"Actualmente, os bancos centrais negoceiam com contrapartes que são gigantes bancos comerciais com derivativos nos balanços de uma escala e complexidade perturbadoras. Parece impossível que estas exposições comerciais possam ter sido construídas e mantidas sem o conhecimento e a cumplicidade dos sectores oficiais. O Deutsche Bank, por exemplo, envolvido como instituição acusada em milhares de queixas e investigações judiciais, possui uma exposição a derivativos numa dimensão vinte vezes superior ao PIB da Alemanha e cinco vezes o PIB da Zona Euro.
Não é preciso muita imaginação para inferir que os técnicos dos bancos centrais e os seus pares nestes colossos da banca de investimento – frutos do mesmo ADN, colegas nas mesmas escolas, perseguindo carreiras que se cruzam, frequentadores das mesmas conferências e sempre à distância de uma simples chamada – são indistinguíveis tanto ideológica como intelectualmente e corruptos moralmente em igual medida."
John Hathaway - "Tectónicas Monetárias"
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terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Em medidas iguais
segunda-feira, 29 de dezembro de 2014
Esperando o melhor
Adquirindo um seguro monetário
Por estes dias muitas são as listas de compromissos a assumir no ano que há-de vir. E já se multiplicam os discursos e intervenções por parte de políticos e especialistas, testando algumas estratégias para os tempos que se avizinham.
Sem a ambição de um balanço e visão prospectiva complexos, seleccionei a seguinte entrevista para que possamos ter algumas referências quando, a partir do presente, olharmos mais para a frente, do ponto de vista económico, financeiro e político. Em particular, para que possamos reconhecer, num esforço crítico fundamental, a peça que se desenrola e os seus próximos actos.
Isto porque, apesar da cantiga "das nuvens que já passaram" e do futuro brilhante que alguns defendem através de mais intervenções e investimentos públicos, os constrangimentos globais são maiores do que em 2007/08 e o espaço para soluções mágicas (assentes em engenharias financeiras cada vez mais obscuras e perigosas) é cada vez mais exíguo.
Importa, assim, fazer uma digressão pelas zonas menos conhecidas (porque será?), mas determinantes do nosso universo monetário e financeiro.
Boa viagem.
Por estes dias muitas são as listas de compromissos a assumir no ano que há-de vir. E já se multiplicam os discursos e intervenções por parte de políticos e especialistas, testando algumas estratégias para os tempos que se avizinham.
Sem a ambição de um balanço e visão prospectiva complexos, seleccionei a seguinte entrevista para que possamos ter algumas referências quando, a partir do presente, olharmos mais para a frente, do ponto de vista económico, financeiro e político. Em particular, para que possamos reconhecer, num esforço crítico fundamental, a peça que se desenrola e os seus próximos actos.
Isto porque, apesar da cantiga "das nuvens que já passaram" e do futuro brilhante que alguns defendem através de mais intervenções e investimentos públicos, os constrangimentos globais são maiores do que em 2007/08 e o espaço para soluções mágicas (assentes em engenharias financeiras cada vez mais obscuras e perigosas) é cada vez mais exíguo.
Importa, assim, fazer uma digressão pelas zonas menos conhecidas (porque será?), mas determinantes do nosso universo monetário e financeiro.
Boa viagem.
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