Não escondo a simpatia que nutro
pelos genuínos movimentos secessionistas, nomeadamente no espaço europeu, que contestam
e lutam contra o centralismo sufocante, uniformizador e tendencialmente totalitário
do por muitos idolatrado estado-nação. Criação historicamente recente, cujos
prelúdios remontam apenas aos séculos XVII e XVIII com as grandes revoluções ocorridas
na Holanda, Inglaterra e nos Estados Unidos, tornar-se-ia a forma política “normal”
após 1815 (Congresso de Viena, após a derrota definitiva de Napoleão). Sujeito a um primeiro grande “teste” – o da
Guerra Civil americana – o resultado pôde ser aferido pelos mais de 700 mil
mortos que nela pereceram em nome da manutenção de uma “União” tornada
sacrossanta a que todos tinham que se subjugar. Os dirigentes do século XX
não se impressionaram com aquele primeiro "ensaio" e, assim, a escala do Horror atingiu o que antes fora inimaginável
(e materialmente impossível pela mão humana) exactamente em nome de uma nova e letal religião secular.
| Foto linkada daqui |
Hoje, 18 de Outubro, os escoceses
irão votar pelo “Sim” ou pelo “Não” à sua secessão do Reino Unido. Seria para
mim uma grande alegria que a Escócia – sim, esmagadoramente socialista, eu sei
- escolhesse a via do "Sim". Mas apesar de as últimas sondagens não excluírem
essa possibilidade, no meu íntimo não creio que venha a ser esse o resultado
final não obstante o pânico
que tomou conta das elites britânicas e da correspondente escalada
do suborno sempre indissociável da actividade política. Oxalá venha a reconhecer o meu erro de previsão!
Mas, em qualquer caso, estou inteiramente
de acordo com Simon
Black: qualquer que venha ser o resultado final, o “simples” facto desta
votação ir acontecer é, em si, uma grande vitória para a causa da Liberdade!
Ficou demonstrado ser possível afrontar o que alguns pretendiam que estivesse
gravado para a eternidade. Definitivamente, The Times They Are A-Changin'.