sexta-feira, 27 de outubro de 2017

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O programa de Tom Woods - 1000

"A liberdade de ser inteligente"

Partilhamos com os nossos leitores o programa de celebração dos mil programas de Tom Woods. Não me é possível recomendar mais a audição e o acompanhamento dos programas e do pensamento de Tom Woods e dos seus convidados.
O registo de conversa frontal, irónica e inteligente não tem, para mim, nada que lhe compare. É um bálsamo para pensar, sendo capaz de manter uma relação natural com os patronos e patrocinadores do programa que inspiram todos aqueles que pretendem - de modo independente e crítico - produzir conteúdos e analisar ideias. Por muito polémicas que elas possam ser aos olhos do asfixiante politicamente correcto.
Com introduções de Ron Paul e Hermann Hoppe, entre outros, o programa é imperdível. Uma excelente celebração da palavra e pensamento livres, com muito humor.

Que Woods continue por muitos mais programas, livros e artigos. Quem sabe - até - dando um contributo qualitativo mais directo ao domínio da política. Quem sabe? Será que... alô, Eduardo?



Uma história simples


quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Cogitações (9)

Por cá, os curadores de serviço, plenos de soberba e preocupações altruístas, estão determinados em baixar os encargos das famílias com a habitação. E apresentam algumas das suas brilhantes ideias - reduções de impostos e estímulos -, que nada mais são que distorções do mercado e, não há como negar, mais esforço contributivo a prazo.

E estas ideias são apresentadas como grandes contributos para a melhoria das condições de vida das populações. Pois...

Mas não há quem lembre que tal mal - o aumento dos custos com a habitação para as já apertadas famílias - resulta, de entre outras causas, de anos e anos de políticas de incentivo à construção, ao crédito para aquisição e investimento em imobiliário?? Ao que se podem juntar o aumento de procura externa, digamos, pelo aumento da procura turística ou até os programas de atribuição de vistos especiais a quem "invista" (ui, ui) em imobiliário. Tudo isto são distorções do mercado e os curadores sempre evitaram considerar as consequências não intencionadas. Agora apresentam-se como paladinos do altruísmo e vão ajudar as famílias... com mais distorções.

Que bonito círculo.

Noutro sector e a outro nível - o europeu - as inteligências (que convivem muito mal com a crítica e com a liberdade de pensamento, diga-se) que definem as políticas monetárias e financeiras da União Europeia estão a pensar resolver o problema da dívida soberana e do balanço da banca europeia. Como? Criando uma plataforma de obrigações (Euro Bond) com duas grandes categorias (sénior e júnior). Porém, a venda dessas obrigações seria feita com porções conjuntas dessas obrigações (júnior, que rima com junk, misturada com a sénior e mais segura). Onde já vimos isto? Onde?
Na crise de 2008! A solução nada mais é do que um Credit Default Obligation (CDO). O sonho de qualquer malabarista, pois há quem vá ganhar com a manobra, não esqueçamos.
Mas e o resto da sociedade? As famílias? As pessoas?
O que oferecerão estas inteligências a seguir? O que farão para restaurar os estragos que eles mesmos provocam?

Esta gente não aprende.
O pior, é que nós também não. Certo?