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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Duplo padrão - ou a utilidade dos avisos


O artigo do BCE apresenta uma lista dos pecados que os países têm praticado nos últimos anos. Seleccionou-se a passagem acima por causa da referência a Portugal. 
Então, vejamos: só é pecado quando são os governos nacionais ou os bancos a fazer "engenharia financeira"? Quem tem alimentado a mentira acerca da salubridade do sistema económico e financeiro europeu?

Tanta má-fé que é de ficar tonto.

sábado, 10 de setembro de 2016

Radar

No seio das dúvidas e da desorientação que o presente político, económico e financeiro causa em todos os seus agentes, começam a a agitar-se forças de inovação tecnológica que hão-de representar desafios salutares a vários sectores económicos.
Sugerem-se três artigos dedicados à aplicação de tecnologias digitais e das codificações criptográficas (em particular a blockchain) ao sector bancário e segurador.
Quanto aos seguros - "Tornar a estratégia digital uma realidade nos seguros" (inglês)
Quanto ao sector financeiro - "As mais inovadoras empresas de tecnologia financeira na Europa" (inglês)
E - "Meios de pagamento digitais e porque estamos à beira de uma revolução" (também em inglês)

Independentemente dos optimismos fáceis (e do desejo de revoluções), começam a vislumbrar-se mudanças interessantes, especialmente no domínio financeiro. Pergunto-me que consequências essas mudanças terão no domínio monetário?
Inicia-se o caminho para a unificação totalitária? Ou abre-se o espaço da livre escolha?

sábado, 10 de outubro de 2015

Regulação desregulada

A regulação financeira é o salvo-conduto para o desastre

Na entrevista que hoje publicamos, Robert Johnson analisa com John Kay a natureza e os resultados dos edifícios regulatórios erguidos nas últimas décadas em torno dos sectores bancário e financeiro.
Para um leigo, estas regras parecem ter produzido um monstro de dimensões ainda desconhecidas. Para Robert e John, a dimensão do problema é mais clara. E, na sua opinião, para que fosse possível uma regulação mais ligeira e mais eficiente, importava assinalar diferenças quanto aos pressupostos de ambos os sectores - bancário e financeiro. Compreender os estímulos impregnados no sistema híbrido de hoje e perspectivar os respectivos axiomas aos olhos do que sabemos hoje é fundamental.
É isso que buscam fazer, Robert Johnson e John Kay ao longo de pouco mais de vinte e seis minutos.

Votos de um excelente fim-de-semana. Não obstante, o recente cinzento deste sábado.


quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Delícias para as noites de Verão

Buscando articular a realidade - revisitação

Correspondendo à tentativa de tentar juntar as peças que gravitam dispersas, publica-se uma outra entrevista de Ambrose Evans-Pritchard (curioso este interesse que aqui decidi acompanhar). Desta vez a entrevista é levada a cabo por um jornalista que tem larga experiência na investigação em torno dos metais monetários (ouro e prata), Lars Schall em nome da empresa suíça Mattherhorn Asset Management.
Note-se a mudança de tom do entrevistado quando, mudando da descrição da situação actual para os fundamentos últimos da mesma, a voz se vai entrecortando. Em particular quando a situação do repatriamento do ouro alemão e as implicações da importância estratégica do metal na relação de forças global são abordadas.
A análise da situação demográfica e económica chinesa é, no mínimo, preocupante. E quando coloca a variável da dívida na equação, então compreendemos a magnitude dos problemas que teremos pela frente globalmente. E a situação europeia? Moeda, energia, relações com a Rússia e a China. Bem, atendendo aos recentes desenvolvimentos no governo francês e as movimentações de Merkel, algo se desenvolve por detrás das cortinas.
Será que conseguimos ver o que será?

Votos de uma tranquila e proveitosa noite de Verão.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Citação do dia (168)

"A ameaça externa à estabilidade política chinesa vem do propósito explícito das recentes políticas monetárias: disfarçar o crescimento real anémico através da inflação dos activos financeiros. É uma solução brilhante para o problema político do baixo crescimento aqui no Ocidente, porque a nossa estabilidade política não depende de um crescimento económico robusto. Enquanto pudermos evitar um claro crescimento negativo (e isso até se aceita enquanto puder ser explicado pela metereologia) e pudermos inflacionar os preços dos activos financeiros que suportam o nosso desequilibrado sistema, talvez possamos crescer alguma coisa ou pagar a dívida pela via da inflação. Ou não.
A dívida pode estacionar por aí... essencialmente para sempre... desde que não haja um choque exógeno. Um sistema financeiro moribundo, onde o crédito é tratado como um bem que o governo deve assegurar, é um desfecho aceitável no Ocidente porque as nossas eleições e poderes políticos não estão comprometidos com um forte crescimento económico. Estes poderes centram-se em questões sociais e noções de identidade. Focam-se na preservação da riqueza, dos benefícios e dos direitos. São tudo coisas importantes no contexto político do Ocidente.
Para a China? Nem por isso."

“O tipo que aceita” – Ben Hunt