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terça-feira, 9 de setembro de 2014

Com a companhia das nuvens

E para lá de volatilidades forçadas

No seguimento do ciclo de entrevistas que Lars Schall iniciou com Ambrose Evans-Pritchard (e que prosseguiu com John Butler, CEO da Amphora Capital - ver aqui), em nome da Matterhorn Asset Management, seleccionámos outras duas entrevistas: a Alasdair Macleod (da GoldMoney) e a Jan Skoyles (recentemente nomeada CEO da The Real Asset Company).

No caso da entrevista a Alasdair, destaque-se, não apenas o detalhe de terem sido impedidos de filmar em frente do Banco de Inglaterra (depois dos vídeos de Maloney, talvez tenham considerado que a sua imagem não poderia piorar mais), mas a apresentação mais equilibrada da actual situação estratégica dos metais preciosos, da competição exercida pela China e Rússia face ao papel de LBMA como praça para a determinação dos preços dos metais estratégicos, bem como as três principais razões por que faz todo o sentido manter uma parte dos recursos de cada um em ouro ou prata. Não deixando de tentar clarificar a situação do ouro alemão que não é repatriado dos Estados Unidos para Francoforte.

Quanto à entrevista com Jan Skoyles, sublinhe-se o projecto que esta jovem CEO se prepara para lançar de uma plataforma para cripto-moedas respaldadas em reservas de ouro (através da tecnologia que a bitcoin possui como meio de pagamento). E também o programa Get Real, onde Jan discute as diferentes dinâmicas, possibilidades e desafios no mercado de recursos e bens tangíveis - sejam os metais preciosos, o vinho, whisky, a arte ou o gás natural (aqui).

O Verão pode ter acabado, mas nem todos receiam o inverno.




quarta-feira, 25 de junho de 2014

Citação do dia (167)

"No seu “World Economic Outlook” de Outubro de 2012, o FMI analisa com detalhe as provas práticas da austeridade e não gostou do que encontrou. Em particular, o FMI concluiu que o multiplicador associado ao aumento da carga fiscal pareceu maior do que tinham, previamente, assumido. Ou seja, por cada aumento da carga fiscal há uma contracção económica correspondente, que é maior do que se esperava. Isto resulta numa maior diminuição da actividade económica e ao, infeliz, desfecho de aumentar a percentagem da dívida pública face ao PIB. Que seria o oposto do esperado e desejado. Enquanto o FMI prefere não usar o termo, o que acabei de descrever é a armadilha da dívida.
A partir de um certo ponto, uma economia acumula mais dívida do que aquela que pode pagar sem recorrer a uma desvalorização da moeda. No caso desses países terem recorrido a crédito numa moeda estrangeira, então nem a desvalorização funcionará e alguma forma de reestruturação ou incumprimento se tornam necessários para liquidar a dívida.
O FMI está, tacitamente, a admitir que aquelas economias da zona euro que estão em esforço – e para já a falhar – na aplicação da auteridade, são vítimas da armadilha da dívida."

“As novas roupas dos keynesianos” – John Butler