Numa altura em que pelo Ocidente se divulgam "notícias" de carácter negativo acerca do ouro (em dólares e de natureza sintética, note-se!), pela China e dos cofres da Shangai Gold Exchange (SGE) saíram mais de setenta e três toneladas de ouro na semana de 20 a 24 de Julho de 2015 - sim mais de 73 toneladas de ouro físico numa semana, não sintético (ETF´s)! - para os cofres de investidores privados.
E porque recentemente se divulgaram as reservas oficiais chinesas do mesmo metal (1,658 toneladas), convém ter presente que, entre produção própria e aquisições no mercado internacional, os investidores chineses arrecadaram qualquer coisa como 5,964 toneladas de ouro para o período entre 2010 e 2014.
Não se estranha que estes números - verdadeiramente estonteantes - fiquem à sombra das "notícias" ocidentais acerca do perfil do investidor chinês, após a incrível descida na sua bolsa de valores?
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segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Radar
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Passos importantes
Novos ciclos, novas oportunidades
E se a oportunidade surgisse para poder receber o proveito do seu trabalho em metais preciosos? Em Singapura, isso é possível. Até a resposta às exigências fiscais são acomodadas.
O primeiro vídeo - um sinal de que é possível fazer investigação jornalística - concentra-se a mostrar como uma empresa paga os salários dos seus trabalhadores em metais preciosos. Nota: os trabalhadores podem recusar essa possibilidade.
Simples, não é?
O segundo vídeo - outra prova de que pode haver lugar para visões diversas no oficial nevoeiro mental - é uma entrevista a Koos Jansen. A sua investigação acerca do mercado do ouro (internacional, mas especialmente chinês) vingou. Ou seja, os números que, desde o início do ano, Koos tinha publicado acerca da procura chinesa de ouro foram confirmados. Não pelas instituições ocidentais (World Gold Council, LBMA), que simplesmente ignoraram a investigação de Koos, mas pelas autoridades chinesas.
Aquelas instituições apontavam números para a procura chinesa em 2013 a rondar as 1170 toneladas, contra as 2200 toneladas avançadas pelo investigador independente que escreve desde a sua casa na Holanda. Não esqueçamos que os chineses são adeptos da discrição quanto às suas movimentações estratégicas, pelo que este facto tem uma dimensão muito, muito importante.
Como evidência da qualidade da sua investigação, Koos acabou por ser recrutado por uma empresa de Singapura (BullionStar, a mesma que aparece referida no primeiro vídeo) como investigador para o mercado dos metais preciosos. Para além de ser também consultor da Gold Anti-Trust Association.
E se a oportunidade surgisse para poder receber o proveito do seu trabalho em metais preciosos? Em Singapura, isso é possível. Até a resposta às exigências fiscais são acomodadas.
O primeiro vídeo - um sinal de que é possível fazer investigação jornalística - concentra-se a mostrar como uma empresa paga os salários dos seus trabalhadores em metais preciosos. Nota: os trabalhadores podem recusar essa possibilidade.
Simples, não é?
O segundo vídeo - outra prova de que pode haver lugar para visões diversas no oficial nevoeiro mental - é uma entrevista a Koos Jansen. A sua investigação acerca do mercado do ouro (internacional, mas especialmente chinês) vingou. Ou seja, os números que, desde o início do ano, Koos tinha publicado acerca da procura chinesa de ouro foram confirmados. Não pelas instituições ocidentais (World Gold Council, LBMA), que simplesmente ignoraram a investigação de Koos, mas pelas autoridades chinesas.
Aquelas instituições apontavam números para a procura chinesa em 2013 a rondar as 1170 toneladas, contra as 2200 toneladas avançadas pelo investigador independente que escreve desde a sua casa na Holanda. Não esqueçamos que os chineses são adeptos da discrição quanto às suas movimentações estratégicas, pelo que este facto tem uma dimensão muito, muito importante.
Como evidência da qualidade da sua investigação, Koos acabou por ser recrutado por uma empresa de Singapura (BullionStar, a mesma que aparece referida no primeiro vídeo) como investigador para o mercado dos metais preciosos. Para além de ser também consultor da Gold Anti-Trust Association.
sexta-feira, 28 de março de 2014
A Morte da Moeda
Tenho trazido à consideração dos leitores a temática da reformulação do sistema monetário internacional. Assinalei também alguns dos contornos que este tema possui (aqui e aqui). Publica-se agora a tradução da entrevista realizada por Koos Jansen a James Rickards a propósito da publicação do seu livro - "The Death of Money" (lançamento internacional a 3 de Abril e sem tradução portuguesa prevista) - que tem, como pano de fundo, a situação difícil do sistema monetário e financeiro internacional e as possibilidades da sua evolução, articulando com precisão o papel das grandes potências económicas (presentes e futuras), a função disciplinadora do ouro e alguns dos argumentos da Escola Austríaca de economia.
A tradução é da minha responsabilidade, bem como algumas observações ou sublinhados.
A tradução é da minha responsabilidade, bem como algumas observações ou sublinhados.
James Rickards e "A morte do dinheiro" - 14 de Março de 2014
Koos Jansen – Considera que haverá um colapso do sistema monetário global, acompanhado de caos social e problemas nos bancos face ao que os políticos não estão a fazer ou farão tarde demais?
James Rickards – O meu livro mais recente – The Death of Money – é, justamente, acerca da morte do dólar. Um colapso monetário global e o colapso do dólar são uma e a mesma coisa. O dólar é a chave do actual sistema, ora se o mundo deixar de ter confiança nessa chave, então, o sistema como o conhecemos entra em derrocada.
Se ocorrerão distúrbios a acompanhar esse colapso? Bem, penso que eles já estão a acontecer. Veja-se a Ucrânia, a Crimeia. A China está a enviar navios para o largo das ilhas que disputa com o Japão. Podemos ver também tensões e conflitos associados à primavera árabe por causa disso. É inegável que há sinais preocupantes em diversas regiões. Considero que os políticos vão continuar a prosseguir políticas erradas, não julgo que façam as reformas e ajustes necessários: o desemprego continua alto, o crescimento continua anémico e o perigo de deflação está à espreita. Estes fenómenos potenciam a instabilidade social, as disparidades no rendimento e riqueza. Assistiremos ao agudizar destes problemas durante o definhar do sistema.
Os bancos centrais e os governos já disseram que os maiores bancos e instituições finaceiras não podem cair. Isto impedirá, igualmente, que as correcções aconteçam. Quais são as consequências que conhecemos dessas decisões? Bom, isso convida a práticas irresponsáveis e a posturas parasitárias por parte dos banqueiros. Isso permite que eles cresçam e que destabilizem o sistema. Julgo que não veremos, para já, falências de grandes bancos, no entanto, quando o colapso acontecer alguns deles vão cair. É a própria política dos grandes demais para cair que conduz ao agravamento das disfunções no sistema e isso levará ao colapso.
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