Mostrar mensagens com a etiqueta Hong Kong. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hong Kong. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de novembro de 2017

Master Class Eberhard Schoeneburg

"É urgente desmistificar a Inteligência Artificial"

A página de Schoeneburg possui alguns dados de apresentação e obtive esta referência através de outras leituras. Importa trazê-la à consideração dos leitores, tanto pela ressaca da WebSummit (e dos abusos afectivos e racionais a que fomos sujeitos), como mais especialmente pelo momento que volta a esboçar-se em torno das "novas" tecnologias.

Num período que volta a fazer lembrar o entusiasmo do final da década de noventa acerca das tecnologias, preciso de contemplar, com saudável dose de cepticismo, estas "promessas". Tomando uma perspectiva integrada, tanto dos mercados como das intenções dos agentes políticos (a paixão destes nada inocente, sublinhe-se) da natureza da inteligência artificial, bem como das soluções que dela são complementares. Destacando-se as fintech, termo vulgar para os algoritmos e codificações estruturadas aplicáveis aos serviços bancários, aos seguros ou até aos processos eleitorais. Assim como a sua evolução para o suporte à criação digital de moedas criptográficas.

Não há por aqui, como bem sabem os nossos leitores, qualquer animosidade relativamente às referidas (ou quaisquer outras) soluções tecnológicas.
O interesse aqui é tanto conhecer melhor a natureza das soluções (potencialidades, limitações e riscos), como ir apontando algumas dinâmicas que hão-se desenvolver-se em torno destas indústrias, até de cariz político e ideológico (veja-se a WebSummit).

Por aqui, assumimos a necessidade de realismo. E de continuar a aprender para exercer mais conscientemente as escolhas que teremos pela frente.

Boas reflexões.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Em defesa de um padrão monetário livre - Parte VI

Litigâncias e jurisdições




Publica-se aqui a sexta e última parte da série de artigos que Ken Griffith tem vindo a publicar no jornal do Gold Standard Institute.
A tradução e a edição dos artigos é da minha responsabilidade e foi autorizada pelo próprio autor.
A quinta parte pode ser lida aqui.

"Em defesa do padrão-ouro livre” – Ken Griffith, "The Gold Standard Institute Journal #47", Novembro de 2014

Resolução de disputas e jurisdição para o Padrão-Ouro livre

Esta é a última parte da série de artigos que apresentam a via para a criação de um padrão ouro livre à escala global, usando apenas a iniciativa privada e o mercado livre. Neste artigo serão apresentados os requisitos para um sistema de resolução de disputas e algumas jurisdições ideiais para a domiciliação da “Sociedade para o Padrão-Ouro”.
Na primeira parte, indiquei sete elementos necessários para estabelecer um padrão monetário descentralizado e apolítico:
- domicílio em jurisdições receptivas ao ouro monetário
- sistema de pagamentos digitais em ouro e procedimentos contabilísticos
- modelos contratuais e unidade padrão
- rede de Agentes
- plataforma electrónica de transacção
- sistemas de resolução de disputas
- modelo viável de regulação

domingo, 5 de outubro de 2014

Manifestações em Hong Kong: um caso isolado ou algo de muito mais importante?

Uma leitura interpretativa dos acontecimentos que têm vindo a ocorrer em Hong Kong por parte de Eric Margolis, um jornalista e escritor ferozmente independente e cuja solidez das suas análises se funda numa longa experiência adquirida in situ conjugada com um sólido conhecimento da história dos povos. São estas as razões da frequente presença por aqui sempre que se abordam temas entre o meridiano ocidental do Médio Oriente e o mais a oriente na China. A tradução é, como habitualmente, da minha responsabilidade.
3 de Outubro de 2014
Por Eric Margolis

Hong Kong Está a Ferver – Mas, até Ver, Suavemente
Hong Kong Boiling – But Gently, So Far

Hong Kong vive sob uma fervura suave. No momento em que escrevo, dezenas de milhares de estudantes continuam a manifestar-se de forma polida, exigindo que o chefe do governo nomeado por Pequim, CY Leung, se demita e seja substituído por recurso a eleições livres.

Eric Margolis
A política poucas vezes faz deflectir a obsessão maníaca de Hong Kong com os negócios e a finança, mas a onda de descontentamento da juventude representa para a China um dos seus maiores desafios de origem popular desde a revolta de Tiananmen em 1989 - que a China insiste nunca ter acontecido.

Até agora, o Partido Comunista da China e o seu novo chefe, o “falcão” Xi Jinping, têm-se contido sem recorrer a medidas de repressão dura para travar as manifestações pacíficas. Agora, todavia, os líderes dos protestos ameaçam apoderar-se de edifícios governamentais, a menos que Pequim desista dos planos para escolher o novo governo de Hong Kong em 2017. Este é um desafio directo à autoridade nacional de Pequim.

Considerando que o regime de Pequim é impiedoso no esmagamento dos protestos dos uigures muçulmanos na estratégica província de Xinjiang, a mais a ocidente da China, as exigências de Hong Kong no sentido de conseguir uma verdadeira autonomia e auto-governo surgem num momento particularmente difícil para o Partido Comunista, que está a festejar o seu 65 º aniversário da tomada de poder.