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quinta-feira, 26 de julho de 2018
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Quantas cobras e quantos degraus?
"O futuro está repleto de degraus e de cobras"
Finalmente tivemos acesso à apresentação que Grant Williams fez na conferência que John Mauldin organiza todos os anos. Mais uma vez, Williams não desapontou. Seja a qualidade dos materiais que suportam a apresentação e as ideias partilhadas, seja o humor e a ironia que as acompanha. Esta apresentação mostra um pouco da qualidade do trabalho que Williams tem realizado no canal Real Vision.
Notem-se as inúmeras referências a anteriores oradores da mesma conferência a suportar cenários mais realistas (e sombrios) acerca da condição (e saúde) das economias à escala global, sejam desenvolvidas ou emergentes.
Alguns dos pontos fortes da apresentação são os seguintes:
- a relação entre as taxas de juro e os índices bolsistas;
- o impacto do corte de impostos de Trump na manobra de recompra de títulos e acções (potencia a ausência de um chão real para a economia);
- digressão histórica da acção da FED e dos seus responsáveis mais recentes (consequências para a saúde da economia);
- o actual dirigente da FED - Jerome Powell - parece ter intuído o beco em que a FED se encontra, bem como o atraso para uma possível antecipação da próxima recessão;
- a dimensão das dívidas soberanas - o fenómeno de "Japanização" das economias (perspectiva histórica);
- que saídas podem estar disponíveis para os investidores.
Boas reflexões e bom fim de semana.
Finalmente tivemos acesso à apresentação que Grant Williams fez na conferência que John Mauldin organiza todos os anos. Mais uma vez, Williams não desapontou. Seja a qualidade dos materiais que suportam a apresentação e as ideias partilhadas, seja o humor e a ironia que as acompanha. Esta apresentação mostra um pouco da qualidade do trabalho que Williams tem realizado no canal Real Vision.
Notem-se as inúmeras referências a anteriores oradores da mesma conferência a suportar cenários mais realistas (e sombrios) acerca da condição (e saúde) das economias à escala global, sejam desenvolvidas ou emergentes.
Alguns dos pontos fortes da apresentação são os seguintes:
- a relação entre as taxas de juro e os índices bolsistas;
- o impacto do corte de impostos de Trump na manobra de recompra de títulos e acções (potencia a ausência de um chão real para a economia);
- digressão histórica da acção da FED e dos seus responsáveis mais recentes (consequências para a saúde da economia);
- o actual dirigente da FED - Jerome Powell - parece ter intuído o beco em que a FED se encontra, bem como o atraso para uma possível antecipação da próxima recessão;
- a dimensão das dívidas soberanas - o fenómeno de "Japanização" das economias (perspectiva histórica);
- que saídas podem estar disponíveis para os investidores.
Boas reflexões e bom fim de semana.
quarta-feira, 11 de outubro de 2017
sábado, 30 de setembro de 2017
Testemunho histórico-político
"A política da identidade será sempre perdedora"
Partilhamos com os nossos leitores uma longa entrevista a Steve Bannon. Este documento histórico é assaz revelador das mudanças que estão a acontecer no domínio da análise, do exercício e legitimação do poder político.
Se me parece mais rápida a mudança nos Estados Unidos, ela também está a acontecer aqui pela Europa. Mas, atendendo às idiossincrasias europeias neste domínio, poderá revelar-se de um modo mais súbito e, dirão muitos, imprevisto.
Alguns dos temas e problemas analisados são:
- nomes e acções vitais na campanha de eleição de Trump;
- discurso popular ou populista?
- o erro de óptica que a abordagem mediática faz dos males do sistema político americano - atacando alguns agentes (que não encaixem no molde de entorse perceptivo dos media) e defendendo outros (cujas acções não podem, de resto, ser escrutinadas com objectividade);
- as tensões entre o status quo (político, financeiro e económico) e as forças de mudança (populismo e vozes dissonantes);
- as alianças e as obediências no espectro político americano actual;
- os problemas e paradoxos que povoam o partido republicano;
- novos sentidos para as alianças e obediências políticas;
- como se prepararam algumas das armadilhas à campanha de Hillary.
Este é um documento de inegável importância reflexiva. Tanto quanto à frontalidade e clareza na assunção de posições políticas, como da consideração das consequências dessas mesmas posições. Decorre, julgo, das palavras de Bannon o sublinhar de que o domínio da política é necessariamente o domínio da discórdia e do compromisso. Mesmo quando este parece impossível de obter. Recusando-se uma visão pacificadora (asfixiante?), tão intensa quanto paradoxal, do discurso politicamente correcto das democracias ocidentais.
Não será democrático permitir que estas ideias possam ser discutidas e avaliadas publicamente? Sem se recorrer à campanha de difamação, à mentira e ao assassinato de carácter?
Há em mim uma proximidade sentimental e filosófica desta última questão com o presente da situação política espanhola, por força da insistência catalã.
Quando se lêem "análises" destes episódios com títulos "estará tudo louco?", por exemplo, não será isso a inviabilização de uma discussão e de uma análise críticas e livres? Não serão estas análises, precisamente, concretizações de um entorse bem no cerne dos ligamentos democráticos? Num país de pobre tradição de discussão e reflexão críticas, estas análises não serão, precisamente, condicionantes da opinião pública? Em nome, justamente, da salvaguarda da democracia?
Divago?
Importa reflectir. Com sentido crítico.
Partilhamos com os nossos leitores uma longa entrevista a Steve Bannon. Este documento histórico é assaz revelador das mudanças que estão a acontecer no domínio da análise, do exercício e legitimação do poder político.
Se me parece mais rápida a mudança nos Estados Unidos, ela também está a acontecer aqui pela Europa. Mas, atendendo às idiossincrasias europeias neste domínio, poderá revelar-se de um modo mais súbito e, dirão muitos, imprevisto.
Alguns dos temas e problemas analisados são:
- nomes e acções vitais na campanha de eleição de Trump;
- discurso popular ou populista?
- o erro de óptica que a abordagem mediática faz dos males do sistema político americano - atacando alguns agentes (que não encaixem no molde de entorse perceptivo dos media) e defendendo outros (cujas acções não podem, de resto, ser escrutinadas com objectividade);
- as tensões entre o status quo (político, financeiro e económico) e as forças de mudança (populismo e vozes dissonantes);
- as alianças e as obediências no espectro político americano actual;
- os problemas e paradoxos que povoam o partido republicano;
- novos sentidos para as alianças e obediências políticas;
- como se prepararam algumas das armadilhas à campanha de Hillary.
Este é um documento de inegável importância reflexiva. Tanto quanto à frontalidade e clareza na assunção de posições políticas, como da consideração das consequências dessas mesmas posições. Decorre, julgo, das palavras de Bannon o sublinhar de que o domínio da política é necessariamente o domínio da discórdia e do compromisso. Mesmo quando este parece impossível de obter. Recusando-se uma visão pacificadora (asfixiante?), tão intensa quanto paradoxal, do discurso politicamente correcto das democracias ocidentais.
Não será democrático permitir que estas ideias possam ser discutidas e avaliadas publicamente? Sem se recorrer à campanha de difamação, à mentira e ao assassinato de carácter?
Há em mim uma proximidade sentimental e filosófica desta última questão com o presente da situação política espanhola, por força da insistência catalã.
Quando se lêem "análises" destes episódios com títulos "estará tudo louco?", por exemplo, não será isso a inviabilização de uma discussão e de uma análise críticas e livres? Não serão estas análises, precisamente, concretizações de um entorse bem no cerne dos ligamentos democráticos? Num país de pobre tradição de discussão e reflexão críticas, estas análises não serão, precisamente, condicionantes da opinião pública? Em nome, justamente, da salvaguarda da democracia?
Divago?
Importa reflectir. Com sentido crítico.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Citação do Dia (197)
Lê-se e acredita-se.
Resposta da eurodeputada Monika Hohlmeier em entrevista (aqui).
E que dizer do título escolhido para a peça?
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
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