"Os novos valores que vão surgindo parecem justificar o abandono dos antigos valores e regras. A confiança em si mesmo, o auto-controlo e a independência, por exemplo, são substituídos pela equidade, segurança e cuidados de saúde universais. No entanto, são fáceis de identificar as clivagens entre os velhos valores e os novos.
Os novos valores reflectem uma profunda mudança nas atitudes. De assumir riscos a passar evitá-los de todo. Da produção de riqueza à preocupação exclusiva na sua preservação. Da ausência de interferências do estado (laissez-faire) ao controlo centralizado por parte do estado.
Mas estas diferenças são também expressas num conjunto diferenciado de direitos. Os antigos eram direitos a que cada um pudesse fazer algo por si mesmo. Os últimos são direitos a forçar alguém a fazer algo para mim. Os primeiros exigiam cooperação, estes últimos exigem apenas o medo e, de seguida, a violência."
Bill Bonner, "O refluxo da modernidade" - 22 de Outubro de 2014
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Citação do dia (175)
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
O reverso da ficção
Vai-se instalando a ideia de que a crise de 2008 modificou a paisagem financeira e económica internacional. É um facto que, nessa data, o sistema financeiro foi impedido de cair no abismo. Também é indisputável que, desde então, se criaram condições para a implementação de políticas monetárias radicais. Mas tudo isto teve origem em 2008? Não marcará – 2008 – apenas o acentuar da dimensão dos problemas? A situação actual - difícil e complexa - tem a sua causa em 2008? Ou nas medidas para a sua correcção?
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