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terça-feira, 7 de agosto de 2018

Delícias de uma noite de Verão

"Contra o totalitarismo das maiorias e do politicamente correto"

Está fresco de dois dias o episódio por que passaram Stefan Molyneaux e Lauren Southern na Nova Zelândia. Ambos iniciaram uma digressão mundial de encontros em várias cidades para promover as suas ideias, pondo-as à prova em frente de um público. Depois de terem estado na Austrália, deslocavam-se para a Nova Zelândia, onde o próximo evento já estava esgotado. No entanto, a trupe do politicamente correto (armada com a força mais descarada e ilegítima) conseguiu impedir a realização desse evento.
Mas que evento seria esse que levou (vejam bem o alcance da loucura) o primeiro ministro a pronunciar-se, justificando o cancelamento de um evento que celebra a liberdade de expressão?
Os promotores possuem uma carreira na internet na promoção e discussão das contradições do politicamente correcto, bem como da promoção dos valores da Liberdade e da Justiça. O que decidiram fazer foi concretizar esse seu trabalho indo aos diferentes destinos dos seus ouvintes e, olhos nos olhos, discutir e testar as suas ideias. Ir ao terreno, falar com as pessoas e, com elas, comparar pontos de vista. De modo civilizado. Exercendo a liberdade de expressão.

Até recentemente isso era de uma elevação moral inatacável, certo?
Parece que o é cada vez menos. E ainda haverá quem se surpreenda.

Sem mais demoras, os dois vídeos que hoje se propõem dizem respeito a duas entrevistas que ambos fizeram a duas estações de televisão. No primeiro caso, a entrevista ocorre antes do evento programado para a Nova Zelândia e a segunda depois do lamentável episódio de censura.
Para além dos detalhes que Molyneaux partilha (noutro local) acerca das atrocidades por que passou a sua equipa na Nova Zelândia e que são o espelho da degradação a que se está a chegar nas sociedades ocidentais, os dois vídeos focam-se no penoso (mas fundamental) exercício de evidência do grau de preconceito e distorção que graça pelos meios de comunicação convencionais. E atenção os vídeos não são editados por Stefan ou por Lauren, são as entrevistas elas mesmas. Sem filtro. O espectador atento poderá, depois de pasmar, detectar o mal que graça nestes meios.

Aqui interessa-nos mais destacar o obscuro exercício do poder não legitimado que os meios de comunicação convencionais exercem nas respectivas sociedades. Na promoção de certas ideias (e perseguição insidiosa de outras!) e de certas visões do mundo que - simplificando - distorcem a verdade histórica e não têm qualquer preocupação com a coerência filosófica.
Nem tão pouco com os valores centrais da tradição Ocidental, de que estranhamente estas entidades se reclamam.




Estaremos atentos ao que, por baixo, está a ganhar temperatura e pressão? Mesmo?
Saudações aos nossos Leitores.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Introdução ao condicionamento do pensamento

"A esquerda soube tomar conta das universidades"

Nesta primeira parte da entrevista, Niall Ferguson apresenta um pouco do que passou ao longo do seu percurso académico.
Descontando a vaidade (escondida de falsa modéstia) com que partilha este relatos, Ferguson apresenta com clareza a manobra de ocupação e domínio da produção e construção do conhecimento que ocorre há décadas. Não é novidade, já sabemos.
O fenómeno está apenas a tornar-se comum, mais popular. E parece que mais aceite. É isso que precisamente mais assusta.
Para enquadramento conceptual deste problema, e salvaguardadas as referências históricas (mais ou menos directas), remetemos os leitores para "Verdade e Política" de Hannah Arendt (segue, de imediato, para a recomendação de leitura aqui do blogue). Nesta obra, a autora mostra como os mentirosos que se enganam a si mesmos (aqui sugerimos o paralelo com os "intelectuais" que povoam as universidades) que, não obstante as catastróficas consequências para a compreensão crítica da realidade, são reconhecidos como credíveis e olhados com condescendência e compreensão por parte da opinião pública.
Não podemos recomendar mais a leitura de Arendt para vislumbrar o mecanismo de todo este entorse perceptivo. É que, quanto maior a dimensão do embuste, maior a credibilidade que estes "intelectuais" (também podem ser políticos) arrecadam das massas. A inteligência de toda a manobra reside mesmo aqui.

Alguns dos pontos mais importantes da entrevista são:
- a perseguição e condicionamento dos departamentos universitários;
- digressão histórica da manobra de assalto das universidades e do pensamento por parte da esquerda;
- a natureza do ambiente intelectual (endogamia) nas mais reputadas universidades;
- a manobra clássica de assassinato de carácter do revisionista;
- movimentos alternativos de expressão de ideias diferentes.

Se a perseguição intelectual é aqui apresentada por um historiador (caracteriza-se a si próprio como não sendo conservador) institucional, imagine-se aquilo por que passou Murray Rothbard (e passam tantos outros) que assumiu uma postura claramente revisionista, partindo inclusivamente de uma posição filosófica em total oposição ao pensamento dominante. O que não parece ser o caso de Ferguson.
E ainda há quem pense que vivemos em sociedades livres...
Boas reflexões e bom fim de semana.

segunda-feira, 12 de março de 2018

No reino maravilhoso



Os deuses europeus falaram na semana passada. O discurso de Draghi foi, para dizer o mínimo, intrincado. Com sentidos apenas aparentes. Parece-me que se começa a pressentir mudanças necessárias nas políticas monetárias e financeiras, mas não parece haver espaço para as concretizar.

Acerca disto nada de substancial se diz ou analisa nos meios convencionais. Só o óbvio da catástrofe que prevê o centrão político europeu acerca dos resultados das eleições italianas.
Comprende-se. Falta espaço.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Para lá do contraplacado



Depois das "boas notícias" aos bons alunos e da soberba dos políticos nacionais, a realidade mostra-se bem mais difícil de domesticar. Por maior que seja a carga de napalm-liquidez que se largue do computador do BCE.
"Adoramos o cheiro da intervenção pela manhã."

Saberemos o que está para lá do contraplacado?

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Aldeia Global de contraplacado




Enquanto aguardam pelo degelo, que permita o trânsito entre as relevantes reuniões das delegações em Davos, os curadores dirão que a "felicidade universalmente garantida" é possível.
Nem que a natureza e a história dos mercados se vejam subvertidas para lá da compreensão dos mais atentos.
Felicidade. Com prazo de validade.

Nota: o detalhe dos valores gregos ter "melhorado" a tempo da reunião do grupo europeu que Centeno (finge que) guia é deliciosamente maldoso (comparar aqui).
Uma gigante placa de contraplacado, é o que é. Tapando o quê?

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Assim começa - actualizado




Não há impossíveis no mundo "controlado" pelos bancos centrais. Ou há?
"Obrigadinho, sr. Draghi." - dirão os gregos. Por quanto tempo?

segunda-feira, 27 de março de 2017

Cogitações (8)

Ainda há quem duvide da selectividade e da abordagem qualitativa do jornalismo. Tenho por clara e confirmada a inclinação na descrição, na análise e no comentário (muitas vezes confundidos).

Alguém duvida que, se os autores de semelhante ideia fossem outros, de outro quadrante político (conhecido ou não), a reserva moral que a opinião publicada ainda julga ser se manteria serena?
Estou a imaginar os títulos: "Populismo cresce em Portugal" ou "Trump, Farage e Le Pen têm seguidores em Portugal".

Assim como assim, é apenas mais um fim de semana de activismo político. Nada de mais.

Podemos notar, todavia, que o problema europeu não desapareceu. Como se pretendia mostrar com os recentes festejos dos 60 anos.
Ironias.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Cogitações (6)

O primeiro-ministro visita a Índia por estes dias. Pouca atenção pude dar a tal facto, mas não posso deixar de notar, não obstante a pequena pesquisa que fiz, a ausência de tratamento jornalístico, pelos meios de comunicação portugueses, da situação económica e social indiana depois da decisão de Modi de banir 87% da massa monetária em circulação.

Pude ver uma reportagem acerca de um modelo de camisa muito célebre, pois é igual ao que Modi usa. Uma outra envolvia a camisola da selecção portuguesa de futebol. E, claro, várias digressões acerca das raízes familiares do pm português.
Alguma referência à actualidade da economia e sociedade indianas? Alguma referência a isto? A isto? Ou ainda a isto?
Alguma análise ao recrudescimento do nacionalismo indiano? Manobra de aparente contenção do Paquistão pela hostilidade, que Modi tão perigosamente conduz?

Assim vai a narrativa em mais um acto ensaiado. E ainda há quem se questione por que razões enfrenta profunda crise o serviço jornalístico? Este "lapso" é apenas uma centelha brilhante da impossibilidade da neutralidade jornalística e da sua subserviência ao poder político.
E não é apenas pelos EUA ou a propósito de Trump e da sua eleição.
Fake News? É isto. Fabricadas e transmitidas pelos meios de comunicação convencionais, esses "guardiões da verdade", essas soberbas "instituições vigilantes dos agentes do poder"...

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Podemos apenas sonhar


Após tanto esforço e tão parcos resultados, os unicórnios regressam para nos atormentar. E para reclamar o pouco que ainda temos nos bolsos.
Quanto aos planos "B, C, D..." que por cá muito têm preocupado os curadores, importa não esquecermos quantas letras existem. É que as mangas dos curadores são largas e nelas cabe muito truque.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Importa-se de repetir?

A rapidez com que fazem passar a "realidade" tolda-nos a capacidade de percepcionar e compreender todas as dimensões do presente em que vivemos. Afinal este - não esqueçamos - não passa de um grande "Truman Show".

Considerem-se as seguintes palavras – que traduzo do artigo – do antigo responsável das Nações Unidas para as “Alterações Climáticas” (IPCC 2008-15), Ottmar Edenhofer:

“Todos temos de nos libertar da ilusão de que a política climática é política ambiental. A política climática não tem relação nenhuma com as preocupações ambientais, com problemas como a desflorestação ou a camada de ozono. O que fazemos [no IPCC] é uma redistribuição da riqueza mundial através da política climática.”

Fonte


Respire-se. Leia-se de novo.  Por momentos conseguimos ver para lá da cortina.

Nota aos Leitores:
A publicação tem sido parca aqui pelo Espectador Interessado. A riqueza avassaladora de detalhes decisivos do presente histórico global a que se junta uma fase profissionalmente mais difícil têm impedido a escrita e a partilha crítica de materiais, escritos e pensamentos com a regularidade que gostaria.
Mas, por aqui, a teimosia mantém-se. E por aí?

terça-feira, 1 de março de 2016

Estamos quase lá ou o "Novo Normal"


Depois da cimeira do G20 na China e das mensagens de embalar por parte dos curadores, os dados relativos ao "novo normal" económico em que vivemos são surpreendentes. 
E há quem continue a tomar como bons os discursos de "orientação futura" (Forward Guidance no linguarejar dos curadores, por aqui são entorses perceptivos).
A realidade, todavia, prossegue imparável.
Tic-Tac-Tic-Tac...

Actualização: ilustrando a fluidez deste "Novo Normal" deixam-se aqui as seguintes ligações:

E são dados dos meios convencionais de informação.
Tic-Tac-Tic-Tac...