sábado, 16 de dezembro de 2017

Desafios de contexto















A propósito desta entrada no Insurgente, leio o gráfico nela presente e, literalmente a seguir, deparo com estas citações. Tão a propósito que não resisti ao excesso.
Não conhecendo a posição dos Insurgentes (tanto de André Azevedo Alves, como de MAL) acerca destes tópicos, não deixo de considerar estranho o título escolhido. Que servirá?

Citação do dia (201)

"Fora do manicómio em que saltita boa parte da “opinião”, o problema da Raríssimas não é ser “particular” na designação, nos estatutos e na teoria: é não ser particular na prática."

Alberto Gonçalves, Observador, 16 de Dezembro de 2017

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Ideias e tecnologias disruptivas



Alguns artigos acerca da temática em língua portuguesa. O primeiro, mais analítico, de Ricardo Arroja. O segundo, menos consistente, porque parece ignorar o mais importante destas tecnologias: permitem mudanças maiores em sectores monopolizados ou cartelizados. E se possuem riscos (ou estão associadas a manias), aquelas vantagens não são de somenos.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Radar


Não sei se será uma tentativa para experimentar algo maior, mas o governo da Coreia do Sul passará a "aliviar" as dívidas dos contribuintes menos abonados. Já existe "dotação orçamental" e tem o nome de "Fundo da Felicidade".

Isto é sério. E há um burocrata que defende esta pérola destacando-a como uma característica, prepare-se o leitor, do "capitalismo confuciano". Assim. Ora veja.

Será que estes exotismos não passam disso mesmo? Ou serão ensaios para um "Jubileu da dívida" mais alargado?

sábado, 2 de dezembro de 2017

Cogitações (10)

Um sinal curioso (e perigoso para quem participa, julgo) do estado dos mercados e índices bolsistas é a evolução do preço da moeda criptográfica Bitcoin. Para além da dificuldade em determinar com precisão a que classe de bens pertence, a Bitcoin e o seu preço ilustram bem a natureza do movimento actual dos mercados.

Que outros activos ou investimentos têm semelhantes linhas de progressão do seu preço? Historicamente, conhecem-se alguns casos, mas o final não foi bonito. Muito se pode dizer acerca das razões que podem estar por detrás destes movimentos no preço (tendo ultrapassado os 9 mil euros ou 11 mil dólares na passada semana), ou das respostas que os governos darão a tais "veículos" especulativos. No último ano, por exemplo, na China tornou-se claro que seria um óptimo meio de mobilizar capital para o exterior, escapando às recentes campanhas de Xi para controlar o país, a moeda e os mercados.

O que gostava de sublinhar aqui, a par com esta introdução, é a qualidade deste veículo como solução, como resposta difundida até pelos meios e autores mais técnicos acerca destas matérias (criptomoedas ou novas tecnologias financeiras).
É que um dos fundadores destas ferramentas (neste caso da moeda Ethereum - Vitalik Buterin) alertou recentemente para as limitações que estas soluções possuem para dar resposta às solicitações que esta febre nos mercados parece publicitar a seu respeito. Veja-se a seguinte passagem da entrevista (cujo visionamento fortemente aconselho):

"Se se considerar o número de blocos encadeados (blockchain) que hoje podemos processar, a Bitcoin consegue processar menos de três transacções por segundo, e se conseguir chegar a quatro atingiu o seu máximo de capacidade. No caso da Ethereum tem estado a concretizar cinco transacções por segundo, se chegar às seis atinge também o pico de capacidade."

É na constatação destas limitações que os recentes movimentos de preços destes "veículos" me parecem menos saudáveis.
Para não falar de que até os participantes e conhecedores destas novas tecnologias parecem querer ignorar estas palavras.
Mesmo que se considerem as diferenças entre as moedas criptográficas e as tecnologias que as suportam (de que os blocos encadeados - blockchain -, são um exemplo) face aos múltiplos campos de aplicação possíveis, estas palavras de um fundador não devem ser ignoradas. São um aviso importante.

Será interessante seguir os próximos desenvolvimentos.
Para já, parece haver um novo campo de desenvolvimento de soluções que ultrapassa (já!) estas soluções da moda (sejam da Bitcoin, da Ethereum ou Blockchain). A novidade (da novidade!) chama-se Hashgraph e tem "elegâncias" técnicas que em muito parecem suplantar as suas concorrentes (ao nível do registo e gestão dos diferentes protocolos de informação, bem como as melhorias na justiça e segurança na gestão da rede). O seu fundador é Leemon Baird e a sua empresa conta já com centenas de contratos com uniões de crédito nos EUA.

Há muito a aprender e a velocidade dos desenvolvimentos é estonteante e os riscos (bem como as oportunidades!) podem assemelhar-se a outras épocas e febres tecnológicas, mas o futuro passa por aqui. Sem dúvida.

sábado, 18 de novembro de 2017

Master Class Eberhard Schoeneburg

"É urgente desmistificar a Inteligência Artificial"

A página de Schoeneburg possui alguns dados de apresentação e obtive esta referência através de outras leituras. Importa trazê-la à consideração dos leitores, tanto pela ressaca da WebSummit (e dos abusos afectivos e racionais a que fomos sujeitos), como mais especialmente pelo momento que volta a esboçar-se em torno das "novas" tecnologias.

Num período que volta a fazer lembrar o entusiasmo do final da década de noventa acerca das tecnologias, preciso de contemplar, com saudável dose de cepticismo, estas "promessas". Tomando uma perspectiva integrada, tanto dos mercados como das intenções dos agentes políticos (a paixão destes nada inocente, sublinhe-se) da natureza da inteligência artificial, bem como das soluções que dela são complementares. Destacando-se as fintech, termo vulgar para os algoritmos e codificações estruturadas aplicáveis aos serviços bancários, aos seguros ou até aos processos eleitorais. Assim como a sua evolução para o suporte à criação digital de moedas criptográficas.

Não há por aqui, como bem sabem os nossos leitores, qualquer animosidade relativamente às referidas (ou quaisquer outras) soluções tecnológicas.
O interesse aqui é tanto conhecer melhor a natureza das soluções (potencialidades, limitações e riscos), como ir apontando algumas dinâmicas que hão-se desenvolver-se em torno destas indústrias, até de cariz político e ideológico (veja-se a WebSummit).

Por aqui, assumimos a necessidade de realismo. E de continuar a aprender para exercer mais conscientemente as escolhas que teremos pela frente.

Boas reflexões.

sábado, 11 de novembro de 2017

Caixa de Ferramentas



Inauguramos mais uma rubrica aqui no Espectador Interessado. Como indica o título, procuraremos partilhar informação útil e crítica. Com o escopo de enriquecer as escolhas que fazemos.
Atendendo à época que se avizinha, deixamos uma ligação para uma lista analítica de produtos relativamente ao seu impacto na privacidade. Ou melhor, quanto à sua efectiva diminuição.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Radar


A alegria e o optimismo entopem, por estes dias, as ruas de Lisboa. Mas só certas ruas, desengane-se o incauto.
Enquanto são frequentes, preocupantes e reveladores os episódios de eficiência estatal, o nosso primeiro navega, com sucesso e mestria, por entre as originais águas tecnológicas. E aproveita qualquer vento ou boleia para promover as soluções do costume.
"Discutindo" e concluindo pela necessidade de mudar o mundo. Para bem de todos.
Exagero? Veja-se o paternalismo:


sábado, 4 de novembro de 2017

Master Class - Hans-Hermann Hoppe

"Importa escrutinar o pensamento que o politicamente correcto desdenha"


Por razões que não são fáceis de identificar, por vezes, não damos o suficiente destaque às ideias daqueles pensadores que são fundamentais para nós. De certo modo, sinto que isso acontece relativamente a Hans-Hermann Hoppe. Assim, selecciono para a nossa rubrica "Master Class", duas das suas mais recentes intervenções.

A primeira foca-se na determinação consequente dos argumentos e dos passos que deverão estar presentes na consideração de quem problematiza os temas da Liberdade, da Paz e do futuro. Para além disso, Hoppe procede a um esclarecimento e distinção entre os diferentes movimentos e discursos políticos que são, intencionalmente segundo o autor, confundidos com o Libertarianismo. Assim como a distinção cirúrgica e irónica das consequências que resultam de cada um dos principais movimentos nos Estados Unidos e não só (sejam a alt-right ou os diferentes populismos).

A segunda palestra tem uma marca pessoal mais vincada. E é pessoal no sentido em que descreve e enquadra factos vividos na primeira pessoa. Episódios reveladores de que o principal conflito a desenrolar-se nas últimas décadas nas sociedades ocidentais é político, é cultural e tem consequências morais impossíveis de esconder. Evidentes indícios de discriminação (grande chavão para o politicamente correcto, mas apenas face a causas que lhe são queridas), de desvalorização da investigação independente nas academias americanas e mesmo de ostracismo de que Hoppe (e Rothbard) foi alvo.

Uma viagem à condição de quem opta pela independência e radicalidade da sua investigação. Independente, pois não se intimida em buscar as explicações que o poderoso bloco ideológico dominante se esforça por esconder ou atacar. Radical, dado que, pelo escrutínio racional diligente, se buscam as raízes dos problemas e os mais originais rasgos de resposta. Fica aqui a ligação para o fórum que Hoppe e Kinsella dinamizam.
Contra o cânone.

Para nós, esta é a viagem que vale a pena fazer. Mesmo.
Boas reflexões.


sexta-feira, 27 de outubro de 2017