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sábado, 4 de novembro de 2017

Master Class - Hans-Hermann Hoppe

"Importa escrutinar o pensamento que o politicamente correcto desdenha"


Por razões que não são fáceis de identificar, por vezes, não damos o suficiente destaque às ideias daqueles pensadores que são fundamentais para nós. De certo modo, sinto que isso acontece relativamente a Hans-Hermann Hoppe. Assim, selecciono para a nossa rubrica "Master Class", duas das suas mais recentes intervenções.

A primeira foca-se na determinação consequente dos argumentos e dos passos que deverão estar presentes na consideração de quem problematiza os temas da Liberdade, da Paz e do futuro. Para além disso, Hoppe procede a um esclarecimento e distinção entre os diferentes movimentos e discursos políticos que são, intencionalmente segundo o autor, confundidos com o Libertarianismo. Assim como a distinção cirúrgica e irónica das consequências que resultam de cada um dos principais movimentos nos Estados Unidos e não só (sejam a alt-right ou os diferentes populismos).

A segunda palestra tem uma marca pessoal mais vincada. E é pessoal no sentido em que descreve e enquadra factos vividos na primeira pessoa. Episódios reveladores de que o principal conflito a desenrolar-se nas últimas décadas nas sociedades ocidentais é político, é cultural e tem consequências morais impossíveis de esconder. Evidentes indícios de discriminação (grande chavão para o politicamente correcto, mas apenas face a causas que lhe são queridas), de desvalorização da investigação independente nas academias americanas e mesmo de ostracismo de que Hoppe (e Rothbard) foi alvo.

Uma viagem à condição de quem opta pela independência e radicalidade da sua investigação. Independente, pois não se intimida em buscar as explicações que o poderoso bloco ideológico dominante se esforça por esconder ou atacar. Radical, dado que, pelo escrutínio racional diligente, se buscam as raízes dos problemas e os mais originais rasgos de resposta. Fica aqui a ligação para o fórum que Hoppe e Kinsella dinamizam.
Contra o cânone.

Para nós, esta é a viagem que vale a pena fazer. Mesmo.
Boas reflexões.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O programa de Tom Woods - 1000

"A liberdade de ser inteligente"

Partilhamos com os nossos leitores o programa de celebração dos mil programas de Tom Woods. Não me é possível recomendar mais a audição e o acompanhamento dos programas e do pensamento de Tom Woods e dos seus convidados.
O registo de conversa frontal, irónica e inteligente não tem, para mim, nada que lhe compare. É um bálsamo para pensar, sendo capaz de manter uma relação natural com os patronos e patrocinadores do programa que inspiram todos aqueles que pretendem - de modo independente e crítico - produzir conteúdos e analisar ideias. Por muito polémicas que elas possam ser aos olhos do asfixiante politicamente correcto.
Com introduções de Ron Paul e Hermann Hoppe, entre outros, o programa é imperdível. Uma excelente celebração da palavra e pensamento livres, com muito humor.

Que Woods continue por muitos mais programas, livros e artigos. Quem sabe - até - dando um contributo qualitativo mais directo ao domínio da política. Quem sabe? Será que... alô, Eduardo?



quinta-feira, 27 de março de 2014

Veneza e o movimento secessionista

Como tinha anunciado, depois de ter apresentado uma visão pessimista de Pat Buchanan relativamente ao futuro da Velha Europa, de que a emergência dos movimentos secessionistas e potencial fragmentação do status quo dos estados correspondentes seria um evidente sinal, eis um artigo que, a propósito do referendo de Domingo passado em Veneza, olha para o conceito de secessão como algo para além do benévolo - para o desejável. Para o efeito, Ryan McMaken socorre-se de Hans-Hermann Hoppe.

Actualização ex ante: especialmente para os cépticos do significado jurídico do referendo, ler aqui.
24 de Março de 2014
Por Ryan McMaken

A secessão de Veneza da Itália, Hans-Hermann Hoppe e os estados-nação

Com uma expressão maioritária de 89%, os eleitores de Veneza optaram pela secessão da Itália. Na prática, o que isso significa é que os venezianos pretendem deixar de remeter a receita fiscal para Roma. Aparentemente, os venezianos, que habitam a capital histórica de uma das repúblicas mais ricas e florescentes da humanidade, não pretendem continuar a subsidiar os burocratas de Roma, famosos pela corrupção. Há muito que a Itália do Sul é considerada pela mais rica, mais limpa e mais eficiente Itália do Norte como um sorvedouro dos seus recursos. Pelo menos de acordo com o Daily Mail, já se fala também em alargar o movimento de secessão a outras áreas do Norte.

Um dos pró-secessionistas parece-se mesmo com um Hoppeano:

Um dos activistas do movimento pela secessão, Paolo Bernardini, professor de História Europeia na Universidade de Insubria, na região do Como, no norte da Itália, disse que chegara "a altura" de Veneza se tornar novamente num estado autónomo.
"Embora a história nunca se repita, estamos agora a assistir a um forte regresso das pequenas nações, dos pequenos e prósperos países, capazes de interagir entre si no mundo global."
“O povo de Veneza percebeu que somos uma nação (digna de) se auto-governar e que está a ser publicamente oprimida, e o mundo inteiro está a caminhar em direcção à fragmentação - uma fragmentação positiva - onde as tradições locais se misturam com os mercados globais.”
Naturalmente, os grandes estados-nação da Europa odeiam e temem desenvolvimentos como este. Mas para quem consiga lembrar-se da História, há nela pouca "tradição" que os estados-nação possam reivindicar. A Itália é um país inventado, tal como a Alemanha, amalgamados à força no século XIX por poderosos políticos autoritários como Otto von Bismarck, que, evidentemente, odiava o liberalismo clássico e o capitalismo com toda a força do seu ser.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Um convite para conhecer

... Hans-Hermann Hoppe. É Jeffrey Tucker que o faz ao considerar esta entrevista como provavelmente a melhor que Hoppe (a quem já me referi aqui, para além da colocação na vitrina dos livros da sua obra talvez mais emblemática: "Democracy, The God That Failed") alguma vez concedeu. Aconselho vivamente a sua leitura

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ética da argumentação

Por Hans-Hermann Hoppe. Um percurso: esquerdista marxista » Habermas » Popper » Friedman » Hayek » Mises » Rothbard. Particularmente com este último, encontra o espaço de desenvolvimento dos seus contributos à filosofia política.