"You can´t always get what You want"
O teatro grego continua. E, por muito que me esforce, não consigo evitar lembrar-me das múltiplas declarações de Jean-Claude Juncker nos últimos anos. Muito se diz e escreve acerca do momento-quase-perfeito de resolução dos problemas em torno da Grécia nos meios de comunicação convencionais. É o problema da Europa, não esqueçamos.
Seguindo a multiplicação de referências dos responsáveis europeus acerca "do governo grego"e "do seu comportamento inadmissível", é impossível não ficar inquieto. Inquietude que resulta do esforço de tentar compreender, em toda a sua extensão, as subtilezas e os riscos da nossa situação comum e detectar o mais vil entorse perceptivo.
A tentativa de demarcar-nos (a Portugal, mas também à Espanha como casos de sucesso, entre outros) destes riscos tem de compreender-se como a distracção induzida ao animal que, assim, corre mais alegre e lesto para o matadouro. Isso tem, claro, vantagens imediatas - o preço da nossa dívida é renegociado, as exigências dos credores são aliviadas como incentivo aos ímpetos reformadores -, e por aí fora. Mas a condição geral permanece. Inexorável.
Alguém com um pouco de bom senso pode ficar aliviado quando, após anos de liquidez forçada nos mercados (EUA, Japão, Zona Euro e agora China), não se vislumbram sinais sólidos de dinamismo económico?
O cenário onde as yields das obrigações soberanas (das nações que contam, claro está!) descem e os preços dos índices bolsistas ultrapassam máximos históricos de modo recorrente é promissor? Mas para quem?
Na imagem, que peça está ali em quarto lugar?
O teatro grego continua. E, por muito que me esforce, não consigo evitar lembrar-me das múltiplas declarações de Jean-Claude Juncker nos últimos anos. Muito se diz e escreve acerca do momento-quase-perfeito de resolução dos problemas em torno da Grécia nos meios de comunicação convencionais. É o problema da Europa, não esqueçamos.
Seguindo a multiplicação de referências dos responsáveis europeus acerca "do governo grego"e "do seu comportamento inadmissível", é impossível não ficar inquieto. Inquietude que resulta do esforço de tentar compreender, em toda a sua extensão, as subtilezas e os riscos da nossa situação comum e detectar o mais vil entorse perceptivo.
A tentativa de demarcar-nos (a Portugal, mas também à Espanha como casos de sucesso, entre outros) destes riscos tem de compreender-se como a distracção induzida ao animal que, assim, corre mais alegre e lesto para o matadouro. Isso tem, claro, vantagens imediatas - o preço da nossa dívida é renegociado, as exigências dos credores são aliviadas como incentivo aos ímpetos reformadores -, e por aí fora. Mas a condição geral permanece. Inexorável.
Alguém com um pouco de bom senso pode ficar aliviado quando, após anos de liquidez forçada nos mercados (EUA, Japão, Zona Euro e agora China), não se vislumbram sinais sólidos de dinamismo económico?
O cenário onde as yields das obrigações soberanas (das nações que contam, claro está!) descem e os preços dos índices bolsistas ultrapassam máximos históricos de modo recorrente é promissor? Mas para quem?
Na imagem, que peça está ali em quarto lugar?
Tentando enquadrar os problemas europeus numa escala maior, propomos o visionamento de uma palestra de James Rickards. O autor procurou contrastar os modelos de interpretação dos fenómenos económicos, vigentes nas grandes instituições internacionais, com os modelos complexos que ele desenvolve para o mesmo fim.
Nela chamamos a atenção para o período de perguntas e respostas que é, apesar de tudo, mais rico de detalhes e significado (a partir dos 30 minutos aproximadamente).

