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sábado, 14 de julho de 2018

Rápida Master Class

"As três teorias acerca do sector bancário"

Já por aqui demos conta de um magnífico estudo/documentário conduzido por Richard Werner (Príncipes do Yen) e encontrámos mais um belo documento deste autor, onde se procede à rápida exposição e análise do "negócio" (notem-se as aspas) bancário nas nossas economias. A apresentação dura cerca de quinze minutos e é elucidativa.

Alguns dos pontos fortes da apresentação são os seguintes:
- o sector bancário e a sua história mostram o carácter, simultaneamente, excepcional e perverso de uma ideologia política;
- não há consciência social da natureza das relações que julgamos estabelecer com as instituições bancárias e financeiras;
- se os governos quisessem - verdadeiramente - resolver alguns problemas, as soluções são conhecidas;
- centralização e descentralização das decisões financeiras;
- importa partilhar visões alternativas acerca das potencialidades destas instituições;
- o crédito e a moeda;
- o risco moral - dimensões política, monetária e social.

Pode assistir-se ao período de perguntas e respostas com os intervenientes na sessão (aqui).

Boas reflexões e bom fim-de-semana.

terça-feira, 1 de março de 2016

Estamos quase lá ou o "Novo Normal"


Depois da cimeira do G20 na China e das mensagens de embalar por parte dos curadores, os dados relativos ao "novo normal" económico em que vivemos são surpreendentes. 
E há quem continue a tomar como bons os discursos de "orientação futura" (Forward Guidance no linguarejar dos curadores, por aqui são entorses perceptivos).
A realidade, todavia, prossegue imparável.
Tic-Tac-Tic-Tac...

Actualização: ilustrando a fluidez deste "Novo Normal" deixam-se aqui as seguintes ligações:

E são dados dos meios convencionais de informação.
Tic-Tac-Tic-Tac...
 

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Citação do dia (167)

"No seu “World Economic Outlook” de Outubro de 2012, o FMI analisa com detalhe as provas práticas da austeridade e não gostou do que encontrou. Em particular, o FMI concluiu que o multiplicador associado ao aumento da carga fiscal pareceu maior do que tinham, previamente, assumido. Ou seja, por cada aumento da carga fiscal há uma contracção económica correspondente, que é maior do que se esperava. Isto resulta numa maior diminuição da actividade económica e ao, infeliz, desfecho de aumentar a percentagem da dívida pública face ao PIB. Que seria o oposto do esperado e desejado. Enquanto o FMI prefere não usar o termo, o que acabei de descrever é a armadilha da dívida.
A partir de um certo ponto, uma economia acumula mais dívida do que aquela que pode pagar sem recorrer a uma desvalorização da moeda. No caso desses países terem recorrido a crédito numa moeda estrangeira, então nem a desvalorização funcionará e alguma forma de reestruturação ou incumprimento se tornam necessários para liquidar a dívida.
O FMI está, tacitamente, a admitir que aquelas economias da zona euro que estão em esforço – e para já a falhar – na aplicação da auteridade, são vítimas da armadilha da dívida."

“As novas roupas dos keynesianos” – John Butler

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Limites



De acordo com a Bloomberg, o governo italiano (no respeito integral das exigências da UE) irá proceder a alterações nos seus procedimentos de contabilidade e vai "melhorar" os números do PIB… incluindo a prostituição e o consumo de drogas.
Limites? Que limites?