Aproveito para deixar uma citação de Josh Crumb. Tão simples quanto lúcida (daqui):
"O ouro não faz as pessoas ricas, a dívida e o papel-moeda é que as faz pobres."
"A ameaça externa à estabilidade política chinesa vem do propósito explícito das recentes políticas monetárias: disfarçar o crescimento real anémico através da inflação dos activos financeiros. É uma solução brilhante para o problema político do baixo crescimento aqui no Ocidente, porque a nossa estabilidade política não depende de um crescimento económico robusto. Enquanto pudermos evitar um claro crescimento negativo (e isso até se aceita enquanto puder ser explicado pela metereologia) e pudermos inflacionar os preços dos activos financeiros que suportam o nosso desequilibrado sistema, talvez possamos crescer alguma coisa ou pagar a dívida pela via da inflação. Ou não.
A dívida pode estacionar por aí... essencialmente para sempre... desde que não haja um choque exógeno. Um sistema financeiro moribundo, onde o crédito é tratado como um bem que o governo deve assegurar, é um desfecho aceitável no Ocidente porque as nossas eleições e poderes políticos não estão comprometidos com um forte crescimento económico. Estes poderes centram-se em questões sociais e noções de identidade. Focam-se na preservação da riqueza, dos benefícios e dos direitos. São tudo coisas importantes no contexto político do Ocidente.
Para a China? Nem por isso."
“O tipo que aceita” – Ben Hunt


"No começo deste mês, o principal jornal conservador da Argentina, La Nación, publicou um editorial não assinado comparando a economia da Argentina à da Venezuela. A publicação concluiu que à medida que a liberdade económica na Argentina diminui, e que prossegue a adopção do que Chávez designou por "socialismo do século XXI", a Argentina está cada vez mais parecida com a Venezuela. Será isto verdade? Irá a Argentina sofrer o mesmo destino que a Venezuela, onde a pobreza está a aumentar e o papel higiénico pode ser considerado um luxo?
As semelhanças das regulamentações e problemas económicos que ambos os países enfrentam são realmente impressionantes, apesar das diferenças óbvias entre os dois países. No entanto, quando as pessoas são confrontadas com as semelhanças, é comum ouvir respostas como "mas a Argentina não é a Venezuela, temos mais infra-estruturas e recursos".
São as transformações institucionais, no entanto, que definem o destino a longo prazo de um país, não a sua prosperidade no curto prazo.
Imaginemos que Cuba e a Coreia do Norte se tornavam, de um dia para o outro, nos dois países que em todo o mundo mais defendiam o livre mercado e a intervenção estatal limitada. Os dois países alcançariam de imediato as liberdades civis e a liberdade económica, mas teriam ainda que acumular riqueza e desenvolver as suas economias. A mudança institucional afecta imediatamente a situação política, mas uma nova economia exige tempo para que possa ganhar forma. Por exemplo, quando a China abriu partes da sua economia aos mercados internacionais, o país começou a crescer, e estamos agora a assistir aos efeitos de décadas de relativa liberalização económica. É verdade que em muitas áreas na China continuam em falta liberdades significativas, mas hoje haveria uma China muito diferente caso [o governo chinês] se tivesse recusado a mudar as suas instituições há décadas atrás.
O mesmo ocorreria se um dos países mais ricos e desenvolvidos do mundo adoptasse as instituições cubanas ou norte-coreanas de um dia para o outro. A riqueza e o capital não se desvaneceriam em 24 horas. O país iria passar de um processo de acumulação de capital para um processo de consumo de capital e poderia levar anos ou até mesmo décadas a esgotar os cofres da riqueza anteriormente acumulada. No interim, o governo teria os recursos para jogar o jogo do socialismo populista bolivariano (i.e., venezuelano) e desfrutar da riqueza, das estradas, da infra-estrutura eléctrica e das redes de telecomunicações que foram o resultado das realidades institucionais do passado, mais orientadas à economia de mercado.
De acordo com o Índice de Liberdade Económica no Mundo do Instituto Fraser, a Argentina ocupava o 34º lugar no ano de 2000. Em 2011, no entanto, a Argentina caíra para 137º, ao lado de países como o Equador, o Mali, a China, o Nepal, o Gabão e Moçambique. Não há nenhuma dúvida de que a Argentina desfruta de maior desenvolvimento e riqueza do que aqueles outros países. Mas poderemos continuar a ter a certeza de que essa será a situação daqui a 20 ou 30 anos? A presidente argentina é conhecida por ter afirmado que gostaria de tornar a Argentina num país parecido com a Alemanha, mas o caminho para se tornar numa Suíça ou numa Alemanha implica a adopção de instituições do tipo das suíças e das alemãs, que não é o que a Argentina está a fazer.
Numa acção de promoção da sua iminente nova série acerca da evolução dos animais, Sir David Attenborough afirmou, numa entrevista esta semana, pensar ser impossível que possa ocorrer uma redução da população humana durante este século e que "temos sorte em estar a viver agora, porque as coisas irão piorar". As pessoas irão olhar para trás, daqui a 100 anos, "para um mundo que estava menos apinhado de gente, que estava cheio de maravilhas naturais e que era mais saudável".
É uma opinião comum, a dele, que eu em tempos partilhei. Ele deseja que as pessoas desfrutem dos espaços abertos e das abundantes manadas de caça que ele tem tido a felicidade de observar. Para que isso possa suceder, ele acha que é vital que se reduza a população humana.
De um modo muito polido, diria que eu agora discordo, de forma apaixonada, das duas premissas da sua argumentação. É realmente muito provável, ao invés de impossível, que a população esteja a diminuir nos finais deste século e é igualmente bastante provável que as pessoas nessa altura vivas venham a dispor de mais regiões selvagens para explorar e de mais fauna para admirar relativamente ao que sucede hoje.
A taxa de crescimento da população mundial reduziu-se sensivelmente a metade, tendo passado de mais de 2% por ano na década de 1960 para cerca de 1% agora. Até mesmo o número total de pessoas, que anualmente se soma à população anual, tem vindo a cair de há perto de 30 anos para cá. Se estas reduções continuarem, esse número chegará a zero por volta de 2070 - daqui a pouco mais de 50 anos. Nas últimas décadas, a taxa de natalidade baixou em todo um mundo. A fertilidade no Bangladesh passou de quase 7 filhos por mulher em 1960 para pouco mais de 2 hoje; no Quénia, de 8 para 4.5; no Brasil, de 5.7 para 1.8; no Irão, de 6.8 para 1.9; na Irlanda, de 3.9 para 2.
Ainda faz parte da sabedoria convencional que a única maneira de conseguir diminuir o crescimento demográfico implica agir maldosamente para com as pessoas, embora por motivos nobres. Seria necessário necessário coagi-las, suborná-las, envergonhá-las ou educá-las para terem menos filhos contrariando as suas preferências. Um país - a China -, reduziu de facto a sua taxa de natalidade com medidas coercivas sob a forma da política do filho único. Outro - a Índia -, tentou introduzir a esterilização forçada na década de 1960, em troca de ajuda alimentar dos Estados Unidos, mas [o seu Governo] foi derrotado pelo protesto popular e pela democracia, factores desconhecidos na China.
No entanto, em todos os outros países, o controlo voluntário da natalidade provou ser uma arma mais eficaz que a coerção, e a taxa de natalidade desceu igualmente de forma rápida. Isto sucedeu porque aconteceram coisas boas: crescimento económico, emancipação feminina e, acima de tudo, a conquista da mortalidade infantil. Contanto que as mulheres tenham algum tipo de acesso aos meios de controle de natalidade, um dos melhores factores preditivos de uma taxa de natalidade decrescente é uma taxa de mortalidade infantil em queda. Logo que as crianças parem de morrer na infância, as pessoas passam a planear famílias menos numerosas. Assim que pensem que as suas crianças irão sobreviver, começam a investir nelas, em vez de optar por ter mais filhos.
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| Robert Higgs |
"Nas décadas de 1930 e 1940, quando o moderno sistema moderno de contas nacionais para a determinação do rendimento e do produto [NIPA] estava sendo desenvolvido, o "perímetro" do produto nacional foi um tema calorosamente debatido. Nenhuma questão provocou mais debate do que esta: deve o produto governamental ser incluído no produto bruto? Simon Kuznets (Nobel de Economia de 1971), o americano que deu o mais importante contributo para o desenvolvimento do sistema de contas nacionais, tinha grandes reservas quanto a incluir todas as compras de bens e serviços governamentais no produto nacional. Ao longo dos anos, outros elaboraram sobre as razões que ele então adiantou e outras razões foram entretanto aduzidas.
Porquê excluir o produto estatal? Em primeiro lugar, as actividades estatais podem ser vistas como dando origem a produtos intermédios em vez de produtos finais, mesmo que o governo seja fornecedor de serviços valiosos como o de fazer valer os direitos de propriedade privada ou o de promover a resolução de disputas. Em segundo lugar, porque não sendo os serviços públicos, na sua maioria, vendidos nos mercados, os seus preços não são determinados por eles [não resultam da interacção entre a procura e a oferta] para que possam ser usados no cálculo do seu valor total àqueles que deles beneficiam. Em terceiro lugar, porque muitos serviços públicos surgem por motivos políticos e não de motivações económicas ou de instituições, alguns deles podem ter pouco ou nenhum valor. De facto, alguns comentadores - onde se inclui o autor destas linhas - foram até ao ponto de afirmar que alguns serviços públicos têm valor negativo: se lhes fosse dado escolher, as pessoas vitimizadas por esses "serviços" estariam dispostas a pagar para se livrar deles.
"Every political class needs its court prophets. Every banking establishment needs politicians who do their bidding. Young men who are not good in physics or chemistry or engineering see their career opportunities at Oxford and Cambridge. They major in economics. The smart ones become bankers. The less smart ones become economists.
The ones who are not smart enough to major in economics major in politics and become politicians.
The bankers hire the economists to tell the politicians what to think."
The economics graduates who are not good enough to get hired by the big banks go into financial journalism."
- Get rid of the unproductive and paternalistic Soziale Marktwirtschaft [Economia Social de Mercado] augmented, which means, farther undermined by the growing role of the green ideology;
- We should accept, our politicians should accept, that economic adjustment processes take time and that the impatient politicians and governments usually make things worse. The politicians shouldn’t try to mastermind the markets, to micromanage the economy, to “produce” growth by government stimuli and incentives. Let the market function;
- We should start making comprehensive reductions of government expenditures and forget flirting with solutions based on tax increases. These reductions, these budgetary reductions, must dominantly deal with mandatory expenditures because discretionary spending cuts are as a long term solution, quantitatively, more or less insignificant;
- We should stop the creeping but constantly expanding green legislation. The greens must be stopped from taking over much of our economy under the banner of such flawed ideas as the global warming doctrine;
- We should get rid of the centralization, harmonization, standardization of the European continent and after half a century of such measures start decentralizing, deregulating and de-subsidizing the economy;
- We should make it possible for countries which are the victims of the European monetary union to leave it and to return to their own monetary arrangements…;
- We should forget such plans or projects as a European fiscal union not to speak about ostentatively anti-democratic ambitions to politically unify Europe;
- We should return to democracy which can exist only at the level of nation-states not at the level of the whole continent. It requires returning from supranationalism to intergovernmentalism…
«The reforms to date, however, are at best a down payment towards the comprehensive set of reforms needed to address Portugal’s growth and competitiveness problems»
«The policy framework in particular remains constrained by the absence of supply-side reforms with a near-term payoff.»
«Após impor a redução drástica na quantidade de freguesias e de municípios, o Governo recusou patrocinar o desleixo das autarquias que sobraram. Confrontado com as súplicas para que o Estado central patrocinasse dois mil milhões de euros das dívidas do poder local à banca, cerca de um sexto da dívida total, Pedro Passos Coelho parafraseou o que, com liberdade poética, um jornal disse que Gerald Ford disse à falida câmara de Nova Iorque em 1975: vão morrer longe.
Apesar da reacção furiosa da ANMP e de Miguel Relvas, que depois de demitido por razões familiares passou a assinar um comentário regular na TVI muito crítico para com os seus ex-colegas, a decisão não surpreendeu ninguém, vinda de um Executivo que privilegia a opção pelos cortes na despesa em lugar do saque aos contribuintes. Aqui e ali, sucedem-se as medidas de contenção, traduzidas na abolição de centenas de institutos públicos e similares, nas privatizações da RTP, da CP e da TAP, na partilha da Vespa de Pedro Mota Soares por parte de sete ministros e nos "cortes" no funcionalismo e nas nomeações.
Talvez o "corte" mais polémico, a extinção do Ministério da Economia vem permitindo a redução do défice sem perturbar a recuperação da actividade económica e da confiança dos consumidores. Desde que se viram entregues a si próprias, as pequenas, médias e grandes empresas sobreviventes depressa adquiriram uma inédita capacidade de se desenrascar no mercado interno e, frequentemente, no externo. Graças a estes progressos e a uma revisão a sério do código laboral, o desemprego continua a cair a pique. Álvaro Santos Pereira, que entretanto regressou ao Canadá, foi dos raros portugueses a emigrar no primeiro trimestre do ano.»
So President Obama was right all along. Domestic energy production really is a path to prosperity and new job creation. His mistake was predicting that those new jobs would be "green," when the real employment boom is taking place in oil and gas.
(...)
The ironies here are richer than the shale deposits in North Dakota's Bakken formation. While Washington has tried to force-feed renewable energy with tens of billions in special subsidies, oil and gas production has boomed thanks to private investment. And while renewable technology breakthroughs never seem to arrive, horizontal drilling and hydraulic fracturing have revolutionized oil and gas extraction—with no Energy Department loan guarantees needed.
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