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quarta-feira, 4 de março de 2015

Ucrânia, um debate por fazer (III - conclusão)

Com este post terminamos a tradução (iniciada aqui e aqui continuada) da declaração política que o Instituto Václav Klau publicou em 15 de Abril do ano transacto a propósito dos acontecimentos na Ucrânia. Àquela data, Yakunovitch, o presidente eleito em funções, tinha fugido do país e já se consumara a secessão (anexação, segundo outros) da Crimeia. Nesta última parte, é visível que os seus autores estão a escrever tendo em especial atenção os reflexos que o desenrolar da crise ucraniana possam provocar na República Checa que, como se refere no texto, se situa na "fronteira simbólica entre o Leste e o Oeste". Não obstante, a nosso ver, essa circunstância em nada afecta a relevância do texto. Há agora oportunidade para questionar os argumentos dos "legalistas" de ocasião que oportunisticamente se esquecem que a actual situação ucraniana resultou ela própria de um putsch (inconstitucional, por força das coisas). Depois, e mais importante, para os checos como para os portugueses, como para todos os europeus que prezam a Liberdade, alerta-se para as tentativas da elite globalista de Bruxelas, em consonância com os interesses estratégicos americanos, para acelerar o processo de unificação, centralização e burocratização fazendo jus àqueles que pensam "que nunca se deve desperdiçar uma crise séria".

Uma continuação de uma boa semana.

(Continuado daqui)
Parte IV: Fundamentalismo legalista e "vida real"

Referindo-se à contínua desintegração da Ucrânia - a separação da Crimeia e a sua incorporação na Rússia, as constantes declarações de todos os tipos de "repúblicas" russas separatistas e as novas exigências de referendos visando a separação de outras partes do leste da Ucrânia -, os comentadores ocidentais apresentam vários argumentos jurídicos asseverando que tais passos estão em contradição com o quadro legal e constitucional da Ucrânia de hoje, e, portanto, são ilegais e inaceitáveis. Também isto tem que ser colocado no contexto adequado, sem tentarmos passar por especialistas em direito ucraniano. Porque a questão não é essa.

Estes argumentos, em grande medida académicos, até podem estar correctos quando se analisa a ilegalidade de alguns dos passos dados pelos separatistas, mas isso é apenas metade da verdade. A vida real está sempre à frente da lei e esta só se ajusta àquela retroactivamente. A realidade alterada induz novas leis e estas, por definição, são igualmente apenas temporárias. A vida real e as necessidades reais costumam encontrar os seus caminhos, e muito raramente as alterações legislativas conseguem acompanhá-los.

Na história recente, houve apenas um caso de uma divisão verdadeiramente constitucional de um estado e que foi legalmente posta em prática - o da federação da Checoslováquia. A desintegração da Jugoslávia, e posteriormente da Sérvia como da União Soviética, foi por natureza caótica. Foi frequente o confronto e a violência, com numerosos faits accomplis. É inútil analisar isso. A maioria dos países modernos, na Europa e no resto do mundo, obteve a sua independência em resultado de uma luta violenta, ignorando a lei da altura. Negar às pessoas esse direito, invocando a ilegalidade do separatismo, é algo de impossível. Se não o reconhecêssemos, teríamos que negar a legalidade dos Estados Unidos ou, por sinal, o nosso próprio estado, que também nasceu contrariando a Constituição do Império Austro-Húngaro em 1918.

A Europa antes da I Guerra Mundial

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Lapso freudiano

A CNN passava uma peça onde se discutia uma eventual ajuda militar dos EUA a Kiev, na sequência da visita de Merkel a Obama. A RT estava atenta (o que não é propriamente novidade).

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Independentemente do resultado, o referendo na Escócia é uma vitória da Liberdade

Não escondo a simpatia que nutro pelos genuínos movimentos secessionistas, nomeadamente no espaço europeu, que contestam e lutam contra o centralismo sufocante, uniformizador e tendencialmente totalitário do por muitos idolatrado estado-nação. Criação historicamente recente, cujos prelúdios remontam apenas aos séculos XVII e XVIII com as grandes revoluções ocorridas na Holanda, Inglaterra e nos Estados Unidos, tornar-se-ia a forma política “normal” após 1815 (Congresso de Viena, após a derrota definitiva de Napoleão). Sujeito a um primeiro grande “teste” – o da Guerra Civil americana – o resultado pôde ser aferido pelos mais de 700 mil mortos que nela pereceram em nome da manutenção de uma “União” tornada sacrossanta a que todos tinham que se subjugar. Os dirigentes do século XX não se impressionaram com aquele primeiro "ensaio" e, assim, a escala do Horror atingiu o que antes fora inimaginável (e materialmente impossível pela mão humana) exactamente em nome de uma nova e letal religião secular.

Foto linkada daqui

Hoje, 18 de Outubro, os escoceses irão votar pelo “Sim” ou pelo “Não” à sua secessão do Reino Unido. Seria para mim uma grande alegria que a Escócia – sim, esmagadoramente socialista, eu sei - escolhesse a via do "Sim". Mas apesar de as últimas sondagens não excluírem essa possibilidade, no meu íntimo não creio que venha a ser esse o resultado final não obstante o pânico que tomou conta das elites britânicas e da correspondente escalada do suborno sempre indissociável da actividade política. Oxalá venha a reconhecer o meu erro de previsão!

Mas, em qualquer caso, estou inteiramente de acordo com Simon Black: qualquer que venha ser o resultado final, o “simples” facto desta votação ir acontecer é, em si, uma grande vitória para a causa da Liberdade! Ficou demonstrado ser possível afrontar o que alguns pretendiam que estivesse gravado para a eternidade. Definitivamente, The Times They Are A-Changin'.

Refúgio(s)

E se começa na Escócia?

No dia da votação que bem pode ser uma representação da luta - longa e sofrida - pela Liberdade, porque não associar-lhe, através deste artigo, a estreia recente (apenas EUA) da terceira parte do filme "Atlas Shrugged". Esta última parte concentra-se em explorar o dilema vivido por uma personagem (Dagny Taggart) face à desistência, à entrada em greve daqueles que são os elementos mais criativos e produtivos da sociedade (fossem médicos, músicos, engenheiros ou simples investidores, entre outros). O dilema é mantido na trama do livro (e do filme) como exemplo de tensão entre a força das capacidades humanas com tudo aquilo que as anula.

Pergunta-se Dagny: como podem as mentes mais brilhantes do mundo entrar em greve? Como podem desistir do mundo e buscar refúgio numa qualquer reentrância geográfica remota? Como podem aceitar essa prisão?
De certo modo, é nessa condição que entendo estarem as pessoas a quem lhes causa a maior estranheza que alguém (ou comunidade) possa optar pela sua autodeterminação. Que alguém possa querer construir, sem mediação, o rumo das suas vidas é, a seus olhos, algo de inaceitável.

Dagny aprendeu da maneira mais difícil que aquela escolha não correspondia a uma prisão. Percebeu que, quando o Mal atinge certas proporções, ele perpetua-se pela exploração dos indivíduos, em particular das suas mentes mais brilhantes e criativas. Pelo que o mais libertador é, precisamente, dizer: "basta!" Entrar em greve e não contribuir para a manutenção do Mal. Dessa forma, este cairá por si.
Honestamente, por que razão se estranha a vontade tão natural de Liberdade?

domingo, 14 de setembro de 2014

25 anos depois, um novo muro na Europa agora subsidiado por Bruxelas

Em mais um episódio da cerrada floresta de decepções em que a Ucrânia se vem mostrando pródiga[1], a acusação que Kiev fazia a Moscovo, em Abril, de pretender construir um novo "muro de Berlim", transformou-se na intenção de efectivamente o materializar só que agora por parte de Kiev e com co-financiamento da União Europeia! É para este perigoso absurdo que Christopher Booker nos chama a atenção na sua coluna de ontem no Telegraph (minha tradução e anotação):
Quem poderia prever há uns meses atrás que o 25º aniversário da queda do Muro de Berlim seria marcado pela construção na Europa de um outro "muro", de quase 1600 km de comprimento, para impedir as pessoas de atravessar uma fronteira internacional?

Com o nome de código oficial de "Muro", é este o plano do periclitante regime de Kiev para construir valas, trincheiras e uma "vedação resistente a explosões" ao longo da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia, que o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko [2], tem esperança que a UE venha a co-financiar. Sem dúvida que Bruxelas ficará feliz em canalizar o nosso dinheiro para um projecto insano como este, até porque toda esta confusão foi desencadeada pelas suas movimentações imprudentes e provocatórias com a finalidade de absorver a Ucrânia na UE e na NATO.

Foi também por isto que aviões da NATO transportaram na semana passada duas rampas de lançamento de mísseis para Kharkov, para ajudar o exército ucraniano a chacinar ainda mais civis no leste da Ucrânia do que aqueles que já matou. Mas por que razão o nosso secretário da Defesa Michael Fallon – ao se encontrar com os seus colegas da UE em Milão na passada quarta-feira - se apressou a aplaudir este perigoso absurdo?
[1] Ontem, sábado, houve mais um segundo "comboio humanitário" que entrou na Ucrânia vindo da Rússia mas que passou, significativamente, despercebido ao contrário do furor ocorrido com o primeiro.

[2] Há poucos dias a Wikileaks divulgou este telegrama "diplomático", assinado pelo embaixador americano em Kiev em 2006, onde o agora presidente ucraniano era então designado de "nosso insider", isto é, um informador dos EUA.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

As acções de Putin na Ucrânia: "inaceitáveis" ou provocadas e previsíveis?

Independentemente de isto se vir a confirmar - caso em que, a meu ver, só acelerará a importância do eixo Moscovo-Pequim (tal como a intervenção no Iraque acabaria a reforçar a posição do Irão) -, parece-me pertinente a devida referência à coluna de sábado do insuspeitíssimo Christopher Booker, no Telegraph, relativa à situação na Ucrânia e da qual retirei o título que encima o post.[1] [2] A tradução é da minha responsabilidade bem como os realces de segmentos do texto.
É sempre revelador quando os políticos nos transmitem que algo é "inaceitável". O que eles querem dizer com isso é que, muito embora as pessoas possam ter a expectativa de que eles irão fazer alguma coisa a esse respeito, o facto é que não têm a menor ideia do quê. Foi por isso que os líderes ocidentais, incluindo David Cameron, reunidos para a cimeira da NATO no País de Gales, nos disseram que a intervenção do presidente Putin na Ucrânia era "inaceitável".

O verdadeiro problema aqui não é apenas o de os nossos dirigentes não saberem o que fazer relativamente a Putin e à horrível guerra civil na Ucrânia, que já matou quase 3,000 pessoas e que os russos parecem estar a ganhar sem grande esforço. A questão é que eles e muitos outros no Ocidente têm vindo a fazer uma leitura errada desta crise desde que ela começou no início do ano.

Nunca será demais repetir que o que desencadeou a crise não foi a vontade de Putin em restaurar as fronteiras da União Soviética, mas antes a ambição absurdamente insensata por parte do Ocidente em ver a Ucrânia ser absorvida pela UE e pela NATO. Nunca teria sido possível que Putin ou todos aqueles falantes de russo no leste da Ucrânia e na Crimeia amavelmente assistissem a que o país que foi o berço da identidade russa se tornasse parte de um bloco do poder ocidental. A Rússia ficaria ainda menos contente em ver os únicos portos de águas quentes da sua marinha nas mãos de uma aliança militar que tinha sido formada para, em primeiro lugar, para a conter.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Fronteiras (também a propósito da Ucrânia)

Uma confissão prévia: não só não me dei conta da passagem do "dia da Europa" (o que poderia passar por mera distracção) como - e mais "grave" - desconhecia mesmo a sua existência. De resto, não fora um outro cartaz na rua, dificilmente evitável ao olhar, e umas quantas fotografias sorridentemente indigentes no facebook (e também capa de um jornal) onde descortinei o que julgo ter sido um candidato a candidato a presidente da Comissão Europeia, e corria o risco de não me dar conta de a campanha eleitoral para as eleições "europeias" se ter iniciado. Bem, exagero um pouco pois não apenas sou um visitante frequente do Euro Referendum como procuro seguir o caminho que o UKIP e o seu líder, Nigel Farage, vão trilhando (e as sondagens prometem-lhe uns saborosos 20%!).

Agora que começam a chegar os primeiros resultados dos referendos de ontem em várias zonas da Ucrânia do Leste, parece-me oportuno sublinhar duas coisas relevantes para os europeus:
1) Que o "desafogo" a que agora assistimos no financiamento da dívida pública, que determinou ao governo português uma "saída limpa", é totalmente artificial (os "mercados" estão a exigir à república portuguesa um prémio menor do que fazem, por exemplo, à Austrália, um país de rating AAA);

quinta-feira, 27 de março de 2014

Veneza e o movimento secessionista

Como tinha anunciado, depois de ter apresentado uma visão pessimista de Pat Buchanan relativamente ao futuro da Velha Europa, de que a emergência dos movimentos secessionistas e potencial fragmentação do status quo dos estados correspondentes seria um evidente sinal, eis um artigo que, a propósito do referendo de Domingo passado em Veneza, olha para o conceito de secessão como algo para além do benévolo - para o desejável. Para o efeito, Ryan McMaken socorre-se de Hans-Hermann Hoppe.

Actualização ex ante: especialmente para os cépticos do significado jurídico do referendo, ler aqui.
24 de Março de 2014
Por Ryan McMaken

A secessão de Veneza da Itália, Hans-Hermann Hoppe e os estados-nação

Com uma expressão maioritária de 89%, os eleitores de Veneza optaram pela secessão da Itália. Na prática, o que isso significa é que os venezianos pretendem deixar de remeter a receita fiscal para Roma. Aparentemente, os venezianos, que habitam a capital histórica de uma das repúblicas mais ricas e florescentes da humanidade, não pretendem continuar a subsidiar os burocratas de Roma, famosos pela corrupção. Há muito que a Itália do Sul é considerada pela mais rica, mais limpa e mais eficiente Itália do Norte como um sorvedouro dos seus recursos. Pelo menos de acordo com o Daily Mail, já se fala também em alargar o movimento de secessão a outras áreas do Norte.

Um dos pró-secessionistas parece-se mesmo com um Hoppeano:

Um dos activistas do movimento pela secessão, Paolo Bernardini, professor de História Europeia na Universidade de Insubria, na região do Como, no norte da Itália, disse que chegara "a altura" de Veneza se tornar novamente num estado autónomo.
"Embora a história nunca se repita, estamos agora a assistir a um forte regresso das pequenas nações, dos pequenos e prósperos países, capazes de interagir entre si no mundo global."
“O povo de Veneza percebeu que somos uma nação (digna de) se auto-governar e que está a ser publicamente oprimida, e o mundo inteiro está a caminhar em direcção à fragmentação - uma fragmentação positiva - onde as tradições locais se misturam com os mercados globais.”
Naturalmente, os grandes estados-nação da Europa odeiam e temem desenvolvimentos como este. Mas para quem consiga lembrar-se da História, há nela pouca "tradição" que os estados-nação possam reivindicar. A Itália é um país inventado, tal como a Alemanha, amalgamados à força no século XIX por poderosos políticos autoritários como Otto von Bismarck, que, evidentemente, odiava o liberalismo clássico e o capitalismo com toda a força do seu ser.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Pat Buchanan e o movimento secessionista na Europa

E, "de repente", o movimento secessionista na Europa vê-se significativamente reforçado com o resultado iniludível do referendo em Veneza, ainda que não vinculativo. Se a ele juntarmos o mais que provável "sim" por parte da Escócia no próximo Outono, conjugado no tempo (Novembro) com um outro relativo à Catalunha marcado por fortes tensões com o governo central, não me espantaria que a chama secessionista se alastrasse rapidamente no continente europeu (com a Bélgica e outras regiões da Itália, como a Sardenha,como sérios  candidatos.

Pat Buchanan, em artigo que achei oportuno traduzir, procura explicar as razões desta irrupção que, na sua leitura, são sinais de um problema mais vasto que o autor abordou em Suicide of a SuperPower referindo-se naturalmente aos EUA: a "centrifugação" dos EUA decorrente da não miscigenação das últimas gerações de imigrantes no que até então tinha sido o grande e bem-sucedido melting pot.

Não partilho inteiramente das teses de Buchanan embora tenda a concordar que os modernos estados de bem-estar - que alguém, em última análise, terá sempre que pagar - forneçam incentivos à imigração em massa e, com isso, se abram caminhos a verdadeiros combates demográficos e consequentes tensões culturais e religiosas. Só não os verá quem não quiser ver.

Num próximo post, e relativamente ao movimento secessionista, irei reproduzir um ponto de vista bem mais optimista que o de Buchanan que o encara, tal como eu tendo a concordar, como algo de bem positivo como já tive oportunidade de o escrever.
25 de Março de 2014
Por Patrick J. Buchanan

Os laços europeus começam a desvanecer-se
(Europe’s Bonds Begin to Fade)

Patrick J. Buchanan
Há uma semana atrás, no Salão de São Jorge no Kremlin, a elite russa aplaudiu e chorou quando Vladimir Putin anunciou a reanexação da Crimeia. Sete em cada 10 russos aprovam a governação de Putin. Na Crimeia, a maioria russa ainda não parou de celebrar. A reconquista aproxima-se da conclusão. No leste da Ucrânia, os russos começaram agora a promover a agitação pela anexação por Moscovo. O nacionalismo ucraniano, manifesto no golpe anti-Rússia verificado em Kiev, provocou a inevitável reacção entre os russos. Apesar de elogiar os ucranianos que foram até à Maidan protestar pacificamente, Putin disse que aqueles por trás dos acontecimentos decisivos "recorreram ao terror, assassinato e tumultos. Nacionalistas, neonazis, russófobos e anti-semitas levaram a cabo este golpe". O Kremlin irrompeu em aplausos.

Mas não é apenas na Ucrânia que o nacionalismo étnico está a crescer.

"A votação na Frente Nacional atordoa Hollande" [registo prévio necessário] foi a manchete do Financial Times relativa às eleições municipais francesas no Domingo. Embora a FN de Marine Le Pen, filha do fundador do partido Jean Marie Le Pen, não se tenha candidatado em muitas cidades, ela ganhou em definitivo a corrida à presidência da câmara em Henin-Beaumont e ficou em primeiro ou segundo lugar numa dúzia de cidades de média dimensão, pelo que disputará a segunda volta nas eleições de 30 de Março. "A Frente Nacional alcançou o estatuto de grande força independente - uma força política nos planos nacional e local", declarou Le Pen.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Pat Buchanan: Quem é e o que é Vladimir Putin?

Encaro a secessão como um direito conexo ao direito natural (*) quer no plano das nações quer no plano individual que se poderá traduzir no direito a ser deixado em paz. Tenho assim por essencialmente benévola a leitura dos acontecimentos na Crimeia como de resto sucede quanto a outros processos secessionistas hoje em curso, até agora conduzidos por meios essencialmente pacíficos, como é o caso da Escócia, da Catalunha, de Veneza ou mesmo... de Vigo.

Se por momentos nos lembrarmos que: a própria América nasceu de um processo secessionista a cuja justeza se alude veementemente na Declaração de Independência; que Woodrow Wilson, nomeadamente no seu famoso discurso dos "quatorze pontos", impôs promoveu o estilhaçar dos impérios dos Hohenzollern e Habsburgos e redesenhou fronteiras e criou países em nome da "libertação dos povos" da Europa (pulverizando extensas populações germânicas pelo caminho...) e que o que aconteceu no Kosovo, em 1999, não caiu totalmente no esquecimento, parece-me difícil sustentar um outro ponto de vista. Tanto mais que a única alternativa enunciada, de forma ínvia ou desabrida, é o acentuar do cerco geopolítico (via NATO) à Rússia. E bem sabemos a que conduziu a política do cerco às potências centrais na Europa nos anos que antecederam a I Guerra Mundial.

Pat Buchanan, com a sua habitual frieza analítica e excelente memória histórica, é uma leitura particularmente aconselhável nos domínios da política externa quando as emoções (e a propaganda) se pretendem sobrepôr à razão. Daí o convite ao leitor que adiante se segue, resultado da tradução, da minha responsabilidade, deste texto de Buchanan.
__________________________________
(*) Para uma incursão de índole filosófica neste tema, atente-se neste artigo de David Gordon ou nesta entrada da Wikipedia.
17 de Março de 2014
Por Patrick J. Buchanan

Quem é e o que é Vladimir Putin? (Who and What is Vladimir Putin?)

Vladimir Putin parece ter perdido o sentido da realidade, terá dito Angela Merkel a Barack Obama após ter falado com o presidente russo. Ele está "num outro mundo". "Concordo com o que Angela Merkel disse... que ele vive num outro mundo", declarou Madeleine Albright, "Isso não faz nenhum sentido". John Kerry deu o seu contributo para esta tonta teoria insinuando que Putin estava a seguir os passos de Napoleão: "Muito simplesmente, não é possível, no século XXI, comportar-se à moda do século XIX ao invadir um outro país sob um pretexto completamente forjado."

Patrick J. Buchanan
Agora que Putin assumiu o controlo da Crimeia sem disparar um tiro, e que 95% do eleitorado da Crimeia votou no Domingo pela reintegração na Rússia, será que as suas decisões continuam a parecer irracionais? Não seria previsível que a Rússia, uma grande potência que tinha acabado de ver o seu vizinho ser puxado para fora da órbita da Rússia por um golpe apoiado pelos EUA em Kiev, iria reagir para proteger uma posição estratégica no Mar Negro que mantém há dois séculos? Zbigniew Brzezinski sugere que Putin tem por objectivo recriar o império czarista. Outros dizem que Putin pretende recriar a União Soviética e o Império Soviético.

Mas por que razão a Rússia, hoje envolvida em sangrentas guerras secessionistas com terroristas muçulmanos nas províncias do norte do Cáucaso da Chechénia, do Daguestão e da Ingúchia, quereria invadir e reanexar o gigante Cazaquistão, ou qualquer outra república muçulmana da antiga URSS, o que garantiria a intervenção jihadista e uma guerra interminável? Se nós, americanos, queremos sair do Afeganistão, por que quereria Putin voltar ao Uzbequistão? Por que quereria ele anexar a Ucrânia Ocidental onde o ódio à Rússia remonta à fome organizada da era stalinista? A invasão e ocupação de toda a Ucrânia implicaria para Moscovo incorrer em custos infindáveis em sangue e dinheiro, a inimizade da Europa, e a hostilidade dos Estados Unidos. Qual seria o objectivo da Rússia, cuja população está a diminuir à razão de meio milhão por ano, de pretender voltar a ter soldados russos em Varsóvia?

Mas se Putin não é um imperialista russo que visa restabelecer o domínio russo sobre os povos não-russos, quem é e o que é ele?

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A Coreia do Norte tão perto de si

Uma história "exemplar", aquela que Simon Black nos conta hoje e que procurei traduzir abaixo (minha inteira responsabilidade). Mas não exemplar no sentido de servir de modelo para atitudes e comportamentos. Esta é a exemplaridade de um quotidiano cada vez mais delimitado, regulado e opressivo. De um estatismo triunfante ainda em ascensão.
25 de Fevereiro de 2014

Por Simon Black (em viagem para a Colômbia)



Li Mi-Yung apenas queria ser livre.

Esta viúva de 55 anos da Coreia do Norte passou os últimos 18 meses a construir uma habitação, não dependente da rede de distribuição eléctrica, na sua propriedade no campo. Ela era, no essencial, completamente independente.

Recolhia e armazenava a água da chuva para assegurar água potável. Dispunha do seu próprio sistema de deposição de resíduos. Gerava a sua própria electricidade a partir do sol.

Admirável, não vos parece? Sobretudo num local onde há tão poucas pessoas independentes.

Infelizmente, após se terem dado conta das condições de vida da Sra. Li, as autoridades locais da Coreia do Norte enviaram brigadas de funcionários governamentais à residência da Sra. Li, com a intenção de a expulsar e de a levar perante um tribunal.

Algo de verdadeiramente infame. Pensar-se-ia que o governo norte-coreano estaria muito interessado em aprender com a experiência da Sra. Li com o propósito de tentar melhorar a vida de toda a gente.

Mas, enfim, que mais se pode esperar do governo da Coreia do Norte...?

Há todavia duas pequenas correcções que é necessário introduzir nesta história antes que possa prosseguir.

Li Mi-Yung é na realidade Robin Speronis [link]. E ela não vive na Coreia do Norte. Mora em Cape Coral, na Florida... na Terra dos Livres. Tudo o demais é verdade.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Walter Williams: em defesa da liberdade, o recurso à secessão

O conflito entre os defensores da liberdade e aqueles que a ela se opõem quando insistem em submeter pela força os que a prezam, é, hoje, na análise de Walter E. Williams, insolúvel na América que conhecemos. Em sua opinião, o caminho possível, e desejável, é o da secessão pacífica por via da separação em estados onde nuns se viessem a acolher os defensores do controlo e administração das vidas privadas enquanto noutros se agrupassem os que se opõem veementemente ao actual (e crescente) intervencionismo estatal sufocante dos espíritos livres.

A tradução do artigo, intitulado Parting Company, é da minha  autoria com excepção do trecho transcrito de O Federalista, que segue a tradução de Viriato Soromenho-Marques e João C. S. Duarte (2ª Edição da Fundação Calouste Gulbenkian, 2011).
Eis uma questão que já formulei no passado e que necessita ser revisitada. A menos que se pretenda confundir e não esclarecer, ela tem por resposta um simples sim ou não. Se um grupo de pessoas prefere um forte controlo e administração governamentais das vidas das pessoas, enquanto outro grupo prefere a liberdade e pretende ser deixado em paz, deverão ser obrigados a entrar em conflito entre si correndo o risco de derramamento de sangue e perda de vidas de modo a impor as suas preferências ao outro grupo? Sim ou não. A minha resposta é não; eles devem ser capazes de se separar pacificamente e cada um deles seguir o seu caminho.

Walter E. Williams
O problema que a nossa nação enfrenta é muito parecido ao de um casamento em que um dos parceiros, de forma reiterada, ignora e quebra os votos matrimoniais. Além do mais, o parceiro transgressor não tem qualquer intenção de emendar o seu comportamento. É certo que o casamento pode permanecer intacto, enquanto uma parte tenta impor a sua vontade sobre a outra e se envolve na desonestidade sem escrúpulos e na retaliação. Ao invés da dominação ou da submissão por uma das partes, ou da violência doméstica, uma alternativa mais pacífica reside na separação.

Creio que a nossa nação chegou a um ponto em que existem demasiadas diferenças irreconciliáveis entre aqueles americanos que querem controlar outros americanos e aqueles americanos que querem ser deixados em paz que a separação é a única alternativa pacífica. Tal como num casamento onde os votos se quebraram, os nossos direitos garantidos pela Constituição dos EUA têm sido grosseiramente violados por um governo instituído para os proteger. Estas violações constitucionais têm aumentado independentemente de o controlo de Washington ter estado nas mãos dos Democratas ou nas dos Republicanos.

domingo, 28 de julho de 2013

Liberdade e segurança

Num belo texto que merece uma leitura completa, se possível no original, o juiz Andrew Napolitano desmonta a tentativa, abusiva, daqueles que pretendem equiparar a liberdade e a segurança a propósito do "caso" Edward Snowden. A tradução, particularmente arriscada, é minha.
"Quando Edward Snowden revelou que o governo federal, num desafio directo à Quarta Emenda da Constituição, estava ilícita e inconstitucionalmente a espiar todos os americanos que usam telefones, mensagens de texto ou e-mails para comunicar com outras pessoas, ele abriu uma caixa de Pandora de alegações e recriminações. As alegações que desencadeou são as de que os americanos têm um governo que assalta as nossas liberdades pessoais, actua em segredo e viola a Constituição e os valores em que ela se baseia. As recriminações são as de que a segurança é um bem maior do que a liberdade, e Snowden interferiu na capacidade do governo para nos manter seguros, expondo os seus segredos, e por isso deve ser silenciado e punido.

No decorrer deste debate, já se ouviu o argumento de que todos nós precisamos de sacrificar alguma liberdade de modo a garantir a nossa segurança, que a liberdade e a segurança são contrapesos que, quando chocam entre si, é ao governo que deve assegurar um novo equilíbrio decidindo qual deverá prevalecer. Este é, naturalmente, um argumento que o governo adora, pois pressupõe que o governo tem o poder moral, legal e constitucional para fazer esse rearranjo satânico.

Ora ele não tem esse poder.

sábado, 22 de setembro de 2012

Entretanto, aqui ao lado

há quem caracterize a entidade Espanha como um conjunto de "dezassete metástases", resultante de "uma partidocracia voraz que se "enroscou" no corpo da nação". Não creio que a metáfora seja excessiva, antes o resultado, potencialmente explosivo, de perseguir uma falácia redistributiva alimentando uma gigantesca tragédia dos comuns. Não admira pois o recrudescimento das vozes secessionistas.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Recordando Thomas Jefferson e o 4 de Julho de 1776

DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA (tradução da Infopedia)
Determinação do Segundo Congresso Continental, 4 de Julho de 1776
Declaração unânime dos treze Estados Unidos da América

Quando, no decurso da História do Homem, se torna necessário a um povo quebrar os elos políticos que o ligavam a um outro e assumir, de entre os poderes terrenos, um estatuto de diferenciação e igualdade ao qual as Leis da Natureza e do Deus da Natureza lhe conferem direito, o respeito que é devido perante as opiniões da Humanidade exige que esse povo declare as razões que o impelem à separação.

Consideramos estas verdades por si mesmo evidentes, que todos os homens são criados iguais, sendo-lhes conferidos pelo seu Criador certos Direitos inalienáveis, entre os quais se contam a Vida, a Liberdade e a busca da Felicidade. Que para garantir estes Direitos, são instituídos Governos entre os Homens, derivando os seus justos poderes do consentimento dos governados. Que sempre que qualquer Forma de Governo se torne destruidora de tais propósitos, o Povo tem Direito a alterá-la ou aboli-la, bem como a instituir um novo Governo, assentando os seus fundamentos nesses princípios e organizando os seus poderes do modo que lhe pareça mais adequado à promoção da sua Segurança e Felicidade. É verdade que a sensatez aconselha que não se substituam Governos há muito estabelecidos por razões levianas e momentâneas; e de facto a experiência mostra-nos que, enquanto lhe for possível suportar as contrariedades, a Humanidade está mais disposta a sofrer do que a reparar os erros abolindo as formas a que se habituaram. Mas quando um extenso rol de abusos e usurpações, invariavelmente com um mesmo Objetivo, evidencia a intenção de o enfraquecer sob um Despotismo absoluto, é seu direito, é seu dever, destituir tal Governo e nomear novos Guardas para a sua segurança futura. Tal tem sido o paciente sofrimento destas Colónias; e tal é agora a necessidade que as obriga a alterar os seus anteriores Sistemas de Governo. A história do atual Rei da Grã-Bretanha é uma história de sucessivas injúrias e usurpações, todas com o Objetivo último de estabelecer um regime absoluto de Tirania sobre estes Estados. Para provar tudo isto, que se apresentem os factos perante o Mundo honesto.

Ele recusou a Aprovação de Leis, as mais favoráveis e necessárias ao bem comum.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Provavelmente, 5 dias de feriado bancário

Na sequência do artigo de ontem no Financial Times, assinado por Martin Jacob, We must break up the failing euro (requer registo prévio), Paul Joseph Watson explicita e alarga a tese de Jacob: “5 Day Bank Holiday” To Prepare For Collapse of Euro. Leitura útil, diria. Um excerto:
"Experience shows that currency break-ups, like devaluations, have to be handled so as to avoid anticipatory speculative activity. The essential requirement is a single, unequivocal decision to revert to national currencies, reached confidentially by all 17 governments and announced without prior notice."

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A insuportável arrogância

dos que acenam com a implosão da Europa, a que se seguiria a de boa parte do resto do planeta, se a Grécia viesse(vier) a abandonar o euro, deveriam ser obrigados a ver este vídeo. Talvez assim melhor percebessem que os impérios, sob diversas formas, não são eternos e que, nas construções humanas, nada é irreversível. Observariam ainda que a secessão não é uma anormalidade.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Václav Klaus: só mudanças fundamentais poderão retirar a Europa da crise em que está mergulhada

Só agora tive oportunidade de ouvir na íntegra a intervenção de Václav Klaus, em Londres, no passado dia 3 de Maio, em evento organizado pelo Grupo Brugges, a que o insurgente Filipe Faria aludiu aqui e aqui. Klaus, economista de profissão, sucessivamente ministro das Finanças (na sequência imediata da Revolução de Veludo), primeiro-ministro, presidente do parlamento e, desde Março de 2003, presidente da República Checa, voltou a não desiludir: defensor de posições que reconhece como minoritárias - seja quanto ao federalismo europeu, seja quanto à ideologia "verde" e, em particular, a doutrina do "aquecimento global", seja quanto à defesa de uma economia de mercado de onde o Estado se deve o mais possível afastar (ou ser afastado). Enumerou oito linhas de actuação para que a Europa possa retomar, de forma duradoura, a prosperidade e o crescimento económico:
  1. Get rid of the unproductive and paternalistic Soziale Marktwirtschaft [Economia Social de Mercado] augmented, which means, farther undermined by the growing role of the green ideology;
  2. We should accept, our politicians should accept, that economic adjustment processes take time and that the impatient politicians and governments usually make things worse. The politicians shouldn’t try to mastermind the markets, to micromanage the economy, to “produce” growth by government stimuli and incentives. Let the market function;
  3. We should start making comprehensive reductions of government expenditures and forget flirting with solutions based on tax increases. These reductions, these budgetary reductions, must dominantly deal with mandatory expenditures because discretionary spending cuts are as a long term solution, quantitatively, more or less insignificant;
  4. We should stop the creeping but constantly expanding green legislation. The greens must be stopped from taking over much of our economy under the banner of such flawed ideas as the global warming doctrine;
  5. We should get rid of the centralization, harmonization, standardization of the European continent and after half a century of such measures start decentralizing, deregulating and de-subsidizing the economy;
  6. We should make it possible for countries which are the victims of the European monetary union to leave it and to return to their own monetary arrangements…;
  7. We should forget such plans or projects as a European fiscal union not to speak about ostentatively anti-democratic ambitions to politically unify Europe;
  8. We should return to democracy which can exist only at the level of nation-states not at the level of the whole continent. It requires returning from supranationalism to intergovernmentalism…

O vídeo contém a palestra inicial de Klaus, cerca de 21 minutos, seguindo-se depois um período de perguntas e respostas. Eu viu-o até ao fim dei por bem empregue o meu tempo.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Será que não há fuga do euro?

Imagem retirada daqui
Apesar da sua juventude, o Professor Philipp Bagus, discípulo do "austríaco" Jesús Huerta de Soto, é uma reconhecida autoridade, dos dois lados do Atlântico, em matéria monetária, sendo disputada a sua presença e intervenção em variadíssimos fóruns em plena crise do euro. Hoje mesmo foi publicado mais um artigo sobre a matéria intitulado Is There No Escape from the Euro?, cuja leitura integral recomendo, onde volta a pronunciar-se favoravelmente quanto a "haver vida para além do euro". Para Bagus, ela existe, e é mais saudável - e livre - que a actual, embora reconheça a existência de dificuldades e mesmo de perigos que todavia, na sua opinião, serão ultrapassáveis com reformas e adequada habilidade táctica no período de transição. O artigo termina assim (minha tradução):
A honestidade intelectual exige que se reconheça existirem custos importantes numa de saída do euro, tais como problemas jurídicos ou os associados ao "desemaranhar" do BCE. No entanto, estes custos podem ser atenuados por reformas ou por hábil pilotagem. Alguns dos alegados custos são na verdade benefícios do ponto de liberdade, tais como os custos políticos ou a liberalização dos fluxos de capitais. Na realidade, outros podem mesmo ser vistos como uma oportunidade, como uma crise bancária que seja usada para reformar o sistema financeiro e, finalmente, colocá-lo sob uma base sólida. Em qualquer caso, estes custos devem ser comparados com os enormes benefícios em sair do sistema que consistem na possível implosão do Eurosistema. Sair do euro implica deixar de fazer parte de um inflacionário sistema de auto-destruição monetária, de crescentes estados de bem-estar, queda de competitividade, resgates financeiros, subsídios, transferências, risco moral, conflitos entre nações, centralização, e, em geral, uma perda de liberdade.
Nota: o artigo aqui referenciado retoma uma intervenção, que também dei conta por aqui, que Bagus fez em Bruxelas, num fórum patrocinado pelo UKIP e dirigido por Godfrey Bloom.

domingo, 18 de março de 2012

Frase do dia (30)

«Lembrem-se sempre que a determinação em sermos bem-sucedidos é mais importante que tudo o resto.»
Abraham Lincoln
A adopção desta máxima pelos Estados conduz a resultados como os espelhados nestas fabulosas fotografias (via LRC).