Mostrar mensagens com a etiqueta Singapura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Singapura. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de março de 2015

Em defesa de um padrão monetário livre - Parte VI

Litigâncias e jurisdições




Publica-se aqui a sexta e última parte da série de artigos que Ken Griffith tem vindo a publicar no jornal do Gold Standard Institute.
A tradução e a edição dos artigos é da minha responsabilidade e foi autorizada pelo próprio autor.
A quinta parte pode ser lida aqui.

"Em defesa do padrão-ouro livre” – Ken Griffith, "The Gold Standard Institute Journal #47", Novembro de 2014

Resolução de disputas e jurisdição para o Padrão-Ouro livre

Esta é a última parte da série de artigos que apresentam a via para a criação de um padrão ouro livre à escala global, usando apenas a iniciativa privada e o mercado livre. Neste artigo serão apresentados os requisitos para um sistema de resolução de disputas e algumas jurisdições ideiais para a domiciliação da “Sociedade para o Padrão-Ouro”.
Na primeira parte, indiquei sete elementos necessários para estabelecer um padrão monetário descentralizado e apolítico:
- domicílio em jurisdições receptivas ao ouro monetário
- sistema de pagamentos digitais em ouro e procedimentos contabilísticos
- modelos contratuais e unidade padrão
- rede de Agentes
- plataforma electrónica de transacção
- sistemas de resolução de disputas
- modelo viável de regulação

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Passos importantes

Novos ciclos, novas oportunidades

E se a oportunidade surgisse para poder receber o proveito do seu trabalho em metais preciosos? Em Singapura, isso é possível. Até a resposta às exigências fiscais são acomodadas.
O primeiro vídeo - um sinal de que é possível fazer investigação jornalística - concentra-se a mostrar como uma empresa paga os salários dos seus trabalhadores em metais preciosos. Nota: os trabalhadores podem recusar essa possibilidade.
Simples, não é?

O segundo vídeo - outra prova de que pode haver lugar para visões diversas no oficial nevoeiro mental - é uma entrevista a Koos Jansen. A sua investigação acerca do mercado do ouro (internacional, mas especialmente chinês) vingou. Ou seja, os números que, desde o início do ano, Koos tinha publicado acerca da procura chinesa de ouro foram confirmados. Não pelas instituições ocidentais (World Gold Council, LBMA), que simplesmente ignoraram a investigação de Koos, mas pelas autoridades chinesas.
Aquelas instituições apontavam números para a procura chinesa em 2013 a rondar as 1170 toneladas, contra as 2200 toneladas avançadas pelo investigador independente que escreve desde a sua casa na Holanda. Não esqueçamos que os chineses são adeptos da discrição quanto às suas movimentações estratégicas, pelo que este facto tem uma dimensão muito, muito importante.
Como evidência da qualidade da sua investigação, Koos acabou por ser recrutado por uma empresa de Singapura (BullionStar, a mesma que aparece referida no primeiro vídeo) como investigador para o mercado dos metais preciosos. Para além de ser também consultor da Gold Anti-Trust Association.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

O que é que eles sabem que nós não sabemos?

São múltiplos os sinais da disfuncionalidade dos mercados financeiros resultantes das prolongadas políticas de supressão das taxas de juro (ZIRP/NIRP), de uma inflação monetária sem precedentes e do regresso em força da promoção do crédito subprime (com particular afinco no crédito imobiliário nos EUA mas também, por exemplo, na Holanda). A actividade económica real continua num torpor pastoso apesar dos sucessivos anúncios de recuperação e das "acções sem precedentes", também conhecidas por "medidas não convencionais", tomadas pela generalidade dos bancos centrais. Entretanto, os níveis bolsistas continuam a quebrar recordes atrás de recordes sem que se vislumbrem sinais de escoramento na economia real (na realidade, mais não são que fenomenais transferências de riqueza da Main Street para Wall Street, ou seja, dos 99.99% para os 0,01%). A Fed finge que o seu próprio "sucesso" lhe permite agora abrandar os "estímulos" passando o testemunho ao BCE (que se prepara para avançar com o seu próprio QE enquanto se passam umas coisas estranhas na Bélgica). É por tudo isto que ouvir da boca de um alto responsável de um banco central, de um dos sistemas financeiros mais sólidos do mundo, dizer que atravessamos uma "inquieta calmaria" em "águas desconhecidas" e que os seus bancos devem reforçar os seus capitais e liquidez não pode deixar de ser notícia. Assim, enquanto por cá assistimos ao desenrolar da mais recente e não surpreendente história de mais um dos "bancos do regime", creio valer a pena a leitura da crónica de Simon Black que se segue e que me propus traduzir.
Myanmar, 25 de Junho de 2014
Por Simon Black

Um alerta para a "inquieta calmaria" nos mercados financeiros, vindo de Singapura


Bem, há pelo menos alguém que percebe o que está a acontecer.

Quando a quase totalidade dos bancos centrais do planeta está a sinalizar ao mundo que tudo vai bem no plano económico, o vice-presidente da Autoridade Monetária de Singapura (Lim Hng Kiang) disse ontem [24-06-2014] durante um jantar que "uma inquieta calmaria parece ter-se instalado nos mercados" e que "permanecemos em águas desconhecidas".

Foi realmente incrível ouvir uma linguagem tão incisiva por parte de um funcionário de um banco central.

O Sr. Lim apontou para os riscos "óbvios" e disse que iríamos enfrentar adiante "solavancos na estrada". Mas isso é um eufemismo.