A propósito dos eventos de hoje que envolvem gangues de motoristas, recupero artigo que publicámos em Setembro do ano passado, destacando especialmente os comentários anexos a esse artigo. A maioria com "direitos" manifestou-se mais uma vez. Pela violência. E depois de ter arrecadado uns milhares de euros dos contribuintes não há muito tempo.
Este tipo de expressão e defesa dos direitos adquiridos dá seguramente bons frutos. A julgar pelo resultado de serem recebidos pelo governo e receberem a promessa de um grupo de trabalho para poder "melhorar a mobilidade nas cidades" (novilíngua de burocratas para dizer que vão fazer contas para dar mais uns estímulos ao sector).
Está bom de ver no que vai dar mais este grupo de trabalho, não está?
Estão uns para os outros.
Vergonhoso.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Radar
quinta-feira, 28 de abril de 2016
Podemos apenas sonhar
Após tanto esforço e tão parcos resultados, os unicórnios regressam para nos atormentar. E para reclamar o pouco que ainda temos nos bolsos.
Quanto aos planos "B, C, D..." que por cá muito têm preocupado os curadores, importa não esquecermos quantas letras existem. É que as mangas dos curadores são largas e nelas cabe muito truque.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Cogitações (4)
Finalmente. A Primavera parece ter perdido a vergonha.
Nada como começar mais uma semana com uma corridinha madrugadora e ter por companhia a paleta de cores que só céu limpo e o sol despertador podem dar. Revigorante.
Mas nada disso motivou esta perturbação cogitativa. Antes, foi o facto de ter escolhido um percurso nos arredores de Lisboa para correr e no qual se ouviam - em alto e bom som - as máquinas de manutenção dos jardins municipais às oito horas e trinta minutos da manhã. De um feriado nacional. Dedicado à Liberdade.
Inquietou-me pensar o que se terá passado neste município governado por comunistas para mandar trabalhar os seus funcionários numa linda manhã de feriado de 25 de Abril. Perturbando, por exemplo, os munícipes que a essa hora poderiam prolongar as suas horas de descanso.
Terei de visitar esta mesma zona para a semana, procurando saber se as mesmas forças libertadoras farão manifestação à porta de uma zona comercial conhecida pelas suas promoções no primeiro de Maio.
Este singelo episódio evidencia a extensão da captura efectiva da capacidade de avaliar criticamente a realidade. E, claro, do significado e alcance de conceitos e valores como o da Liberdade. Até mesmo, arrisco, da Igualdade.
Mas divago.
Boa semana.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Um 11 numa escala de loucos
“O mundo da finança é sempre um mundo fantástico. As pessoas podem acreditar no que quiserem.
Quando os bancos emprestam dinheiro ao governo, toda a transacção é imaginária. A moeda vem de nenhures. Não vale nada. Por que razão não deve ser emprestada a custo abaixo de zero?
O mundo do imobiliário é diferente. É real. Feito de cimento e tijolos. As pessoas vivem em casas. Estas custam dinheiro e tempo para erguer. Elas possuem, positivamente, algum valor.
Mas se uma pessoa consegue um crédito a taxas negativas, o mundo vira-se de pernas para o ar. É como se a casa não tivesse valor. Uma pessoa pede um empréstimo de um milhão a uma taxa de MENOS 1%. Essa pessoa compra uma casa. O banco paga-lhe 10 mil por ano para que ela viva na casa que acabou de comprar!
Louco, não é?”
Bill Bonner,"Um 11 numa escala de loucos", 18 de Abril de 2016.
terça-feira, 19 de abril de 2016
Novos indisciplinados?
Como em outros tempos, o número de intervenientes no jogo global a este respeito aumentou com o recente descongelamento do Irão. Se a isso juntarmos uma encruzilhada muito congestionada na Ásia emergente, então o desenrolar da peça fica mais congestionado. De mais difícil antecipação.
E o Irão a reorganizar as dinâmicas das alianças dos seus inimigos, juntando do outro lado da mesa um estranho grupo - Venezuela, EUA e Arábia Saudita (só para citar alguns).
Delicioso. E pedagógico.
sábado, 9 de abril de 2016
Soberanas dinâmicas
O tempo presente em termos de política monetária global
O vídeo que partilhamos hoje é uma entrevista de Dan Popescu a James Rickards, após o lançamento do livro "The New Case for Gold" que se segue aos títulos "The Death of Money" e "Currency Wars".
A conversa atravessa vários tópicos, mas concentra-se no papel monetário do ouro, integrando, a análise de James Rickards, os últimos eventos globais: o último encontro dos G20, a situação das reservas soberanas dos EUA e da China, o papel do FMI e dos Direitos Especiais de Saque (SDR´s).
As dinâmicas que escapam por detrás das slogans e dos títulos dos meios de comunicação (já aqui nos referimos à cortina que esconde e que mantém o jogo a rolar), são colocados em perspectiva para facilitar uma leitura mais crítica e independente. E estimular respostas diversificadas, que possam, arrisco eu, subverter a orientação do pensamento único acerca de matérias globais.
O vídeo que partilhamos hoje é uma entrevista de Dan Popescu a James Rickards, após o lançamento do livro "The New Case for Gold" que se segue aos títulos "The Death of Money" e "Currency Wars".
A conversa atravessa vários tópicos, mas concentra-se no papel monetário do ouro, integrando, a análise de James Rickards, os últimos eventos globais: o último encontro dos G20, a situação das reservas soberanas dos EUA e da China, o papel do FMI e dos Direitos Especiais de Saque (SDR´s).
As dinâmicas que escapam por detrás das slogans e dos títulos dos meios de comunicação (já aqui nos referimos à cortina que esconde e que mantém o jogo a rolar), são colocados em perspectiva para facilitar uma leitura mais crítica e independente. E estimular respostas diversificadas, que possam, arrisco eu, subverter a orientação do pensamento único acerca de matérias globais.
Recentemente, Rickards tem vindo a sublinhar a importância dos sinais de que o sistema financeiro e monetário não está saudável e parece caminhar para uma crise da qual não pode salvar-se, o que daria lugar a um recomeço.
segunda-feira, 4 de abril de 2016
Radar
Emergiu do anonimato uma lista que está a fazer furor por esse mundo fora. Os Panama Papers - como já são chamados - revelam as pessoas e empresas que têm usado expedientes para esconder dinheiro das autoridades e governos.
À parte da qualidade e conteúdo dessa lista, ocorre-me sublinhar a relevância do momento "do seu aparecimento", da sua publicação. Se pensarmos um pouco é um excelente argumento que os governos, burocratas e especialistas irão usar para conduzir a marcha para uma sociedade sem moeda física. A caminho de moedas digitais centralizadas.
No mundo perfeito de uma mente totalitária, esse passo vai fazer desaparecer o financiamento de grupos terroristas, a fuga aos impostos e - som de baterias - fazer uma redistribuição mais "científica" da riqueza. Tudo em nome da paz e da igualdade, num mundo de taxas de juro negativas...
Tremo só de relacionar estas variáveis.
quarta-feira, 30 de março de 2016
Importa-se de repetir?
A rapidez com que fazem passar a "realidade" tolda-nos a capacidade de percepcionar e compreender todas as dimensões do presente em que vivemos. Afinal este - não esqueçamos - não passa de um grande "Truman Show".
Considerem-se as seguintes palavras – que traduzo do artigo – do antigo responsável das Nações Unidas para as “Alterações Climáticas” (IPCC 2008-15), Ottmar Edenhofer:
“Todos temos de nos libertar da ilusão de que a política climática é política ambiental. A política climática não tem relação nenhuma com as preocupações ambientais, com problemas como a desflorestação ou a camada de ozono. O que fazemos [no IPCC] é uma redistribuição da riqueza mundial através da política climática.”
Considerem-se as seguintes palavras – que traduzo do artigo – do antigo responsável das Nações Unidas para as “Alterações Climáticas” (IPCC 2008-15), Ottmar Edenhofer:
“Todos temos de nos libertar da ilusão de que a política climática é política ambiental. A política climática não tem relação nenhuma com as preocupações ambientais, com problemas como a desflorestação ou a camada de ozono. O que fazemos [no IPCC] é uma redistribuição da riqueza mundial através da política climática.”
![]() |
| Fonte |
Respire-se. Leia-se de novo. Por momentos conseguimos ver para lá da cortina.
Nota aos Leitores:
A publicação tem sido parca aqui pelo Espectador Interessado. A riqueza avassaladora de detalhes decisivos do presente histórico global a que se junta uma fase profissionalmente mais difícil têm impedido a escrita e a partilha crítica de materiais, escritos e pensamentos com a regularidade que gostaria.
Mas, por aqui, a teimosia mantém-se. E por aí?
Nota aos Leitores:
A publicação tem sido parca aqui pelo Espectador Interessado. A riqueza avassaladora de detalhes decisivos do presente histórico global a que se junta uma fase profissionalmente mais difícil têm impedido a escrita e a partilha crítica de materiais, escritos e pensamentos com a regularidade que gostaria.
Mas, por aqui, a teimosia mantém-se. E por aí?
terça-feira, 1 de março de 2016
Estamos quase lá ou o "Novo Normal"
Depois da cimeira do G20 na China e das mensagens de embalar por parte dos curadores, os dados relativos ao "novo normal" económico em que vivemos são surpreendentes.
E há quem continue a tomar como bons os discursos de "orientação futura" (Forward Guidance no linguarejar dos curadores, por aqui são entorses perceptivos).
A realidade, todavia, prossegue imparável.
Tic-Tac-Tic-Tac...
Actualização: ilustrando a fluidez deste "Novo Normal" deixam-se aqui as seguintes ligações:
E são dados dos meios convencionais de informação.
Tic-Tac-Tic-Tac...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016
A guerra ao cash é uma ameaça à liberdade e é a antecâmara da expropriação
Está em curso uma campanha de desinformação por parte do establishment que visa banir progressivamente a utilização das notas e moedas, começando pelas de mais elevada denominação. A ideia que é vendida ao público é que o dinheiro físico, já só sendo marginalmente necessário, possibilita certas formas de criminalidade - comércio de substâncias proibidas, "lavagem" de dinheiro, actividades terroristas - como ainda permite a subsistência de uma economia paralela de produtos e bens legais (na realidade formada de mercados verdadeiramente livres) e, consequentemente, que as pessoas que dele participam paguem os impostos que são "devidos".
Os media tradicionais papagueiam esta "narrativa" sendo raríssimos os casos que salientam que a eliminação do dinheiro físico - isto é, a sua total digitalização - significaria em primeiro lugar o fim da privacidade pois toda a nossa vida ficaria integralmente exposta nos registos bancários; por outro lado, a possibilidade de expropriação pura e simples das poupanças das pessoas no sistema bancário seria uma tentação irresistível para entidades - banca e estados - que estão falidos ou para lá caminham. O artigo que se segue, da autoria de Simon Black, expõe esta questão de forma entendível para não iniciados e propõe algumas medidas de salvaguarda que cada um poderá seguir.
Esta é uma questão, a meu ver, absolutamente determinante. Tenha medo, caro leitor, e mantenha junto de si o montante em cash que a situação aconselhará a cada um.
17 de Fevereiro de 2016
Por Simon Black
Isto está a começar a tornar-se muito preocupante.
Imagem Sovereign Man
O movimento para a proibição do "cash" ("dinheiro vivo"), e, em particular, das notas de denominação mais elevada como a de 500 euros e a de 100 dólares, está seriamente a ganhar força.
Na Segunda-feira, o presidente do Banco Central Europeu revelou, de forma enfática, estar activamente a ponderar o abandono progressivo da nota de 500 euros.
Ontem [dia 16], um ex-secretário do Tesouro [dos EUA], Larry Summers, publicou um artigo de opinião no Washington Post cujo tema versava sobre o modo de acabar com a nota de 100 dólares.
Economistas proeminentes e bancos juntaram-se ao coro e defenderam o fim do cash nos últimos meses.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Irresistível
Muito mais do que a piada, o verdadeiro dilema em nos encontramos. O dilema dos prisioneiros. E, verdadeiramente, é disso que se trata, pois não podemos mais que reagir ao que os suspeitos estão e vão fazer:
- obcecados pela inflação;
- implementação de taxas de juro negativas;
- a busca interminável pela dinamização do PIB pela compra de activos e investimentos públicos;
- e a estocada final da eliminação da moeda física, com o intuito de prevenir a "malvada poupança".
Um dilema. Irresistível.
Radar
Sem nenhuma relação com o Entrudo e as partidas que por estas alturas se pregam, a realidade mostra-nos a sua dinâmica. Especialmente, a natureza da sua dinâmica.
À consideração dos nossos leitores:
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
Enquadramentos
![]() |
| Fonte |
Nos comentários ao nosso último Radar, o leitor António Cristóvão parece advertir-nos para a massagem aos números que resulta da manipulação de percepções de que somos alvo diariamente.
E a cada ano que começa surgem sempre uns artigos para manipular orientar quem ainda consegue poupar alguma da riqueza que produz. Como se verá a preocupação é legítima e relevante.
Assim, para evitar o melhor possível a entorse perceptiva (a dissonância cognitiva, como está em voga dizer-se), apresenta-se uma tabela que perspectiva o preço do ouro nas várias moedas nos últimos quinze anos.
Mais uma vez se convida a considerar estes dados, não numa óptica estrita de investimento, mas na perspectiva da consolidação de um pilar da poupança individual, considerando o longo-prazo.
Nada de lirismos, portanto.
Nada de lirismos, portanto.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Radar
Curiosa "notícia". À falta de análises sérias acerca dos metais preciosos e das reservas estratégicas portuguesas, sobram estes rascunhos. Cuja oportunidade não deixa de ser notada.
Por que razão a "peça" não dá informação mais detalhada quanto às reservas portuguesas? Especialmente quanto à natureza frágil de 50% dessas reservas depositadas no Banco de Inglaterra?
Sublinhando que Portugal está à frente de países como a Arábia Saudita e ("Viva!") a Espanha, isso serve que propósito?
Estamos à frente desses países, sim, mas apenas porque a composição das nossas reservas é concentrada em ouro, já que o metal representa mais de 90% desse cabaz.
Não se alegrem os incautos pois, não tendo reservas diversificadas, Portugal nada pode fazer a esse ouro dado que assinou um acordo com o BCE e que inclui todos os Bancos centrais da Zona Euro para não vender mais ouro nos próximos cinco anos.
Repito: que propósito serve a "peça"?
Note-se também a participação na caixa de comentários ao artigo. Perdão, ao "artigo".
Curioso também.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








