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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Refúgio(s)

E se começa na Escócia?

No dia da votação que bem pode ser uma representação da luta - longa e sofrida - pela Liberdade, porque não associar-lhe, através deste artigo, a estreia recente (apenas EUA) da terceira parte do filme "Atlas Shrugged". Esta última parte concentra-se em explorar o dilema vivido por uma personagem (Dagny Taggart) face à desistência, à entrada em greve daqueles que são os elementos mais criativos e produtivos da sociedade (fossem médicos, músicos, engenheiros ou simples investidores, entre outros). O dilema é mantido na trama do livro (e do filme) como exemplo de tensão entre a força das capacidades humanas com tudo aquilo que as anula.

Pergunta-se Dagny: como podem as mentes mais brilhantes do mundo entrar em greve? Como podem desistir do mundo e buscar refúgio numa qualquer reentrância geográfica remota? Como podem aceitar essa prisão?
De certo modo, é nessa condição que entendo estarem as pessoas a quem lhes causa a maior estranheza que alguém (ou comunidade) possa optar pela sua autodeterminação. Que alguém possa querer construir, sem mediação, o rumo das suas vidas é, a seus olhos, algo de inaceitável.

Dagny aprendeu da maneira mais difícil que aquela escolha não correspondia a uma prisão. Percebeu que, quando o Mal atinge certas proporções, ele perpetua-se pela exploração dos indivíduos, em particular das suas mentes mais brilhantes e criativas. Pelo que o mais libertador é, precisamente, dizer: "basta!" Entrar em greve e não contribuir para a manutenção do Mal. Dessa forma, este cairá por si.
Honestamente, por que razão se estranha a vontade tão natural de Liberdade?