos (aqui e aqui). Os verdadeiros negócios que estas "empresas" fazem devem ser de tal magnitude que permitem fazer face às multas como se de um simples custo de operação se tratasse.
Seguramente, desconhecemos muito do que se passa.
Fazer perguntas incómodas? Manter espírito crítico face à "realidade depurada"? "Isso é para amantes de teorias da conspiração".
Claro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Radar

Pode um produto esgotar-se por excesso de procura e o seu preço descer?
Pode. Basta que seja um metal precioso, que possua uma história e propriedades únicas. E que seja objecto de interferências por parte das várias partes interessadas neste jogo de papel.
Aproveitar a oportunidade para comprar prata (ou ouro, tanto faz) pode revelar-se mais difícil. A U.S. Mint esgota inventário dada a procura desenfreada - ver aqui e aqui.
"Não há nada para ver aqui. Continue."
Pois...