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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Radar

A propósito dos eventos de hoje que envolvem gangues de motoristas, recupero artigo que publicámos em Setembro do ano passado, destacando especialmente os comentários anexos a esse artigo. A maioria com "direitos" manifestou-se mais uma vez. Pela violência. E depois de ter arrecadado uns milhares de euros dos contribuintes não há muito tempo.
Este tipo de expressão e defesa dos direitos adquiridos dá seguramente bons frutos. A julgar pelo resultado de serem recebidos pelo governo e receberem a promessa de um grupo de trabalho para poder "melhorar a mobilidade nas cidades" (novilíngua de burocratas para dizer que vão fazer contas para dar mais uns estímulos ao sector).
Está bom de ver no que vai dar mais este grupo de trabalho, não está?
Estão uns para os outros.
Vergonhoso.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Uma maioria com "direitos"

Adquiridos, ao que se vê, à força

Enquanto se continuar a analisar e a discutir este tipo de acontecimentos como fazendo parte da esfera dos direitos laborais, então esta barbárie continuará. Podendo mesmo agravar-se.
Conduzir a discussão para essa esfera é negar o fundamental: esta "manifestação" não é nada mais que uma violação de direitos naturais fundamentais.
O que se lê na peça, e vê pelas imagens nela apresentadas (ligação na foto), é a simples acção de um grupo de criminosos que, pela força, querem impedir outros (uma clara minoria, claro está!) do exercício da sua liberdade. Seja de trabalhar (no caso do taxista alvo da "manifestação") ou de qualquer um de nós poder recorrer ao serviço de uma pessoa ou empresa para, livremente, satisfazer um desejo ou uma necessidade.
Julgo que aqui também se pode identificar, estruturalmente, uma clivagem entre dois mundos. E ocorre-me lembrar o movimento dos Luditas. Que dirão os colectivistas apaixonados pelo empreendedorismo?
Mas, nesta como noutras problemáticas, a maioria impõe a sua força e os seus "direitos".
Será isso um sinónimo de Democracia?

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Independentemente do resultado, o referendo na Escócia é uma vitória da Liberdade

Não escondo a simpatia que nutro pelos genuínos movimentos secessionistas, nomeadamente no espaço europeu, que contestam e lutam contra o centralismo sufocante, uniformizador e tendencialmente totalitário do por muitos idolatrado estado-nação. Criação historicamente recente, cujos prelúdios remontam apenas aos séculos XVII e XVIII com as grandes revoluções ocorridas na Holanda, Inglaterra e nos Estados Unidos, tornar-se-ia a forma política “normal” após 1815 (Congresso de Viena, após a derrota definitiva de Napoleão). Sujeito a um primeiro grande “teste” – o da Guerra Civil americana – o resultado pôde ser aferido pelos mais de 700 mil mortos que nela pereceram em nome da manutenção de uma “União” tornada sacrossanta a que todos tinham que se subjugar. Os dirigentes do século XX não se impressionaram com aquele primeiro "ensaio" e, assim, a escala do Horror atingiu o que antes fora inimaginável (e materialmente impossível pela mão humana) exactamente em nome de uma nova e letal religião secular.

Foto linkada daqui

Hoje, 18 de Outubro, os escoceses irão votar pelo “Sim” ou pelo “Não” à sua secessão do Reino Unido. Seria para mim uma grande alegria que a Escócia – sim, esmagadoramente socialista, eu sei - escolhesse a via do "Sim". Mas apesar de as últimas sondagens não excluírem essa possibilidade, no meu íntimo não creio que venha a ser esse o resultado final não obstante o pânico que tomou conta das elites britânicas e da correspondente escalada do suborno sempre indissociável da actividade política. Oxalá venha a reconhecer o meu erro de previsão!

Mas, em qualquer caso, estou inteiramente de acordo com Simon Black: qualquer que venha ser o resultado final, o “simples” facto desta votação ir acontecer é, em si, uma grande vitória para a causa da Liberdade! Ficou demonstrado ser possível afrontar o que alguns pretendiam que estivesse gravado para a eternidade. Definitivamente, The Times They Are A-Changin'.

Refúgio(s)

E se começa na Escócia?

No dia da votação que bem pode ser uma representação da luta - longa e sofrida - pela Liberdade, porque não associar-lhe, através deste artigo, a estreia recente (apenas EUA) da terceira parte do filme "Atlas Shrugged". Esta última parte concentra-se em explorar o dilema vivido por uma personagem (Dagny Taggart) face à desistência, à entrada em greve daqueles que são os elementos mais criativos e produtivos da sociedade (fossem médicos, músicos, engenheiros ou simples investidores, entre outros). O dilema é mantido na trama do livro (e do filme) como exemplo de tensão entre a força das capacidades humanas com tudo aquilo que as anula.

Pergunta-se Dagny: como podem as mentes mais brilhantes do mundo entrar em greve? Como podem desistir do mundo e buscar refúgio numa qualquer reentrância geográfica remota? Como podem aceitar essa prisão?
De certo modo, é nessa condição que entendo estarem as pessoas a quem lhes causa a maior estranheza que alguém (ou comunidade) possa optar pela sua autodeterminação. Que alguém possa querer construir, sem mediação, o rumo das suas vidas é, a seus olhos, algo de inaceitável.

Dagny aprendeu da maneira mais difícil que aquela escolha não correspondia a uma prisão. Percebeu que, quando o Mal atinge certas proporções, ele perpetua-se pela exploração dos indivíduos, em particular das suas mentes mais brilhantes e criativas. Pelo que o mais libertador é, precisamente, dizer: "basta!" Entrar em greve e não contribuir para a manutenção do Mal. Dessa forma, este cairá por si.
Honestamente, por que razão se estranha a vontade tão natural de Liberdade?