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sábado, 18 de novembro de 2017

Master Class Eberhard Schoeneburg

"É urgente desmistificar a Inteligência Artificial"

A página de Schoeneburg possui alguns dados de apresentação e obtive esta referência através de outras leituras. Importa trazê-la à consideração dos leitores, tanto pela ressaca da WebSummit (e dos abusos afectivos e racionais a que fomos sujeitos), como mais especialmente pelo momento que volta a esboçar-se em torno das "novas" tecnologias.

Num período que volta a fazer lembrar o entusiasmo do final da década de noventa acerca das tecnologias, preciso de contemplar, com saudável dose de cepticismo, estas "promessas". Tomando uma perspectiva integrada, tanto dos mercados como das intenções dos agentes políticos (a paixão destes nada inocente, sublinhe-se) da natureza da inteligência artificial, bem como das soluções que dela são complementares. Destacando-se as fintech, termo vulgar para os algoritmos e codificações estruturadas aplicáveis aos serviços bancários, aos seguros ou até aos processos eleitorais. Assim como a sua evolução para o suporte à criação digital de moedas criptográficas.

Não há por aqui, como bem sabem os nossos leitores, qualquer animosidade relativamente às referidas (ou quaisquer outras) soluções tecnológicas.
O interesse aqui é tanto conhecer melhor a natureza das soluções (potencialidades, limitações e riscos), como ir apontando algumas dinâmicas que hão-se desenvolver-se em torno destas indústrias, até de cariz político e ideológico (veja-se a WebSummit).

Por aqui, assumimos a necessidade de realismo. E de continuar a aprender para exercer mais conscientemente as escolhas que teremos pela frente.

Boas reflexões.

terça-feira, 10 de maio de 2016

MasterClass - Nassim Taleb

"Anti-frágil é vencer o teste do tempo"

Partilhamos com os nossos leitores uma muito recente palestra de Nassim Taleb na Colômbia. Esta masterclass, promovida pelo Banco de Comércio Exterior, concentra-se na exploração das relações dilemáticas entre os conceitos centrais da obra recente de Taleb - frágil e anti-frágil.

Os exemplos explorados são muito interessantes e desafiam noções instaladas quanto à estabilidade e progresso. Seja das empresas e das economias, seja das tecnologias ou das peças de teatro.
Muito importa considerar na perspectiva que parece resultar da reflexão de Taleb quanto à desvalorização do conhecimento face ao saber-fazer, da episteme face à techne. A ponderar, portanto.

Interessante conclusão do estudo acerca da volatilidade e da adaptação à volatilidade dos sistemas: dois grupos de países; um dos grupos com países com um só governo nas últimas quatro décadas; outro grupo de países com dezenas de governos nas últimas décadas; Conclusão: neste segundo grupo concentram-se os países (e economias) mais resilientes e produtivas. A volatilidade foi negociada com relativa facilidade e êxito.
Um dos exemplos do primeiro grupo é a Síria. Um exemplo do segundo grupo é a Itália.
O argumento faz pensar. O que seria, então, um mercado sem governo centralizado?
Concluo, a partir do próprio Taleb, que seria um excelente exemplar de um objecto anti-frágil.

Promissor.

Boas reflexões.